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Poesia e prosa - “Amor Eterno” e “A Fazenda onde veio a luz ao mundo”. Lídia Frade lança dois livros em Almoster em 10 de Abril

O lançamento dos dois livros está previsto para as 15h00 do próximo dia 10 de Abril, em Almoster, na ARCFA (Associação Recreativa e Cultural da Freguesia de Almoster). 

LÍDIA FRADE nasceu no lugar da Ponte do Celeiro, Freguesia de Almoster, Concelho de Santarém. Muito cedo começou por cultivar a sua criatividade, lendo quase todos os romances clássicos, disponíveis na época através das carrinhas da Biblioteca Itinerante da Gulbenkian. A sua participação a nível sócio-cultural foi de grande relevo, primeiro, fazendo recolhas de canções populares dos usos e costumes para o reportório do grupo de Folclore da localidade de Vila Nova do Coito, Freguesia de Almoster, onde viveu, e de onde levou o nome da Associação Cultural Vilanovense com músicas e canções de recolha à sua participação no festival para crianças «CANTAROLANDO», integrado na FEIRA DA AGRICULTURA.

Começou a escrever pequenas coisas, como poemas para serem cantados, ou textos para teatralizar, trabalhando com um grupo de jovens de todas as idades e promovendo espectáculos na sua colectividade, assim como em deslocações para actuação nas colectividades vizinhas. Colaborou com a CÂMARA MUNICIPAL DE SANTARÉM nas comemorações do 25 de Abril em «CANTARES DE ABRIL», em Festivais das Festas da Cidade de Santarém como o «VAMOSCANTARSANTARÉM» onde ganhou em 1989 o 3° PRÉMIO DE LETRA e MÚSICA, e em 1990 o 1° PRÉMIO DE LETRA, o 1° PRÉMIO DE MÚSICA e ainda o 1° PRÉMIO DE INTREPRETAÇÃO com o «GRUPO CANTARES DA VILA» de música popular regional, com a sua formação.

Participou em Jornais Regionais assim como nas Rádios Regionais em programas de Poesia. As suas primeiras publicações: Participação no livro “Naquele tempo era assim:, sobre a freguesia de Almoster, publicação «CAMARA MUNICIPAL DE SANTARÉM», participação no livro “Antologias para Novos Autores”, Editora Minerva, nas 3a e na 4a Edição, seguindo-se uma publicação de autora, em 1999, do livro de poesia “UMA PEDRA NO CHARCO, REFÚGIO”.

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Sérgio Vieira apresenta hoje o seu livro “Testemunho”

Sérgio Vieira apresenta hoje seu “testemunho”

“PARTICIPEI, POR ISSO TESTEMUNHO”, é o título do livro de Sérgio Vieira a ser lançado hoje no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo. Segundo um dos prefaciadores, Luís Bernardo Honwana, nesta obra Sérgio Vieira fala das suas origens e da sua infância e adolescência em Tete.

Fala de como abandonou o catolicismo e da sua subsequente militância no movimento estudantil e na Casa dos Estudantes do Império, (…) dos capítulos dedicados às relações entre os movimentos filiados na antiga CONCP (Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas), as negociações que conduziram à assinatura dos Acordos de Lusaka,  a Independência, o dossier Zimbabwe e a Guerra de Desestabilização, entre outras.

Para outro prefaciador, António Almeida Santos  fazia falta este livro. “Que ele sirva de estímulo, a que outros actores dessa independência ganhem nele inspiração para repetir a proeza, e cumprir esse dever. O conhecimento pelas novas gerações do heroísmo dessa gesta é um capital precioso para o orgulho de ter nascido em Moçambique, e a consciência do significado da correspondente cidadania”.

A obra será apresentada por Luís Bernardo Honwana e Rock Choolly.

Maputo, Segunda-Feira, 8 de Março de 2010:: Notícias 

‘Deixei-te o sorriso em casa’, do jornalista António Santos - lançamento a 18 de Março na FNAC do C.C. Vasco da Gama

Lançamento em Lisboa na Quinta-feira, 18 de Março às 19h00 na FNAC do C.C. Vasco da Gama. Apresentação por Alice Vieira. No Porto, em data a anunciar dentro de dias.

Do blog Arroba das Palavras transcrevemos: A partir de dia 10 de Março, estará disponível este “sorriso” magnífico em qualquer livraria do País. Faço votos que, seja um sucesso de vendas, e que a boa crítica literária lhe dê os créditos que tanto merece. António Santos tem apresentado ao longo da sua vida um trabalho sério e profissional.
Desta feita, e uma vez mais, assumiu novo compromisso para com a escrita literária . Seguramente valerá a pena ser lindo, apreciado e sobretudo acarinhado. Tanto se escreve neste país, nem sempre com qualidade; - este não é o caso! Aconselho-vos vivamente este “sorriso”.

António Santos - Prémios e Distinções:

Sete de Ouro/1987:Melhor autor e realizador de Rádio com o programa “As Noites Longas do FM Estéreo”.
Troféu Nova Gente/1984:Melhor apresentador de Rádio com o programa “As Noites Longas do FM Estéreo”.
Troféu Verbo/1985:Melhor divulgador de livros,na Comunicação Social,no programa Jornalinho”.
Troféu de Prata - Rádio Clube de Moçambique/1971:Pelos programas “Cabine Dois”, “Nova Dimensão”,reportagens e noticiários;
Nomeações para o Sete de Ouro:
- 1984, 1985 e 1986 - para melhor autor de televisão, programa “Jornalinho”
- 1989, 1990 e 1991 - para melhor jornalista/apresentador de televisão,
programa“Domingo Desportivo”.
-1982, 1983, 1984, 1985, 1986 e 1987 - para melhor autor,realizador, e apresentador de Rádio, programa “As Noites Longas do FM Estéro”.
Nomeação pelo jornal “A Capital”:
Um dos dez melhores programas de Rádio da década de 80 - “As Noites Longas do FM Estéreo”.

“Deixei-te o sorriso em casa” - novo livro do jornalista António Santos

Autor: António Santos. Editor: Oficina do Livro. Ano de Edição: 2010. ISBN: 9789895555048. Nas livrarias a partir de 10 de Março, lançamento em Lisboa e Porto a partir de meados do mês.

