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SADC: Marinhas de guerra em exercícios conjuntos na região de Maputo

Marinhas de Guerra de Moçambique, África do Sul e Zimbabwe iniciaram Quarta-feira, em Maputo, exercícios militares conjuntos com vista à troca de experiência e uma maior cooperação na área, entre os países membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC). 
Com efeito, os exercícios, que se prolongam até amanhã, são realizados ao abrigo das decisões tomadas nas últimas duas reuniões do Comité Marítimo Permanente da SADC (CMP) realizadas, em 2008 e 2009, em Angola e Zimbabwe, respectivamente. Na ocasião, os comandantes das marinhas de guerra da região decidiram pela realização de manobras militares multinacionais e cooperação entre estas corporações da SADC, de forma a manterem-se fortes relações diplomáticas e militares entre os países.
Também ficou decidido que tais exercícios deveriam ser feitos na altura da reunião anual do Comité Marítimo Permanente, como é o caso agora.
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“Maioria das empresas portuguesas é conivente com corrupção em Angola”

Afirma Rafael Marques, para quem muitos investimentos portugueses em Angola estão reféns da “vontade política de quem está no poder num regime déspota”. A actuação da maioria das empresas portuguesas que operam em Angola vai no sentido de garantir o status quo, “esse esquema de corrupção e libertinagem à volta dos bens públicos angolanos”, denunciou o jornalista angolano e ativista cívico Rafael Marques.

por: Redacção NL (Notícias Lusófonas), com Simon Kamm da Agência Lusa

Em entrevista à agência Lusa a propósito do seu relatório “Presidência da República: O Epicentro de Corrupção em Angola”, disponível online a partir de hoje na página da Iniciativa Anti-Corrupção Maka Angola, Rafael Marques criticou que as empresas internacionais que operam no país “continuem a contribuir para que a corrupção seja a principal instituição de Governo”.

Segundo Rafael Marques, “quase todas as empresas portuguesas, para se estabelecerem no mercado angolano, arranjam sempre como sócio um ministro, a família presidencial ou um general, o que configura situações de tráfico de influências, de corrupção activa de dirigentes e outros actos ilícitos”.

Estes negócios “só beneficiam uns poucos que concentram as riquezas de Angola e que, para garantirem o seu poder, criam uma clientela internacional bastante volumosa e dispendiosa para garantir a legitimidade dos seus actos”, frisou.

“Isto não contribui para o desenvolvimento, é uma forma anormal de reforçar o poder político e económico de uma elite predadora, em detrimento de todo um povo”, denuncia no documento.

Rafael Marques considera que a actuação das empresas portuguesas “não pode dar bons resultados” e que “é uma questão de mais 10 ou 20 anos”, porque “não há um investimento a longo prazo, um investimento político”, precisou.

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Contrabando de diamantes do Zimbabwe passa por Moçambique

Contrabando de diamantes do Zimbabwe passa por Moçambique 
 
Estrangeiros envolvidos no contrabando de diamantes operam a partir de Manica, segundo jornal de Harare 
 
Pretória (Canalmoz) - Cidadãos estrangeiros que alegadamente fugiram do Zimbabwe o ano passado por alegadas actividades ilícitas de compra e venda de diamantes, encontram-se a residir em território moçambicano. De acordo com a imprensa zimbabweana, os referidos cidadãos, que se acredita sejam originários da Guiné, Serra Leoa, Nigéria e Líbano, vivem na cidade de Manica, mas a trabalhar para negociantes de diamantes nos respectivos países.
O jornal The Herald cita fontes policiais como tendo referido que alguns dos traficantes de diamantes são detentores de passaportes moçambicanos, havendo ainda outros que viajam com passaportes da África do Sul, República Democrática do Congo e Zâmbia.
O diário zimbabweano cita ainda um funcionário do consulado moçambicano em Mutare, Joaquim Bitone, como não tendo “excluído a hipótese de negociantes ilícitos terem assentado arrais em Manica”, acrescentando ter conhecimento de casos envolvendo o contrabando de diamantes e ouro para Moçambique. Bitone manifestou-se ainda preocupado com o contrabando de gado de Moçambique para o Zimbabwe e vice-versa.
Na Vila de Manica grande parte da elite local está hoje confinada às dependências das suas habitações por ter alugado os edifícios principais das residências a forasteiros que se instalaram na cidade para estarem próximos da fronteira com o Zimbabwe.
Na zona da Quinta da Fronteira funciona uma fronteira precária e de uma forma geral toda a zona fronteiriça está bastante desprotegida.
Suspeita-se também no país vizinho que haja autoridades moçambicanas conluiadas com os contrabandistas.
Só na Vila de Manica, a poucos quilómetros da fronteira da Machipanda para Mutare, no Zimbabwe, há hoje a funcionar quatro restaurantes explorados por libaneses. O tipo de actividade empresarial que tais “investidores” empreendem naquele ponto do país tem suscitado suspeitas, dado que, em outras partes da província de Manica afastadas da linha de fronteira, o interesse dos expatriados das nacionalidades referidas pelo diário zimbabweano, é praticamente nulo.

