Subscribe to RSS Subscribe to Comments

Poesia e prosa - “Amor Eterno” e “A Fazenda onde veio a luz ao mundo”. Lídia Frade lança dois livros em Almoster em 10 de Abril

O lançamento dos dois livros está previsto para as 15h00 do próximo dia 10 de Abril, em Almoster, na ARCFA (Associação Recreativa e Cultural da Freguesia de Almoster). 

LÍDIA FRADE nasceu no lugar da Ponte do Celeiro, Freguesia de Almoster, Concelho de Santarém. Muito cedo começou por cultivar a sua criatividade, lendo quase todos os romances clássicos, disponíveis na época através das carrinhas da Biblioteca Itinerante da Gulbenkian. A sua participação a nível sócio-cultural foi de grande relevo, primeiro, fazendo recolhas de canções populares dos usos e costumes para o reportório do grupo de Folclore da localidade de Vila Nova do Coito, Freguesia de Almoster, onde viveu, e de onde levou o nome da Associação Cultural Vilanovense com músicas e canções de recolha à sua participação no festival para crianças «CANTAROLANDO», integrado na FEIRA DA AGRICULTURA.

Começou a escrever pequenas coisas, como poemas para serem cantados, ou textos para teatralizar, trabalhando com um grupo de jovens de todas as idades e promovendo espectáculos na sua colectividade, assim como em deslocações para actuação nas colectividades vizinhas. Colaborou com a CÂMARA MUNICIPAL DE SANTARÉM nas comemorações do 25 de Abril em «CANTARES DE ABRIL», em Festivais das Festas da Cidade de Santarém como o «VAMOSCANTARSANTARÉM» onde ganhou em 1989 o 3° PRÉMIO DE LETRA e MÚSICA, e em 1990 o 1° PRÉMIO DE LETRA, o 1° PRÉMIO DE MÚSICA e ainda o 1° PRÉMIO DE INTREPRETAÇÃO com o «GRUPO CANTARES DA VILA» de música popular regional, com a sua formação.

Participou em Jornais Regionais assim como nas Rádios Regionais em programas de Poesia. As suas primeiras publicações: Participação no livro “Naquele tempo era assim:, sobre a freguesia de Almoster, publicação «CAMARA MUNICIPAL DE SANTARÉM», participação no livro “Antologias para Novos Autores”, Editora Minerva, nas 3a e na 4a Edição, seguindo-se uma publicação de autora, em 1999, do livro de poesia “UMA PEDRA NO CHARCO, REFÚGIO”.

 CLIQUE NAS CAPAS PARA AMPLIAR

África do Sul: Cresce desilusão com a liderança de Zuma

África do Sul: Cresce desilusão com a liderança de Zuma

A liderança de Jacob Zuma é considerada como estando a enfraquecer nos últimos dias, com muitos funcionários do seu Governo, desiludidos devido aos escândalos cometidos pelo chefe de Estado, tendo, semana passada, alguns jornais no país reportado a existência de um grupo de dirigentes, no seio do Congresso Nacional Africano (ANC),  que tencionam avançar uma moção de censura contra o Presidente sul-africano.

O “Sunday Times”, um semanário editado em Joanesburgo, escreve que alguns membros do Comité Executivo Nacional (NEC), órgão de decisão do ANC, partido no poder na África do Sul, e altos funcionários do Governo dizem estar desiludidos com o Presidente.

Citando fontes do NEC, o jornal escreve que muitos estão descontentes com o facto de Zuma ter mantido uma relação extraconjugal com a filha de um amigo seu, Irvin Khoza, presidente do Comité Coordenador do Mundial de Futebol 2010, a ter lugar na África do Sul, nos meados do corrente ano.

(Ler artigo completo)

Ex-Sense Pro: ‘detector de mentiras’ ao alcance de todos. Software

Ora esta é uma peça de software que pode fazer toda a diferença. O XicoNhoca já teve há dois anos a possibilidade de testar uma das versões. O que faz então o programa, integrado no Skype ou ligado a um telefone? Dá para saber se quem está do outro lado do fio / telemóvel / MSN Messenger ou outro equipamento de voz, está a falar verdade. Mas não só. Essencialmente é um analisador de emoções, por análise do stress de voz.

Os gráficos em tempo real no ecran, ou em diferido - correndo as gravações da sessão telefónica - fornecem informações em barras horizontais dos níveis de “LIE” (Mentira), Excitement, Confusion, Stress, na opção Básica. A versão Advanced dá-nos ainda os gráficos de LIE STRESS, Global Stress, Emotion Level, Cognition Level, Thinking Level, e SOS evel.

Vejamos o que diz por aí a crítica:

O eX-Sense Pro é um analisador de emoções que emprega a exclusiva e revolucionária tecnologia “SENSE” de algoritmos para análise de voz da Nemesysco.

Ela é capaz de fornecer informações sobre a pessoa que você não obteria de outra forma. Estas informações podem ser fundamentais para o seu processo de decisão O eX-Sense Pro foi desenvolvido para atender, por exemplo, as necessidades do homem de negócios, que necessita de uma ferramenta rápida, simples e confiável verificação da verdade para ajudar na sua actividade decisória.

(Ler artigo completo)

‘Deixei-te o sorriso em casa’, do jornalista António Santos - lançamento a 18 de Março na FNAC do C.C. Vasco da Gama

Lançamento em Lisboa na Quinta-feira, 18 de Março às 19h00 na FNAC do C.C. Vasco da Gama. Apresentação por Alice Vieira. No Porto, em data a anunciar dentro de dias.

Do blog Arroba das Palavras transcrevemos: A partir de dia 10 de Março, estará disponível este “sorriso” magnífico em qualquer livraria do País. Faço votos que, seja um sucesso de vendas, e que a boa crítica literária lhe dê os créditos que tanto merece. António Santos tem apresentado ao longo da sua vida um trabalho sério e profissional.
Desta feita, e uma vez mais, assumiu novo compromisso para com a escrita literária . Seguramente valerá a pena ser lindo, apreciado e sobretudo acarinhado. Tanto se escreve neste país, nem sempre com qualidade; - este não é o caso! Aconselho-vos vivamente este “sorriso”.