Sinopse: “Para onde quer que tenhas ido, onde quer que estejas, estarás sempre comigo para além do tempo”. Uma herança levou Nuno à profissão de livreiro, o coração levou-o a Isabel. Naquela vila templária ninguém duvidava de que Nuno e Isabel, os namorados que coleccionavam sorrisos, acabariam um dia por casar. Um encontro acidental põe à prova um amor que parecia imune à tentação. E as coisas complicam-se quando entram em cena um feiticeiro que perdeu o sorriso e não desiste de o encontrar, um tio desaparecido durante as cerimónias religiosas em Fátima, ou os participantes de uma não menos estranha tertúlia na misteriosa sala de um restaurante madrileno. Entre a calmaria da Beira Baixa e a agitação de Madrid, dos mosteiros ortodoxos da Grécia ao enigmático deserto marroquino - com a poesia de Eduardo Guerra Carneiro como fundo - há paixões que nascem e morrem, promessas que não se cumprem. Porque todos podemos ser tentados um dia e deitar tudo a perder. O sorriso e o próprio coração.

António Santos trabalhou na televisão - programa Jornalinho e como jornalista - e na rádio, foi consultor da administração da RTP e assessor de imprensa e coordenador de comunicação do Primeiro-Ministro nos XIII e XIV governos constitucionais. Exerceu «actividade docente pontual» em instituições como a Universidade Nova de Lisboa, o Cenjor-Formação para jornalistas e Instituto Nacional da Administração. Antes publicou «O pescador de girassóis», e dois conjuntos de pequenos contos, «Os sapos vivos estão pela hora da morte» e «As noites longas do FM Estéreo» as crónicas do programa homónimo da Rádio Comercial dos anos ‘80 feito em conjunto com João Viegas.

Não admira que num país assim… (Clara Ferreira Alves)

Canal de Opinião: por Clara Ferreira Alves, in “Expresso” 
 
Não admira que num país assim… 
 
Lisboa (Canalmoz) - Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram (Olá! camarada Sócrates…Olá! Armando Vara…), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a “prostituir-se” (Olá! Batista Bastos… ainda és comunista?!) na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.

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MARINHO PINTO: A JUSTIÇA NACIONAL TINHA MUITO MAIS QUALIDADE ANTES DO 25 DE ABRIL

DIGITAIS - MARINHO PINTO: A JUSTIÇA NACIONAL TINHA MUITO MAIS QUALIDADE ANTES DO 25 DE ABRIL

@XicoNhoca

DIGITAIS - PÁGINAS DA HISTÓRIA DE ANGOLA (GASTÃO SOUSA DIAS)

DIGITAIS - PÁGINAS DA HISTÓRIA DE ANGOLA (GASTÃO SOUSA DIAS)

CADERNO COLONIAL Nº 60

@XicoNhoca

DIGITAIS - VIRIATO DE LACERDA (MANUEL FERREIRA)

DIGITAIS - VIRIATO DE LACERDA (MANUEL FERREIRA)

CADERNO COLONIAL Nº 59

@XicoNhoca

DIGITAIS - S. JOÃO BAPTISTA DE AJUDÁ (EDMUNDO CORREIA LOPES)

DIGITAIS - S. JOÃO BAPTISTA DE AJUDÁ (EDMUNDO CORREIA LOPES)

CADERNO COLONIAL Nº 58

@XicoNhoca

DIGITAIS - INFANTARIA 17 EM ÁFRICA (JOÃO FRANCISCO DE SOUSA)

DIGITAIS - INFANTARIA 17 EM ÁFRICA (JOÃO FRANCISCO DE SOUSA)

CADERNO COLONIAL 57

@XicoNhoca

DIGITAIS - ORIGENS DA COLÓNIA DE CABO VERDE (SIMÃO BARROS)

DIGITAIS - ORIGENS DA COLÓNIA DE CABO VERDE (SIMÃO BARROS)

CADERNO COLONIAL Nº 56

@XicoNhoca

Há que parar com mentiras sobre a história dos heróis nacionais

As novas gerações têm o direito de saber a verdade
 
Há que parar com mentiras sobre a história dos heróis nacionais 
 
- segundo deputados da Assembleia da República 
 
Maputo (Canalmoz) – Contrariamente às declarações do chefe do Estado Armando Guebuza, segundo as quais as escolas devem continuar a ser o lugar privilegiado para a transmissão do legado histórico dos heróis nacionais para as novas gerações, assim taxativamente como vem escrito nos manuais escolares, há quem diga que o imperioso é reformar o currículo e trazer ao conhecimento dos alunos a face verdadeira da história.
O deputado do Movimento Democrático de Moçambique, Lutero Simango, filho do Reverendo Urias Simango ex-vice-presidente da Frente de Libertação de Moçambique, (FRELIMO), disse que o Governo tem a obrigação de fazer conhecer a verdadeira história dos heróis nacionais às presentes gerações, assim como, o papel de cada um na luta de libertação nacional. Simango disse ainda que há necessidade de se parar com toda uma série de mentiras que estão sendo ensinadas às crianças nas escolas.
Acrescentou também que a escola como principal veículo de transmissão dos ideais dos heróis nacionais, deve antes de mais buscar a autenticidade daquilo que ensina para evitar que a verdade chegue de forma informal.
Questionado sobre em que se funda a verdade por ele referida, o deputado afirmou que “há uma série de histórias ou coisas que não existiram, não aconteceram, mas no entanto estão sendo transmitidas às crianças como se tivessem acontecido”. Referiu por exemplo a história do próprio Eduardo Mondlane, o arquitecto da unidade nacional, que está sendo mal transmitida através do currículo escolar nacional, estando agora as crianças a aprenderem coisas que não existiram”.
“A verdade sobre os heróis nacionais, em particular a de Mondlane está fora dos livros, e cabe ao Governo, trazer a verdade” acrescentou Lutero Simango filho também ele de um herói nacional não reconhecido pelo grupo político que se apoderou da história e a tem vindo a contar à sua maneira e feição.

