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Guiné-Bissau: Kumba Ialá pede aos seus apoiantes para cantarem vitória porque “já ganhou”

Kumba Ialá pede aos seus apoiantes para cantarem vitória porque “já ganhou”

O ex-presidente guineense Kumba Ialá pediu aos seus apoiantes para celebrarem a sua vitória nas eleições presidenciais antecipadas que decorrem, este domingo, na Guiné-Bissau por considerar que “já ganhou” a corrida.

“Sempre dissemos que não temos adversário nestas eleições, apenas estamos a confirmar o que sempre dissemos. A minha candidatura já ganhou. Apelo aos meus militantes que, desde já, comecem a cantar a minha vitória”, declarou Kumba Ialá, na cidade de Gabu, 200 quilómetros a leste de Bissau.

Kumba Ialá é o único candidato, entre os três principais favoritos à vitória, que votou no interior do país. Ialá votou na cidade de Gabú por ser eleitor inscrito naquela área da Guiné-Bissau junto à fronteira com o Senegal e a Guiné-Conacri.

Em Julho de 2008, Kumba Ialá (animista) converteu-se ao islamismo em Gabu, passando a chamar-se Mohamed Kumba Ialá.

Entrevistado após votar pela rádio Galáxia de Pindjiguti, Ialá disse hoje que a sua eleição significará a “mudança da Guiné-Bissau” protagonizada “por uma nova geração de políticos”.

Onze candidatos estão na corrida que, no entanto, deve ser decidida entre o candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e os ex-Presidentes Kumba Ialá, apoiado pelo Partido de Renovação Social (PRS), e Henrique Rosa, que concorre como independente.

As eleições foram marcadas na sequência do assassinato de Nino Vieira, em Março último mas a sua realização esteve em causa quando, no dia 05 de Junho, véspera do início da campanha eleitoral, foi assassinado o candidato independente Baciro Dabó e o ex-ministro Hélder Proença, ambos do PAIGC e acusados de tentativa de golpe de Estado contra o governo do mesmo partido.

O País, 28 de Junho de 2009

“A minha mãe deu dois filhos à guerra” (Carlos Coelho - Guiné, 1968/1970)

Irmãos juntos na Guiné

“A minha mãe deu dois filhos à guerra”

Choque. Estive envolvido num dos maiores acidentes no Ultramar e fiquei inconsolável quando soube que o meu irmão estava para chegar.

Estava a meio da minha comissão na Guiné, em Galomaro, quando recebi um aerograma da minha mãe a dizer que o meu irmão estava mobilizado para a guerra e ia numa companhia de transportes para o mesmo país onde eu me encontrava há mais de um ano. Naquele momento fiquei em estado de choque, depois decidi escrever à minha mãe e disse-lhe: ‘Mãe, Deus deu-lhe dois filhos, mandou–os para a Guerra, também os há-de devolver com vida. O meu irmão que venha’. Felizmente, a minha mãe teve a grande alegria de rever os seus dois filhos vivos e de os poder voltar a abraçar.

O meu irmão – o cabo mecânico António Coelho – embarcou para a Guiné no navio ‘Uige’, no cais de Alcântara, no dia 15 de Novembro de 1969, chegando seis dias depois a Bissau com os camaradas da Companhia de Transportes 2642, de que fazia parte. Quando soube o dia da sua chegada e que a companhia que ele ia render estava em Galomaro, falei com o meu capitão e pedi-lhe autorização para ir a Bissau esperar o meu irmão. Não foi fácil, mas lá segui viagem numa viatura GMC em direcção ao quartel general em Bissau.

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“Sofremos castigo por causa da comida” (António Bastos - Guiné 1964/1966)

Levantamento de rancho

“Sofremos castigo por causa da comida”

Reviravolta. Os primeiros meses foram como se estivéssemos a fazer turismo, mas depois fomos mandados para a zona de combate e tudo foi pior.

Fui mobilizado para a Guerra no Ultramar, com destino à Guiné, integrado no Pelotão de Caçadores Independente 953, sob o comando do tenente do quadro Nuno Nest Arnout Pombeiro (já falecido). Embarquei no navio ‘Índia’ a 15 de Julho de 1964 e cheguei ao fim de seis dias de viagem. Quando chegámos fomos logo para a nossa zona, Cachéu, que estava sossegada. Nos primeiros sete meses de comissão foi como se estivéssemos a fazer turismo.

O tenente Pombeiro era uma jóia de pessoa, muito humano e amigo dos seus soldados. Comíamos bem e, como tínhamos o mar perto, os nativos vendiam peixe no quartel, bem como galinhas, porcos, vacas, cabritos, fruta da época e, se nós queríamos marisco, era só ir ao rio e apanhar. Fazíamos muitos reconhecimentos e a chamada acção psicossocial junto das populações.

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Florestas na Zambézia a saque: Frelimo implicada na barbárie (Luís Nhachote)

Florestas na Zambézia a saque 
 
Frelimo implicada na barbárie
 
 
“A Frelimo tem uma grande responsabilidade em tudo isto, e nós “pecámos” muito a esse respeito. Nós avisamos o partido para não se envolver neste cenário mas, infelizmente, o interesse pela acumulação fácil da riqueza e a ganância levaram-nos a isto. Agora, vai ser difícil reverter o cenário, porque os estrangeiros, principalmente os Chineses, já dominaram o nosso país, incluindo as fronteiras, com o poder económico a crescer todos os dias, o que lhes permite subornar a qualquer hora e em qualquer lugar, qualquer funcionário do governo miseravelmente pago, para facilitar a documentação que eles precisam para exportar a madeira de qualquer forma e a partir de qualquer lugar, sem nenhum problema”- sic, «Tristezas Tropicais: Mais histórias tristes da floresta da Zambézia» 

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A LUCIDEZ DE MÁRIO SOARES - Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.
A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante a sua longa carreira politica.
A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo em Paris.
A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma “brilhante” que se viu, o processo de descolonização.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.
A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.
A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.
A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os “dossiers”.
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Anadarko Petroleum vai levar navio de prospecção petrolífera para Moçambique

Houston, Estados Unidos da América, 26 Jun - A Anadarko Petroleum Corp. vai levar o navio de prospecção petrolífera Belford Dolphin do golfo do México para a Serra Leoa e Costa do Marfim e no final do ano para Moçambique, informou quinta-feira a empresa em comunicado.

Na África Ocidental, o navio vai pesquisar petróleo na prospecção Venus na costa da Serra Leoa e mais tarde na prospecção South Grand Lahou no mar da Costa do Marfim, seguindo depois para Moçambique a fim de iniciar o programa de prospecção em águas profundas, na bacia do Rovuma.