António Santos - Prémios e Distinções:

Sete de Ouro/1987:Melhor autor e realizador de Rádio com o programa “As Noites Longas do FM Estéreo”.
Troféu Nova Gente/1984:Melhor apresentador de Rádio com o programa “As Noites Longas do FM Estéreo”.
Troféu Verbo/1985:Melhor divulgador de livros,na Comunicação Social,no programa Jornalinho”.
Troféu de Prata - Rádio Clube de Moçambique/1971:Pelos programas “Cabine Dois”, “Nova Dimensão”,reportagens e noticiários;
Nomeações para o Sete de Ouro:
- 1984, 1985 e 1986 - para melhor autor de televisão, programa “Jornalinho”
- 1989, 1990 e 1991 - para melhor jornalista/apresentador de televisão,
programa“Domingo Desportivo”.
-1982, 1983, 1984, 1985, 1986 e 1987 - para melhor autor,realizador, e apresentador de Rádio, programa “As Noites Longas do FM Estéro”.
Nomeação pelo jornal “A Capital”:
Um dos dez melhores programas de Rádio da década de 80 - “As Noites Longas do FM Estéreo”.

África do Sul: Zuma tranquiliza investidores

África do Sul: Zuma tranquiliza investidores

O Presidente sul-africano, Jacob Zuma, efectua, a partir de amanhã, a sua primeira visita de Estado a Grã-bretanha, durante a qual irá assegurar à comunidade de investidores que as nacionalizações que têm sido propaladas por alguns sectores, não é política do seu Governo, pelo menos a curto prazo.

Na semana passada, o presidente da Liga da Juventude do Congresso Nacional Africano (ANCYL), Julius Malema, voltou a defender a nacionalização das minas, o suporte da economia sul-africana.

Apesar de haver vozes que se opõem ao seu posicionamento, Zuma irá tranquilizar a comunidade de investidores de que não haverá nacionalização das minas como forma de fazer face ao grande fosso entre ricos e pobres no país.

(Ler artigo completo)

Suazilândia quer estatuto na CPLP

A Suazilândia solicitou o estatuto de observador na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), anunciou sexta-feira, em Manzini, a capital económica do Reino, o Ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado.

Falando após um encontro com o seu homólogo suázi, Lutfo Dlamini, Luís Amado defendeu, quanto ao défice de democracia no país, que devem ser levadas em conta a História, a tradição e a identidade próprias de países como o Reino da Suazilândia, que agora quer ter estatuto de observador na CPLP.

“Consideramos que há, apesar de tudo, um processo de convergência na aproximação a certos princípios e valores que consideramos universais, mas nem sempre essa convergência se faz ao ritmo e de acordo com as orientações que nós gostaríamos de ver implementadas, mas é um processo longo em muitos casos e que corresponde a circunstâncias histórias”, defendeu Luís Amado.

(Ler artigo completo)

Beira: Polícia investiga tráfico de crianças

Beira: Polícia investiga tráfico de crianças

A Polícia da República de Moçambique está a investigar o caso de uma suposta tentativa de tráfico de crianças a partir da província de Nampula. Trata-se de quinze meninos encontrados numa madrassa, na cidade da Beira, capital da província de Sofala.

Os menores encontrados são provenientes da província de Nampula, com o propósito de irem estudar naquela madrassa.

A Polícia disse que há fortes indícios de se tratar de um caso de tráfico de menores, pois os petizes foram transportados de Nampula para Beira em condições precárias e sem nenhum conhecimento das autoridades.

(Ler artigo completo)

Chonguiça em documentários sobre diversidade cultural

Chonguiça em documentários sobre diversidade cultural

O conceituado saxofonista Moreira Chonguiça vai ser um dos protagonistas numa série de documentários a ser produzida pela Cine Internacional que aborda diversidade cultural e riquezas dos países africanos. Esta é a segunda etapa das filmagens desta série de vídeos-documentários sobre vários países do Continente Africano, intitulados “Mama África” e que pretendem ser a mostra real da diversidade etno-cultural de África em que as expressões culturais provam que o nosso Continente é rico em culturas promovidas pelos seus povos.

É nesse âmbito que a produtora Cine Internacional inicia na primeira semana de Março gravações de uma série de documentários cinematográficos cujas temáticas corporizam as danças, religiões, quotidiano dos povos cujos países estão envolvidos neste projecto, hábitos e seus costumes, entre outros aspectos que cruzam na interligação cultural dos africanos.

(Ler artigo completo)

“Deixei-te o sorriso em casa” - novo livro do jornalista António Santos

Autor: António Santos. Editor: Oficina do Livro. Ano de Edição: 2010. ISBN: 9789895555048. Nas livrarias a partir de 10 de Março, lançamento em Lisboa e Porto a partir de meados do mês.

Sinopse: “Para onde quer que tenhas ido, onde quer que estejas, estarás sempre comigo para além do tempo”. Uma herança levou Nuno à profissão de livreiro, o coração levou-o a Isabel. Naquela vila templária ninguém duvidava de que Nuno e Isabel, os namorados que coleccionavam sorrisos, acabariam um dia por casar. Um encontro acidental põe à prova um amor que parecia imune à tentação. E as coisas complicam-se quando entram em cena um feiticeiro que perdeu o sorriso e não desiste de o encontrar, um tio desaparecido durante as cerimónias religiosas em Fátima, ou os participantes de uma não menos estranha tertúlia na misteriosa sala de um restaurante madrileno. Entre a calmaria da Beira Baixa e a agitação de Madrid, dos mosteiros ortodoxos da Grécia ao enigmático deserto marroquino - com a poesia de Eduardo Guerra Carneiro como fundo - há paixões que nascem e morrem, promessas que não se cumprem. Porque todos podemos ser tentados um dia e deitar tudo a perder. O sorriso e o próprio coração.

António Santos trabalhou na televisão - programa Jornalinho e como jornalista - e na rádio, foi consultor da administração da RTP e assessor de imprensa e coordenador de comunicação do Primeiro-Ministro nos XIII e XIV governos constitucionais. Exerceu «actividade docente pontual» em instituições como a Universidade Nova de Lisboa, o Cenjor-Formação para jornalistas e Instituto Nacional da Administração. Antes publicou «O pescador de girassóis», e dois conjuntos de pequenos contos, «Os sapos vivos estão pela hora da morte» e «As noites longas do FM Estéreo» as crónicas do programa homónimo da Rádio Comercial dos anos ‘80 feito em conjunto com João Viegas.

