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DESTAQUE - PORTUGAL NÃO TEM VOZ EM ÁFRICA (MANUEL JOÃO RAMOS)

PORTUGAL NÃO TEM VOZ EM ÁFRICA

MANUEL JOÃO RAMOS, Professor universitário

Junho de 2000

Portugal não tem representação diplomática na Organização de Unidade Africana (OUA) e sem ela ser-lhe-á difícil assumir responsabilidades políticas em África e tomar posição a propósito das tragédias militares no continente

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ARTE AFRICANA: AS ARTES DA INDEPENDÊNCIA (CARLOS REIS)

Arte africana - As artes da independência
Por: CARLOS REIS

Julho de 2005

As artes e literaturas africanas, lusófonas e contemporâneas, são o resultado do cruzamento de experiências, da modernização e da libertação. O balanço: uma contemporaneidade variada, que soube transcender o colonialismo português.

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PORT-HIST - OS MISSIONÁRIOS COMBONIANOS E O ESTADO NOVO

Os Missionários Combonianos e o Estado Novo
Por: CARLOS NEVES SOBRINHO, Missionário comboniano

Abril de 1999

No dia 25 deste mês ocorrem os 25 anos da Revolução dos Cravos, que abriu as portas do futuro ao País. Não faltarão cerimónias para comemorar a efeméride que mudou o regime político e devolveu as liberdades político-sociais ao povo português e pôs termo ao último império colonial do Ocidente. A revolução trouxe um suspiro de alívio aos Missionários Combonianos, cuja permanência no País se encontrava seriamente em risco, dado que se temia a breve trecho a sua expulsão e o encerramento das suas casas de formação. «Além-Mar» recorda alguns dos momentos mais tensos da relação dos combonianos com o Estado Novo, em Portugal e em Moçambique.

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MOC-HIST: Gazeta da Comunidade Chinesa de Moçambique

Moçambique. História. Gazeta da Comunidade Chinesa de Moçambique

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MOC-HIST - REVERSÃO DA HIDROELÉCTRICA DE CAHORA BASSA ACONTECIMENTO DO ANO

Reversão da HCB acontecimento do ano

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AUTORES - SANGUE NO CAPIM: CENAS DA GUERRA AM ANGOLA (REIS VENTURA 1962)

Sangue no Capim (Cenas da Guerra em Angola)

Reis Ventura -1962

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AUTORES - REIS VENTURA (1910-1992)

REIS VENTURA

Ervedelo/Chaves, 1910 - Lisboa, 1992

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AUTORES - NAMBUANGONGO (JOÃO BERNARDO DE MIRANDA)

NAMBUANGONGO

João Bernardo Miranda

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AUTORES - ANGOLA OS DIAS DO DESESPERO (HORÁCIO CAIO, 1961)

ANGOLA OS DIAS DO DESESPERO

Horácio Caio, 1961

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AUTORES - TU NÃO VISTE NADA EM ANGOLA (FRANCISCO MARCELO CURTO, 1983)

TU NÃO VISTE NADA EM ANGOLA

Francisco Marcelo Curto, 1983

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AUTORES - O DESPERTAR DOS COMBATENTES (JOAQUIM COELHO, 2005)

O DESPERTAR DOS COMBATENTES

Fotos com estórias em Angola – Joaquim Coelho – Clássica Editora, 2005

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GRAÇA MACHEL: MILITANTE POLÍTICA MOÇAMBICANA (ENTREVISTA)

Graça Machel


Militante política moçambicana

Por: Folha de São Paulo, 21 de junho de 2002

“Tenho que atender a estas moças, que me estão a caçar como a uma gazela”, disse a moçambicana Graça Machel a seus acompanhantes no aeroporto de Maputo, apontando para a reportagem da Folha, que a aguardava no local.

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CHORANDO OU CANTANDO NA ÁFRICA? (WASHINGTON NOVAES)

Chorando ou cantando na África?

Por: WASHINGTON NOVAES

Fonte: O Estado de S. Paulo, 30 de agosto de 2002

:Quem, como o autor destas linhas, tem acompanhado ao longo do tempo as discussões sobre meio ambiente e desenvolvimento - de longe, pela imprensa, a reunião de Estocolmo, em 1972, e de corpo presente as conferências de 1992 e 1997 (Rio+5) no Rio de Janeiro e, agora, em Johannesburg, na África do Sul - não pode deixar de sentir certa aflição.