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Falta a verdade na História de Moçambique

A propósito do dia dos Heróis moçambicanos 
 
Falta a verdade na História de Moçambique 
 
Maputo (Canalmoz) – O advogado e político moçambicano, Máximo Dias, diz que as autoridades moçambicanas devem divulgar a real História nacional, pois, segundo ele, no que actualmente é sabido, muita coisa está omitida passando por isso o povo a não conhecer a Historia real do país.
Máximo Dias adianta que a verdade precisa de ser dita “para que todos fiquemos claros quando, como e onde morreram Eduardo Mondlane e Samora Machel”, figuras que no seu entender reúnem consenso de heróis nacionais.
“Não tenhamos medo da verdade. O povo precisa de saber da real História do nosso país, como Eduardo Mondlane, Samora Machel foram assassinados porque eles são grandes símbolos do heroísmo nacional”.
Num outro desenvolvimento, Máximo Dias diz lamentar a atitudes de outros partidos da oposição que não se fazem presentes, como de costume, nas cerimónias de Estado.
“É de lamentar mas cada um sabe como age e quais são as suas intenções. Mas como povo ninguém pode contestar o heroísmo de Eduardo Mondlane”, disse Máximo Dias, presidente de MONAMO. Acrescentou ainda que Eduardo Mondlane, arquitecto da Unidade Nacional, “não morreu pelo partido Frelimo porque naquela altura não havia partido político mas sim, uma ampla frente política moçambicana. Por isso ninguém devia estar fora pelo menos neste dia”.

(Egídio Plácido)

2010-02-04

Défice no conhecimento da História de Moçambique

Défice no conhecimento da História de Moçambique 
 
Escolas devem divulgar legado histórico dos heróis moçambicanos 
 
Maputo (Canalmoz) – Comemorou-se ontem o dia 3 de Fevereiro, uma data que exalta sem distinção todos os Heróis Moçambicanos, sobretudo aqueles que combateram pela libertação da pátria. Em Maputo as cerimónias centrais decorreram na Praça dos Heróis, onde o estadista moçambicano, Armando Guebuza, depositou uma coroa de flores. Várias figuras, entre elas, ministros do executivo moçambicano, representantes do Movimento Democrático de Moçambique, (MDM) e o corpo diplomático acreditado em Moçambique estiveram no local. A Renamo manteve a sua tradição de não participar ao lado da Frelimo em cerimónias deste tipo por, como tem alegado, os seus heróis não estarem considerados.
A data foi comemorada com euforia pelas autoridades, alegadamente porque coincidiu com a passagem do 41º ano após a morte daquele que é considerado oficialmente como o fundador e primeiro presidente da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), Dr. Eduardo Chivambo Mondlane.
De referir que Eduardo Mondlane foi assassinado a 3 de Fevereiro de 1969, e segundo a história escrita e difundida pela própria Frelimo, no seu escritório em Dar-es-Salaam, capital da Tanzania. Mas outros testemunhos, incluindo o do Boletim da Frelimo da época, editado pelo jornalista Ian Christie, indicam que o verdadeiro local da morte de Eduardo Mondlane foi em casa de uma americana, Betty King, que exercia funções de secretária de Janete Mondlane. O ex-estadista moçambicano, Joaquim Alberto Chissano e o antigo ministro dos Assuntos dos Antigos Combatentes (agora Ministério dos Combatentes e com outra direcção), Feliciano Gundana, Óscar Monteiro, ex-membro do Bureau Político do Comité Central da Frelimo e muitos outros são apenas alguns exemplos de figuras que já confirmaram publicamente esta última versão e assim comprovaram a mentira que oficialmente se tem estado a propalar da história do assassinato de Eduardo Mondlane.

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“O fim da linha” - Mário Crespo defronta o ’sovietismo’ português

O Fim da Linha  - Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”).

Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder.

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DIGITAIS - NELSON MANDELA VISTO POR CLINT EASTWOOD

DIGITAIS - NELSON MANDELA VISTO POR CLINT EASTWOOD

@XicoNhoca

DIGITAIS - AS NOVE FIGURAS QUE MUDARAM A HISTÓRIA DE PORTUGAL

DIGITAIS - AS NOVE FIGURAS QUE MUDARAM A HISTÓRIA DE PORTUGAL

@XicoNhoca

DIGITAIS - IMAGENS DA CIDADE DE S. PAULO DE LUANDA

DIGITAIS - IMAGENS DA CIDADE DE S. PAULO DE LUANDA

CASTRO SOROMENHO

CADERNO COLONIAL Nº 55

@XicoNhoca

DIGITAIS - BAÍA DOS TIGRES (GASTÃO SOUSA DIAS)

DIGITAIS - BAÍA DOS TIGRES (GASTÃO SOUSA DIAS)

CADERNO COLONIAL Nº 53

@XicoNhoca

DIGITAIS - CALDAS XAVIER (EDUARDO DE NORONHA)

DIGITAIS - CALDAS XAVIER (EDUARDO DE NORONHA)

CADERNO COLONIAL Nº 51

@XicoNhoca

DIGITAIS - MOZAMBIQUE FROM COLONIALISM TO REVOLUTION, 1900-1982

DIGITAIS - MOZAMBIQUE FROM COLONIALISM TO REVOLUTION, 1900-1982

ALLEN ISAACMAN AND BARBARA ISAACMAN (1983)

@XicoNhoca

DIGITAIS - CABORA BASSA (1975)

DIGITAIS - CABORA BASSA (1975)

KEITH MIDDLEMAS, 1975

@XicoNhoca

“Portugal traiu o povo de Cabinda” (Padre Casimiro Jorge Congo)

“PORTUGAL TRAIU O POVO DE CABINDA”
 
– Padre Jorge Casimiro Congo, que pede agora um Referendo para se resolver a questão do enclave que era um “protectorado” português «Portugal traiu o povo de Cabinda e vai ter de amadurecer mais como nação para repensar a sua posição em relação ao enclave». A critica é do padre Jorge Casimiro Congo, um dos nomes que integra a lista do Governo angolano e que escapou à onda de prisões que nos últimos dias levou à cadeia cinco activistas dos direitos humanos. 
 
“Pretoria (Canalmoz) - Em entrevista à emissora portuguesa católica, Rádio Renascença (um dos poucos órgãos de comunicação social portuguesa que dá voz a quem a não tem), este sacerdote diz-se preparado para ser preso quando regressar a Cabinda e considera que a FLEC aproveitou o CAN-2010 para ter mais visibilidade política.
Na entrevista ele disse que o regime de Luanda é incapaz de assumir politicamente a questão de Cabinda e desafia mesmo o governo angolano a fazer um referendo no enclave.
Por sua vez, o político luso Manuel Monteiro considera as “represálias contra quem pensa de forma diferente” em Cabinda é uma atitude que “deve merecer inequívoca condenação das autoridades portuguesas”.