O Belford Dolphin descobriu petróleo na prospecção Samurai no golfo do México com a empresa a afirmar que as reservas estão estimadas em 350 milhões de barris de petróleo equivalente, um aumento de 50 relativamente à anterior estimativa realizada em Março. Além da Anadarko, são parceiros neste poço as empresas Murphy Oil Co. e Samson Offshore Co., todas com 33,3 por cento. (macauhub)

Os olhos abertos de Ricardo Rangel

Os olhos abertos de Ricardo Rangel
 
Marina Tadeu e Teresa Lima
BBC para África
 

Ricardo Rangel, mestre do fotojornalismo e do ‘olhar inconformado’ sobre a História de Moçambique faleceu em Junho aos 85 anos. A sua morte ainda está viva, como lembram à BBC alguns dos seus amigos, antigos alunos e camaradas de profissão.

“Amava bom vinho, boa comida, boa mulher e claro… Jazz; era um grande trabalhador, que perdeu a vida ainda trabalhando aos 85 anos, coisa muito rara; ele pensava na vida, não pensava na morte e tudo em que ele se metia era realmente com uma grande paixão; era um pai… Um pai, sim; o Ricardo, para mim, foi um fotógrafo completo”, comentaram alguns dos que com ele comungaram.

Ferro em brasa

Numa entrevista dada há quatro anos à BBC, Ricardo Rangel lembrou como tinha fotografado a dor, para que não nos esqueçamos, de Moçambique dos anos pré-independência.

O jovem tinha perdido uma rês e o patrão, o dono do gado, que era um português, marcou-o como castigo a ferro em brasa na testa! Essa fotografia, fiz tudo para publicá-la mas não foi possível.
 
Ricardo Rangel, em entrevista, em 2005, à BBC

“Tenho uma foto que está a correr mundo que é a do jovem pastor marcado na testa com um ferro de marcar gado. Uma foto feita em 1973. O jovem tinha perdido uma rês e o patrão, o dono do gado, que era um português, marcou-o como castigo a ferro em brasa na testa! Essa fotografia, fiz tudo para publicá-la mas não foi possível”, recordou.

Foi em casa na noite da passada quinta-feira, 11 de Junho que, aos 85 anos, Ricardo Rangel faleceu, como lembra a amiga Maria Pinto Sá, sua antiga camarada de redacção na revista Tempo – a primeira a cores em Moçambique - de que Rangel foi co-fundador.

“Rangel estava sentado a perguntar que horas eram (20 para as oito) e ele pediu à mulher, Beatriz, que o avisasse quando chegasse a hora do Telejornal. Às cinco para as oito a Beatriz chamou-o. Como ele não respondia, ela foi à sala onde o Ricardo estava mas o Ricardo já não estava”.

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ILHA DE MOÇAMBIQUE: OS BARCOS “DHOW” COM SUAS VELAS TRIANGULARES

ILHA DE MOÇAMBIQUE: OS BARCOS “DHOW” COM SUAS VELAS TRIANGULARES
@XicoNhoca

Os guineenses são chamados às urnas de voto este domingo, 28 de Junho

Depois de várias mortes de figuras de topo do Estado, as eleições são aguardadas com expectativa.
 
São 11 os candidatos às eleições de domingo.

Face às preocupações sobre a segurança, cada candidato tem dois elementos da polícia de intervenção rápida a vigiá-lo durante 24 horas por dia. No entanto, o Chefe de Estado Maior e das Forças Armadas, José Zamora Induta, fez saber que estão asseguradas as condições de segurança para a realização das eleições: “a situação está calma, não há nada de alarmante. As eleições podem ter lugar amanhã”.

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MOÇAMBIQUE: IMAGENS DO PARQUE NACIONAL DA GORONGOSA

MOÇAMBIQUE: IMAGENS DO PARQUE NACIONAL DA GORONGOSA

@XicoNhoca

MOÇAMBIQUE: INHAMBANE E A SUA RIQUEZA MARINHA

MOÇAMBIQUE: INHAMBANE E A SUA RIQUEZA MARINHA

@XicoNhoca

Moçambique: José Chichava propõe retorno aos Grupos Dinamizadores

Em sessão da Assembleia Municipal de Maputo 
 
José Chichava propõe retorno aos Grupos Dinamizadores 
 
Chichava, foi ministro de Administração Estatal do Governo de Joaquim Chissano 
 
“Falar dos Grupos Dinamizadores é recordar os maus momentos por que o povo moçambicano, em particular os munícipes de Maputo, passaram”. “É falar de torturas, da fome, da deportação dos cidadãos para os campos de reeducação e de entre outros momentos maus”, afirmou Fernando Mazanga, membro da Assembleia Municipal da Cidade de Maputo pela Renamo, que considerou ainda a palestra como “pensamento de marxista saudosista”. 

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As gotas mágicas do Príncipe Rupert

Michael Grogan, Universidade of Virginia (via Wikimedia Commons). Domínio Público.

As gotas mágicas do Príncipe Rupert

Imagine um pedaço de vidro em forma de lágrima - e que, mesmo com um alicate ou um martelo, não consegue parti-lo. Esta é a chamada gota do Príncipe Rupert, um fenómeno curioso da física que resulta de propriedades não muito diferentes das do actual vidro temperado. O mais fascinante deste fenómeno é que uma pequena pressão aplicada na extremidade da gota (na parte mais fina) faz com que esta se desintegre completamente num pó fino.

O fenómeno - misto paradoxal de resistência e fragilidade - tem uma explicação simples: ao pingar o vidro em estado líquido em água fria para formar a gota, a superfície externa solidifica rapidamente, o que gera uma forte tensão no interior. Daí a grande resistência das gotas. Por outro lado, ao danificar a cauda da gota, a partir de uma fractura inicial a energia acumulada na estrutura propaga-se pela superfície do vidro a grande velocidade (estudos apontam para 1450 a 1900 metros por segundo) e fá-lo desintegrar-se de forma explosiva.

A descoberta da gota do príncipe Rupert é atribuída ao Príncipe Rupert do Reno (1619–1682). Segundo a lenda, o rei usava muitas vezes estas gotas como divertimento, nas suas festas.

Saber mais:
Video: demonstração da resistência e fragilidade de gotas do Príncipe Rupert

24 de Junho de 2009

Moçambique tem uma economia saudável (António Matonse, embaixador de Moçambique em Angola)

António Matonse, embaixador moçambicano em Angola
O embaixador de Moçambique em Angola anunciou que o seu país já está a preparar os próximos actos eleitorais

Entrevista: Moçambique tem uma economia saudável

Jornal de Angola – Que avaliação faz destes 34 anos de independência de Moçambique?