XicoNhoca - novas funcionalidades: Forum e e-mail

Moçambique e Portugal. Ambiguidades, equívocos, mistérios e ‘estórias’ numa História comum.

Forum XicoNhoca em

http://forum.xiconhoca.org

http://forum.xiconhoca.org/index.php#1

Mail XicoNhoca em

mail@xiconhoca.com

Agora, no XicoNhoca, um local de discussão de temas polémicos e não só.

Não admira que num país assim… (Clara Ferreira Alves)

Canal de Opinião: por Clara Ferreira Alves, in “Expresso” 
 
Não admira que num país assim… 
 
Lisboa (Canalmoz) - Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram (Olá! camarada Sócrates…Olá! Armando Vara…), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a “prostituir-se” (Olá! Batista Bastos… ainda és comunista?!) na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.

(Ler artigo completo)

MARINHO PINTO: A JUSTIÇA NACIONAL TINHA MUITO MAIS QUALIDADE ANTES DO 25 DE ABRIL

DIGITAIS - MARINHO PINTO: A JUSTIÇA NACIONAL TINHA MUITO MAIS QUALIDADE ANTES DO 25 DE ABRIL

@XicoNhoca

DIGITAIS - PORTUGAL: CONHEÇA O PATRIMÓNIO DOS MINISTROS SOCIALISTAS

DIGITAIS - PORTUGAL: CONHEÇA O PATRIMÓNIO DOS MINISTROS SOCIALISTAS

@XicoNhoca

O Diário de Anne Frank: outra fraude

O Diário de Anne Frank: outra fraude. Fonte de dados: Institute for Historical Review

Há mais de vinte anos Robert Faurisson* denunciou a impostura do Diário de Anne Frank e demonstrou através de exaustivas investigações e perícias, não só a ladina fabricação dos diários, mas também desmascarou o escandaloso negócio em que se transformou mais essa falsificação histórica.

Há muitas histórias sobre como teria surgido o famigerado Diário de Anne Frank — cada uma contraditando e desqualificando a anterior — e, apesar do grande empenho dessas entidades judias especializadas em falsificações, nunca lograram fabricar nada de realmente convincente; ao contrário, a fraude é evidente, e só a boa-fé ou a credulidade das pessoas ainda lhe dá algum alento.

Numa dessas histórias — logo filmada em preto-e-branco — os “originais” teriam sido encontrados num desvão por trás da parede falsa do apartamento onde a família Frank se escondera. Segundo o obscuro enredo da lenda, os descuidados agentes da Gestapo que reviraram e esquadrinharam o apartamento, não viram o diário, um grosso volume de capa dura… Mais sorte teve a vizinha que o encontrou logo em seguida… Mas sorte mesmo, teve o pai de Annelise, o banqueiro Otto Frank: Quando voltou de Auschwitz após a guerra, foi visitar o apartamento e sem saber que a vizinha já tinha encontrado o diário, encontrou-o novamente, desta vez no meio de outros papéis no chão do aposento… de outra feita também já o tinham achado escondido no forro do telhado… E foi esse o teor do confuso testemunho que Otto Frank apresentou ao tribunal onde foi julgado o processo que lhe moveu o roteirista judeu Meyer Levin.

(Ler artigo completo)

‘Protocolo dos Sábios do Sião’, judeus, sionismo e banqueiros

Depois de décadas e décadas esgueirando-se por todos os lados para abafarem as denúncias que pesam sobre as suas organizações judeo-sionistas, agora ressurgem — e não por acaso durante o caos administrativo na derrocada da antiga União Soviética — com uma “conspiração diabólica da polícia secreta do Czar Nicolau II, a Okhrana, que inventou os Protocolos para difamar os judeus”…

Enquanto isso, em Jerusalém, uns honestos arqueólogos e historiadores judeus, vão “descobrindo” túmulos e evangelhos… em Amsterdã, em plena ocupação das tropas alemãs, em 1943, o diário de uma menina judia já era escrito com caneta bic…

Agora resta-nos assistir ao que esses honestos especialistas judeus “acharam” em uns fantásticos arquivos do III Reich… que durante longos sessenta anos estiveram, esquisitamente “secretos”, sob a sua guarda…

Por ironia, a Alemanha é o único país do Eixo (Japão, Itália, Alemanha) ainda sem a assinatura de um armistício, ou de um Tratado de Paz depois da II Guerra Mundial, mesmo depois do Tribunal de Nuremberg e, portanto, nenhum governo ou órgão alemão poderia manter “arquivos de guerra secretos”, como afirmam falsamente esses “honestos” pesquisadores judeus.

(Ler artigo completo)

Os protocolos dos sábios de Sião - simples “teoria de conspiração”?

por Alfredo Braga

É fato conhecido que pessoas hipócritas, para se esquivarem de acusações e denúncias de crimes, vão sistematicamente lançar calúnias, ou dúvidas sobre a autoria ou a procedência dessas denúncias, mas nunca respondem sobre o mérito da acusação, nem sobre os crimes que seguem cometendo.

Gandhi, em seu claro Manifesto sobre os judeus na Palestina, denuncia a imoralidade e a feroz brutalidade dos judeus contra o povo palestino e crimes contra a humanidade, mas as respostas de judeus a essas acusações, limitam-se a questionar se Gandhi realmente teria escrito o Manifesto… ou a insinuar que o Manifesto seria falso, ou que teria caducado pelo tempo decorrido desde que foi publicado… Enfim, agarram-se a tudo, mas não respondem, preferem confundir e desconversar.

(Ler artigo completo)

As ligações ETA em Portugal desde 1975 envolviam quartéis - Entrevista-choque ao ‘Granadas’

Em Lisboa foi-me permitido, numa ala hospitalar, há uns seis anos atrás, efectuar esta entrevista ‘choque’ e que, nos meus arquivos, consta apenas como ‘Entrevista ao Granadas’ /  Enfª. / EPM - entrevista realizada entre Domingo, 01 Fevereiro 2004 e 5ª feira, 05 Fevereiro 2004  -  Projecto ‘Pelos Olhos de uma Rata Cega’ / ‘A Jarda não Apita’. O Granadas fala da ETA, de algumas conexões portuguesas, de droga, de morte, e de prisões e de corrupção nas cadeias, não fosse ele um dos detidos portugueses com mais tempo averbado atrás das grades, mais que os 25 anos de cúmulo consentidos por lei e constitucionalmente.   