“CINISMO”

Segundo Manuel Monteiro no plano das relações internacionais “reina o primado do cinismo” e as “considerações de justo ou injusto dependem das épocas, das circunstâncias e até dos interesses materiais, mas há limites que não podem ser ultrapassados. Portugal deve pedir a imediata libertação do Padre Raul Tati. E deve fazê-lo em nome daquilo que diz defender e acreditar interna e externamente: o Direito à diferença”.
Entretanto, segundo a Rádio Renascença, o secretário de Estado português dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho, disse à Lusa que Portugal não interfere nos assuntos de Cabinda e que estes pertencem ao domínio da soberania angolana. “Portugal não tem nada a ver com a questão de Cabinda. É um assunto de soberania angolana”, afirmou João Gomes Cravinho.

(Redacção / Rádio Renascença)

2010-01-21

Isabela Figueiredo: “O colonialismo era o meu pai” (entrevista integral, Ipsílon/Público)

Caderno de Memórias Coloniais. Isabela Figueiredo: “O colonialismo era o meu pai”. 24.12.2009 - Alexandra Prado Coelho

Os retornados “tinham um acordo tácito para não falar”. Isabela Figueiredo quebrou esse acordo. “Caderno de Memórias Coloniais” é um dos livros do ano para o Ípsilon

Foi no blog Mundo Perfeito (e agora no Novo Mundo) que os textos de Isabela Figueiredo começaram a aparecer. Escrevia sobre aquilo que durante anos não tivera coragem de enfrentar: a infância em Moçambique, o racismo dos colonos portugueses. E, sobretudo, do pai, essa figura que “trazia o mundo” até ela.

“Caderno de Memórias Coloniais”, editado pela Angelus Novus, é um ajuste de contas com o pai morto. E com muitos retornados vivos. E com os que em Portugal os receberam e os maltrataram não percebendo que eles já tinham sido maltratados. É uma libertação de muita raiva.

Aquilo que conta no seu livro, a violência quotidiana dos brancos sobre os negros em Moçambique - e da forma crua como a conta - é um testemunho raro?

Nunca li nada sobre este assunto, não penso que tenha sido contado antes. Nós, retornados, não falamos disto uns com os outros, por pudor. Eu não tinha com quem falar. Lembro-me do [escritor angolano José Eduardo] Agualusa há 20 anos, depois de eu ter escrito uma coisa muito folclórica, muito suave, sobre Moçambique no “DN Jovem”, me ter dito que eu não tinha contado a verdade. Não lhe disse que achava que ele tinha razão, mas tinha. Eu não estava a contar a verdade, não podia contar a verdade porque havia um pacto de fidelidade com o meu pai. Não podia falar daquelas coisas com o meu pai vivo, sabendo que ele ia ler.

O facto de não pertencer à classe média e média alta da então Lourenço Marques, de ser de uma classe mais baixa, era para si um problema?

A diferença de classes entre portugueses não é uma coisa que me preocupe, é uma coisa que para mim era normal. Eu era a filha do electricista, e gosto dessa ideia. Ouvia o meu pai falar sobre as casas dos senhores da alta, onde ele ia fazer as instalações. O meu pai era um homem pobre, foi para África porque precisava de ganhar dinheiro, estava sempre a dizer-nos que não éramos ricos, éramos remediados. Eu sabia o meu lugar no esquema da sociedade colonial.

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DIGITAIS - MANICA E SOFALA (JULIÃO QUINTINHA)

DIGITAIS - MANICA E SOFALA (JULIÃO QUINTINHA)

CADERNO COLONIAL Nº 50

@XicoNhoca

DIGITAIS - UMA VIAGEM EM ANGOLA (J. BACELLAR BEBIANO)

DIGITAIS - UMA VIAGEM EM ANGOLA (J. BACELLAR BEBIANO)

CADERNO COLONIAL Nº 48

@XicoNhoca

DIGITAIS - PAISAGENS DE ÁFRICA (AUGUSTO CASIMIRO)

DIGITAIS - PAISAGENS DE ÁFRICA (AUGUSTO CASIMIRO)

CADERNO COLONIAL Nº 46

@XicoNhoca

DIGITAIS - PORTUGUESE AFRICA AND THE WEST

DIGITAIS - PORTUGUESE AFRICA AND THE WEST

WIILIAM MINTER (1972)

@XicoNhoca

Caderno de Memórias Coloniais - por Isabel Figueiredo. Crítica.

Faltava um relato assim, na primeira pessoa. Foi isso que fez Isabela Figueiredo (n. 1963), sem poupar nos detalhes. O seu Caderno de Memórias Coloniais é uma obra imprescindível para compreender o sentido (ou sem sentido) da nossa presença em África. Isabela ainda não tinha 13 anos quando deixou Moçambique. Narrativa mnemónica, portanto. Isenta de nostalgia, vontade de dourar a pílula ou propósito de reescrever a História. Factos, em toda a sua crueza:

«Os brancos iam às pretas. […] As pretas tinham a cona larga e essa era a explicação para parirem como pariam, de borco, todas viradas para o chão, onde quer que fosse, como os animais. A cona era larga. A das brancas não, era estreita, porque as brancas não eram umas cadelas fáceis, porque à cona sagrada das brancas só lá tinha chegado o do marido, e pouco, e com dificuldade, que elas eram muito estreitas, portanto muito sérias, e convinha que umas soubessem isto das outras.» Isabela vivia na Matola. A Matola, oficialmente designada Vila Salazar, era um arrabalde de Lourenço Marques (em 1980 foi integrada na cidade de Maputo). Quando Isabela ali viveu era um sítio de passagem a caminho da fronteira da África do Sul. Foi lá que os massacres de 7 de Setembro de 1974 se fizeram sentir com maior intensidade: «a negralhada perdeu o freio […] chacinou, cega, tudo o que era branco: os machambeiros e família, os gatos, cães, galinhas, periquitos, vacas brancas, e deixaram-nos agonizando sobre a terra, empapando sangue; salvavam-se as galinhas cafreais de pescoço pelado. E os gatos pretos.» Por exemplo, um dos vizinhos, o marido da Conceição, foi todo desmembrado à catanada antes de ser espalhado no milheiral. Isabela tinha 11 anos, mas não esqueceu.

