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Rock in Rio Lisboa - para a semana há mais, confira o cartaz

Festival Rock in Rio - Lisboa 2010 

Dia 1 - 21/05:
Palco Mundo: Shakira (23h45), John Mayer (22h00), Ivete Sangalo (20h30), Mariza (19h)
Palco Sunset Rock in Rio: Boss AC & Yuri da Cunha (20h00), Oquestrada & Segredos de Portugal (18h15), Azeitonas & António Zambujo (17h00)
Espaço Electrónico: Deadmau5 (01h00), Calvin Harris dj set (02h30), Chris Lake (23h30), Diego Miranda Feat. Liliana (22h30), Soul_Mates feat. Pedro Tabuada & King Bizz (21h00)

Dia 2 - 22/05:
Palco Mundo: 2 Many Djs live (02h00), Elton John (22h15), Leona Lewis (20h30), Trovante (00h30), João Pedro Pais (19h00)
Palco Sunset Rock in Rio: Rui Veloso & Maria Rita + Toni Garrido (20h00), Tim & Mariza (18h15), Soulbizness & Zoey Jones (17h00)
Espaço Electrónico: Major Lazer (03h00), Drop the Lime (01h30), Zombie Kids feat. Aqeel (23h30), Zombies for Money (22h30), Jamie XX (21h30)

Dia 3 - 27/05:
Palco Mundo: Muse (23h45), Snow Patrol (22h00), Xutos & Pontapés (20h30), Sum 41 (19h00)
Palco Sunset Rock in Rio: Jorge Palma & Zeca Baleiro (20h00), Expensive Soul & Bluey / Incognito + Omar (18h15), Nusoulfamily & Julie Mcknight (17h00)
Espaço Electrónico: John Digweed (02h00), Gui Boratto (00h30), The Twelves (23h30), Miguel Quintão (22h15), Tha Bloddy Bastards feat. Mad Mac & Nuno Lopes (21h00)

Dia 4 - 29/05:
Palco Mundo: Miley Cyrus (22h15), McFly (20h30), Amy Macdonald (19h00), D’Zrt (17h45)
Palco Sunset Rock in Rio: Luis Represas & Martinho da Vila (20h00), Tiago Bettencourt + Mantha & Tiê (18h15), Lúcia Moniz & Mister Lizard (17h00)
Espaço Electrónico: Dubfire (01h00), Dj Vibe (02h30), Audiofly (23h30), Davide Squilacce (22h15), Tó Ricciardi (21h00)

Dia 5 - 30/05:
Palco Mundo: Rammstein (23h45), Megadeath (22h00), Motorhead (20h30), Soulfy (19h00)
Palco Sunset Rock in Rio: Ramp & Hail (20h00), More than a Thousand & convidado (18h15), Fingertips & convidado (17h00)
Espaço Electrónico: Green Velvet live (01h45), Speedy J live (00h15), Paul Ritch live (23h15), Jim Masters (22h15), Jiggy (02h45), Heartbreakerz (21h00)

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ROCK’N RIO LISBOA - SHAKIRA atrasou-se, mas não deixou de entusiasmar a multidão.

Há quatro anos, Shakira já tinha protagonizado uma das maiores enchentes do Rock in Rio-Lisboa. Na noite de sexta-feira, a cantora repetiu o feito, tendo actuado para mais de 81 mil pessoas que encheram o Parque da Bela Vista no primeiro dia desta quarta edição do festival.

Antes já tinham passado pelo Palco Mundo o norte-americano John Mayer, a sempre festiva e exuberante Ivete Sangalo (com uma vestimenta a lembrar Lady Gaga) e ainda a fadista Mariza.

Shakira foi, aliás, a primeira artista a atrasar a sua actuação no palco principal, por 15 minutos, o que ainda lhe valeu algumas assobiadelas até dar início ao concerto. Antes ainda houve um breve espectáculo de fogo-de-artifício junto a este palco, o que também contribuiu para que a ansiedade para ver a artista colombiana se intensificasse.

Mas à meia-noite em ponto apareceu interpretando o tema Ojos, do seu segundo álbum, Dónde Están Los Landrones?. A festa estava implementada e as notícias que davam conta de que horas antes diversas pessoas tinham sido assaltadas perto da zona onde decorre o festival e até de distúrbios com a PSP passavam completamente despercebida à multidão que lotava o Rock in Rio-Lisboa.