Paulo Oliveira
- Como é que aconteceu isto pá? Diz-me o teu nome.
 
- ‘Granadas’. Sou o ‘Granadas’, para toda a gente. Nasci no sul de Angola no mês de Maio de ‘59. Saquei o 11º ano. O meu pai era médico aí no sul, no Quando Cubango. Vivi em Silva Porto, também. Em 1975 viemos. E comigo vinha um carregamento de erva e diamantes (…)
 
Quem está à minha frente tem um aspecto bera, estragado e envelhecido demais para a idade, as mãos e o rosto deixam transparecer sinais de doença, velhice precoce, e de abusos sem fim consentidos em 44 anos de vida. Um cabelo já bem cinzento e embranquecido, em constante desalinho, culmina uma face chupada onde se adivinha facilmente a caveira. Os olhos são mortiços, encovados, perdidos, ocasionalmente ganham um brilho ténue nalgum sobressalto do diálogo. Este é o Granadas, ansioso, a enrolar mais um cigarrito de Drum, sem filtro, já deitado e coberto por três cobertores enquanto vai falando e encetamos esta longa entrevista. De tempos a tempos solta mais uma rajada longa de tosse seca.
 
- Ficaste logo na zona de Lisboa?
 
- Sim. Lisboa. Sintra. Mas havia um desenraizamento… Erva, cota-cota, suruma - isso era a malta de Moçambique - liamba… (está outra a vez a falar do espólio que trouxe)… vendia-se despreocupadamente.
 
- És preso logo em ‘76. Como é que sucedeu isso?
 
- Rebentei com o dinheiro todo. Milhares de contos então, que era muito dinheiro. Talvez igual a cem mil contos actuais. Derreti em drogas duras, ácidos, heroa, coca. Tinha que entrar em mais negócios. Comprava, consumia, vendia.   Conheci malta da antiga LUAR e do MRPP. Sete ou oito oficiais, várias patentes, além do meu primo, também oficial. Uma parte do que sucede, um contacto, é proposto por um furriel que é esse meu primo. Tinha o que precisava, do paiol de Santa Margarida. Os outros estavam em várias unidades. O meu primo seria a ligação. Nunca chibei nenhum deles. É então que surge a coisa da ETA…
 
- Como é que foi essa parte da ETA, falaste-me já nisso. Foram o único cliente do vosso grupo?
 
- Foram. Por coincidência numa compra de haxixe, que a ETA lidava com isso. Conheci um deles. Oferece haxe em troca de explosivos. Eu como tinha conhecimentos, aceitei e fui aprofundando essa ligação ao gajo da ETA.
 
(Ler artigo completo)

DIGITAIS - BELMIRO DE AZEVEDO: A VIDA, A POLÍTICA E OS NEGÓCIOS

DIGITAIS - BELMIRO DE AZEVEDO: A VIDA, A POLÍTICA E OS NEGÓCIOS

Revista Visão, Nº 882, 28 de Janeiro a 3 de Fevereiro de 2010

@XicoNhoca

Isabela Figueiredo: “O colonialismo era o meu pai” (entrevista integral, Ipsílon/Público)

Caderno de Memórias Coloniais. Isabela Figueiredo: “O colonialismo era o meu pai”. 24.12.2009 - Alexandra Prado Coelho

Os retornados “tinham um acordo tácito para não falar”. Isabela Figueiredo quebrou esse acordo. “Caderno de Memórias Coloniais” é um dos livros do ano para o Ípsilon

Foi no blog Mundo Perfeito (e agora no Novo Mundo) que os textos de Isabela Figueiredo começaram a aparecer. Escrevia sobre aquilo que durante anos não tivera coragem de enfrentar: a infância em Moçambique, o racismo dos colonos portugueses. E, sobretudo, do pai, essa figura que “trazia o mundo” até ela.

“Caderno de Memórias Coloniais”, editado pela Angelus Novus, é um ajuste de contas com o pai morto. E com muitos retornados vivos. E com os que em Portugal os receberam e os maltrataram não percebendo que eles já tinham sido maltratados. É uma libertação de muita raiva.

Aquilo que conta no seu livro, a violência quotidiana dos brancos sobre os negros em Moçambique - e da forma crua como a conta - é um testemunho raro?

Nunca li nada sobre este assunto, não penso que tenha sido contado antes. Nós, retornados, não falamos disto uns com os outros, por pudor. Eu não tinha com quem falar. Lembro-me do [escritor angolano José Eduardo] Agualusa há 20 anos, depois de eu ter escrito uma coisa muito folclórica, muito suave, sobre Moçambique no “DN Jovem”, me ter dito que eu não tinha contado a verdade. Não lhe disse que achava que ele tinha razão, mas tinha. Eu não estava a contar a verdade, não podia contar a verdade porque havia um pacto de fidelidade com o meu pai. Não podia falar daquelas coisas com o meu pai vivo, sabendo que ele ia ler.

O facto de não pertencer à classe média e média alta da então Lourenço Marques, de ser de uma classe mais baixa, era para si um problema?

A diferença de classes entre portugueses não é uma coisa que me preocupe, é uma coisa que para mim era normal. Eu era a filha do electricista, e gosto dessa ideia. Ouvia o meu pai falar sobre as casas dos senhores da alta, onde ele ia fazer as instalações. O meu pai era um homem pobre, foi para África porque precisava de ganhar dinheiro, estava sempre a dizer-nos que não éramos ricos, éramos remediados. Eu sabia o meu lugar no esquema da sociedade colonial.