A Matola não tinha o glamour da Maxaquene, da Ponta Vermelha, da Polana e de Sommerschield. A Matola era um reduto lumpen na zona dos sapais. Foi ali que Isabela cresceu, intuindo o desconcerto do mundo.

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Caderno de Memórias Coloniais - livro, por Isabela Figueiredo

Foi nesta quinta-feira,24 de Dezembro de 2009: na capa do Público, uma chamada para a entrevista que Isabela Figueiredo deu a Alexandra Prado Coelho e que saiu na edição desse dia do jornal, no Ipsilon. Na selecção dos melhores livros de 2009, o Caderno de Memórias Coloniais surgia na posição 14 (em 20), escolhido por Gustavo Rubim, nos seguintes termos:

“Sente-se o abalo que este «Caderno» causa no marasmo literário nacional em passagens como esta: «Foder. O meu pai gostava de foder. Eu nunca vi, mas via-se». Relato cru do racismo português em Moçambique no fim do Império, memória do amor de uma filha pelo corpo do pai, história de traição a uma ‘verdade’ que morreu com a morte do colonialismo. Um texto parcial, violento, escrito como se escrevem cadernos: com o fantasma da verdade sempre ao lado. Isabela Figueiredo afirma-se escritora, num país onde só proliferam ‘autores’, esses manequins de vender autógrafos.”

Na resenha ao livro, com o título «Uma estátua de culpa», Eduardo Pitta, que lhe dá 4 estrelas, di-lo «uma obra imprescindível para compreender o sentido (ou sem sentido) da nossa presença em África». E conclui: «Há muito pouca gente a escrever como ela».

Quanto à entrevista a Alexandra Prado Coelho, «peça de resistência» dessa edição do Ipsilon, saiu com o título «O colonialismo era o meu pai» e é impossível resumi-la, tal a força que dela emana: a força de quem continua, por outros meios, a escrever o Caderno de Memórias Coloniais. Aqui, por agora, apenas um excerto:

O meu pai foi um mediador entre mim e a realidade. Eu conhecia a realidade através dele e do mundo que ele trazia até mim. Portanto só posso culpar o meu pai. O colonialismo é o meu pai, a discriminação é o meu pai, porque foi ele que eu vi fazer isso.

— extractos retirados deste blog

O Contributo da Literatura Oral no ensino-aprendizagem da língua portuguesa

O Contributo da Literatura Oral no ensino-aprendizagem da língua portuguesa (1)

0.  Mbila e o coelho, uma história para todas as idades como introdução

Mbila e o coelho, uma história para todas as idades é um conto da autoria do escritor moçambicano Rogério Manjate. É a história de uma menina chamada Mbila, habituada a ouvir histórias tradicionais africanas contadas pela mãe. Um dia, contada mais uma história em que o coelho aparecia como protagonista, caracterizado, geralmente, como esperto, aplicando trapaças aos outros animais, Mbila, criança que era, reteve aquela história, como aliás fez com todas as outras, enfim, a história ficou povoando a imaginação da menina Mbila. Acontece que, no dia seguinte, de regresso da escola, Mbila depara-se com um coelho em casa, idêntico ao das histórias que a mãe contara. Aqui inicia uma “relação” de amizade que Mbila vai alimentar em relação ao animal, convicta de que aquele coelho era o mesmo das histórias que a mãe contara, facto que ditou, por exemplo, que ela passasse a questionar o animal sobre a razão das trapaças que o mesmo passava a vida a aplicar aos outros animais[2].

(Ler artigo completo)

O palhaço - a opinião de Mário Crespo, Jornal de Notícias, Portugal

O palhaço
2009-12-14

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.

Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

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‘As Noites Longas do FM Estéreo’ - algumas das ‘estórias’ com disco ao meio

As Noites Longas do FM Estéreo - 1986 - Textos retirados daqui

A fila

Estive duas horas na fila do hospital.
Quando atingi o guichet a empregada informou-me ter estado na bicha errada.
Aguardei mais uma hora e meia frente a outro balcão.
Quando disse que era uma marcação para ortopedia, a funcionária, desdenhosa, indicou-me o guichet ao lado.
Duas horas depois um empregado careca pespegava-me no nariz um cartão “ENCERRADO”.
Gritei “Estou a ficar doido com esta demora e com esta incompetência!!! Isto é coisa de malucos ou quê?!?”.
Foi então que o empregado sorridente me elucidou:
“Neuropsiquiatria?…guichet n.º 7!!!

O Derrotado

Liguei a televisão. Queria assistir aos resultados das eleições legislativas.
Refastelei-me no sofá e bebericando um gole de bom café, prestei atenção.
“Não restam dúvidas que estas eleições foram uma grande vitória para nós” - dizia um.
“Perdão” - ripostou outro de imediato - “a linguagem dos números é bem clara: ganhámos com grande destaque”.
O terceiro não se conteve e atacou:
“Na minha opinião estão ambos enganados. Se há vencedores a destacar só podemos ser nós!”…
“Nada disso meus senhores” - afirmou, categórico, o quarto representante partidário - “o meu partido subiu…e de que maneira!”

Nessa altura não aguentei mais e desliguei a televisão…
Senti que, afinal, devia ser eu o derrotado!

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‘As Noites Longas do FM Estéreo’ vistas por um blogger

As gravações e respectivos links referidos no texto estão já disponíveis noutro post aqui do XicoNhoca

Texto original e comentários retirados daqui 

——–

Em 1988*, após mais de 6 anos de emissões contínuas, chegava ao fim o meu programa de rádio preferido. Com a realização e locução a cargo do Jornalista António Santos, passava aos Domingos, na Rádio Comercial, sempre entre as 21 e a meia-noite. Para além de uma selecção musical da mais tranquila tinha, ainda, os famosos textos. Os contos curtos. Da autoria de António Santos, João Viegas e também, nos últimos 2 anos de emissões, de Eduarda Ferreira e Eduardo Guerra Carneiro, estes eram uma fusão improvável entre declamação perfeita e “contos do imprevisto”.

O “Noites Longas…” foi, para mim, o ‘real thing’ da rádio. Educou os meus gostos musicais e ensinou-me que um programa áudio pode criar um ambiente sonoro tão familiar como “o conforto do meu lar”. Recordo-me de chegar a sair de casa nas noites escaldantes de verão do interior rural, desafiando enxames de mosquitos, para ir para o carro ouvir o autorádio, o único que conseguia captar o programa naquele local. (Realço aqui o facto de ser ainda, nessa altura, um jovem em fase de pré-adolescência…)

Ver o programa partir foi tão triste como mudar para uma nova morada, dizendo adeus a todos aqueles cantos tão familiares e nossos e deixando um vazio muito difícil de preencher. É ainda o que sinto quando sintonizo a Rádio Comercial nos serões de domingo à noite. Para mim, nada de tão bom surgiu desde então.