Shakira já tinha prometido quando chegou ao aeroporto da Portela, na quinta-feira, que neste concerto não iria apresentar o hino do Campeonato Mundial de Futebol 2010. E não fugiu à promessa. Mesmo que no início do espectáculo se ouvisse entre os muitos fãs o desejo de ouvir Waka Waka, o célebre jogo de cintura da cantora fez esquecer esta “falha”.

A multidão viu ainda com apreço o (quase) perfeito português com que a artista colombiana dialogava. Alguns até brincavam com o seu sotaque peculiar.

No entanto, apesar das altas expectativas que rodeavam este concerto de Shakira, nem sempre as conseguiu superar. Foi mesmo visível várias pessoas a abandonar o recinto à medida que a actuação se prolongava pela noite fora.

Quando a cantora apresentava os seus temas de maior sucesso, como Whenever Wherever ou Hips Don’t Lie , a plateia respondia com entusiasmo. Mas a festa não era constante quando surgiam canções menos conhecidas do grande público. Todavia, quando surgiu a balada Underneath Your Clothes muitos foram os que fizeram questão de envergar os seus anéis brilhantes, preteridos aos tradicionais isqueiros.

Na sexta-feira, Shakira mostrou tudo o que dela se pedia: tocou guitarra e harmónica, protagonizou o seu conhecido menear de ancas e pôs uma multidão a dançar. O seu objectivo era entreter. E isso conseguiu fazer.

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Poesia e prosa - “Amor Eterno” e “A Fazenda onde veio a luz ao mundo”. Lídia Frade lança dois livros em Almoster em 10 de Abril

O lançamento dos dois livros está previsto para as 15h00 do próximo dia 10 de Abril, em Almoster, na ARCFA (Associação Recreativa e Cultural da Freguesia de Almoster).

LÍDIA FRADE nasceu no lugar da Ponte do Celeiro, Freguesia de Almoster, Concelho de Santarém. Muito cedo começou por cultivar a sua criatividade, lendo quase todos os romances clássicos, disponíveis na época através das carrinhas da Biblioteca Itinerante da Gulbenkian. A sua participação a nível sócio-cultural foi de grande relevo, primeiro, fazendo recolhas de canções populares dos usos e costumes para o reportório do grupo de Folclore da localidade de Vila Nova do Coito, Freguesia de Almoster, onde viveu, e de onde levou o nome da Associação Cultural Vilanovense com músicas e canções de recolha à sua participação no festival para crianças «CANTAROLANDO», integrado na FEIRA DA AGRICULTURA.

Começou a escrever pequenas coisas, como poemas para serem cantados, ou textos para teatralizar, trabalhando com um grupo de jovens de todas as idades e promovendo espectáculos na sua colectividade, assim como em deslocações para actuação nas colectividades vizinhas. Colaborou com a CÂMARA MUNICIPAL DE SANTARÉM nas comemorações do 25 de Abril em «CANTARES DE ABRIL», em Festivais das Festas da Cidade de Santarém como o «VAMOSCANTARSANTARÉM» onde ganhou em 1989 o 3° PRÉMIO DE LETRA e MÚSICA, e em 1990 o 1° PRÉMIO DE LETRA, o 1° PRÉMIO DE MÚSICA e ainda o 1° PRÉMIO DE INTREPRETAÇÃO com o «GRUPO CANTARES DA VILA» de música popular regional, com a sua formação.

Participou em Jornais Regionais assim como nas Rádios Regionais em programas de Poesia. As suas primeiras publicações: Participação no livro “Naquele tempo era assim:, sobre a freguesia de Almoster, publicação «CAMARA MUNICIPAL DE SANTARÉM», participação no livro “Antologias para Novos Autores”, Editora Minerva, nas 3a e na 4a Edição, seguindo-se uma publicação de autora, em 1999, do livro de poesia “UMA PEDRA NO CHARCO, REFÚGIO”.

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‘Deixei-te o sorriso em casa’, do jornalista António Santos - lançamento a 18 de Março na FNAC do C.C. Vasco da Gama

Lançamento em Lisboa na Quinta-feira, 18 de Março às 19h00 na FNAC do C.C. Vasco da Gama. Apresentação por Alice Vieira. No Porto, em data a anunciar dentro de dias.

Do blog Arroba das Palavras transcrevemos: A partir de dia 10 de Março, estará disponível este “sorriso” magnífico em qualquer livraria do País. Faço votos que, seja um sucesso de vendas, e que a boa crítica literária lhe dê os créditos que tanto merece. António Santos tem apresentado ao longo da sua vida um trabalho sério e profissional.
Desta feita, e uma vez mais, assumiu novo compromisso para com a escrita literária . Seguramente valerá a pena ser lindo, apreciado e sobretudo acarinhado. Tanto se escreve neste país, nem sempre com qualidade; - este não é o caso! Aconselho-vos vivamente este “sorriso”.