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OS TAMBORES DE JOHANNESBURG (WASHINGTON NOVAES)

Os tambores de Johannesburg

Washington Novaes

Por: O Estado de São Paulo, 16 de agosto de 2002

Talvez as discussões na África do Sul, a partir do dia 26, sobre o terceiro grande tema da Rio + 10 - Agenda 21 global e pobreza - sejam as mais difíceis, embora mudanças climáticas e biodiversidade, os outros dois temas, também enfrentem impasses. A multiplicidade de questões e visões nesse terceiro tema é enorme e complexa.

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AUTORES - O SOSSEGO DE BOTHA (DANIEL DA COSTA)

O sossego de Botha

Daniel da Costa

Pieter Botha morreu aos noventa anos na sua casa localizada na cidade do Cabo. O chefe de Estado sul-africano, Thabo Mbeki, enviou as condolências da praxe à família do antigo líder no dia seguinte ao da morte.

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AUTORES - JOSÉ CRAVEIRINHA: A MEMÓRIA REVISITADA (DANIEL DA COSTA)

JOSÉ CRAVEIRINHA: A MEMÓRIA REVISITADA

Daniel da Costa

Basta às vezes uma palavra para definir um homem. Outras vezes, senão tantas, difícil é fazê-lo. Mais difícil ainda se torna quando não se trate apenas de um homem, mas sim de um poeta. Não se pense com estas palavras ser intenção nossa mitificar o poeta. Pretendemos lembrar somente que é a própria natureza da poesia que se exime à ostentação de rótulos, que desafia continuamente os modelos cada vez mais abstractos de teóricos, porque, afinal, é ambígua, passível de múltiplas interpretações. Porque, assim também foi definida, a poesia não está naquilo que se diz, mas naquilo que fica depois de se dizer. (1)

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AUTORES - XINGONDO (DANIEL DA COSTA)

O Comedor de Xingondismos

A crónica parece ser um género que se afirmou em Moçambique. O modo esse género se enraizou traduz a condição de uma à procura do seu retrato.

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MOC-HIST - INDEPENDÊNCIA E O DR. ANTÓNIO SALAZAR

Independência e o Dr. António Salazar

Esta semana o país comemorou mais uma aniversário da sua independência. Na semana anterior prestou um justo tributo àquele foi o arquitecto da unidade nacional, o dr. Eduardo Mondlane. Nas comemorações foi divulgado um livro contendo alguma da sua correspondência. Facto importante para conhecimento do homem a quem o país tem uma eterna dívida de gratidão.

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MOC-HIST - O LUSOTROPICALISMO

O Lusotropicalismo

A versão moderna do mito do quinto império é ensaiada através das teorias Lusotropicalistas sistematizadas por Gilberto Freyre, que, do meu ponto de vista, são bem mais antigas, as quais aparecem em alguns pronunciamentos, principalmente nos debates sobre a questão ultramarina, no Século XIX, um pouco por consequência da independência do Brasil. O Lusotropicalismo não é somente uma teoria sociológica.

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MOC-HIST - MARCELLO CAETANO RECONHECIA DIREITO À INDEPENDÊNCIA MAS…

Marcello Caetano reconhecia direito à independência mas…

Not – Se está a falar de 73 os portugueses, cuja figura política máxima era precisamente o Marcello Caetano a quem diz ter ido ter, ainda não admitiam a ideia de um Moçambique independente. Com uma postura dessas e com uma guerra de libertação, a que eles chamavam guerra colonial, ninguém se atreveria, sozinho, a ir ter com ele a pedir-lhe que reconheça a FFRELIMO…

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MOC-HIST - PORTUGAL EXERCIA O COLONIALISMO EM ÁFRICA

Portugal exercia o colonialismo em África

Portugal lutou contra a ocupação espanhola mas no entanto exercia o colonialismo em África. Ontem dissemos aos nossos irmãos que trabalham na barragem de Cahora Bassa que um povo que oprime outro povo, esse povo não é livre.