(Ler artigo completo)

‘Um Profeta’ - filme francês de Jacques Audiard em foco nos Óscares

‘Um Profeta”. Sinopse: Malik El Djebena (Tahar Rahim), de 19 anos, é um pequeno delinquente que se vê condenado a seis anos numa prisão francesa. Árabe, analfabeto, de aparência frágil e desprotegida, Malik apenas pensa em sobreviver à violência de uma prisão dominada por César Luciani (Niels Arestrup), o líder de um poderoso gang corso.
Mas os seis anos de cativeiro transformarão Malik: através da criação de laços, negócios e traições com o resto dos encarcerados, o jovem vai construindo uma nova identidade - a de chefe de uma nova organização criminosa. O filme de Jacques Audiard (”De Tanto Bater o Meu Coração Parou”, “Nos Meus Lábios” e “Um Herói Muito discreto”) ganhou o Grande Prémio do Júri do Festival de Cannes de 2009 e é o candidato francês ao Óscar de melhor filme estrangeiro.  Filme de prisão, filme de máfia, filme sobre a paisagem social francesa contemporânea, mas antes disto um filme sobre a aprendizagem.

*

Crítica Ípsilon por: Luís Miguel Oliveira in Ipsilon / Público - 30 Dezembro 2009:

Malik the Knife - Um Profeta. De: Jacques Audiard. Com: Tahar Rahim, Niels Arestrup, Adel Bencherif   Género: Drama, Crime.

“A ideia é sair daqui um bocado mais esperto”, ouve Malik da boca da sua primeira vítima, segundos antes de lhe rasgar o pescoço. Malik, o herói (ou se preferirem, anti-herói) de “Um Profeta”, é certamente um “visionário”, capaz de projectar o seu futuro a longo prazo, e capaz de antever o perigo imediato, como na cena com um acidente de automóvel em que lhe perguntam “quem és tu, um profeta”?

(Ler artigo completo)

Caderno de Memórias Coloniais - por Isabel Figueiredo. Crítica.

Faltava um relato assim, na primeira pessoa. Foi isso que fez Isabela Figueiredo (n. 1963), sem poupar nos detalhes. O seu Caderno de Memórias Coloniais é uma obra imprescindível para compreender o sentido (ou sem sentido) da nossa presença em África. Isabela ainda não tinha 13 anos quando deixou Moçambique. Narrativa mnemónica, portanto. Isenta de nostalgia, vontade de dourar a pílula ou propósito de reescrever a História. Factos, em toda a sua crueza:

«Os brancos iam às pretas. […] As pretas tinham a cona larga e essa era a explicação para parirem como pariam, de borco, todas viradas para o chão, onde quer que fosse, como os animais. A cona era larga. A das brancas não, era estreita, porque as brancas não eram umas cadelas fáceis, porque à cona sagrada das brancas só lá tinha chegado o do marido, e pouco, e com dificuldade, que elas eram muito estreitas, portanto muito sérias, e convinha que umas soubessem isto das outras.» Isabela vivia na Matola. A Matola, oficialmente designada Vila Salazar, era um arrabalde de Lourenço Marques (em 1980 foi integrada na cidade de Maputo). Quando Isabela ali viveu era um sítio de passagem a caminho da fronteira da África do Sul. Foi lá que os massacres de 7 de Setembro de 1974 se fizeram sentir com maior intensidade: «a negralhada perdeu o freio […] chacinou, cega, tudo o que era branco: os machambeiros e família, os gatos, cães, galinhas, periquitos, vacas brancas, e deixaram-nos agonizando sobre a terra, empapando sangue; salvavam-se as galinhas cafreais de pescoço pelado. E os gatos pretos.» Por exemplo, um dos vizinhos, o marido da Conceição, foi todo desmembrado à catanada antes de ser espalhado no milheiral. Isabela tinha 11 anos, mas não esqueceu.

A Matola não tinha o glamour da Maxaquene, da Ponta Vermelha, da Polana e de Sommerschield. A Matola era um reduto lumpen na zona dos sapais. Foi ali que Isabela cresceu, intuindo o desconcerto do mundo.

(Ler artigo completo)

Caderno de Memórias Coloniais - livro, por Isabela Figueiredo

Foi nesta quinta-feira,24 de Dezembro de 2009: na capa do Público, uma chamada para a entrevista que Isabela Figueiredo deu a Alexandra Prado Coelho e que saiu na edição desse dia do jornal, no Ipsilon. Na selecção dos melhores livros de 2009, o Caderno de Memórias Coloniais surgia na posição 14 (em 20), escolhido por Gustavo Rubim, nos seguintes termos:

“Sente-se o abalo que este «Caderno» causa no marasmo literário nacional em passagens como esta: «Foder. O meu pai gostava de foder. Eu nunca vi, mas via-se». Relato cru do racismo português em Moçambique no fim do Império, memória do amor de uma filha pelo corpo do pai, história de traição a uma ‘verdade’ que morreu com a morte do colonialismo. Um texto parcial, violento, escrito como se escrevem cadernos: com o fantasma da verdade sempre ao lado. Isabela Figueiredo afirma-se escritora, num país onde só proliferam ‘autores’, esses manequins de vender autógrafos.”

Na resenha ao livro, com o título «Uma estátua de culpa», Eduardo Pitta, que lhe dá 4 estrelas, di-lo «uma obra imprescindível para compreender o sentido (ou sem sentido) da nossa presença em África». E conclui: «Há muito pouca gente a escrever como ela».

Quanto à entrevista a Alexandra Prado Coelho, «peça de resistência» dessa edição do Ipsilon, saiu com o título «O colonialismo era o meu pai» e é impossível resumi-la, tal a força que dela emana: a força de quem continua, por outros meios, a escrever o Caderno de Memórias Coloniais. Aqui, por agora, apenas um excerto:

O meu pai foi um mediador entre mim e a realidade. Eu conhecia a realidade através dele e do mundo que ele trazia até mim. Portanto só posso culpar o meu pai. O colonialismo é o meu pai, a discriminação é o meu pai, porque foi ele que eu vi fazer isso.

