ONDE ESTÁ A CAPACIDADE AFRICANA DE AUTO-DESENVOLVER-SE? Opinião, por Noé Nhantumbo
Mesmo com recursos são os outros é que definem os caminhos…
Beira (Canalmoz) - A notícia da assinatura no Brasil de um acordo de cooperação trilateral entre a USAID e o Brasil para implementar projectos de assistência em agricultura e segurança alimentar em África pode parecer uma boa nova. Mas se vistas com profundidade e em todo o seu significado real, tal acordo e outros do mesmo tipo, assinados com a Índia ou a China, não são mais do que a continuação de políticas de apoio a África, tendenciosas e pouco produtivas em termos dos impactos que trazem para este continente. Significam sobretudo a falta de uma visão africana própria no que concerne a definição de suas agendas de desenvolvimento. Significa que os africanos continuam a sujeitarem-se a imposições dos outros por ausência de governos com capacidade própria de determinar como se utilizam os recursos que África possui. Significa que os governantes africanos teimam em colocar tudo nas mãos dos outros e abandonam a sorte dos seus concidadãos nas mãos de interesses corporativos estrangeiros.
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Afirma Rafael Marques, para quem muitos investimentos portugueses em Angola estão reféns da “vontade política de quem está no poder num regime déspota”. A actuação da maioria das empresas portuguesas que operam em Angola vai no sentido de garantir o status quo, “esse esquema de corrupção e libertinagem à volta dos bens públicos angolanos”, denunciou o jornalista angolano e ativista cívico Rafael Marques.
por Victoria Gill - Correspondente da BBc para a Ciência
Africanos devem ser donos do seu destino
Bissau – Tudo apontava para que a Guiné-Bissau estivesse no bom caminho. Eleições democráticas e um reforço do combate ao narcotráfico dominaram a política de estabilização, até esta quinta-feira com um golpe militar com aroma de cocaína.