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SANTARÉM - FOTOS. XicoNhoca, Viagens & Locais

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Museu do Apartheid: Onde a memória rima com o horror (África do Sul)

Museu do Apartheid: Onde a memória rima com o horror

A história de uma pátria não se conta apenas pelos sorrisos rasgados que saem, hoje, dos rostos dos seus filhos quando se recordam do passado muitas vezes glorioso, ainda que essa glória tenha sido alcançada por episódios de lágrimas e sangue. É, também, para a maioria dos povos, escrito pelas memórias que se transportaram do passado para o presente, influenciando sempre esse presente. É o que podem dizer os sul-africanos sobre as páginas mais recentes do seu percurso até atingirem o estatuto de um país “normal”, já que, por muito tempo, ficaram célebres pelas piores razões não apenas no seu continente mas no mundo.

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Da votação pacifica às batotas que mancham o processo eleitoral

Da votação pacifica às batotas que mancham o processo eleitoral 
 
Maputo (Canalmoz) – De acordo com o boletim do Centro de Integridade Pública (CIP) e dos Parlamentares Europeus para África (AWEPA), ontem duas vezes tornado público (e uma vez esta madrugada), até ao meio da tarde, mantinham-se grandes filas em muitos lugares deixando prever que muitas assembleias de voto não se iria votar.
O boletim da AWEPA que há dias foi atacado pelo trabalho das organizações supramencionadas, pelo director da Agencia de Informação de Moçambique (AIM), Gustavo Mavie, no diário de papel de maior circulação, o Noticias, adiantava que “em outros, incluindo nos centros de Maputo e Beira; Ribaué e Ilha de Moçambique, em Nampula; Macanga, em Tete; e Tambara, em Manica, havia longas filas quando as assembleias de voto abriram, mas a maior parte das pessoas votou de manhã e a meio da tarde não havia mais filas. Este quadro misto é-nos dado pelos nossos 100 jornalistas espalhados pelo país, que reportaram às 15h00”.
Adiantava o CIP e a AWEPA que em Nacala, até por volta das 12 horas de ontem, algumas mesas já não tinham eleitores, sobretudo as da periferia da cidade, enquanto outras mantinham-se apinhadas de gente.
Em geral, quase todas as assembleias de voto tinham aberto normalmente, excepto algumas que ainda têm problemas de cadernos eleitorais.

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História - Livro polémico lançado hoje defende que guerra colonial foi «guerra justa»

A editora A Livros d’ Hoje leva a efeito hoje, Quarta-Feira, pelas 18 horas, em Lisboa, na Academia Militar, uma sessão de lançamento do livro de João José Brandão Ferreira, intitulado «Em Nome da Pátria», o livro terá a apresentação do Prof. Adriano Moreira.
Três décadas após o fim da guerra colonial, Brandão Ferreira questiona no livro Em Nome da Pátria se os portugueses travaram uma «guerra justa» e se tinham o direito de a fazer e conclui que a descolonização «enfraqueceu» o país.

O livro, com quase 600 páginas, é lançado esta quarta-feira, na Academia Militar, em Lisboa, pela Publicações D. Quixote.

No prefácio, o professor universitário Adriano Moreira recorda que «foi o elo militar o definitivamente atingido pela fadiga, e a decisão, do centro do poder que deslizou para as bases, foi a de colocar um ponto final na guerra, logo com o apoio ao regime político mas inevitavelmente com o efeito colateral de colocar um ponto final no conceito estratégico secular».

Para Brandão Ferreira, não é surpreendente que, três décadas depois de terminada a guerra colonial (1961-1975), «a nossa sociedade se encontre completamente dividida em relação àquilo que se passou e à verdadeira interpretação a dar aos complexos acontecimentos então vividos».

No entender do autor, impõe-se «conseguir um conjunto elaborado de conhecimento que permita que a nação portuguesa caminhe para um futuro assente em bases sólidas e verdadeiras e não sobre falsos postulados».

O tenente-coronel piloto-aviador Brandão Ferreira, 56 anos, é um militar de transição entre dois regimes políticos. Estava ainda na Academia Militar quando ocorreu o 25 de Abril de 1974 e seguiu depois para os Estados Unidos. Esteve 27 anos na Força Aérea e foi adido de Defesa na Guiné-Bissau, Senegal e Guiné-Conacri.

Nunca combateu na guerra colonial mas os valores que professa no livro (Pátria, um Portugal do Minho a Timor) são os dessa época. Os seus princípios parecem inabaláveis: «Por aquilo que é secundário, negoceia-se; pelo que é importante, combate-se; pelo que é fundamental, morre-se».

No seu entender, com a descolonização, os portugueses perderam «liberdade estratégica» e ficaram «enfraquecidos e divididos como comunidade».

Apesar de declarar que não pretende impor «uma linha de pensamento único» mas sim reflectir sobre o tema, Brandão Ferreira opina que «Portugal fez uma guerra justa e, além disso, tinha toda a razão do seu lado».

Admite, contudo, que «a guerra é sobretudo uma luta de vontades».