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MOC-HIST - SOBRE O 4 DE OUTUBRO, A PÁTRIA E O PATRIOTISMO

Sobre o 4 de Outubro, a Pátria e o Patriotismo

“Mais do que os princípios valem os homens, que fazem os bons ou maus regimes. Tudo está nos imperativos do tempo, nos condicionalismos do lugar, nas inclinações preferenciais dos povos ou dos seus governantes e, acima de tudo, nos caminhos abertos pela mão de Deus. (…) Para nós, soldados, fique apenas esta ideia simples: República quer dizer «coisa pública», interesse comum, que todos temos obrigação de servir e defender como a abelha o seu cortiço, e que a nós mais se impõe, porque somos as abelhas defensoras da comunidade (…) e vestimos uma farda que é símbolo de patriotas e túnica de heróis ” - in «Intimidades de Salazar – O homem e a sua época», 3ª Edição, pp. 112.

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MOC-HIST - O COLONIALISMO PORTUGUÊS

O COLONIALISMO PORTUGÊS

Desde o século IX, no território que hoje é Moçambique existia um importante comércio de marfim e talvez de ouro, na região ao sul da foz do rio Zambeze, onde os árabes criaram posteriormente o Porto de Sofala. Os reinados Maravi entre o Lago Niassa (Malawi) e o rio Zambeze, parecem ter sido uma confederação de pequenos tribos com dinastias hereditárias.

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MOC-HIST - JORNAL NOTÍCIAS FOI FUNDADO A 15 DE ABRIL DE 1926 EM LOURENÇO MARQUES

Introdução

O Jornal Notícias completa hoje 80 anos da sua existência. Com efeito, este diário foi fundado a 15 de Abril de 1926, na então Lourenço Marques, tendo como proprietária a Sociedade do Notícias, Lda, do capitão Manuel Simões Vaz, mais tarde transformada em Sociedade do Notícias, SARL. Estas sociedades tinham como objecto a publicação dos jornais “Notícias” e “Notícias da Tarde”, tendo mais tarde extinto este último e adquirido o “A Tribuna”.

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MOC-HIST - UM DIA NÓS TAMBÉM HAVEMOS DE VOAR

Um dia nós também havemos de voar

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PORT-HIST - ECONOMIA PORTUGUESA E OS PALOP

ECONOMIA PORTUGUESA E OS PALOP

A perspectiva de alguns períodos do salazarismo de integração dos espaços económicos do antigo Império nunca teve a concretização que alguns dos mais entusiastas defensores do Portugal de Minho a Timor desejariam.

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MUSIC-MP3: Miriam Makeba & The Skylarks - anos ‘50 e ‘60. - 40 FAIXAS MP3

 
Música. África do Sul. Miriam Makeba & The Skylarks - anos ‘50 e ‘60

40 FAIXAS MP3 - ESCUTAR…

 

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LITERATURA ESCRITA E ORAL: APROXIMAÇÃO E DISTANCIAMENTO (L. ROSÁRIO)

LITERATURA ESCRITA E ORAL - Aproximação e distanciamento: uma revisitação ao aparato teórico

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MBELELE E OUTROS CONTOS:O DISCURSO SOBRE A AFRICANIDADE (DANIEL COSTA)

MBELELE E OUTROS CONTOS: O DISCURSO SOBRE A AFRICANIDADE

por Daniel da Costa

Pode-se definir o livro de contos de Aníbal Aleluia como um palco em que se actualiza em força a dicotomia entre o preto e o branco, sobretudo a nível cultural. Através das marcas da subjectividade do autor, o leitor é constantemente remetido para um universo ficcional em que se busca a eleição da autenticidade africana.

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A VISÃO ADULTA DE UM OLHAR INFANTIL (DANIEL DA COSTA)

A VISÃO ADULTA DE UM OLHAR INFANTIL

por Daniel da Costa

Para quem tenha lido o conto “Mundo Novo”, da autoria de Calane da Silva, inserido no livro Xicandarinha na Lenha do Mundo, publicado no ano passado, forçada não há-de achar a aproximação que se fizer, pela sugestão de alguns dos seus signos, ao conto “As Mãos dos Pretos”, de Luís Bernardo Honwana, que está inserido no livro Nós Matámos o Cão-Tinhoso, lançado em 1964.

