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ONDE ESTÁ A CAPACIDADE AFRICANA DE AUTO-DESENVOLVER-SE? Opinião, por Noé Nhantumbo

Mesmo com recursos são os outros é que definem os caminhos… 
 
Beira (Canalmoz) - A notícia da assinatura no Brasil de um acordo de cooperação trilateral entre a USAID e o Brasil para implementar projectos de assistência em agricultura e segurança alimentar em África pode parecer uma boa nova. Mas se vistas com profundidade e em todo o seu significado real, tal acordo e outros do mesmo tipo, assinados com a Índia ou a China, não são mais do que a continuação de políticas de apoio a África, tendenciosas e pouco produtivas em termos dos impactos que trazem para este continente. Significam sobretudo a falta de uma visão africana própria no que concerne a definição de suas agendas de desenvolvimento. Significa que os africanos continuam a sujeitarem-se a imposições dos outros por ausência de governos com capacidade própria de determinar como se utilizam os recursos que África possui. Significa que os governantes africanos teimam em colocar tudo nas mãos dos outros e abandonam a sorte dos seus concidadãos nas mãos de interesses corporativos estrangeiros.
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“Maioria das empresas portuguesas é conivente com corrupção em Angola”

Afirma Rafael Marques, para quem muitos investimentos portugueses em Angola estão reféns da “vontade política de quem está no poder num regime déspota”. A actuação da maioria das empresas portuguesas que operam em Angola vai no sentido de garantir o status quo, “esse esquema de corrupção e libertinagem à volta dos bens públicos angolanos”, denunciou o jornalista angolano e ativista cívico Rafael Marques.

por: Redacção NL (Notícias Lusófonas), com Simon Kamm da Agência Lusa

Em entrevista à agência Lusa a propósito do seu relatório “Presidência da República: O Epicentro de Corrupção em Angola”, disponível online a partir de hoje na página da Iniciativa Anti-Corrupção Maka Angola, Rafael Marques criticou que as empresas internacionais que operam no país “continuem a contribuir para que a corrupção seja a principal instituição de Governo”.

Segundo Rafael Marques, “quase todas as empresas portuguesas, para se estabelecerem no mercado angolano, arranjam sempre como sócio um ministro, a família presidencial ou um general, o que configura situações de tráfico de influências, de corrupção activa de dirigentes e outros actos ilícitos”.

Estes negócios “só beneficiam uns poucos que concentram as riquezas de Angola e que, para garantirem o seu poder, criam uma clientela internacional bastante volumosa e dispendiosa para garantir a legitimidade dos seus actos”, frisou.

“Isto não contribui para o desenvolvimento, é uma forma anormal de reforçar o poder político e económico de uma elite predadora, em detrimento de todo um povo”, denuncia no documento.

Rafael Marques considera que a actuação das empresas portuguesas “não pode dar bons resultados” e que “é uma questão de mais 10 ou 20 anos”, porque “não há um investimento a longo prazo, um investimento político”, precisou.

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Criado mosquito para combater málaria

por Victoria Gill - Correspondente da BBc para a Ciência
 
Cientistas nos Estados Unidos conseguiram manipular geneticamente um mosquito resistente à malária. Os pesquisadores, da Universidade do Arizona, introduziram um gene que afectou o intestino do insecto, de forma a que o parasita da malária não se podesse desenvolver.

Eles relatam o avanço, o que também reduziu a longevidade dos insectos, na revista PLoS Pathogens. O estudo refere que o objectivo final é a introdução de mosquitos da malária resistentes ao meio ambiente.

“Antes de fazermos isto, temos que de alguma forma dar aos mosquitos uma vantagem competitiva sobre os insectos transmissores da doença”, explicou o professor Michael Riehle da Universidade do Arizona, um investigador principal no projecto.

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Africanos devem ser donos do seu destino (Tomaz Salomão)

Africanos devem ser donos do seu destino

O Secretário executivo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) considera o combate à pobreza o principal desafio do continente. Tomaz Salomão defende o fim dos conflitos e pede aos Governos que promovam uma cultura de paz. O diplomata moçambicano ao serviço da SADC concedeu uma entrevista ao “Jornal de Angola” no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, momentos depois de participar, em Luanda, no colóquio sobre o Dia de África, onde falou sobre “A Situação da Segurança na África Austral, Principais Desafios e Metas”.

“Jornal de Angola” – O que fazer para que o mundo deixe de perceber que África é um continente de pobreza?