O militar culpa Marcelo Caetano («uma pessoa de bem», com «grandes qualidades intelectuais») de nada ter feito «para contrariar eficazmente» aqueles que então começaram a defender a independência das ex-colónias.

No livro, Brandão Ferreira rejeita Nega que a guerra fosse insustentável, nomeadamente devido ao número de baixas portuguesas: «A verdade é que, por ano, morria mais gente nas estradas de Portugal Continental do que nas três frentes de luta em África», sustenta.

«Será mais digno combater no Afeganistão que no Estado português da Índia? No Líbano que em Angola? Na Bósnia que na Guiné-Bissau? No Kosovo, que em Moçambique? São estes os novos ventos da história?» - pergunta.

Lusa / SOL

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Eleições: Moçambique entre Frelimo e a mudança (Abel Coelho de Morais)

Eleições

Moçambique entre Frelimo e a mudança

Quase duas décadas após os acordos de paz de 1992, Moçambique vota hoje para escolher novo Presidente, novo Parlamento e novos representantes do poder a nível provincial. Entre as habituais acusações de fraude e um crescente desencanto entre o eleitorado, estas eleições, que poderão assinalar o fim da bipolarização no país, representam importante desafio, quer para o partido tradicional de oposição quer para a mais recente formação política, com menos de um ano de existência.

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O domínio da língua portuguesa e a literacia e desenvolvimento (Lourenço do Rosário)

O domínio da língua portuguesa e a literacia e desenvolvimento*

Em 2007, no Brasil, os meios de comunicação social daquele País divulgavam com grande alarido os resultados de uma pesquisa  promovida pela OCDE sobre literacia nos países que integram esta organização, incluindo igualmente alguns países  que não faziam parte desse organismo internacional. Estes resultados arrasavam de forma devastadora os únicos Países de Língua Portuguesa avaliados, nomeadamente Portugal e Brasil. A pesquisa em apreço abrangia inquérito sobre leitura, escrita, matemática e ciências. Países como Coréia do Sul, Singapura, Taiwan, Nova Zelândia pugnavam pelos primeiros lugares lado  a lado com Países  considerados do Primeiro Mundo, nomeadamente Canadá, Finlândia, Japão, atirando para o meio da tabela  colossos  económicos como a França, Itália, Alemanha e até os Estados Unidos da América. Estes resultados não diferiam  em muito daqueles  outros  publicados em Dezembro de 2001.

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Guiné-Bissau: Sanhá promove e empossa Induta

Guiné-Bissau: Sanhá promove e empossa Induta

O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, conferiu ontem posse ao Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (CEMFA), Zamora Induta, e ao seu adjunto, António Indjai, e, na mesma cerimónia, promoveu os dois ao posto de general. Induta, capitão-de-mar-e-guerra, foi promovido a tenente-general (três estrelas) e o vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas guineenses, coronel António Indjai, foi promovido a major-general (duas estrelas).

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Zimbabwe: Mugabe e Tsvangirai não chegam a consenso

Zimbabwe: Mugabe e Tsvangirai não chegam a consenso

A crise que paralisa o Governo de Unidade Nacional (GUN) do Zimbabwe mantém-se, depois de uma reunião realizada segunda-feira entre o Presidente Robert Mugabe e o Primeiro-Ministro, Morgan Tvangirai, que terminou sem entendimento, revelou fonte oficial.

“A estagnação mantém-se”, disse Gordon Moyo, vice-ministro do governo de Tsvangirai, depois das três horas de reunião entre o Primeiro-Ministro e o Presidente.

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Moçambique: Vamos todos votar! - exorta Comissão Nacional de Eleições

Vamos todos votar! - exorta Comissão Nacional de Eleições

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) exortou ontem aos cerca de nove milhões e seiscentos mil eleitores residentes em território nacional e no estrangeiro no sentido de afluírem em massa aos postos de votação para a escolha do Presidente da República e dos partidos políticos que terão assento na Assembleia da República e nas assembleias provinciais. Numa exortação aos eleitores, o Presidente da Comissão Nacional de Eleições, João Leopoldo da Costa, instou os cidadãos no sentido de exercerem  o seu direito de voto de forma consciente, pacífica e ordeira.

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Contra Cuba: Irmã de Fidel Castro colaborou com a CIA

Contra Cuba: Irmã de Fidel Castro colaborou com a CIA

Juanita Castro, a irmã do ex-presidente cubano Fidel Castro, revelou que colaborou com a agência americana de espionagem, CIA, contra o Governo cubano antes de se exilar em Miami, em 1964. A revelação foi feita pela própria Juanita em entrevista ao canal de televisão em língua espanhola “Univisión-Noticias 23”, na véspera do lançamento, ontem, do livro de memórias sobre a sua relação com os irmãos Fidel e Raúl, o actual presidente de Cuba.

O livro “Fidel y Raúl, mis hermanos: La historia secreta” (Fidel e Raúl, Meus Irmãos: A História Secreta), escrito com a jornalista mexicana Maria Antonieta Collins, foi  lançado, em simultâneo, nos Estados Unidos, México, Colômbia e Espanha.

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