Transcrevemos a informação emitida pela Acrenarmo - Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e Ex-Residentes de Moçambique (contacto: acrenarmo@gmail.com).Caros Amigos,
Cá estamos de novo para nos juntarmos e fortalecermos ainda mais os laços que nos unem, e partilharmos a boa disposição que nos caracteriza.
Desta vez o convívio dos Naturais e Ex-residentes de Moçambique e amigos, será no Badoca Safari Park, em pleno Alentejo (Vila Nova de Stº André), entidade que estabeleceu um acordo de parceria com a Acrenarmo.É um local muito bonito, onde a natureza é o elemento mais marcante.
A escolha do local foi propositada, de modo a permitir a muitos reverem alguns animais africanos, e não só, em estado selvagem. Animais como avestruzes, búfalos, gamos, girafas, gnus, impalas, muflão, palancas negras, tigres, veados, zebras, chimpanzés, babuínos, águias, falcões, burros, cabras, cangurus, iaques, lamas, ovelhas, papagaios, araras, catatuas, iguanas, tucanos, cegonhas, flamingos, lemures e muitos, muitos mais, farão as delícias de todos.
Também esta escolha visa permitir e incentivar as gerações mais novas para que se juntem a estes convivíos por forma a partilhar as experiências e vivências dos mais velhos. A convivência de gerações foi aliás uma das nossas principais motivações.
Por isso mesmo, pedimos a todos que divulguem junto dos amigos de longa data, e que apareçam com os filhos e netos neste convívio que, estamos certos, será do agrado de miúdos e graúdos.
Ambanine e Kanimambo
03 - Nov - 2009, por: Paulo Oliveira -
Secções:
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Mundo Lusófono - Estratégia e Defesa,
Portugal - História Colonial
Entrevista de Mariano Matsinhe ao SAVANA
Por Francisco Carmona e Emídio Beúla / Savana
Mariano Matsinhe (72anos), um dos símbolos da gesta de 25 de Setembro, confessa que não lhe agrada ouvir falar de órgãos de comunicação independentes.
Para a velha guarda da Frelimo melhor se a designação passasse para órgãos independentes da Frelimo. Porque, acredita, dependentes o são de alguma coisa. Mas nem com isso, o homem que abandonou a engenharia civil (cursava o segundo ano) em Portugal para se juntar à Frelimo em 1962, não se coibiu em conversar com o SAVANA por quase uma hora, revivendo um percurso político sempre em reconstrução. Pelo caminho disse, entre outras revelações, que havia uma certa precipitação (necessária?) na tomada de decisões, que os campos de reeducação não foram um erro e que, volvidos quase 45 anos após o início da luta, não se arrepende de nada. Nem dos fuzilamentos,
apesar de reconhecer alguns excessos do SNASP, um órgão do regime e de triste memória. Acompanhe alguns extractos da conversa mantida última sexta-feira em Maputo.
Sr. General, passam 34 anos após a proclamação da independência nacional. Este Setembro comemoramos 45 anos após a insurreição armada e 35 anos dos acordos de Lusaka. Quando olha para trás, que balanço faz deste Moçambique?
Olha, tenho a impressão de que foi tudo correcto. Havia muita agitação, naturalmente, por causa do carácter do colonialismo que tínhamos. E nós éramos jovens. Eu próprio que sou mais velho que muitos líderes da Frelimo tinha 25 anos quando me juntei à Frelimo. Havia uma certa precipitação na tomada de decisões. Mas era necessária. Porque se a gente começasse a pensar nas consequências, as coisas seriam diferentes. Nós tínhamos a vantagem de sermos jovens. Não éramos casados e não tínhamos filhos. Não tínhamos o peso das consequências. A gente pensava como jovens e só queríamos a independência. Outros eram mais velhos, já tinham casado e tinham filhos e diziam o seguinte: vamos combater até ao fim, se ficarmos independentes os nossos filhos vão continuar com a batalha até à independência.
Estávamos preparados para isso, para o sacrifício máximo pela independência de Moçambique.
Quando se junta à Frelimo vinha da UNAMI…
Eu pertencia, assim ligeiramente, à UNAMI. Mas eu fugi de Portugal. Abandonei os estudos. Estava a fazer engenharia civil. Vim cá de férias. Os portugueses pagaram-me férias. Havia muitos outros estudantes de todas as colónias portuguesas. Quando tentei uma saída de Portugal para cá, não consegui. Então aproveitei a vinda para cá e o meu pai vivia na fronteira com o Malawi. Isso era uma grande vantagem para mim e, portanto, foi fácil escapulir para o Malawi e daquele país avançar para a Tanzânia. Mas no Malawi tive que ser da UNAMI para ganhar credibilidade. Porque podiam desconfiar, tendo em conta que vinha de Lisboa. Este episódio deu-se em 1962.
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27 - Jan - 2009, por: Paulo Oliveira -
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Monsanto - Lisboa, 04 de Agosto de 2007. Convívio Anual dos Moçambicanos

O escultor makonde Frank Ntaluma, presente com trabalhos seus, capulanas e t-shirts alusivas à identidade moçambicana
Amanhã, 05 de Agosto, Domingo, o convívio prossegue, com música ao vivo, dança e gastronomia moçambicana
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Captação de Imagem: LenaMarve, com uma câmara digital HP 525. Montagem: Paulo Oliveira
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