Tomás Salomão – Só nós, os africanos, é que vamos poder retirar essa percepção de que África é um continente de conflitos, de fome, golpes de estado, HIV/SIDA e outras doenças. Esta é a percepção que o mundo transmite do continente africano. Quando ligamos a televisão, a primeira imagem que nos aparece é a de uma criança com a cara cheia de moscas, mastigando qualquer coisa que a mãe conseguiu reunir. Precisamos demonstrar que não somos isso e, para tal, é necessário muito trabalho, empenho e concentrarmo-nos nas coisas que nos unem. Precisamos de trabalhar em paz e estabilidade para vencermos a pobreza.

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Na Guiné-Bissau a razão chama-se apenas AK-47

in Alto Hama  

Malam Bacai Sanhá pensa que é presidente de uma democracia estabilizada e de um Estado de Direito (Guiné-Bissau). Assim parecem pensar algumas organizações internacionais, caso da CPLP. Mas, infelizmente para todos mas sobretudo para os guineenses, não é assim. O que hoje se passou confirma isso mesmo.

Por Orlando Castro

Recordo-me de, no início de Janeiro, o presidente da Guiné-Bissau ter convocado o Governo, o procurador-geral da República e o chefe das Forças Armadas para explicarem a razão pela qual o ex-chefe da Armada, Bubo Na Tchuto, se refugiou na sede da ONU em Bissau.

O contra-almirante Bubo Na Tchuto esteve até hoje refugiado na sede das Nações Unidas em Bissau após entrar no país de forma oficialmente clandestina, vindo da Gâmbia, onde se encontrava exilado desde Agosto de 2008, após ter sido acusado pelo Estado-Maior das Forças Armadas de ser o líder de uma alegada tentativa de golpe de Estado.

O governo da Guiné-Bissau exigiu então à ONU a entrega imediata e incondicional do oficial, invocando a necessidade de este ser apresentado à justiça para ser julgado pelos crimes de que é suspeito: tentativa de golpe de Estado, tentativa de alteração de Estado de Direito e deserção.

A ONU pediu calma ao Executivo guineense, argumentando com a necessidade de se encontrar uma solução pacífica (coisa com a qual a Guiné-Bissau parece não saber conviver) e legal para o caso, mas sempre salvaguardando as normas do direito internacional (outra das regras quase desconhecida em Bissau).

E a calma, sempre precária, durou até hoje.

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Narcotráfico na base da acção - Guiné-Bissau: Golpe de militar com aroma de cocaína

Bissau – Tudo apontava para que a Guiné-Bissau estivesse no bom caminho. Eleições democráticas e um reforço do combate ao narcotráfico dominaram a política de estabilização, até esta quinta-feira com um golpe militar com aroma de cocaína.

No fim da manhã desta quinta-feira vários militares começaram a concentrar-se de «forma anormal» junto à sede da ONU em Bissau onde se refugiara desde alguns meses Bubo Na Tchuto, ex Chefe de Estado da Armada, acusado de narcotráfico, suspeito de envolvimento no assassinato de Nino Veira e presumível executor de uma tentativa de Golpe de Estado no país imaginada por Ernesto Carvalho, um dos mais eminentes «Barões da Droga» guineenses e um aliado do ex Presidente Kumba Iala, que terá se refugiado em Cabo Verde logo após o fiasco da operação.

Antonio Indjai, ex vice Chefe de Estado Maior das Forças Armadas aparece inesperadamente na madrugada de hoje [01 Abril 2010] na capital guineense, quando todos pensavam que estava em tratamento em Cuba.

Uma semana antes Indjai assinara Bissau, perante uma comissão composta pelo Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, CEMGFA, Zamora Induta, Procurador-Geral da República e o Presidente, um documento onde reconhecia estar envolvido numa operação de narcotráfico que ocorrera no aeródromo de Cufar, sul da Guiné, desmantelada «in extremis» pelos militares de Zamora Induta.

Na mesma ocasião ficou estabelecido que António Indjai seria automaticamente exonerado do cargo de número dois das forças armadas e partiria para Cuba, oficialmente, em «tratamentos médicos».

A partida de Indjai rematava meses de rivalidades com Zamora Induta que declara que iria «fazer guerra ao narcotráfico» mesmo que tivesse temporariamente de fazer o trabalho da polícia, prometendo que iria «limpar a imagem dos militares guineenses» como principais envolvidos no narcotráfico no país.