António Matonse – Aos 34 anos, Moçambique é hoje um país estável, reconciliado, de harmonia política e social, em franco crescimento, que conhece há vários anos uma saudável e encorajadora estabilidade macroeconómica, profundamente inserido na África Austral e nas aspirações desta sub-região do continente. Hoje, Moçambique está no concerto das nações, luta  por um mundo melhor, próspero e de igualdade.
JA – Como é que os moçambicanos estão a preparar as próximas eleições?
AM – O Presidente da República de Moçambique, Armando Emílio Guebuza, formalizou a semana passada, em Maputo, a sua candidatura à Presidência da República nas eleições presidenciais que se realizam no dia 28 de Outubro de 2009. O povo, o Governo e os partidos políticos moçambicanos estão a preparar-se para as eleições legislativas. A preparação inclui a actualização do registo eleitoral e a formação de brigadistas eleitorais. Os partidos políticos estão a realizar os seus congressos para eleger os candidatos às presidenciais e às legislativas. O governo moçambicano e os órgãos eleitorais estão a criar as condições financeiras, materiais e humanas para que o quarto pleito decorra bem e sem problemas. No mesmo dia vão ocorrer, também, as primeiras eleições para as assembleias provinciais, depois de 1994. 

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DIGITAIS: DESCOLONIZAÇÃO PORTUGUESA - O MALOGRO DE DOIS PLANOS (CARLOS DUGOS, 1975)

DIGITAIS:  DESCOLONIZAÇÃO PORTUGUESA - O MALOGRO DE DOIS PLANOS (CARLOS DUGOS, 1975)

@XicoNhoca

Mia Couto lança o seu novo livro “Jesusalém”

Mia Couto lança “Jesusalém”

“Profundamente abalado pela morte da mulher, Dordalma, aquela que era “um bocadinho mulata”, Silvestre Vitalício afasta-se da cidade e do mundo. Com os dois filhos Mwanito e Ntumzi, mais o criado ex-militar Zacarias Kalash, faz-se transportar pelo cunhado Aproximado para o lugar mais remoto e inalcançável. Aí, numa velha coutada de caça em ruínas, funda o seu refúgio, a que dá o nome de Jesusalém, porque a vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado”.”

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Para voltar a ser um jardim botânico de referência na capital moçambicana: Tunduru será resgatado

Para voltar a ser um jardim botânico de referência na capital: Tunduru será resgatado

Finalmente parece que nada vai ser como dantes no botânico Jardim Tunduru, um dos de maior referência na baixa da cidade de Maputo, senão mesmo em todo o país, que, devido ao seu actual estado de aparente abandono e ao acentuado estado de degradação das suas infra-estruturas, incluindo as espécies da flora nele existentes, há muito deixou de ser um local aprazível e acolhedor para o qual acorriam dezenas de utentes para passar momentos de lazer e mesmo em visitas de estudo.

As autoridades municipais, porém, têm vindo a fazer algumas intervenções ocasionais que, entretanto, não têm tido suficientes efeitos para alterar o actual quadro desolador. É reconhecendo tal incapacidade que estão à procura de formas alternativas para inverter a situação, para o que dizem possuir já um parceiro que vai financiar parte das obras de reabilitação do Tunduru, no âmbito da parceria público-privada.

Construído em 1924, o Jardim Tunduru está a olhos vistos a constituir uma preocupação aos citadinos que o viram e frequentaram-no durante longos anos. De facto, os bancos, os sanitários, o muro de vedação e até as próprias plantas não estão a receber o devido cuidado, de modo a corresponderem àquilo que são os seus propósitos.

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Eduardo Mondlane jamais seria ditador - segundo José Duarte de Jesus, historiador português

Eduardo Mondlane jamais seria ditador - segundo José Duarte de Jesus, historiador português

O Primeiro Presidente da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), Eduardo Mondlane, jamais teria sido ditador, pois era um académico e diplomata, com uma visão estratégica global, que queria uma independência responsável e, se possível, negociada para o seu país e não estabelecer um regime revolucionário de obediência ideológica, considera José Manuel Duarte de Jesus, doutorado em História das Relações Internacionais e Embaixador jubilado de Portugal.

Duarte de Jesus falava durante o Simpósio Internacional de dois dias, realizado em Maputo, que tinha por objectivo resgatar a história que caracterizou o percurso da construção da identidade e personalidade de Mondlane.

“É muito difícil prefigurar em Mondlane um dos futuros ditadores africanos, finalmente desajustados à realidade sociológica”, disse Duarte de Jesus à sua audiência, apresentando uma comunicação preparada para a ocasião, intitulada “Condicionantes e Pressupostos Académicos e Culturais no Projecto Político de Eduardo Mondlane”.

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Mãe e filho

Mãe e filho

A panda Lin Hui segura a sua cria no zoo de Chiang Mai, na Tailândia. Este foi o primeiro panda a nascer no país.

Foto Lusa/Zoo de Chiang Mai

Num problema que se repete um pouco por toda a cidade de Maputo: “Património mundial” vira oficina mecânica

Num problema que se repete um pouco por toda a cidade: “Património mundial” vira oficina mecânica

O Largo da Ilha de Moçambique - antigo Largo do Alentejo - cuja placa de toponimia indica “Património Mundial da Humanidade”, situada no bairro da Malhangalene, na  cidade de Maputo, mesmo em frente à Direcção de Identificação Civil, virou uma oficina mecânica e parque de estacionamento, numa clara afronta à postura camarária.

O espaço, que deveria servir de parque de diversão segura para crianças e lugar apropriado para os munícipes passarem uma tarde de repouso, foi substituído por um parque de carros e depósito de ferro velho e, estranhamente, os  agentes da Polícia municipal que por lá passam diariamente fazem aparentemente vita grossa ao problema a exigir uma solução urgente.

O Largo da Ilha Moçambique já foi exemplo e um dos belos jardins do bairro da Malhangalene. Em 2003 houve tentativa de recuperação do jardim por parte dos moradores, que se mobilizaram numa iniciativa local para a limpeza e reabilitação, mas a vontade colectiva durou até meados de 2004 e de seguida pouco a pouco foi esmorrecendo.