— extractos retirados deste blog

Ouça aqui a nova ‘LM Radio’. Lembra-se? Emitia em inglês a partir de L. Marques (Maputo)

Parte da equipa, em 1975, fundaria na África do Sul a Radio 5

Pode escutar aqui

em directo via Internet a nova ‘LM Radio’

A escumalha alastra em Lisboa… um animal de raça cigana explora um representante do povo ‘pincher’

ONDE PÁRAM AS AUTORIDADES? OS SEGURANÇAS DO METRO? A P.S.P.? AS COMISSÕES E LIGAS DE PROTECÇÃO DOS ANIMAIS (NÃO-CIGANOS, CLARO!)?
PARECE QUE A REDE DO METRO ESTÁ CHEIA DE CÂMARAS DE VÍDEO, IDEM AS CARRUAGENS, E ESTES PUTOS E PINCHERS SÃO UMA DAS BASES DAS MUITAS PIRÂMIDES MAFIOSAS FUNDADAS EM LISBOA PELO MUI-NOBRE ‘POVO ROMI’…
É PARA ATURAR ESTA ESCUMALHA IMPINGIDA À FORÇA QUE PAGAMOS PASSES E BILHETES, IMPOSTOS E, IMPLICITAMENTE, ESSES MESMOS CONTROLADORES DE ACESSO E SEGURANÇAS? Transcrevo abaixo um dos textos surgidos num dos muitos foruns da net e um dos comentários.

Muitas das pessoas que andam no metropolitano e no centro da grande Lisboa já se devem ter deparado com aqueles putos que andam a tocar acordeão e trazem em cima do acórdeão uns cães muito pequeninos com um cesto na boca para recolher esmolas.

Certamente que os pobres animais terão sido obrigados à força, (agredidos provavelmente), a aprenderem, para se manterem assim em cima do acórdeão com o cesto na boca. Porque é que não anda o parvalhão do puto com o ******* do cesto na boca enquanto toca acordeão? Tinha que trazer um animal desgraçado?

As pessoas acham-lhes muita piadinha, mas vê se claramente que esses animais estão em sofrimento e demonstram sinais de exaustão, são cães muito pequenos e frágeis e são obrigados a andarem todo o dia de um lado para o outro atrás dos putos, claramente a serem explorados em troca de dinheiro.

Esta situação é publica, centenas ou milhares de pessoas já viram e sabem. Por isso tanto media como instituições estarão a par desta situação.Este será um deles (cigano, por sinal), que deambula no metro e baixa Lisboeta. http://www.travel-images.com/portugal.view.shtml?portugal-li186.jpg

Comentário: HOJE EM DIA a CALMA APARENTE É COMO A CALMA ENTRE DOIS TROVÕES NUMA TEMPESTADE, AQUELE VAGO SILENCIO, TENSO E PESADO. NÃO HÁ RELAMPAGOS, NÃO HÁ TROVÕES, MAS A FÚRIA ESTÁ LÁ TODA…

Totoloto: Premiados no Marco de Canaveses, família milionária recebe agora rendimento mínimo

Totoloto: Premiados no Marco de Canaveses

Família milionária recebe agora rendimento mínimo

Em 2001 uma quantia astronómica entrava na conta da família Almeida. Apesar das duas casas e três carros, vivem à conta do subsídio estatal e esperam por mais apoios.

São donos de um património invejável. Têm duas moradias, avaliadas em setecentos mil euros, e três carros topo de gama. Foram bafejados pela sorte em 2001, ganharam numa sociedade 600 mil euros no Totoloto. Oito anos volvidos vivem à conta do Estado.

Para a Segurança Social, é tudo legítimo. A família Almeida não tem liquidez e a ajuda é fundamental. Todos os meses entram 365,56 euros na residência familiar. A mãe e o filho também aguardam por nova ajuda da Segurança Social.

“Trata-se de um agregado desestruturado, com um quadro familiar muito complexo. Enriqueceram subitamente e não demonstraram ter as competências necessárias à gestão do património, bem como à perspectivação do seu futuro. Para além da falência da empresa que criaram, viram-se sem qualquer tipo de rendimentos líquidos, embora com património”, explica à Domingo fonte do Instituto de Segurança Social (ISS), ao enquadrar a decisão de dar a esta família o Rendimento Social de Inserção (RSI).

(Ler artigo completo)

Acumulação de Reservas Cambiais e Possíveis Custos derivados - Cenário em Moçambique

Canal de Opinião: por Sofia Amarcy , in IDeIAS 23 - (IESE – Instituto de Estudos Sociais e Económicos) 
 
Acumulação de Reservas Cambiais e Possíveis Custos derivados - Cenário em Moçambique 
 
Maputo (Canalmoz) - O presente artigo tem por objectivo partilhar um dos pontos que têm vindo a adquirir mais destaque e relevância no debate sobre política monetária e cambial. Pretende-se aqui fornecer uma breve visão sobre os níveis de acumulação de reservas cambiais (RC)1 tanto a nível mundial como em Moçambique, as causas dessa mesma acumulação, bem como as implicações para os Bancos Centrais (BCs) e para o desempenho da economia real. O principal argumento exposto é que economias em desenvolvimento não devem perpetuar a acumulação de RC por dois motivos: (1) os custos associados a tal acumulação são elevados para os BCs devido à disparidade entre as taxas de juros dos Bilhetes de Tesouro (BTs) e as taxas de juro recebidas pela manutenção de moeda externa; (2) o custo de oportunidade: em países “formalmente” declarados como estáveis, o valor excessivo de RC acumuladas deveria ser canalizada para o aumento do investimento interno e para a expansão da procura agregada. A análise foi essencialmente focada nos seguintes aspectos: as causas que se encontram por detrás da acumulação excessiva, sem precedentes, de RC a nível mundial, os instrumentos de avaliação do que é excessivo no nível de RC, as implicações do processo de esterilização do excesso de RC e a racionalidade dos BCs para a contínua acumulação de tais reservas.

(Ler artigo completo)

Tutankhamon: o rosto do Antigo Egipto

(Ler artigo completo)

Afonso Dhlakama reitera que o País vai arder, mas diz que não será ele a incendiá-lo

Ontem na cidade de Nampula 
 
Observatório Eleitoral reuniu com Dhlakama à porta fechada  
 
Brazão Mazula e Alice Mabote estiveram com o líder da Renamo 
 
Afonso Dhlakama reitera que o País vai arder, mas diz que não será ele a incendiá-lo 
 
Nampula (Canalmoz) – Uma missão do Observatório Eleitoral (OE) chefiada pelo respectivo presidente, Brazão Mazula, da qual fazia parte Alice Mabota, presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos (LDH), reuniu na manhã de ontem, quinta-feira, na cidade de Nampula, com o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, na qualidade de candidato à presidência da República às eleições da semana passada de que saiu derrotado pela quarta vez consecutiva pelo candidato da Frelimo.