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Amar uma pátria de ladrões é difícil (Canalmoz)

Editorial 
 
Amar uma pátria de ladrões é difícil 
 
Maputo (Canalmoz) - Rouba-se nos comboios, rouba-se nas estradas, rouba-se nas casas, rouba-se nos escritórios, rouba-se no Aparelho de Estado, nas empresas públicas e privadas, os policias roubam, os enfermeiros roubam, os professores roubam, os trabalhadores domésticos roubam, os funcionários aeronáuticos roubam, os alfandegários roubam, roubam-se as mulheres dos outros, roubam-se os homens das outras, rouba-se nas ONG’s nacionais e internacionais, rouba-se nas organizações da sociedade civil, rouba-se nos preços dos produtos, rouba-se em todo o lado. Uma pouca vergonha! Mas será que somos um país de ladrões? Será que todos nós somos ladrões? Será que ser moçambicano agora é sinónimo de ladrão?

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“As Noites Longas do FM Estéreo”

Daqueles meados ou finais dos anos ‘80 ficaram-me na memória dois programas da rádio feita em Portugal: o ‘As Noites Longas do FM Estéreo’ - da Rádio Comercial, e ‘Os Anos de Ouro - 20 Anos de Música Popular’, da Rádio Renascença.

Pouco via TV mas aí a escolha recaía sobre o Videopolis, do Álvaro Costa. Mas, adiante.
Quando em 1988 regressei a Moçambique seguiam comigo algumas cassetes do ‘Noites Longas’. Mais tarde, com o advento da internet pesquisaria sempre até ‘tropeçar’ agora, num destes dias, no blog que aqui refiro e do qual me permito transcrever texto e links.

Por alguma razão o ‘Noites Longas’ ficou famoso. Até me lembro do ‘Bife à Noites Longas’ constante do cardápio do Gelfa, em Algés, propriedade do Francisco José Viegas. Bife saboroso, em honra provavelmente aos textos e músicas primorosamente temperados e alinhados no canal estéreo da Rádio Comercial. Deixo pois aqui uma pista para algumas dessas envolvências do ‘Noites Longas’, odisseias sonoras realizadas por António Santos (voz) - na foto, e João Viegas, na técnica.

Paulo Oliveira

António Santos, aos microfones da Rádio Comercial,
apresentando um dos ‘Noites Longas’

Os textos, foto e links mp3 são transpostos deste blog:

http://lighthouseradio.podomatic.com/

‘Uma viagem virtual a uma qualquer noite de domingo do ano de 1987. Algures entre as 21 e a meia noite no FM Estéreo da Rádio Comercial.’

“MEMÓRIAS DA LUTA CLANDESTINA” O desabafo de um guerrilheiro

“MEMÓRIAS DA LUTA CLANDESTINA” O desabafo de um guerrilheiro

Semana passada foi fértil em revelações dos combatentes moçambicanos pela liberdade, aqueles que, nos anos 1960, hipotecaram a caminhada que as suas vidas iam tendo para lutarem contra uma outra hipoteca: a do direito à autodeterminação. Os portugueses estavam arrogantemente convictos de que “aqui também é Portugal” –  como escreveram onde é hoje o Conselho Municipal da capital do país –, pelo que, conforme foi explicando a FRELIMO, o movimento de guerrilha que congregava esses combatentes, só ganhariam consciência do seu equívoco aos tiros.
 
Essas revelações saíram em dois livros que dão continuidade à tendência de os veteranos da guerra de libertação de Moçambique escreverem as suas memórias, tendência essa que tem estado a ser visível desde que Jacinto Veloso publicou há poucos anos “Memórias em Voo Rasante”, em que relata a sua experiência de pirata de ar quando fugiu com um avião militar colonial para juntar-se à FRELIMO na Tanzania. As mais recentes descrições da experiência de luta de patriotas moçambicanos saíram sob os títulos “A Vida do Casal Pachinuapa” – livro escrito por Raimundo e Marina Pachinuapa, que se destacaram nas matas por onde distribuíram tiros ao inimigo nas frentes do norte de Moçambique – e “Memórias da Luta Clandestina”, de Matias Mboa, um combatente naquela que foi a quarta frente da guerra contra o colonialismo português, a chamada frente clandestina, mais política do que militar, desenvolvida nas três províncias do sul do país.

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“O Julgamento de Samora” de Severino Ngoenha

“O Julgamento de Samora” de Severino Ngoenha

Princípios do séc. XVII, Veneza, no porto da cidade. Os senhores do Conselho Municipal da cidade estão todos presentes. Seguindo em frente, o amigo de Galileo Galilei, Sagredo e, atrás deste, Virgínia Galilei, a filha de 15 anos, carregando uma caixa de veludo, em cima da qual está a “invenção”, um telescópio de ca. 60 cm, embrulhado num estojo de pele. Galeleo no pódio, preparado para o grande momento. Atrás dele está um pequeno estrado onde o telescópio será, segundos depois, exposto. Vigilante, mais atrás ainda, está o sempre atento Federzoni, o Linsenschleifer (do alemão: “afiador de lentes”). Esta é a descrição do cenário que o dramaturgo marxista alemão e escritor de teatro épico Bertold Brecht faz, na sua obra teatral Galileo Galilei, sobre a cerimónia da entrega de mais uma invenzione deste cientista italiano à Repubblica Veneta.

Na sua intervenção, Galilei começa por dizer que ele, como docente da Universidade de Pádua, não via a sua tarefa como sendo somente a de ensinar, mas também pôr à disposição da sua Repubblica invenções “úteis” que tragam prosperidade para todos e que contribuam para o progresso da ciência. O fabrico do telescópio levara-lhe 17 anos (1592-1610) de “profunda pesquisa”, sublinha ele. Depois do discurso de entrega, o próprio Galelei murmurou para Sagredo, o amigo ao lado: “foi uma perca de tempo”.