António Santos - Prémios e Distinções:

Sete de Ouro/1987:Melhor autor e realizador de Rádio com o programa “As Noites Longas do FM Estéreo”.
Troféu Nova Gente/1984:Melhor apresentador de Rádio com o programa “As Noites Longas do FM Estéreo”.
Troféu Verbo/1985:Melhor divulgador de livros,na Comunicação Social,no programa Jornalinho”.
Troféu de Prata - Rádio Clube de Moçambique/1971:Pelos programas “Cabine Dois”, “Nova Dimensão”,reportagens e noticiários;
Nomeações para o Sete de Ouro:
- 1984, 1985 e 1986 - para melhor autor de televisão, programa “Jornalinho”
- 1989, 1990 e 1991 - para melhor jornalista/apresentador de televisão,
programa“Domingo Desportivo”.
-1982, 1983, 1984, 1985, 1986 e 1987 - para melhor autor,realizador, e apresentador de Rádio, programa “As Noites Longas do FM Estéro”.
Nomeação pelo jornal “A Capital”:
Um dos dez melhores programas de Rádio da década de 80 - “As Noites Longas do FM Estéreo”.

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“Deixei-te o sorriso em casa” - novo livro do jornalista António Santos

Autor: António Santos. Editor: Oficina do Livro. Ano de Edição: 2010. ISBN: 9789895555048. Nas livrarias a partir de 10 de Março, lançamento em Lisboa e Porto a partir de meados do mês.

Sinopse: “Para onde quer que tenhas ido, onde quer que estejas, estarás sempre comigo para além do tempo”. Uma herança levou Nuno à profissão de livreiro, o coração levou-o a Isabel. Naquela vila templária ninguém duvidava de que Nuno e Isabel, os namorados que coleccionavam sorrisos, acabariam um dia por casar. Um encontro acidental põe à prova um amor que parecia imune à tentação. E as coisas complicam-se quando entram em cena um feiticeiro que perdeu o sorriso e não desiste de o encontrar, um tio desaparecido durante as cerimónias religiosas em Fátima, ou os participantes de uma não menos estranha tertúlia na misteriosa sala de um restaurante madrileno. Entre a calmaria da Beira Baixa e a agitação de Madrid, dos mosteiros ortodoxos da Grécia ao enigmático deserto marroquino - com a poesia de Eduardo Guerra Carneiro como fundo - há paixões que nascem e morrem, promessas que não se cumprem. Porque todos podemos ser tentados um dia e deitar tudo a perder. O sorriso e o próprio coração.

António Santos trabalhou na televisão - programa Jornalinho e como jornalista - e na rádio, foi consultor da administração da RTP e assessor de imprensa e coordenador de comunicação do Primeiro-Ministro nos XIII e XIV governos constitucionais. Exerceu «actividade docente pontual» em instituições como a Universidade Nova de Lisboa, o Cenjor-Formação para jornalistas e Instituto Nacional da Administração. Antes publicou «O pescador de girassóis», e dois conjuntos de pequenos contos, «Os sapos vivos estão pela hora da morte» e «As noites longas do FM Estéreo» as crónicas do programa homónimo da Rádio Comercial dos anos ‘80 feito em conjunto com João Viegas.

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‘Um Profeta’ - filme francês de Jacques Audiard em foco nos Óscares

‘Um Profeta”. Sinopse: Malik El Djebena (Tahar Rahim), de 19 anos, é um pequeno delinquente que se vê condenado a seis anos numa prisão francesa. Árabe, analfabeto, de aparência frágil e desprotegida, Malik apenas pensa em sobreviver à violência de uma prisão dominada por César Luciani (Niels Arestrup), o líder de um poderoso gang corso.
Mas os seis anos de cativeiro transformarão Malik: através da criação de laços, negócios e traições com o resto dos encarcerados, o jovem vai construindo uma nova identidade - a de chefe de uma nova organização criminosa. O filme de Jacques Audiard (”De Tanto Bater o Meu Coração Parou”, “Nos Meus Lábios” e “Um Herói Muito discreto”) ganhou o Grande Prémio do Júri do Festival de Cannes de 2009 e é o candidato francês ao Óscar de melhor filme estrangeiro.  Filme de prisão, filme de máfia, filme sobre a paisagem social francesa contemporânea, mas antes disto um filme sobre a aprendizagem.