(Redacção) 
 
2010-07-20

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Moçambique sem plano de combate ao tráfico de pessoas

Moçambique sem plano de combate ao tráfico de pessoas 
 
“A conclusão que tiramos como advogados é que nada foi feito para combater este crime. O país não tem nenhum plano de combate. Pode haver manifestação de intenção, já que estamos inscritos ao nível dos países da Comunidade do Desenvolvimento da África Austral” – Inácio Mussanhane, advogado 
 
Maputo (Canalmoz) – O advogado Inácio Mussanhane, que ficou conhecido ao descobrir raparigas moçambicanas que haviam sido traficadas para a África de Sul, para serem exploradas sexualmente, no conhecido “caso Diana”, manifestou-se preocupado com o facto de o país “não possuir nenhum plano estratégico para combater o tráfico de pessoas”, especificamente de “mulheres e crianças”, que são as grandes apetências dos traficantes.
O tráfico de pessoas em Moçambique, com destino à África do Sul, onde vão desempenhar trabalhos forçados e escravatura sexual, é uma realidade que se torna mais preocupante neste momento em que se aproxima a realização do campeonato mundial de futebol, neste país vizinho, temendo-se a intensificação do tráfico.

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Africanos devem ser donos do seu destino (Tomaz Salomão)

Africanos devem ser donos do seu destino

O Secretário executivo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) considera o combate à pobreza o principal desafio do continente. Tomaz Salomão defende o fim dos conflitos e pede aos Governos que promovam uma cultura de paz. O diplomata moçambicano ao serviço da SADC concedeu uma entrevista ao “Jornal de Angola” no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, momentos depois de participar, em Luanda, no colóquio sobre o Dia de África, onde falou sobre “A Situação da Segurança na África Austral, Principais Desafios e Metas”.

“Jornal de Angola” – O que fazer para que o mundo deixe de perceber que África é um continente de pobreza?

Tomás Salomão – Só nós, os africanos, é que vamos poder retirar essa percepção de que África é um continente de conflitos, de fome, golpes de estado, HIV/SIDA e outras doenças. Esta é a percepção que o mundo transmite do continente africano. Quando ligamos a televisão, a primeira imagem que nos aparece é a de uma criança com a cara cheia de moscas, mastigando qualquer coisa que a mãe conseguiu reunir. Precisamos demonstrar que não somos isso e, para tal, é necessário muito trabalho, empenho e concentrarmo-nos nas coisas que nos unem. Precisamos de trabalhar em paz e estabilidade para vencermos a pobreza.

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África do Sul: Mulher de Zuma volve-se com guarda

Mulher de Zuma volve-se com guarda

Nompumelelo Ntuli Zuma, uma das três mulheres do Presidente sul-africano, Jacob Zuma, é indiciada como tendo se envolvido sexualmente com um guarda, noticiou ontem a Agência de Informação de Moçambique (AIM), citando dois jornais sul-africanos.

De acordo com a fonte, o jornal “Ilanga” e o semanário “City Press” referem que a segunda esposa do chefe de Estado manteve uma relação extraconjugal com o guarda Phinda Thomo, que se suicidou depois que foi tornada pública a alegação.

A confirmar-se, este caso constitui mais um embaraço para Jacob Zuma, ele próprio que já esteve envolvido em escândalos sexuais extraconjugais. Zuma casou-se com Ntuli em 2008. Ela está grávida, questionando-se assim a paternidade do seu próximo filho, que será o vigésimo primeiro. Nompumelelo, 35 anos, tem dois filhos.