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Moçambique: Mondlane santificou Nwadjahane

O novo monumento de Nwadjahane inaugurado sábado

Mondlane santificou Nwadjahane

A aldeia de Nwadjahane, no distrito de Manjacaze, província de Gaza, num futuro próximo poderá fazer parte do roteiro turístico, quer doméstico assim como internacional, pelo seu interesse histórico e cultural associado à figura de Eduardo Mondlane, arquitecto da unidade nacional, fundador e primeiro Presidente da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO). De pacata e tradicional aldeia, igual a muitas do interior de Moçambique, Nwadjahane está a conhecer grandes transformações exigidas pela História do nosso país, ou seja, pelo processo de surgimento e edificação da nação moçambicana.

Nwadjahane de ontem é diferente do de hoje e vaticina um futuro jamais imaginado, mas que faz jus ao pensamento e luta de um, senão o seu melhor filho, Eduardo Mondlane.

Nwadjahane está transformado e dia após dia vai se transmutando numa terra de liberdade, paz e desenvolvimento.

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Homenagens a Mondlane: Tudo quanto fazemos continua a ser pouco - reconhece Armando Guebuza

Homenagens a Mondlane : Tudo quanto fazemos continua a ser pouco - reconhece Armando Guebuza, em Nwadjahane, nas celebrações de 20 de Junho, dia do aniversário natalício do herói nacional

O Presidente da República, Armando Guebuza, reconheceu sábado último, em Nwadjahane, que tudo quanto esteja a ser feito em homenagem a Eduardo Mondlane, fundador e primeiro Presidente da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), simboliza apenas uma pequena parte do reconhecimento da sua incomensurável contribuição para o despertar da consciência nacional e para a activa reivindicação de Moçambique na sua condição de membro de pleno direito no concerto das nações.

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Renamo-UE denuncia inconstitucionalidade da vingança da Frelimo contra Isabel Rupia

Em carta dirigida a Eduardo Mulémbwè 
 
Renamo-UE denuncia inconstitucionalidade da vingança da Frelimo contra Isabel Rupia 
 
Maputo (Canal de Moçambique) - Os deputados da Frelimo constituídos membros da Comissão dos Assuntos Jurídicos Direitos Humanos e de Legalidade (CAJDHL) decidiram negar a indicação da Dra. Maria Isabel Rupia para o cargo de Juíza Conselheira do Conselho Constitucional (CC), alegando falta de idoneidade da candidata por esta já ter sido alvo de processo disciplinar do Conselho Superior de Magistratura Judicial (CSMJ).
De referir que um dos tais procedimentos disciplinares foi accionado em resultado da actuação da Rupia nos tempos em que era procuradora geral adjunta e agiu nessa qualidade desencadeando um processo-crime em que o actual procurador geral da República foi constituído arguido por sobre o Dr. Augusto Paulino pesarem suspeitas de desvios de fundos públicos quando este era juiz-presidente do Tribunal Judicial da Província de Maputo, na Matola. O Tribunal Supremo mandou arquivar o processo sem ser julgado, depois que Rupia foi removida do cargo de procuradora geral da República adjunta na mesma leva em que o Presidente da República afastou de PGR o Dr. Joaquim Madeira que entretanto regressou ao Tribunal Supremo para continuar ali até agora como juiz-conselheiro.

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Viana atira a “batata quente” ao Partido Frelimo e entala doadores

Link – Fórum das ONG´s 
 
Viana atira a “batata quente” ao Partido Frelimo e entala doadores 
 
“O dinheiro da Link era o saco azul para a Frelimo. O dinheiro das contribuições das ONG`s era depositado no Comité Central da Frelimo. Isto é, a Frelimo é que usou esse dinheiro”, acusou José Ricardo Viana confrontado pela reportagem do «Canal de Moçambique» sobre a actual situação da Link – Fórum das Organizações Não Governamentais.
 
Maputo (Canal de Moçambique) - José Ricardo Viana, ex-presidente do fórum das organizações não governamentais, nacionais e estrangeiras, que actuam em Moçambique, e agora aspirante a politico e candidato já anunciado à Presidência da República nas próximas eleições, foi acusado recentemente de ter afundado a organização por se ter pautado por um comportamento que gerou a destruição por completo do sistema administrativo da LINK levando a organização à falência, sabotagem dos programas de actividades e criando influências negativas sobre a confiança dos doadores e parceiros. Querendo lavar a sua imagem, instado a comentar o assunto pela reportagem do «Canal de Moçambique», disse que saiu da LINK porque o “dinheiro da Link era o saco azul para a Frelimo. O Dinheiro era depositado no Comité Central da Frelimo. A Frelimo usou este dinheiro”, disse José Viana Magalhães visivelmente agastado pela notícia posta a circular no país na tentativa de o denegrir como candidato à Presidência da República nas eleições gerais já marcadas para 28 de Outubro próximo.
“Esta informação posta a público para me denegrir é uma encomenda da Frelimo pois alguns frelimistas sabem o que fizeram com o dinheiro”, disse Viena socorrendo-se de um montão de recibos que apresentou à nossa reportagem para sustentar que ele é que a vitima. E acrescentou: “Pelo contrário, a LINK é que me deve a mim. Para além de cerca de 84 mil dólares em salários, tenho esta série de recibos referentes a combustíveis, ajudas de custo nas deslocações efectuadas pelas províncias, pagamento das passagens aéreas durante três anos em que eu era presidente e secretário executivo da organização com um salário de 2500 dólares”.

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Após ter esvoaçado de Caxias, recapturado o ‘Vampiro do Linhó’

Ilustração publicada na Visão, em 17 de Agosto de 2006.

O retrato imaginário do homem que matou 2 detidos da cadeia do Linhó, o método foi trivial, a conclusão, infernal… Usando bocados de pano enrolado para sufocar as vítimas, cortava-lhes depois as veias carótidas, bebendo de seguida o sangue que jorrava abundantemente. À segunda vítima não lhe bebeu o sangue, por desconfiar que esta fosse seropositiva, mas no entanto, banhou-se no seu sangue. Nos dois casos, o homicida cortou o pulso dos reclusos, acamados na enfermaria, para simular suicídios.
Correio da Manhã

Triplo homicida “Vampiro” no grupo fugitivo de Caxias
2009-06-15 / JN por Carlos Varela
Um dos reclusos capturados a tempo pelos guardas prisionais de Caxias é um perigoso indivíduo conhecido pela alcunha de “Vampiro” e que cumpre 18 anos de cadeia, com mais dois processos pendentes, todos por homicídio, soube o JN.

