A Minha Guerra: Episódio em Angola
“Cortaram tornozelos para roubar as botas”
Combates. Mataram três homens a tiro numa emboscada e mutilaram os corpos à catanada. Perdemos dois alferes e um cabo nesse ataque.
Estive no centro da guerra, numa encruzilhada no caminho de toda a gente. Era a zona onde as coisas mais ‘aqueciam’, Nambuangongo, em Angola. Sempre fui militar e, antes de ir para o Ultramar, dei instrução em Estremoz. Quando soube para onde me tinham mandado, um sargento gracejou comigo: ‘Vais ver as maminhas da Lollobrigida’. Na altura, não entendi. Embarcámos no navio ‘Uíge’ e chegámos a Luanda no dia 28 de Novembro de 1967. Estivemos lá apenas três dias. Ao chegar a Nambuangongo, percebi, finalmente, a piada: nesse lugar havia dois enormes morros, daí a comparação com os seios da actriz italiana, na altura com 40 anos de idade.
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A Minha Guerra: Episódio em Moçambique
“Revoltado, cortei uma orelha ao inimigo”
Mutilação. Com uma bazuca o soldado matou dois dos nossos camaradas. Ainda hoje vivo esse drama, ao recordar os corpos desfigurados.
O meu pai queria que eu fugisse para França, mas optei por ficar e fazer o serviço militar. Depois de tirar a recruta no Regimento de Infantaria 3, em Beja, e a especialidade em Estremoz, no Regimento de Cavalaria 3, já sabia que o meu destino seria o Ultramar, como atirador – era carne para canhão. A 24 de Abril de 1968 embarquei no navio ‘Vera Cruz’, no Cais da Rocha, com destino a Moçambique. Chegámos a Lourenço Marques no dia 10 de Maio, para o desfile habitual, após escala na Beira, Nacala, Porto Amélia e Mocimboa da Praia. Foi a partir daqui que sentimos que estávamos na guerra a sério.
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A Minha Guerra: Episódio em Angola
“Matei para vingar morte de camarada”
Coragem. Sempre gostei da guerra. Fiz todas as missões da minha companhia e fui noutras como voluntário. Vi muitos homens morrerem.
Quando era novo e estava na recruta, em Tancos, o que mais queria era ir para a guerra, gostava daquilo. Fiz os cursos de combate e de pára-quedista, que me deu o lema de vida: ‘Que nunca por vencidos se conheçam’. Em 1967 parti para Angola. A minha primeira operação foi em Santa Eulália, oito dias após chegarmos. Fomos para o mato, com pára-quedistas experientes e andámos aos tiros com guerrilheiros. Na altura, era aquilo que queria, mas jamais poderei esquecer os amigos que perdi, como o tenente Assoreira, o sargento Caria Ramos, o furriel Barata, o Barbeiro, o Magalhães, o Casaca e tantos outros. Não esqueço também o dia em que perdemos o sargento Mansos, que morreu com problemas cardíacos ao saltar de pára-quedas.
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Acusa MDM
“Frelimo fomenta medo e terror em Gaza”
Xai-Xai (Canalmoz) - Medo e terror são estratégias adoptadas pela Frelimo na sua caça ao voto na província de Gaza, segundo reporta Freitas Coutinho, delegado político provincial do Movimento Democrático de Moçambique, MDM. Os Distritos de Chókwè e Chibuto são os locais onde as atrocidades se registam com mais frequência.
Na mesma ocasião, Coutinho disse que, até ao momento, o seu partido está a realizar uma campanha ordeira, caracterizada pelos contactos porta-a-porta e pelos desfiles populares. “Andamos nos bairros, onde mantemos os contactos. Os mesmos têm sido bastante positivos, porque recebemos uma boa receptividade dos eleitores”. Mais adiante, acrescentou que o seu partido já está implantado em todos os distritos e localidades da província.
