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Guiné-Bissau: Kumba Ialá pede aos seus apoiantes para cantarem vitória porque “já ganhou”

Kumba Ialá pede aos seus apoiantes para cantarem vitória porque “já ganhou”

O ex-presidente guineense Kumba Ialá pediu aos seus apoiantes para celebrarem a sua vitória nas eleições presidenciais antecipadas que decorrem, este domingo, na Guiné-Bissau por considerar que “já ganhou” a corrida.

“Sempre dissemos que não temos adversário nestas eleições, apenas estamos a confirmar o que sempre dissemos. A minha candidatura já ganhou. Apelo aos meus militantes que, desde já, comecem a cantar a minha vitória”, declarou Kumba Ialá, na cidade de Gabu, 200 quilómetros a leste de Bissau.

Kumba Ialá é o único candidato, entre os três principais favoritos à vitória, que votou no interior do país. Ialá votou na cidade de Gabú por ser eleitor inscrito naquela área da Guiné-Bissau junto à fronteira com o Senegal e a Guiné-Conacri.

Em Julho de 2008, Kumba Ialá (animista) converteu-se ao islamismo em Gabu, passando a chamar-se Mohamed Kumba Ialá.

Entrevistado após votar pela rádio Galáxia de Pindjiguti, Ialá disse hoje que a sua eleição significará a “mudança da Guiné-Bissau” protagonizada “por uma nova geração de políticos”.

Onze candidatos estão na corrida que, no entanto, deve ser decidida entre o candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e os ex-Presidentes Kumba Ialá, apoiado pelo Partido de Renovação Social (PRS), e Henrique Rosa, que concorre como independente.

As eleições foram marcadas na sequência do assassinato de Nino Vieira, em Março último mas a sua realização esteve em causa quando, no dia 05 de Junho, véspera do início da campanha eleitoral, foi assassinado o candidato independente Baciro Dabó e o ex-ministro Hélder Proença, ambos do PAIGC e acusados de tentativa de golpe de Estado contra o governo do mesmo partido.

O País, 28 de Junho de 2009

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“A minha mãe deu dois filhos à guerra” (Carlos Coelho - Guiné, 1968/1970)

Irmãos juntos na Guiné

“A minha mãe deu dois filhos à guerra”

Choque. Estive envolvido num dos maiores acidentes no Ultramar e fiquei inconsolável quando soube que o meu irmão estava para chegar.

Estava a meio da minha comissão na Guiné, em Galomaro, quando recebi um aerograma da minha mãe a dizer que o meu irmão estava mobilizado para a guerra e ia numa companhia de transportes para o mesmo país onde eu me encontrava há mais de um ano. Naquele momento fiquei em estado de choque, depois decidi escrever à minha mãe e disse-lhe: ‘Mãe, Deus deu-lhe dois filhos, mandou–os para a Guerra, também os há-de devolver com vida. O meu irmão que venha’. Felizmente, a minha mãe teve a grande alegria de rever os seus dois filhos vivos e de os poder voltar a abraçar.

O meu irmão – o cabo mecânico António Coelho – embarcou para a Guiné no navio ‘Uige’, no cais de Alcântara, no dia 15 de Novembro de 1969, chegando seis dias depois a Bissau com os camaradas da Companhia de Transportes 2642, de que fazia parte. Quando soube o dia da sua chegada e que a companhia que ele ia render estava em Galomaro, falei com o meu capitão e pedi-lhe autorização para ir a Bissau esperar o meu irmão. Não foi fácil, mas lá segui viagem numa viatura GMC em direcção ao quartel general em Bissau.

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“Sofremos castigo por causa da comida” (António Bastos - Guiné 1964/1966)

Levantamento de rancho

“Sofremos castigo por causa da comida”

Reviravolta. Os primeiros meses foram como se estivéssemos a fazer turismo, mas depois fomos mandados para a zona de combate e tudo foi pior.

Fui mobilizado para a Guerra no Ultramar, com destino à Guiné, integrado no Pelotão de Caçadores Independente 953, sob o comando do tenente do quadro Nuno Nest Arnout Pombeiro (já falecido). Embarquei no navio ‘Índia’ a 15 de Julho de 1964 e cheguei ao fim de seis dias de viagem. Quando chegámos fomos logo para a nossa zona, Cachéu, que estava sossegada. Nos primeiros sete meses de comissão foi como se estivéssemos a fazer turismo.

O tenente Pombeiro era uma jóia de pessoa, muito humano e amigo dos seus soldados. Comíamos bem e, como tínhamos o mar perto, os nativos vendiam peixe no quartel, bem como galinhas, porcos, vacas, cabritos, fruta da época e, se nós queríamos marisco, era só ir ao rio e apanhar. Fazíamos muitos reconhecimentos e a chamada acção psicossocial junto das populações.