A alcunha advém-lhe de uma carreira criminal iniciada há dois anos nos Açores, com um homicídio, tendo ido cumprir pena na cadeia do Linhó. Ali, no entanto, terá assassinado mais dois homens, reclusos, a quem lhes terá sugado o sangue, num ritual satânico ainda por explicar.

Os 22 Pontos dos ‘’Protocolos dos Sábios de Sião'’ - o plano judaico de domínio global

Este artigo encontra-se no início do livro, pela Editora.Centauro.

1 – Corromper a mocidade pelo ensino subversivo.
2 – Destruir a vida de família.
3 – Dominar as pessoas pelos seus vícios.
4 – Envilecer as artes e prostituir a literatura.
5 – Minar o respeito pela religião, desacreditar tanto quanto possível os padres, espalhando contra eles histórias escandalosas.
6 – Propagar o luxo desenfreado, as modas fantásticas, eliminando a faculdade de gozar de coisas simples e sãs.
7 – Distrair a atenção das massas pelas diversões populares, divertir o povo para impedi-lo de pensar.
8 – Envenenar o espírito com teorias nefastas e enfraquecer os corpos pela inoculação do vírus de várias enfermidades.
9 – Criar o descontentamento universal e provocar ódio e desconfiança entre as classes sociais.
10 – Despojar a aristocracia das velhas tradições e de suas terras, gravando-as com impostos formidáveis de modo a forçá-la a contrair dívidas, substituir as pessoas de sangue nobre pelos homens de negócios e estabelecer por toda parte o culto do Bezerro de Ouro.
11 – Empeçonhar as relações entre patrões e operários.
12 – Desmoralizar as classes superiores por todos os meios e provocar o furor nas massas pela visão das torpezas estupidamente cometidas pelos ricos.
13 – Permitir à indústria que esgote a agricultura, transformando-a em especulação.
14 – Bater palmas a todas as utopias de maneira a meter o povo num labirinto de idéias impraticáveis.
15 – Aumentar os salários sem vantagem para o operário, pois o preço da vida será majorado.
16 – Fazer surgirem incidentes que provoquem suspeitas internacionais, envenenar os antagonismos entre os povos, despertar ódios e multiplicar os armamentos ruinosos….
17 – Conceder o sufrágio universal, a fim de que os destinos das nações sejam confiados à gente sem educação.
18 – Derrubar as monarquias e estabelecer repúblicas, intrigar para que os cargos mais importantes sejam confiados a pessoas que tenham segredos que não se possam Revelar a fim de poder dominá-las pelo pavor do escândalo marca Panamá ou Baiona.
19 – Abolir gradualmente todas as formas de constituição.
20 – Organizar vastos monopólios, nos quais soçobrem todas as fortunas, quando soar a hora da crise política.
21 – Destruir toda estabilidade financeira, multiplicar as crises econômicas e preparar a bancarrota universal, parar as engrenagens da indústria, faze ir por água abaixo todos os valores, concentrar todo o ouro do mundo em certas mãos, deixar capitais enormes em absoluta estagnação, em um momento dado, suspender todos os créditos e provocar o pânico.
22 – Preparar a agonia dos Estados, esgotar a humanidade pelos sofrimentos, angústias e privações, porque a fome cria escravos.

DESMASCARANDO O SIONISMO ATRAVÉS DOS PROTOCOLOS

Prestes a completar 100 anos desde que foi trazido a luz, os Protocolos - que por suas evidencias - vem sendo rigorosamente posto em prática e, longe de se tratar de uma simples profecia ou, o que é mais inverossímil ainda, e um amontoado de disparates redigido por um obscuro agente de policia do tempo do Czar, trata-se ao que tudo indica, de um plano muito mais antigo do que o resumo das atas do Congresso Sionista de 1898.

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O ministro da bofetada (Fernando Lima)

O ministro da bofetada  (Fernando Lima) 
 
O Naita diz que o Rangel lhe lembra um copo com gosto, um bom par de saias e jazz a preceito. Provavelmente é um dos muitos lugares comuns que vão ficar no espólio de uma morte celebrada. O Rangel para mim era vida, alegria de viver, joie de vivre, como dizia Maria Helena Branquinho, a minha professora de francês nas suas incursões pelo “Mon ami Pierrot” na Escola Comercial.
Marco importante na minha chegada ao jornalismo logo após a independência, foi o travar de razões com o Rangel, o fotógrafo gingão que fui seguindo desde a adolescência. Quando ia ao futebol nas borlas da bancada popular do campo “Freitas e Costa”, paredes meias com a Fábrica Vitória, o nosso local predilecto para visitas de estudo da disciplina de “Mercadorias” da stôra Ilda Rita. O Rangel fazia futebol e a sua imagem de marca eram os jeans vincados, pólos desportivas e sapatos de borracha grossa. Fazia os “piques” do Baltazar e as cabeçadas do Nelson Mafambana que, quando não jogava futebol era fogueiro nas locomotivas a vapor que faziam o trilho para Ressano.

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“Somos um partido que aspira o poder” (Daviz Mbepo Simango)

“Somos um partido que aspira o poder”

Quase três meses depois da fundação do MDM (Movimento Democrático de Moçambique) e nas vésperas do primeiro Conselho Nacional - começa amanhã em Nampula - @ VERDADE revela, na primeira grande entrevista do seu líder, Daviz Mbepo Simango, à comunicação social moçambicana, os “segredos” que levaram à sua criação, a ruptura com a Renamo, o seu desejo de não retorno ao monopartidarismo, as suas aspirações para as eleições de Outubro próximo e os seus projectos quando o partido… assumir o poder. A escolha do secretário-geral, essa, continua no segredo dos deuses pelo menos até depois de amanhã quando o Conselho Nacional finalizar os seus trabalhos.

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Lixeira do Hulene nos arredores da cidade de Maputo: Viver na gandaia e continuar a ser gente

Viver na gandaia e continuar a ser gente

Estamos na lixeira do Hulene - nos arredores da cidade de Maputo - onde o tempo, para aqueles que vivem na gandaia (acto de revolver lixo), não conta. É um território estranho, desumano, repugnante e, até certo ponto, cruel. Vivem ali - dos detritos que são despejados diariamente - homens de todas as idades, incluindo velhos e crianças, que nos vão dizer, sem qualquer remorso, que “nós comemos carne todos os dias”. Mas essa carne de onde é que vem?! E eles sabem perfeitamente de onde é que vem essa carne! “Vem nos camiões da Neoquímica”. A Neoquímica é uma empresa que tem camiões cuja vocação principal é recolher para a lixeira restos de comida que já não servirão para o consumo humano, mas que tem comensais especiais: os sobreviventes da gandaia.