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Literatura africana: “A Ilha”, de J.M. Coetzee (1993)

Literatura africana: “A Ilha”, de J.M. Coetzee

J.M. Coetzee nasceu na Cidade do Cabo, África do Sul, em 1940. Foi professor de literatura na Universidade da sua cidade natal. Os seus principais romances: Duskland (1974), No coração da terra (1977), A Vida e o Tempo de Michael K, (1983), À espera dos bárbaros (1982), A Ilha (1993) A idade do ferro (1995), O mestre de S. Petersburgo. Foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 2003. Neste número vamos falar de “A Ilha”, um livro emblemático do escritor sul-africano que decidiu há poucos anos mudar-se para a Austrália.

A inglesa Susan Barton andou pela Baía, à procura da sua filha raptada. Na viagem, do Brasil para Lisboa, a tripulação do navio amotinou-se, matou o comandante, português, e a ela deitou-a ao mar… “abandonada no Atlântico por amotinados portugueses”. Náufraga, como Robinson Crosué, conseguiu chegar a uma ilha. Estava estendida na areia, exausta, quando apareceu o negro Friday. Temeu que fosse um canibal. Pediu-lhe água, e ele conduziu-a para dentro da ilha deserta, paupérrima. “Vim parar à ilha errada… Se a companhia dos animais tivesse sido suficiente para mim, teria vivido muito feliz na ilha”.

Foram dar a um acampamento, onde encontrou Cruso, um inglês de 60 anos que, antes de naufragar, tinha sido comerciante e fazendeiro. Falava português. Trabalhava muito, a fazer terraços, a preparar a ilha para possíveis agricultores que algum dia ali aportassem. Um trabalho, que ela considerou estúpido.

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Sustento da família Zuma custa mais de 2 milhões de dólares

Zuma e uma das suas esposasO orçamento para as esposas do Presidente Jacob Zuma, da África do Sul, quase que duplicou desde que este foi eleito no ano passado. O chamado “orçamento marital” é agora superior a 2 milhões de dólares.

A informação foi publicada pelo gabinete de Jacob Zuma em resposta a um pedido, por escrito, da oposição.

O presidente sul-africano tem três esposas e vinte filhos.

Na África do Sul, os filhos do presidente são definidos como “financeiramente dependentes” até atingirem os 27 anos.

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África do Sul: Cresce desilusão com a liderança de Zuma

África do Sul: Cresce desilusão com a liderança de Zuma

A liderança de Jacob Zuma é considerada como estando a enfraquecer nos últimos dias, com muitos funcionários do seu Governo, desiludidos devido aos escândalos cometidos pelo chefe de Estado, tendo, semana passada, alguns jornais no país reportado a existência de um grupo de dirigentes, no seio do Congresso Nacional Africano (ANC),  que tencionam avançar uma moção de censura contra o Presidente sul-africano.

O “Sunday Times”, um semanário editado em Joanesburgo, escreve que alguns membros do Comité Executivo Nacional (NEC), órgão de decisão do ANC, partido no poder na África do Sul, e altos funcionários do Governo dizem estar desiludidos com o Presidente.

Citando fontes do NEC, o jornal escreve que muitos estão descontentes com o facto de Zuma ter mantido uma relação extraconjugal com a filha de um amigo seu, Irvin Khoza, presidente do Comité Coordenador do Mundial de Futebol 2010, a ter lugar na África do Sul, nos meados do corrente ano.

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Visita de Sócrates - Hindus portugueses residentes em Moçambique indignados com Embaixada de Portugal

Maputo (Canalmoz) – A “Embaixada de Portugal Insulta a Comunidade Indiana de Mocambique”. É o título de uma nota de protesto enviada à nossa Redacção por email, nota essa também enviada para endereços email de outros jornais.
A nota começa por referir o assunto versado. “Assunto: Membros Revoltados da Comunidade Indiana em Mocambique contra Embaixada de Portugal em Mocambique”. E logo a seguir lê-se o que passamos a transcrever na íntegra:
“Exmo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Dr Luís Filipe Marques Amado; Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação; Dr João Titterington Gomes Cravinho. Ontem dia 2 de Março, Portugueses residentes em Mocambique da comunidade Hindu levantaram o convite para o Almoço de Recepção com o Presidente José Socrates que se realiza no dia 3 de Março, no Hotel Indy Village de Maputo”.
No final do convite mencionam o tipo de traje a usar para a recepção:
“Traje: Fato Escuro
Vestido Curto
Queremos aproveitar esta oportunidade para contestar este tipo de recomendação às senhoras (VESTIDO CURTO), é um insulto a Comunidade Hindu e Muçulmana de Mocambique, dado que como portugueses a lei portuguesa contempla o respeito pela religião, cultura e convicção politica.
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