*

Crítica Ípsilon por: Luís Miguel Oliveira in Ipsilon / Público - 30 Dezembro 2009:

Malik the Knife - Um Profeta. De: Jacques Audiard. Com: Tahar Rahim, Niels Arestrup, Adel Bencherif   Género: Drama, Crime.

“A ideia é sair daqui um bocado mais esperto”, ouve Malik da boca da sua primeira vítima, segundos antes de lhe rasgar o pescoço. Malik, o herói (ou se preferirem, anti-herói) de “Um Profeta”, é certamente um “visionário”, capaz de projectar o seu futuro a longo prazo, e capaz de antever o perigo imediato, como na cena com um acidente de automóvel em que lhe perguntam “quem és tu, um profeta”?

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‘As Noites Longas do FM Estéreo’ - algumas das ‘estórias’ com disco ao meio

As Noites Longas do FM Estéreo - 1986 - Textos retirados daqui

A fila

Estive duas horas na fila do hospital.
Quando atingi o guichet a empregada informou-me ter estado na bicha errada.
Aguardei mais uma hora e meia frente a outro balcão.
Quando disse que era uma marcação para ortopedia, a funcionária, desdenhosa, indicou-me o guichet ao lado.
Duas horas depois um empregado careca pespegava-me no nariz um cartão “ENCERRADO”.
Gritei “Estou a ficar doido com esta demora e com esta incompetência!!! Isto é coisa de malucos ou quê?!?”.
Foi então que o empregado sorridente me elucidou:
“Neuropsiquiatria?…guichet n.º 7!!!

O Derrotado

Liguei a televisão. Queria assistir aos resultados das eleições legislativas.
Refastelei-me no sofá e bebericando um gole de bom café, prestei atenção.
“Não restam dúvidas que estas eleições foram uma grande vitória para nós” - dizia um.
“Perdão” - ripostou outro de imediato - “a linguagem dos números é bem clara: ganhámos com grande destaque”.
O terceiro não se conteve e atacou:
“Na minha opinião estão ambos enganados. Se há vencedores a destacar só podemos ser nós!”…
“Nada disso meus senhores” - afirmou, categórico, o quarto representante partidário - “o meu partido subiu…e de que maneira!”

Nessa altura não aguentei mais e desliguei a televisão…
Senti que, afinal, devia ser eu o derrotado!

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Literatura africana: “O rapaz da mina”, de Peter Abrahams

Literatura africana: O rapaz da mina, de Peter Abrahams

Aqui na nossa vizinha África do Sul, a literatura africana de expressão anglófona atingiu admirável perfeição. Basta dizer que já recebeu dois prémios Nobel da Literatura. Peter Abrahams nasceu nos arredores de Joanesburgo, em 1919. Filho de um etíope e de “mãe negra”, aos 5 anos morreu-lhe o pai, o que o deixou em péssimas condições sociais, económicas e culturais. Foi latoeiro, doméstico, carregador num mercado, e contínuo de escritório. Foi aprendendo a ler e a escrever, com muitas dificuldades e interrupções. Em 1941, foi até à Inglaterra, num navio, em que se empregou como ajudante de fogueiro. Em 1956, foi em serviço à Jamaica, e por lá ficou, trabalhando em jornais e na rádio e televisão. Só em 1964, aos 45 anos, é que se dedicou à literatura. Com o enorme êxito, de que este romance é testemunho.

O “Rapaz Da Mina” é o Xuma. Nasceu no campo, não longe de Joanesburgo, para onde imigrou, em busca de trabalho, nas minas de ouro. E foi dar ao Bairro Malaio, E, por uma espécie de intuição, foi ter à casa da senhora Leah, que produzia e vendia bebidas alcoólicas, sempre alerta, perante o risco de ir parar à cadeia.

Com ela viviam a sobrinha Elisa, professora cujo sonho doentio era chegar a viver como os brancos, o cunhado Johannes, mineiro, o amante Dladla, a velha mãe Plank, e o seu idolatrado Daddy e a maravilhosa menina Maisy.

Eram gente de bom coração, mas criados num ambiente cruel, forçados a atacar e a matar para sobreviver. Pessoas boas, com uma moral própria, prevenidas contra a dureza do ambiente, sabidas na luta contra toda a espécie de irregularidades. O álcool é que as transformava em feras. Um povo austero, de alma calejada, embrutecido pelo ambiente brutal de injustiça, miséria, luta pela sobrevivência.