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Contra a Ditadura do Medo (Marcolino Moco)

Canal de Opinião : por Marcolino Moco (*) 
 
Contra a Ditadura do Medo 
 
Carta de Marcolino Moco, ex-secretário-geral do MPLA e ex-primeiro-ministro de Angola, a Mateus Julião Paulo “Dino Matross”, ex-ministro da segurança angolano 
 
Maputo (Canalmoz) - Era para nos tirarem o medo dos estrangeiros e nos trazerem o vosso medo?! Eu recuso-me a tremer perante qualquer tipo de novos medos. É este o meu manifesto contra o medo e contra uma ditadura do silêncio que não aceito.

Caro Camarada Dino Matross

Após consulta à minha família nuclear e alargada, que me deu todo o apoio, e até me surpreendeu, ao declarar que eu nem devia ter ido ter consigo, mando-lhe este pequeno memorando do nosso encontro do dia 24 de Novembro, na Assembleia Nacional.
Na verdade, como deve ter sabido, a minha primeira decisão era não ter ido ter consigo, pela forma como fui abordado, como se eu fosse um desocupado, à chamada de um senhor misericordioso; e também não iria ao seu encontro por desconfiar que me iria dar lições atávicas, sobre as minhas opiniões, como cidadão e académico, em relação ao momento constituinte, que tem suscitado uma grande audiência em Luanda e no exterior, já que vocês, sem nenhum pejo, barraram todo o contraditório em relação ao interior do país, simulando uma grande generosidade em fazer participar o país na elaboração de uma Constituição que vocês já sabem qual será.

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DIGITAIS - MACHEL OF MOZAMBIQUE

DIGITAIS - MACHEL OF MOZAMBIQUE

IAIN CHRISTIE (1988)

@XicoNhoca

“Existo para mudar o mundo” - António Bento Vintém, revolucionário, intelectual, editor, agitador de consciências

A vida de António Bento Vintém é desconcertante e dava um filme. Foi funcionário público, jornalista, agitador cultural em Santarém na década de sessenta. Comeu lagostas na prisão de Caxias onde esteve detido 19 meses pela PIDE. Foi pedreiro e canalizador em Itália e França, enquanto preparava a luta armada contra o antigo regime. Viveu com a identidade falsa de Jean Dossier e foi lider do já extinto Partido Comunista Reconstruído.

Por: João Calhaz / in O Mirante, jornal de Santarém

Quais são as relações que mantém actualmente com Santarém?

Muito poucas, exceptuando com alguns amigos que lá tenho. Alguns amigos de escola que ficaram lá. Infelizmente um morreu há pouco tempo, o Carlos Damásio, que foi médico. Quando os meus pais morrem, e em 11 meses morreram-me pai, mãe e irmã, duas de cancro e um com AVC, liquidou-se a casa e as minhas ligações a Santarém resumem-se a ir aos encontros de antigos alunos do liceu.

Que recordações guarda da terra onde nasceu?

De Coruche, onde nasci, não tenho grandes recordações. Saí de lá com um ano para irmos para Tomar. Voltei lá depois, com uns 12 anos, porque o meu pai era apontador de obras através do fundo de desemprego. O Estado empregava as pessoas que estavam no desemprego.

Considera-se um ribatejano?

Eu sou ribatejano. Nasci naquela franja entre o Alentejo e o Ribatejo. Cheguei a pegar garraios…

Gosta da festa brava? Vai às corridas?

Sempre que tenho cá amigos estrangeiros vamos aos toiros, desde que esteja na época deles. Não sou propriamente um aficionado, mas fui à inauguração do Campo Pequeno por exemplo.

A sua juventude fica marcada pela prisão em Caxias.

Sim, tinha uma actividade cultural extremamente intensa…

E também política?

Não. Fui preso porque um gajo é apanhado, fala em mim, eles vão ver quem eu era e chegam a Santarém. Vêem que é um funcionário público, jornalista, ligado ao teatro, à Orquestra Típica e pensam que sou o grande revolucionário que está ali escondido e abarbatam-me logo.

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DIGITAIS - MOZAMBIQUE: MEMOIRS OF A REVOLUTION

DIGITAIS - MOZAMBIQUE: MEMOIRS OF A REVOLUTION

JOHN PAUL (1975)

PENGUIN AFRICAN LIBRARY

@XicoNhoca

DIGITAIS - WIRIYAMU MY LAI IN MOZAMBIQUE

DIGITAIS - WIRIYAMU MY LAI IN MOZAMBIQUE

ADRIAN ASTINGS (1974)

@XicoNhoca

Forte Cape Coast foi uma área chave do tráfico negreiro europeu

Forte Cape Coast foi uma área chave do tráfico negreiro europeu
 
Com canhões apontados para o mar, o forte ganense de Cape Coast, que será visitado no sábado pelo presidente americano Barack Obama com a esposa Michelle, foi um lugar muito importante do tráfico de negros para a Europa na antiga Costa do Ouro, que hoje se chama Gana.

Desta imponente construção branca do século XVII, 160 km ao oeste da atual capital Acra, milhares de africanos partiram para a “viagem sem retorno” rumo a Europa e América. Pacientemente restaurado, o forte Cape Coast, ao lado do Elmina, é o mais importante de Gana e integra a lista de patrimônio mundial da Unesco.

Ao longo de quase toda a costa de Gana há dezenas de fortes escravagistas, alguns deles em ruínas, devorados pela vegetação e a brisa marinha. No início, Cape Coast era um centro comercial para o ouro e as madeiras preciosas, mas rapidamente passou a ser utilizado para a exportação de escravos. Os calabouços nos porões e um museu no forte são os testemunhos atuais do período de tráfico.

A própria cidade foi construída pelos conquistadores portugueses no século XV e foram os colonos holandeses que decidiram erguer em 1637 este grande forte, com um pátio interno em forma de trapézio e torres de vigilância que dominam o golfo de Guiné. A obra seguiu com os suecos em 1653 e com os dinamarqueses 10 anos depois.

Em 1700 os ingleses ocuparam finalmente o edifício, do qual fizeram o centro de sua administração colonial, ao transforma Cape Coast em capital da então chamada Costa do Ouro.