A fonte disse ao Canalmoz e Canal de Moçambique que o grande Calcanhar de Aquiles que tem enfrentado no terreno está relacionado com a atitude dos membros e simpatizantes do partido no poder, que não deixam o MDM realizar os seus trabalhos. “Eles usam carros para bloquearem o nosso caminho, destroem o nosso material de propaganda, espancam os nossos membros”, denunciou.
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Os principais órgãos de comunicação europeus destacam esta segunda-feira a vitória do Partido Socialista nas eleições legislativas que decorreram no domingo referindo que não foi com maioria absoluta ou que estas eleições foram marcadas pela abstenção.
Eis alguns exemplos do que se escreve lá fora: Na primeira página do ‘El País’ e do ‘El Mundo’, dois diários espanhóis de grande tiragem lê-se respectivamente: “Os socialistas ganham as eleições em Portugal sem maioria absoluta” e ‘Sócrates ganha umas eleições marcadas pela abstenção”.
Em Itália o ‘Corriere de la Serra’ escreve que “O partido do primeiro ministro não alcançou maioria aboluta” enquanto que a BBC News diz “Portugueses socialistas re-eleitos”.
Em France o ‘Le Monde’ escreve que “Os socialistas portugueses ganham as legislativas sem maioria absoluta” e na sua página da internet, têm como link uma peça datada do dia 23 deste mês cujo título é “José Sócrates, um ‘animal feroz’ para contornar a crise económica”.
Também na internet, a edição europeia do site do ‘Financial Times’ dá conta da vitória socialista.
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LER ARTIGO COMPLETO DA BBC ONLINE AQUI
O uso da bicicleta como meio de transporte, apesar de ser uma necessidade no mundo em desenvolvimento, está também a ganhar popularidade no mundo desenvolvido devido ao seu impacto nulo em termos de poluição ambiental.
Mas agora, uma companhia baseada na Zâmbia decidiu ir mais longe e lançou há tempos o bamboosero. Trata-se de uma bicicleta com um quadro feito de bambu e que está a ser vendida nos EUA. A primeira remessa foi despachada no mês passado.
O que torna este projecto ainda mais notável é o facto dos países africanos em geral exportarem principalmente matérias-primas para o resto do mundo. Mas a Zambikes prefere exportar um produto acabado.
Divilance Machilika é o coordenador de operações da Zambikes que, para além de bicicletas normais, também fabrica carretas para vendedores de rua e para o transporte de pacientes.
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A cidade de Sidney, na Austrália, acordou, esta quarta-feira, sob uma densa núvem de pó vermelho.
A tempestade de areia paralizou os transportes públicos. Em alguns locais, a visibilidade ficou reduzida a cerca de 10 metros, obrigando, ao encerramento de várias estradas.
Os cidadãos foram conselhados a usar uma máscara para evitar problemas respiratórios.
Uma mulher afirma que no início pensava tratar-se de um incêndio porque estava tudo vermelho. Depois ligou a televisão par tentar perceber o que se estava a passar porque confessa estava um pouco preocupada.
Um autraliano refere que a cor era fantástica e que nunca viu nada igual em 72 anos. Para ele trata-se de um verdadeiro fenómeno.
Outro homem diz ter sentido os olhos e a garganta secos.
Os serviços de emergência não não tiveram mãos a medir para dar resposta às solicitações
Vários voos com destino a Sidney foram desviados.
A tempestade oriunda do deserto do interior do país começou durante a noite com ventos na ordem dos 100 quilómetros hora.
Ainda, assim, há quem tenha aproveitado o dia para dar um mergulho do mar
Voos com destino à cidade australiana de Sidnei tiveram hoje que ser desviados devido a ventos fortes que assolaram a cidade e que espalharam uma tempestade de pó vermelho que cobre a região.
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Bandos de gaivotas, o mar menos frio, um fim de tarde no Borda de Água (http://www.bordadagua.com.pt/) na Praia Morena, com gambas al ajillo, sandwiches exóticas, e uma bela sangria de champanhe aguardando pelo por do Sol
ver fotos AQUI
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