Xuma era um jovem fortalhaço, mas ingénuo e desprevenido. Mas Leah logo o despertou para a realidade nua e crua. Quando ele lhe disse: Não te compreendo. A única coisa que enxergo é a tua bondade, ela respondeu-lhe: És um tipo fixe… Mas a cidade é um lugar estranho. A vida é estranha. E estas pessoas são parte da vida…(18): Não, tu não me compreendes… eu estou cá… descendo da minha gente, mas já não faço parte dela…. A cidade torna-nos estranhos aos costumes da nossa gente…. (22) O seu marido estava preso, por ter matado um homem, que a quis beijar. Ela adorava-o. Entretanto, vivia com Dladla, que estava sempre bêbado e a desafiar toda a gente com uma navalha.

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Moçambique: Comunicação para pesquisa e investigação, universidades do mundo buscam consenso em Maputo

Comunicação para pesquisa e investigação: Universidades do mundo buscam consenso em Maputo

Representantes de mais de uma dezena de universidades de vários quadrantes do mundo, na sua maioria africanas e europeias, procuram desde ontem, em Maputo, formas de harmonizar o sistema de comunicação entre si, no domínio da pesquisa, investigação, inspecção e ensino de qualidade. Designada Conferência Final do Projecto AUDIS do Programa Edulink e com financiamento da União Europeia, a primeira conferência teve lugar no Senegal, em 2007, e a segunda no Zimbabwe, em 2008, tendo agora sido eleita a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) como anfitriã do encontro, que tem por objectivos o fortalecimento das relações de cooperação, troca de experiência e discussão de vários assuntos para consolidar a união das instituições de Ensino superior africanas e europeias.

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Alamut (a ‘lição da águia’) e a Seita dos Assassinos do ‘Velho da Montanha’

No Séc. XI da era cristã, na longínqua Samarkanda muçulmana Nizam-El-Molk, Grão-Vizir e Khan dos Turcos Seljúcidas, cujo Império se estendia do Afeganistão ao Mediterrâneo, influenciado pelos apelos do poeta e sábio persa Omar Khayyam, poupou a vida ao traidor Hassan Sabbah, comutando-lhe a pena de morte por decapitação, na pena de banimento do Império. Erro. Asneira crassa. O Khan Nizam-El-Molk acabava de assinar a sua sentença de morte, bem como do próprio Império Seljúcida.

Humilhado, Hassan Sabbah (gravura ao lado) não agradeceu a clemência e jurou vingança. Banido, errou pelo Império cavalgando o descontentamento e arrebanhando para as suas hostes um exército disseminado, discreto e clandestino. Nasciam os “Batinis, a gente do segredo”. Escolhendo os mais fanáticos de entre eles, Hassan Sabbah - apelidado de ‘o Velho da Montanha’ - funda então a “Seita dos Assassinos” e refugiou-se com um núcleo duro na fortaleza de Alamut (o ‘ninho da águia’ mas, literalmente, ‘a lição da águia’), que tomou com astúcia no ano de 1090. Nesse reduto montanhoso, quase inacessível e inatacável, da região de Teerão, hoje capital do Irão, Hassan Sabbah fez espalhar pelos seus e pelos outros, a sua mensagem de morte:

“ - Não basta matar os nossos inimigos, não somos homicidas mas executores, devemos agir em público, para servir de exemplo. Matamos um homem, aterrorizamos outros cem mil. Todavia não basta executar e aterrorizar, é igualmente indispensável saber morrer, pois se ao matar desencorajamos os nossos inimigos de empreender o que quer que seja contra nós, ao morrer do modo mais corajoso ganhamos a admiração da turba. E desta turba sairão homens para se juntarem a nós. Morrer é mais importante que matar. Matamos para nos defendermos, morremos para converter, para conquistar. Conquistar é o nosso objectivo; defendermo-nos é apenas um meio”.”

 

Pugnando pela pureza da Fé muçulmana e pregando a Guerra Santa contra o Inimigo, Hassan Sabbah enviou mensageiros de morte, fanáticos e suicidas, para os quatro cantos do Império. Chamou-lhes “Fedai”, ou seja: “Comando Suicida”. A partir de Alamut e em estreita obediência a Hassan, os Assassinos enviados, matavam sempre em praça pública e sempre em acto público. Quanto maior a multidão a assistir melhor. Uma vez morto o Dignitário ou o Governante em questão, sempre à punhalada, o Assassino nem sequer tentava fugir. Mais do que matar, as suas ordens e o seu destino era morrer. Obviamente morria logo a seguir, mas morria com um sorriso nos lábios e a certeza de se ir deleitar com as 72 virgens que lhe estavam prometidas. “Hassan Sabbah tinha construído a mais temível máquina de matar da História.”

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