Escrito por Redaccão/AFP
Verdade, Quinta, 09 Julho 2009

Era uma vez um punhado de homens (João Vaz de Almeida)

Era uma vez um punhado de homens (João Vaz de Almeida)

Amanhã festeja-se o 44º aniversário do início da Luta de Libertação Nacional que, volvida mais de uma década, daria origem à independência de Moçambique. No Chai, um remoto povoado no interior de Cabo Delgado, naquela noite de 25 de Setembro de 1964, um punhado de homens semeou a gesta da independência para colhê-la onze anos mais tarde numa chuvosa noite de Junho com a subida ao mastro da bandeira do Moçambique Independente. Goste-se ou não de quem conduziu a luta, simpatize-se ou não com o partido que tem exercido o poder nestes anos, aprovese ou não a política e a ideologia seguidas, equacione-se ou não a veracidade dos factos ocorridos no Chai naquele dia, mas não se retire mérito e valor àqueles homens que perseguiram, através da sua luta e pondo em risco as suas vidas, um fim: a libertação do país do jugo colonial. Porque esse direito, o de ser livre e de poder escolher o seu destino, deve estar acima de tudo. Porque, como dizia o presidente Samora, ninguém pergunta a um escravo se quer ser livre.

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Literatura africana: “O rapaz da mina”, de Peter Abrahams

Literatura africana: O rapaz da mina, de Peter Abrahams

Aqui na nossa vizinha África do Sul, a literatura africana de expressão anglófona atingiu admirável perfeição. Basta dizer que já recebeu dois prémios Nobel da Literatura. Peter Abrahams nasceu nos arredores de Joanesburgo, em 1919. Filho de um etíope e de “mãe negra”, aos 5 anos morreu-lhe o pai, o que o deixou em péssimas condições sociais, económicas e culturais. Foi latoeiro, doméstico, carregador num mercado, e contínuo de escritório. Foi aprendendo a ler e a escrever, com muitas dificuldades e interrupções. Em 1941, foi até à Inglaterra, num navio, em que se empregou como ajudante de fogueiro. Em 1956, foi em serviço à Jamaica, e por lá ficou, trabalhando em jornais e na rádio e televisão. Só em 1964, aos 45 anos, é que se dedicou à literatura. Com o enorme êxito, de que este romance é testemunho.

O “Rapaz Da Mina” é o Xuma. Nasceu no campo, não longe de Joanesburgo, para onde imigrou, em busca de trabalho, nas minas de ouro. E foi dar ao Bairro Malaio, E, por uma espécie de intuição, foi ter à casa da senhora Leah, que produzia e vendia bebidas alcoólicas, sempre alerta, perante o risco de ir parar à cadeia.

Com ela viviam a sobrinha Elisa, professora cujo sonho doentio era chegar a viver como os brancos, o cunhado Johannes, mineiro, o amante Dladla, a velha mãe Plank, e o seu idolatrado Daddy e a maravilhosa menina Maisy.

Eram gente de bom coração, mas criados num ambiente cruel, forçados a atacar e a matar para sobreviver. Pessoas boas, com uma moral própria, prevenidas contra a dureza do ambiente, sabidas na luta contra toda a espécie de irregularidades. O álcool é que as transformava em feras. Um povo austero, de alma calejada, embrutecido pelo ambiente brutal de injustiça, miséria, luta pela sobrevivência.

Xuma era um jovem fortalhaço, mas ingénuo e desprevenido. Mas Leah logo o despertou para a realidade nua e crua. Quando ele lhe disse: Não te compreendo. A única coisa que enxergo é a tua bondade, ela respondeu-lhe: És um tipo fixe… Mas a cidade é um lugar estranho. A vida é estranha. E estas pessoas são parte da vida…(18): Não, tu não me compreendes… eu estou cá… descendo da minha gente, mas já não faço parte dela…. A cidade torna-nos estranhos aos costumes da nossa gente…. (22) O seu marido estava preso, por ter matado um homem, que a quis beijar. Ela adorava-o. Entretanto, vivia com Dladla, que estava sempre bêbado e a desafiar toda a gente com uma navalha.

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O poder do medo (Eliseu Chiandela)

O poder do medo

O MEDO é o rei que domina a todas as pessoas, sem excepção, esta e a realidade ignorada mas que faz parte do ser vivente, tenho meditado tanto sobre este fenómeno tão abstracto que nos mexe, e concluí que o próprio medo tem medo do medo.

Estava eu a andar pela noite dentro, num momento em que as pessoas pouco se fazem sentir nas ruas, pois os que ousam a andar, algo de mais importante lhes obriga, e sem excepção, pois, eu também sou uma componente deste grande reino em que o rei se chama MEDO, fui obrigado a palmilhar a noite naquela hora, arrependi – me mas era a única alternativa para que a minha vida andasse, pois, de sacrifício precisa por cada dia que passa.

À minha volta para a casa, era o grande desafio da vida neste mundo que a gente teme de tudo e de nada, eu temia andar sozinho, não queria encontrar-me com mais ninguém e também tinha medo de estar a andar sozinho na calada da noite neste mundo tão cheio de malfeitores. Um arrependimento enorme envolveu-me, foi quando descobri que a causa da insegurança era este fenómeno pouco falado e muito vivido chamado medo que havia me tomado e fazer de mim o seu escravo.

Depois de longa caminhada cheguei ao meu destino, onde pude relaxar e sentir me aliviado dos tormentos que a vida impõe e torna nos inseguros.

Mas contudo o meu espírito não sossegava, e levou-me a meditar sobre o teatro em que participei sozinho e como o único actor.

Na verdade o homem está preso!

Foi a esta conclusão que a minha linha de imaginação me levou a escalar depois de tanto viajar dentro do meu EU, sobre este grande rei que têm o seu domicílio na mente de cada vivente, e fazendo parte do seu quotidiano.

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DIGITAIS - ASPECTOS DE ANGOLA (NORBERTO GONZAGA)

DIGITAIS - ASPECTOS DE ANGOLA (NORBERTO GONZAGA)

CADERNOS COLONIAIS, Nº 45

@XicoNhoca

DIGITAIS - O MASSACRE DO CUNENE (MANUEL FRANCISCO CONTREIRAS JÚNIOR)

DIGITAIS - O MASSACRE DO CUNENE (MANUEL FRANCISCO CONTREIRAS JÚNIOR)

CADERNOS COLONIAIS, Nº 44

@XicoNhoca

DIGITAIS - BENGUELA (ANTÓNIO AUGUSTO DIAS)

DIGITAIS - BENGUELA (ANTÓNIO AUGUSTO DIAS)

CADERNOS COLONIAIS, Nº 43

@XicoNhoca

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