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Florestas na Zambézia a saque: Frelimo implicada na barbárie (Luís Nhachote)

Florestas na Zambézia a saque 
 
Frelimo implicada na barbárie
 
 
“A Frelimo tem uma grande responsabilidade em tudo isto, e nós “pecámos” muito a esse respeito. Nós avisamos o partido para não se envolver neste cenário mas, infelizmente, o interesse pela acumulação fácil da riqueza e a ganância levaram-nos a isto. Agora, vai ser difícil reverter o cenário, porque os estrangeiros, principalmente os Chineses, já dominaram o nosso país, incluindo as fronteiras, com o poder económico a crescer todos os dias, o que lhes permite subornar a qualquer hora e em qualquer lugar, qualquer funcionário do governo miseravelmente pago, para facilitar a documentação que eles precisam para exportar a madeira de qualquer forma e a partir de qualquer lugar, sem nenhum problema”- sic, «Tristezas Tropicais: Mais histórias tristes da floresta da Zambézia» 

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A LUCIDEZ DE MÁRIO SOARES - Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.
A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante a sua longa carreira politica.
A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo em Paris.
A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma “brilhante” que se viu, o processo de descolonização.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.
A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.
A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.
A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os “dossiers”.
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Anadarko Petroleum vai levar navio de prospecção petrolífera para Moçambique

Houston, Estados Unidos da América, 26 Jun - A Anadarko Petroleum Corp. vai levar o navio de prospecção petrolífera Belford Dolphin do golfo do México para a Serra Leoa e Costa do Marfim e no final do ano para Moçambique, informou quinta-feira a empresa em comunicado.

Na África Ocidental, o navio vai pesquisar petróleo na prospecção Venus na costa da Serra Leoa e mais tarde na prospecção South Grand Lahou no mar da Costa do Marfim, seguindo depois para Moçambique a fim de iniciar o programa de prospecção em águas profundas, na bacia do Rovuma.

O Belford Dolphin descobriu petróleo na prospecção Samurai no golfo do México com a empresa a afirmar que as reservas estão estimadas em 350 milhões de barris de petróleo equivalente, um aumento de 50 relativamente à anterior estimativa realizada em Março. Além da Anadarko, são parceiros neste poço as empresas Murphy Oil Co. e Samson Offshore Co., todas com 33,3 por cento. (macauhub)

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Os olhos abertos de Ricardo Rangel

Os olhos abertos de Ricardo Rangel
 
Marina Tadeu e Teresa Lima
BBC para África
 

Ricardo Rangel, mestre do fotojornalismo e do ‘olhar inconformado’ sobre a História de Moçambique faleceu em Junho aos 85 anos. A sua morte ainda está viva, como lembram à BBC alguns dos seus amigos, antigos alunos e camaradas de profissão.

“Amava bom vinho, boa comida, boa mulher e claro… Jazz; era um grande trabalhador, que perdeu a vida ainda trabalhando aos 85 anos, coisa muito rara; ele pensava na vida, não pensava na morte e tudo em que ele se metia era realmente com uma grande paixão; era um pai… Um pai, sim; o Ricardo, para mim, foi um fotógrafo completo”, comentaram alguns dos que com ele comungaram.

Ferro em brasa

Numa entrevista dada há quatro anos à BBC, Ricardo Rangel lembrou como tinha fotografado a dor, para que não nos esqueçamos, de Moçambique dos anos pré-independência.

O jovem tinha perdido uma rês e o patrão, o dono do gado, que era um português, marcou-o como castigo a ferro em brasa na testa! Essa fotografia, fiz tudo para publicá-la mas não foi possível.
 
Ricardo Rangel, em entrevista, em 2005, à BBC

“Tenho uma foto que está a correr mundo que é a do jovem pastor marcado na testa com um ferro de marcar gado. Uma foto feita em 1973. O jovem tinha perdido uma rês e o patrão, o dono do gado, que era um português, marcou-o como castigo a ferro em brasa na testa! Essa fotografia, fiz tudo para publicá-la mas não foi possível”, recordou.

Foi em casa na noite da passada quinta-feira, 11 de Junho que, aos 85 anos, Ricardo Rangel faleceu, como lembra a amiga Maria Pinto Sá, sua antiga camarada de redacção na revista Tempo – a primeira a cores em Moçambique - de que Rangel foi co-fundador.

“Rangel estava sentado a perguntar que horas eram (20 para as oito) e ele pediu à mulher, Beatriz, que o avisasse quando chegasse a hora do Telejornal. Às cinco para as oito a Beatriz chamou-o. Como ele não respondia, ela foi à sala onde o Ricardo estava mas o Ricardo já não estava”.

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ILHA DE MOÇAMBIQUE: OS BARCOS “DHOW” COM SUAS VELAS TRIANGULARES

ILHA DE MOÇAMBIQUE: OS BARCOS “DHOW” COM SUAS VELAS TRIANGULARES
@XicoNhoca

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Os guineenses são chamados às urnas de voto este domingo, 28 de Junho

Depois de várias mortes de figuras de topo do Estado, as eleições são aguardadas com expectativa.
 
São 11 os candidatos às eleições de domingo.

Face às preocupações sobre a segurança, cada candidato tem dois elementos da polícia de intervenção rápida a vigiá-lo durante 24 horas por dia. No entanto, o Chefe de Estado Maior e das Forças Armadas, José Zamora Induta, fez saber que estão asseguradas as condições de segurança para a realização das eleições: “a situação está calma, não há nada de alarmante. As eleições podem ter lugar amanhã”.

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MOÇAMBIQUE: IMAGENS DO PARQUE NACIONAL DA GORONGOSA

MOÇAMBIQUE: IMAGENS DO PARQUE NACIONAL DA GORONGOSA

@XicoNhoca

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