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Maputo: Mortos profanados no cemitério de Lhanguene

Mortos profanados no cemitério de Lhanguene
 
Nunca será redundante abordar este tema – que pode parecer estereotipado aos olhos e mentes de muitos – por ser nesta casa que pelo menos se devia valorizar a vida, pois, como dizia o poeta, a vida é uma eterna comédia e a morte é que lhe vai emprestar seriedade. Mas as palavras sábias deste iluminado, por aquilo que nos é dado a assistir diariamente no cemitério de Lhanguene, na cidade de Maputo, são redondamente desvalorizadas. Aquilo que se passa naquela casa de veneração é, na verdade, uma profanação aos mortos.

Já se falou o bastante sobre a arena de passagem de modelos em que se transformou este espaço, chamando a atenção sobre o respeito que se deve dispensar à casa para onde todos nós iremos descansar de uma vez para sempre. Mas esse aviso, claramente, nunca foi acatado. Todos os dias – em particular aos fins-de-semana - muitas mulheres jovens (sobretudo estas) vão ao cemitério enterrar os seus mortos ou visitá-los, trajando roupas censuráveis. Naquele tempo, segundo Ernesto Matavele, sapateiro, “as mulheres moçambicanas usavam capulanas, em sinal de respeito, para irem às cerimónias fúnebres. Mas isso hoje não se verifica. O que assistimos é uma pura vergonha”.

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Eduardo Mondlane, mártir da Libertação de Moçambique

Eduardo Mondlane, mártir da Libertação de Moçambique

O Presidente da República, Armando Guebuza, classificou Eduardo Chivambo Mondlane, primeiro presidente da Frelimo, actual partido no poder, como um mártir da libertação de Moçambique.

Armando Guebuza falava este sábado na aldeia de Nwadjahane, província meridional de Gaza, onde estão a decorrer as cerimónias centrais alusivas ao seu 89/o aniversário (se estivesse em vida) e estão inseridas no âmbito das celebrações do “Ano Eduardo Mondlane”, decretado pelo governo.

“Ele próprio deu o que tinha de mais precioso, a sua vida, tornando-se um dos mártires da libertação de Moçambique”, sublinhou o presidente.

O estadista moçambicano disse, por outro lado, que foi sob a sua liderança e da heróica geração do 25 de Setembro que os moçambicanos pegaram em armas para enfrentar um inimigo muito poderoso que se instalara em Moçambique, passavam já cinco séculos.

Desta feita, Eduardo Mondlane deve ser fonte de inspiração para os jovens de hoje, porque ele é um exemplo vivo de persistência e luta pelo alcance dos objectivos que os moçambicanos fixaram.

No seu discurso, Guebuza sublinhou que o exemplo de amor que caracterizou Mondlane não só dignifica a aldeia de Nwadjahane, como também toda a nação moçambicana.

Por isso, segundo o Chefe de Estado moçambicano, Mondlane merece muitos mais monumentos. Porem, isto seria apenas uma pequena parte do seu reconhecimento como herói.

As festividades de Nwadjahane, enquadradas nas comemorações do 40/o aniversário da morte deste herói nacional, juntam a família Mondlane e centenas de individualidades políticas, académicos, líderes comunitários, jovens entre outros.

O evento enquadra-se nas comemorações do Ano Eduardo Mondlane, declarado pelo executivo moçambicano como forma de manifestar o respeito e reconhecer a importância e magnitude histórica do Arquitecto da Unidade Nacional e fundador da Frelimo. (AIM)

Rádio Moçambique, 20 de Junho de 2009

Inaugurada fábrica de bolas em Maputo: Porta aberta para a verdadeira massificação

Fernando Sumbana e Orlando Silva (F.Laice)

Inaugurada fábrica de bolas em Maputo: Porta aberta para a verdadeira massificação

Por enquanto a produção ainda não será em quantidades industriais que efectivamente possam satisfazer a demanda. No entanto, uma coisa é certa: Moçambique já conta com uma fábrica de bolas. Bolas que, numa primeira fase, estarão viradas essencialmente para a massificação, procurando atingir as camadas de formação e as comunidades.

Apesar de já se encontrar a laborar há alguns meses, a inauguração da referida fábrica, localizada nas instalações do Centro Juvenil de Artesanato (MOZARTE), ocorreu ontem, tendo contado com a presença do Ministro da Juventude e Desportos, Fernando Sumbana Júnior, do seu homólogo brasileiro, Orlando Silva, do Presidente do município de Maputo, David Simango, e de representantes de diversas federações desportivas nacionais.

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As aventuras de Gostado Sobrinho: Quer chegar a RD Congo numa cadeira de rodas

Sobrinho Vilanculo, o mensageiro da paz (J. Capela)

As aventuras de Gostado Sobrinho: Quer chegar a RD Congo numa cadeira de rodas

Sentado numa cadeira de rodas, Gostado Sobrinho, portador de deficiência, chegou quarta-feira a Maputo, vindo, segundo disse, de Chimoio após percorrer cerca de 1131 Km de estrada.

Entrevistado pelo “Notícias”, contou que partiu no passado dia 27 de Maio e, em princípio, está em trânsito para a República Democrática do Congo (RDC) aonde pretende levar uma mensagem de paz ao Presidente Joseph Kabila.

A ideia de tentar manter um encontro com Kabila surge do facto de, na sua óptica, aquele país apresentar fragilidades na governação e momentos viciosos de instabilidade política. Para ele, é importante que o Presidente receba uma mensagem de paz vinda de alguém que embora não seja político nem congolês, tem um coração de paz, amor e concórdia. É por isso que, Gostado Sobrinho pretende abordar pessoalmente o Presidente da RD Congo.

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Da batota eleitoral no Irão aos primeiros maus sinais em Moçambique

Editorial 
 
Da batota eleitoral no Irão aos primeiros maus sinais em Moçambique 
 
Maputo (Canal de Moçambique) Nas ruas de Teerão e de outras cidades iranianas, milhares de manifestantes mantêm-se firmes na sua determinação de revogar o que já é tido como batota eleitoral. Não obstante a onda repressiva desencadeada pelos senhores no poder, que se saldou na morte de oito manifestantes, na prisão de dirigentes da oposição e no encarceramento de jornalistas, os iranianos, representando a vontade da maioria do eleitorado, vítima de burla a 12 de Junho, não arredam pé.
Em cada hora que passa, multiplica-se o número de pessoas apinhadas em locais públicos. Não obstante a expulsão de correspondentes estrangeiros e o coarctar da livre actividade jornalística no país, as cadeias de televisão de todo o mundo recebem, a cada minuto, imagens difundidas por vulgares cidadãos através de telefones celulares dando conta do estoicismo de todo um povo que se recusa a ser ludibriado por aparentes falcatruas nas urnas.