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O REGRESSO DO MORTO: A CONFLUÊNCIA DE OPÇÕES (DANIEL DA COSTA)

O REGRESSO DO MORTO: A CONFLUÊNCIA DE OPÇÕES

por Daniel da Costa

É frequente em qualquer literatura um autor recolher textos seus dispersamente publicados em jornais ou revistas, apurá-los a nível da forma, acrescentar alguns inéditos e, depois, lançá-los ao público sob a forma de colectânea. Suleiman Cassamo repetiu entre nós essa prática com dez contos seus, obra a que intitulou O Regresso do Morto.

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A FÓRMULA DE HORÁCIO (DANIEL DA COSTA)

A FÓRMULA DE HORÁCIO

por Daniel da Costa

1. Útil e doce foi como já se definiu a natureza da arte. Lembrei-me desta fórmula de Horácio, depois de ter assistido há dias à encenação de duas peças de teatro que tinham por tema o racismo. Refiro-me aos trabalhos apresentados pelo grupo teatral Mutumbela Gogo e pelo Associação Cultural Tchova Xita Duma, respectivamente As Mãos dos Pretos? e A Morte de Bessie Smith.

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CULTURA: O SOL QUE AFINAL PODE DESCER (DANIEL DA COSTA)

Cultura: o sol que afinal pode descer

por Daniel da Costa

Temos um novo Governo e talvez seja oportuno reflectir sobre o impacto do seu formato no sector da cultura. É facto consumado que o Ministério da Cultura foi extinto e ressuscitado em seu lugar o da Educação e Cultura. Certamente que por detrás desta alteração está a preocupação de melhor servir o povo de Moçambique.

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A MEMÓRIA DOS MACACOS (DANIEL DA COSTA)

A memória dos Macacos

por Daniel da Costa

Não se deve correr atrás da galinha com o sal nas mãos. Desde a mais clássica das antiguidades que se sabe no que dá esse desajeitado número. Sem as mãos livres, o predador tem muita dificuldade em encetar uma perseguição eficaz. Na ordem natural dos eventos, o sal vem muito depois da ave capturada.

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O FERRO DE ENGOMAR (DANIEL DA COSTA)

O FERRO DE ENGOMAR

por Daniel da Costa

Os primeiros ferros de engomar que conheci eram gordos e preguiçosos. Não gostavam de sorrir. Para aquecerem, as pessoas tinham que os empanturrar de carvão vegetal e fazer depois uma coreografia ao ar livre muito ao jeito de um pêndulo, com um movimento para aqui, um outro para ali, uma esticadela para cima, outra para baixo. Isto, durante um bom par de minutos até que o operário de metal despertasse para a função, bem vermelhinho.

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O ESTENDAL DA VIZINHA (DANIEL DA COSTA)

O ESTENDAL DA VIZINHA

por Daniel da Costa

Li algures que a escrita de uma crónica se assemelha à uma ida à caça. Chegada a hora da partida, o homem mete-se pelo mato adentro com uma espingarda a tiracolo, a velha lanterna amarrada ao castanho cinto de cabedal na cintura, acompanhado de um cão ofegante que se adianta pelo carreiro, a língua de fora como um farol irriquieto, vermelho, molhado.

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ALEGREMENTE NO AUTOCARRO (DANIEL DA COSTA)

ALEGREMENTE NO AUTOCARRO

por Daniel da Costa

De novo aqui, diante de uma página em branco como um escultor de talhe na mão pronto a dar vida a um pedaço de madeira. Hoje sigo as pegadas de um tempo que se curva à chegada de uma professora iluminada de poesia.

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A VILA DOS PENALTES (DANIEL DA COSTA)

A VILA DOS PENALTES

por Daniel da Costa

Não era preciso usar óculos para se detectar que algo estava errado com o guarda-redes mais famoso da vila. Chamava-se Zeca. Dizia-se que Muralha era o seu apelido.

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CHEFES DE ESTADO AFRICANOS: AS CHAVES DO PODER (JEAN-ARSÈNE YAO)

Chefes de Estado africanos: as chaves do poder

Dos 53 chefes de Estado que há actualmente em África, 12 estão a governar há mais de 20 anos, dois são octogenários e 14 superaram já os 70 anos. Em pouquíssimos países africanos houve uma evolução política séria. Os dirigentes apegam-se a um poder que traz consigo honra e riqueza.