Outro antecedente, que passou quase desapercebido, foi a revogação assinada pelo Presidente Malam Bacai Sanha do reconhecimento da Republica Árabe Sarauí Democrática, RASD, favorecendo assim Marrocos que terá contribuído significativamente no financiamento da sua campanha presidencial. Uma posição que contrariou a decisão do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, revelando um choque entre o Chefe do Executivo e o sucessor de Nino Veira.

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China e Rio Tinto firmam grande negócio mineiro

A gigante anglo australiana do sector mineiro, Rio Tinto, anunciou um grande negócio com a Chinalco da China para explorar uma vasta reserva de ferro na Guiné Conacri. A Chinalco, uma grande empresa estatal mineira da China, vai desemboldar mil milhões e 300 mil dólares por uma cota de 47% do projecto Simandou, uma das maiores reservas mundiais de depósitos de ferro. O acordo contempla a construção de portos e caminhos-de-ferro e deverá criar dezenas de milhares de novos postos de trabalho na Guiné-Conacri.

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Chonguiça em documentários sobre diversidade cultural

Chonguiça em documentários sobre diversidade cultural

O conceituado saxofonista Moreira Chonguiça vai ser um dos protagonistas numa série de documentários a ser produzida pela Cine Internacional que aborda diversidade cultural e riquezas dos países africanos. Esta é a segunda etapa das filmagens desta série de vídeos-documentários sobre vários países do Continente Africano, intitulados “Mama África” e que pretendem ser a mostra real da diversidade etno-cultural de África em que as expressões culturais provam que o nosso Continente é rico em culturas promovidas pelos seus povos.

É nesse âmbito que a produtora Cine Internacional inicia na primeira semana de Março gravações de uma série de documentários cinematográficos cujas temáticas corporizam as danças, religiões, quotidiano dos povos cujos países estão envolvidos neste projecto, hábitos e seus costumes, entre outros aspectos que cruzam na interligação cultural dos africanos.

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Lideres africanos insaciáveis de poder e enriquecimento

Segundo Bispos Católicos de África
 
Lideres africanos insaciáveis de poder e enriquecimento 
 
Maputo (Canalmoz) - Os Bispos Católicos de África, reunidos recentemente em Roma, capital italiana, no Segundo Sínodo dos Bispos para África, chegaram a conclusões segundo as quais no continente “na maior parte das vezes vivemos situações de uma avidez insaciável de poder e enriquecimento próprio à custa do Povo e dos próprios países por parte dos dirigentes”.
As constatações dos líderes da Igreja Católica estão contidas num documento intitulado “Mensagem dos Bispos Católicos para África”, onde referem que “há sempre um vergonhoso e trágico conluio entre chefes de muitos países na desgraça do povo e dos próprios Estados”.

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Forte Cape Coast foi uma área chave do tráfico negreiro europeu

Forte Cape Coast foi uma área chave do tráfico negreiro europeu
 
Com canhões apontados para o mar, o forte ganense de Cape Coast, que será visitado no sábado pelo presidente americano Barack Obama com a esposa Michelle, foi um lugar muito importante do tráfico de negros para a Europa na antiga Costa do Ouro, que hoje se chama Gana.

Desta imponente construção branca do século XVII, 160 km ao oeste da atual capital Acra, milhares de africanos partiram para a “viagem sem retorno” rumo a Europa e América. Pacientemente restaurado, o forte Cape Coast, ao lado do Elmina, é o mais importante de Gana e integra a lista de patrimônio mundial da Unesco.

Ao longo de quase toda a costa de Gana há dezenas de fortes escravagistas, alguns deles em ruínas, devorados pela vegetação e a brisa marinha. No início, Cape Coast era um centro comercial para o ouro e as madeiras preciosas, mas rapidamente passou a ser utilizado para a exportação de escravos. Os calabouços nos porões e um museu no forte são os testemunhos atuais do período de tráfico.

A própria cidade foi construída pelos conquistadores portugueses no século XV e foram os colonos holandeses que decidiram erguer em 1637 este grande forte, com um pátio interno em forma de trapézio e torres de vigilância que dominam o golfo de Guiné. A obra seguiu com os suecos em 1653 e com os dinamarqueses 10 anos depois.

Em 1700 os ingleses ocuparam finalmente o edifício, do qual fizeram o centro de sua administração colonial, ao transforma Cape Coast em capital da então chamada Costa do Ouro.

Escrito por Redaccão/AFP
Verdade, Quinta, 09 Julho 2009

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