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Portugal: TAP reforça ligações a Africa

TAP reforça ligações a Africa

A TAP irá reforçar as ligações entre Portugal e África durante o Verão com a operação de novas frequências para Luanda, Dakar, Praia e S. Tomé e Príncipe e oferecendo tarifas especiais para Angola.

Para Luanda, a TAP já está a oferecer três voos adicionais por semana, às quintas, sextas e Domingos.

Entre Lisboa e a Praia, a companhia aérea portuguesa realiza três frequências extra, aumentando a operação para um voo diário, relembrando que esta operação de um voo diário teve início no dia 8 de Junho e tem duração prevista até 12 de Setembro.

Com este reforço nas ligações entre Portugal e África, a TAP prossegue a aposta de aproveitamento de oportunidades em mercados que revelam potencial de crescimento, como é o caso dos mercados africanos.

Expresso das Ilhas, 20 de Junho de 2009

Ano Eduardo Mondlane: Nwadjahane é hoje capital política do país

Ano Eduardo Mondlane : Nwadjahane é hoje capital política do país

A aldeia de Nwadjahane, distrito de Manjacaze, província de Gaza, acolhe hoje as cerimónias centrais alusivas à celebração do “Ano Eduardo Mondlane”, cujo ponto mais alto será marcado pela inauguração de uma estátua em memória do Arquitecto da Unidade Nacional, em cerimónia a ser dirigida pelo Chefe do Estado,  Armando Guebuza.

Um comunicado da Presidência da República ontem distribuído em Maputo refere que em Nwadjahane Armando Guebuza vai também  depositar uma coroa de flores e orientar um comício popular intermediado por actividades culturais, para enaltecer a vida e obra de Eduardo Mondlane.

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Canteiro aquático

Canteiro Aquático

A jardineira Heike Finke e o seu filho Tom são os responsáveis pelo «canteiro aquático» de nenúfares em Leipzig, na Alemanha. Esta plantação é composta por mais de 30 espécies de nenúfares das mais variadas cores, criados para depois serem vendidos por todo o país. A população de nenúfares selvagens é cada vez menor e mais rara e por esse motivo estas plantas foram postas sob protecção ambiental.

Foto EPA/Waltraud Grubitzsch

Olha o passarinho!

Olha o passarinho!

Uma Suricata chamada Bob “investiga” uma máquina fotográfica no “Mundo Predador” perto de Rustenburg, cidade que acolhe a Taça das Confederações na África do Sul. o “Mundo Predador” é um paraíso para espécies selvagens e é a casa para alguns dos predadores mais perigosos. Não é o caso da suricata…

Foto EPA/Halden Krog

Festival Aéreo de Lisboa - AeroClub de Portugal. Parque das Nações, Lisboa, 14 de Junho de 2009. FOTOS

O AeroClub de Portugal presente no Festival Aéreo de Lisboa

Ver Galeria Fotográfica AQUI

Página com FOTO-REPORTAGEM

Três Cessna-152 do AeroClub de Portugal - ver DETALHE

Detalhes: Ultraleves   Rebocador-Planador do AeCP   Heli Lynx da Marinha   Biplano   Asas de Portugal

Parque das Nações, Lisboa - 14 de Junho de 2009. Centenário da Aviação e do AeroClub de Portugal

“Revoltosos abatidos um a um” (Norberto Melo, Angola 1961/1963)

A minha guerra

“Revoltosos abatidos um a um”

Contrariado, parti e logo no início da viagem montámos um plano, que não deu resultado, para desviar o barco para o Brasil. Um bufo denunciou-nos.

Fui mobilizado para Angola pelo Presidente do Conselho, Oliveira Salazar, que acumulava interinamente o Ministério da Defesa. Embarquei no dia 5 de Maio de 1961 no ‘Vera Cruz’, com mais três mil militares. E foi no barco que aconteceu a primeira aventura. Como eu, muitos camaradas não concordavam com a guerra. Por isso, reunimo-nos e traçámos um plano para o desviar para o Brasil. No entanto, alguém ‘bufou’ e os comandantes montaram uma vigilância apertada no paquete, o que impediu a nossa acção.

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“Soube de imediato do início da guerra” (Manuel Jorge Oliveira Maia, Angola 1960/1962)

Em Fevereiro de 1961

“Soube de imediato do início da guerra”

Considero-me afortunado em relação a outros ex-combatentes. Fui radiotelegrafista, estive nas unidades e só um camarada foi ferido com gravidade.

A 6 de Junho de 1960, a Companhia de Radiotelegrafistas e três de Caçadores Especiais foram as primeiras a embarcar no paquete ‘Uíge’ com destino a Angola – uma viagem que demorou 14 dias. A mobilização, com carácter de urgência, ficou a deveu-se ao facto da Bélgica dar a independência ao Congo, a 30 de Junho, e os novos governantes ameaçavam invadir o Norte de Angola, que consideravam parte integrante do seu território.

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“Morreram catorze homens do grupo” (António Horácio Gomes, Moçambique 1963/1966)

A Minha Guerra - António Horácio Gomes, Moçambique 1963/1966

“Morreram catorze homens do grupo”

Vinte e tal militares ficaram feridos numa explosão. Eu fui projectado 35 metros contra rochedos. A nossa força ficou reduzida a 4 elementos.

Quando fui mobilizado para a tropa, em Janeiro de 1963, andava a estudar na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, a tirar o curso de Regente Agrícola, que tive de interromper. Passados dez meses, a 10 de Outubro, embarquei no navio ‘Pátria’ com destino a Moçambique. Tinha 23 anos e era alferes miliciano, com o curso de Minas e Armadilhas feito em Tancos.

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“Andei atrás de Che Guevara em Angola” (Amílcar Pires - Angola 1965-1967)

A Minha Guerra: Amílcar Pires - Angola 1965-1967

“Andei atrás de Che Guevara em Angola”

Tarefa dolorosa. Eram os mecânicos como eu quem saia dos helicópteros para recolher os cadáveres dos nossos camaradas. Contei mais de 60.

Saí dos Pupilos do Exército e fui para França tirar o curso de rádio de helicópteros Alouette III. Depois, fui mobilizado para Angola e colocado na Base Aérea 9, em Luanda, integrado na Esquadra 94. Depressa esqueci algumas teorias, pois no mato a realidade era bem diferente e sujeita a muitas condicionantes. Nas evacuações, éramos nós – os mecânicos, no meu caso de rádio –, que saíamos com a maca para recolher os feridos e os mortos. Era uma tarefa dolorosa.