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ÁFRICA: A TERCEIRA COLONIZAÇÃO (GERARDO GONZÁLEZ CALVO)

África: A terceira colonização

O continente africano está a ser esburacado, na terra e no mar, de tal forma que já parece um queijo Gruyère. Os países ocidentais procuram afanosamente petróleo, para não dependerem tanto do golfo Pérsico. A China juntou-se a esta desenfreada corrida para conseguir mais ouro negro. Está a dar-se um novo assalto à África, que pouco difere do que ocorreu durante as conquistas do século xix e o neocolonialismo de meados do século xx.

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PORT-HIST - O NOVO MUNDO PORTUGUÊS

O novo mundo português


Mal chega o Verão, muitos partem em busca de destinos exóticos. Muitos há, também, que não se contentam com a praia, o mar e os coqueiros, e vão à descoberta da história, da cultura, da arte. Todos teriam toda a vantagem em conhecer o património português, que a Fundação Gulbenkian tem ajudado a recuperar um pouco por todo o mundo. Ou, se não for possível, em embarcar na viagem breve que a Além-Mar neste número lhe propõe.

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MOC-HIST - O FUTURO DE CAHORA BASSA PASSA POR EXPORTAR MAIS (ENGº CASTRO FONTES)

Eng. Castro Fontes - O futuro de Cahora Bassa passa por exportar mais

Fernando Castro Fontes continua a acreditar no futuro da barragem de Cahora Bassa. Que foi concebida para desenvolver todo o vale do Zambeze e tem ainda muito a dar a Moçambique e a uma grande parte da África austral. Para o engenheiro, o futuro passa mesmo pela construção de uma nova central, para aproveitar o potencial da enorme albufeira e produzir ainda mais energia para exportação.

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MOC-CULT - O BRADO AFRICANO (1955-1958)

O Brado Africano

O Brado Africano - um dos jornais mais marcantes e decisivos na verdadeira divulgação da poesia moçambicana - publicado em Lourenço Marques (Maputo), apareceu no cenário jornalístico moçambicano em 1955 e terminou a sua actividade em 1958.

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O CONTINENTE NÃO ESTÁ CONDENADO A SER UM TERRITÓRIO ESQUECIDO (MIA COUTO)

O continente não está condenado a ser um território esquecido, deixado em plano secundário pelas estratégias de integração global

Por Mia Couto

Durante anos, dei aulas em diferentes faculdades da Universidade Eduardo Mondlane. Meus colegas professores queixavam-se da progressiva falta de preparo dos estudantes. Eu notava algo que, para mim, era ainda mais grave: um cada vez maior distanciamento desses jovens em relação ao seu próprio país. Quando saíam de Maputo em trabalhos de campo, comportavam-se como se estivessem emigrando para um universo estranho e adverso. Não sabiam as línguas, desconheciam os códigos culturais, sentiam-se deslocados e com saudades de Maputo. Alguns sofriam dos mesmos fantasmas dos exploradores coloniais: as feras, as cobras, os monstros invisíveis.

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PORT-HIST - CAMINHOS DE FERRO DO ULTRAMAR, DECRETO 47.043 DE 7 DE JUNHO DE 1966

República Portuguesa

Ministério do ultramar

Regulamento Para a Fiscalização, polícia e Exploração Dos

Caminhos de Ferro do Ultramar

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MOÇAMBIQUE E O 25 DE SETEMBRO DE 1964

Moçambique e o 25 de Setembro de 1964, dia do início da Luta Armada de Libertação

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GUER-COL - MEMÓRIAS DE GUERRA: 1961-1974 - AGUENTA-TE QUE ATÉ VEM ENFERMEIRA

Memórias de Guerra 1961-1974
Aguenta-te que até vem enfermeira

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GUER-COL - MEMÓRIAS DE GUERRA: 1961-1974 (1ª Parte)

Memórias de Guerra: 1961-1974 (1ª Parte)
A competência é que nos salva em combate

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GUER-COL - MEMÓRIAS DE GUERRA: 1961-1974 (2ª Parte)

Memórias de Guerra: 1961-1974 (2.ª Parte)
Canhangulo era a pior das armas deles

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Antes de haver Frelimo houve UDENAMO

Contribuições para a História de Moçambique. Carlos Belli-Bello, in Jornal de Angola/Rádio «Luanda Antena Comercial». Mais uma evidência da importância histórica de Adelino Gwambe 
 
Antes de haver Frelimo houve UDENAMO (Ler artigo completo)

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