(Ler artigo completo)

No contexto da Revolução - ‘na Frelimo era norma fuzilar pessoas’

Entrevista de Mariano Matsinhe ao SAVANA

Por Francisco Carmona e Emídio Beúla / Savana

Mariano Matsinhe (72anos), um dos símbolos da gesta de 25 de Setembro, confessa que não lhe agrada ouvir falar de órgãos de comunicação independentes.

Para a velha guarda da Frelimo melhor se a designação passasse para órgãos independentes da Frelimo. Porque, acredita, dependentes o são de alguma coisa. Mas nem com isso, o homem que abandonou a engenharia civil (cursava o segundo ano) em Portugal para se juntar à Frelimo em 1962, não se coibiu em conversar com o SAVANA por quase uma hora, revivendo um percurso político sempre em reconstrução. Pelo caminho disse, entre outras revelações, que havia uma certa precipitação (necessária?) na tomada de decisões, que os campos de reeducação não foram um erro e que, volvidos quase 45 anos após o início da luta, não se arrepende de nada. Nem dos fuzilamentos,
apesar de reconhecer alguns excessos do SNASP, um órgão do regime e de triste memória. Acompanhe alguns extractos da conversa mantida última sexta-feira em Maputo.

Sr. General, passam 34 anos após a proclamação da independência nacional. Este Setembro comemoramos 45 anos após a insurreição armada e 35 anos dos acordos de Lusaka. Quando olha para trás, que balanço faz deste Moçambique?

Olha, tenho a impressão de que foi tudo correcto. Havia muita agitação, naturalmente, por causa do carácter do colonialismo que tínhamos. E nós éramos jovens. Eu próprio que sou mais velho que muitos líderes da Frelimo tinha 25 anos quando me juntei à Frelimo. Havia uma certa precipitação na tomada de decisões. Mas era necessária. Porque se a gente começasse a pensar nas consequências, as coisas seriam diferentes. Nós tínhamos a vantagem de sermos jovens. Não éramos casados e não tínhamos filhos. Não tínhamos o peso das consequências. A gente pensava como jovens e só queríamos a independência. Outros eram mais velhos, já tinham casado e tinham filhos e diziam o seguinte: vamos combater até ao fim, se ficarmos independentes os nossos filhos vão continuar com a batalha até à independência.
Estávamos preparados para isso, para o sacrifício máximo pela independência de Moçambique.

Quando se junta à Frelimo vinha da UNAMI…

Eu pertencia, assim ligeiramente, à UNAMI. Mas eu fugi de Portugal. Abandonei os estudos. Estava a fazer engenharia civil. Vim cá de férias. Os portugueses pagaram-me férias. Havia muitos outros estudantes de todas as colónias portuguesas. Quando tentei uma saída de Portugal para cá, não consegui. Então aproveitei a vinda para cá e o meu pai vivia na fronteira com o Malawi. Isso era uma grande vantagem para mim e, portanto, foi fácil escapulir para o Malawi e daquele país avançar para a Tanzânia. Mas no Malawi tive que ser da UNAMI para ganhar credibilidade. Porque podiam desconfiar, tendo em conta que vinha de Lisboa. Este episódio deu-se em 1962.

(Ler artigo completo)

‘Revelações do Inferno’ em livro polémico sobre a história da Frelimo

FRELIMO – Mais revelações do Inferno. (Excertos do livro a publicar por um ex-comandante de guerrilha da Frelimo) - Ovar, 25 de Outubro de 2009. Álvaro Teixeira (GE)

Transcrito pelo ‘XicoNhoca’ deste blog

Como já é do conhecimento de todos, a morte de Filipe Magaia foi planeada e mandada executar pelo Samora Machel, por dois motivos essenciais, o primeiro de ambição do poder, a fim de ser nomeado pelo Eduardo Mondlane chefe do dispositivo militar e de segurança da Frelimo e o segundo, ficar com a viúva de Filipe Magaia, Josina Muthemba, mais tarde, Josina Machel.

De acordo com vários historiadores, cuja credibilidade nunca foi posta em causa, este foi o primeiro passo dado pelo Samora Machel para a tomada, a prazo, do poder na Frelimo e é, neste fase, que entra a facção marxista-leninista e maoísta desta organização. Havia necessidade de eliminar todos aqueles que se opunham à tomada do poder por esta facção liderada pelo Samora Machel e que tinha, na sua retaguarda, homens como Joaquim Chissano, Marcelino dos Santos, Alberto Chipande, Mariano Matsinhe, Armando Guebuza, Castiano Zumbiri, Sérgio Vieira, Sebastião Mabote, Jacinto Veloso e tantos outros.

Josina Muthemba Machel
O plano ensaiado por esta facção começa com a eliminação do comandante da DSD, Filipe Magaia e acaba com a eliminação do próprio Eduardo Mondlane que tinha dado cobertura a todas a acções empreendidas pela facção liderada pelo Samora Machel, pelo que Eduardo Mondlane veio a ser vítima da sua complacência com a ambição do Samora Machel.

Devo recordar que o Samora Machel, em termos de formação, nunca passou de ajudante de enfermagem e que a sua a sua instrução não passou dos campos de treinos de guerrilha, na Argélia, e, posteriormente, da instrução política e guerrilheira na China maoísta.

Samora Machel (Libertador ou Assassino?)
O assassinato de Filipe Magaia já foi descrito num artigo deste Blog, mas, no entanto, há necessidade de escrever algo mais acerca deste assunto e dar a conhecer a todos mais alguns dos assassinos envolvidos nesta morte que deixou de ser misteriosa. O tiro que, na emboscada, atingiu Filipe Magaia foi disparado pelo seu camarada Lourenço Matola e entre os elementos envolvidos na operação, encontrava-se um tal Lino Ibrahimo que, com a colaboração dos elementos envolvidos no assassinato, transportaram o moribundo Filipe Magaia para a fronteira de Moçambique com a Tanzânia. O Lourenço Matola foi entregue aos militares tanzanianos e desapareceu. Todos os outros foram levados para o campo de Nachingwea, onde, alguns foram fuzilados, de imediato, e outros enviados para bases no interior de Moçambique, onde tiveram a mesma sorte. O tal Lino Ibrahimo foi enviado para a base Beira, em Cabo Delgado, onde foi abatido pelo actual general João Facitele Pelembe, comandante da base, quando procurava abrigo de um ataque aéreo efectuado por aviões T6 das FAP (Força Aérea Portuguesa).