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“Explosão matou 12 e feriu 18 camaradas” (Pedro Mateus Guerra, Moçambique 1973/1974)

A minha guerra

“Explosão matou 12 e feriu 18 camaradas”

Tragédia. Um erro de um alferes, ao fazer as operações de segurança da G3, provocou o maior drama da minha comissão, uma semana após a chegada.

Integrado na 1ª Companhia do Batalhão de Artilharia 6221, depois de ter tirado a recruta no RI 5 das Caldas da Rainha, parti como furriel mecânico para a Beira, em Moçambique, no Domingo de Páscoa de 1973, a bordo de um Boeing 747 da TAP. A Beira era então um verdadeiro paraíso, com uma zona de praia, hotéis e esplanadas, chamada Estoril, e muitas loirinhas de ascendência inglesa, da vizinha Rodésia. A minha companhia rumou para Canxixe, ao norte da Gorongosa, onde nunca tinha havido militares. A região tinha um administrador branco, duas cantinas monhés, uma Escola Primária e muitas palhotas.

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“Fomos de castigo para a zona de guerra” (António Teixeira dos Santos, Moçambique 1966/1968)

A Minha Guerra - António Teixeira dos Santos, Moçambique 1966/1968

“Fomos de castigo para a zona de guerra”

Minas. Eram a principal arma do inimigo e aquela que causava mais estragos. Após um ano maravilhoso o meu pelotão foi para uma área de combate.

Embarquei no ‘Vera Cruz’ a 12 de Janeiro de 1966 com destino a Lourenço Marques e, de seguida, partimos para Mocuba, na província da Zambézia, a 120 km de Quelimane, para o Interior. O primeiro ano, sem guerra, foi maravilhoso. O pior foi quando fomos destacados para Mueda e, mais tarde, para Nangulolo.

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“O meu pai foi salvo por um africano” (José Fernando R. Vieira, Moçambique 1966/1970)

A minha guerra

“O meu pai foi salvo por um africano”

Perigo. Vivi duas guerras: como sapador de Infantaria e depois, finda a minha comissão, durante os confrontos por altura da Independência.

Não posso dizer que fui mobilizado para Moçambique, pois já lá vivia desde os cinco anos, intercalando com seis anos de estudo na Metrópole, onde fui ‘às sortes’. Em Moçambique, passei pela Escola de Aplicação Militar, em Boane, onde frequentei o primeiro curso de Oficiais Milicianos que teve lugar naquela ‘Província’. Como aspirante, e depois como alferes miliciano, percorri quase todo o território.

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“Ficaram pedaços de todos na Guiné” (António Manuel Santos, Guiné 1972/1974)

A minha guerra

“Ficaram pedaços de todos na Guiné”

Foi tudo muito difícil. Não havia qualquer estrutura. O isolamento era total e a logística precária. E o inimigo estava cada vez mais activo na região.

A 26 de Outubro de 1972 embarquei de avião para a Guiné, em rendição individual, com destino à Companhia de Caçadores 4540, que já se encontrava no Norte, em Bigéne. Mandaram-me com uma guia de marcha e transporte em coluna terrestre. Se quem emitiu a ordem soubesse as dificuldades para chegar por aquele meio, tenho a impressão de que ainda hoje lá andaria à procura de uma coluna militar. Valeu-me que, em Bissau, encontrei um sargento algarvio meu amigo, que se prontificou a ir comigo ao quartel- -general e responsabilizar-se pelo meu transporte. Era da Marinha e, precisamente nessa semana (finais de Outubro), deslocava-se a Bigéne para efectuar um reabastecimento à companhia. Foi assim que cheguei à minha guerra.

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“Estivemos dias debaixo de fogo inimigo” (José Pereira Lopes - Guiné 1972/1974)

A minha guerra

“Estivemos dias debaixo de fogo inimigo”

Reviravolta. No início tudo parecia calmo mas de repente o cenário mudou e a guerra chegou terrível, causando dezenas de mortos e feridos.

No dia 25 de Outubro de 1972 parti para a Guiné. A nossa companhia era a ‘Piratas de Guileje’, comandada pelo capitão Abel Quelhas Quintas. Já em Bissau, seguimos para Cumuré e duas semanas mais tarde, numa lancha, para Gadamael, de onde partimos para Guileje. Aqui, de início, tivemos momentos calmos, os dias eram passados em patrulha e eu aproveitava para fazer o pão, que todos comíamos. Mas, com o passar do tempo, tudo piorou.

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Buba: Aldeia formosa - “Abertura de estrada parecia o Inferno” (Arlindo Tadeu - Guiné 1969/1971)

Buba: Aldeia formosa

“Abertura de estrada parecia o Inferno”

Tristeza. No dia em que a via foi inaugurada houve três emboscadas e morreram dois soldados. Eram de uma companhia de regresso à metrópole.

O desembarque na Guiné aconteceu a 12 de Maio de 1969 no cais do Pidjiquiti. Um dia triste e desolador: apenas se viam viaturas militares, soldados e estivadores. Depois, fomos para Brá, seguimos com destino a Buba e partimos para Mampatá, no Sul, com a missão de proteger os trabalhos de engenharia na nova estrada que ligava Buba a Aldeia Formosa, perto da fronteira com a Guiné-Conacri. O meu baptismo de fogo deu-se logo na primeira deslocação da companhia para Mampatá.

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A urna estava vazia: “Fizemos funeral de camarada sem corpo” (Custódio Simão Freitas - Moçambique 1970-1973)

A urna estava vazia

“Fizemos funeral de camarada sem corpo”

Insólito. Recebi dinheiro para ir no lugar de outro militar. Nunca estive em combates directos mas vivi algumas situações do arco-da-velha, incríveis.
A minha guerra começou no Campo Militar de Santa Margarida, quando – farto da rotina e das viagens até à minha terra – propus a outro escriturário, de Amarante, mobilizado para Moçambique, ir no seu lugar. Foi num momento de grande desânimo. Disse-lhe que, se pagasse bem, aceitava fazer a troca, pensando que não levaria a proposta a sério. Mas a verdade é que, passadas duas semanas, apresentou-se na minha unidade com um familiar, pedindo para eu assinar o documento a pedir a troca. Fiquei para morrer mas, para não faltar à palavra dada, assinei e recebi um envelope com notas. Já não sei quanto, mas para a altura era uma importância razoável.

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