Graça Machel ( e esta senhora não tem nada a dizer?). Afinal, foi esposa de um criminoso.
Samora Machel procurou, por todos os meios, eliminar todas as testemunhas deste acto criminoso, tal como veio a suceder com o assassinato do Eduardo Mondlane com a conivência do presidente tanzaniano, Julius Nyerere.

LISTA DE ELEMENTOS ELIMINADOS PELA FRELIMO
(Ler artigo completo)

Não foi só Rosa Coutinho. Angola - Alto-comissário português favoreceu MPLA durante transição para a independência

Maputo (Canalmoz) - Contrariamente ao que se julgava, o Almirante Rosa Coutinho, que após o golpe de 25 de Abril de 1974 em Portugal foi nomeado alto-comissário português em Angola, não foi o único a favorecer o MPLA na tomada do poder pela força em Luanda à revelia do Acordo de Alvor que previa a realização de eleições livres. Leonel Cardoso, que viria a substituir Rosa Coutinho no cargo de alto-comissário português, desempenhou na prática um papel igualmente pernicioso para o futuro do novo Estado independente.

De acordo com Vladimir Shubin, autor do livro, «The Hot Cold War – the USSR in Southern Africa», em Outubro de 1975, cerca de um mês antes da proclamação da independência de Angola, Leonel Cardoso convidou Igor Uvarov, oficial russo que trabalhava sob a capa de correspondente da agência TASS em Luanda, para uma conversa, tendo-lhe confidenciado que “Portugal deparava com um problema: a quem deveria transferir o poder em Angola.”

(Ler artigo completo)

Museu do Apartheid: Onde a memória rima com o horror (África do Sul)

Museu do Apartheid: Onde a memória rima com o horror

A história de uma pátria não se conta apenas pelos sorrisos rasgados que saem, hoje, dos rostos dos seus filhos quando se recordam do passado muitas vezes glorioso, ainda que essa glória tenha sido alcançada por episódios de lágrimas e sangue. É, também, para a maioria dos povos, escrito pelas memórias que se transportaram do passado para o presente, influenciando sempre esse presente. É o que podem dizer os sul-africanos sobre as páginas mais recentes do seu percurso até atingirem o estatuto de um país “normal”, já que, por muito tempo, ficaram célebres pelas piores razões não apenas no seu continente mas no mundo.

(Ler artigo completo)

Guiné-Bissau: Sanhá promove e empossa Induta

Guiné-Bissau: Sanhá promove e empossa Induta

O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, conferiu ontem posse ao Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (CEMFA), Zamora Induta, e ao seu adjunto, António Indjai, e, na mesma cerimónia, promoveu os dois ao posto de general. Induta, capitão-de-mar-e-guerra, foi promovido a tenente-general (três estrelas) e o vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas guineenses, coronel António Indjai, foi promovido a major-general (duas estrelas).

(Ler artigo completo)

Zimbabwe: Mugabe e Tsvangirai não chegam a consenso

Zimbabwe: Mugabe e Tsvangirai não chegam a consenso

A crise que paralisa o Governo de Unidade Nacional (GUN) do Zimbabwe mantém-se, depois de uma reunião realizada segunda-feira entre o Presidente Robert Mugabe e o Primeiro-Ministro, Morgan Tvangirai, que terminou sem entendimento, revelou fonte oficial.

“A estagnação mantém-se”, disse Gordon Moyo, vice-ministro do governo de Tsvangirai, depois das três horas de reunião entre o Primeiro-Ministro e o Presidente.

(Ler artigo completo)

Contra Cuba: Irmã de Fidel Castro colaborou com a CIA

Contra Cuba: Irmã de Fidel Castro colaborou com a CIA

Juanita Castro, a irmã do ex-presidente cubano Fidel Castro, revelou que colaborou com a agência americana de espionagem, CIA, contra o Governo cubano antes de se exilar em Miami, em 1964. A revelação foi feita pela própria Juanita em entrevista ao canal de televisão em língua espanhola “Univisión-Noticias 23”, na véspera do lançamento, ontem, do livro de memórias sobre a sua relação com os irmãos Fidel e Raúl, o actual presidente de Cuba.

O livro “Fidel y Raúl, mis hermanos: La historia secreta” (Fidel e Raúl, Meus Irmãos: A História Secreta), escrito com a jornalista mexicana Maria Antonieta Collins, foi  lançado, em simultâneo, nos Estados Unidos, México, Colômbia e Espanha.

(Ler artigo completo)

A fé na literatura contra a “infidelidade” bíblica, tema do novo livro de José Saramago

A fé na literatura contra a “infidelidade” bíblica

O tema do novo livro de José Saramago não é inédito na sua obra e até lhe valeu o empurrão para uma espécie de exílio em Lanzarote, nas Canárias, mas, desta vez, “deus” surge cru e sem a beleza narrativa de “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”. Nunca o Prémio Nobel da Literatura português foi tão a fundo em tão pouca narrativa e nem surpreendera os seus leitores com passagens em que domina um erotismo com uma componente inédita na sua obra.

Após a surpresa que a ironia e o humor de “A Viagem do Elefante” provocaram nos leitores de José Saramago, surge o tempo para a estupefacção perante a sua continuada irreverência religiosa e um sorriso – que pode ser amargo ou trocista - para com a revisão bíblica proposta pelo Nobel em “Caim”. Livro de uma só palavra no título, Saramago faz neste breve romance (181 p.) a reconversão de algumas das parábolas que têm estruturado a religião católica e devolve-as aos crentes da Terra como um cometa esponjoso e desinflamado.

Com “Caim”, o autor continua um novo ciclo de escrita iniciado com a obra anterior e no qual, despretensiosamente, conta uma história distante daqueles monumentos que ergueu ao criar “Levantado do Chão”, “Memorial do Convento”, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, “Ensaio Sobre a Cegueira” e “A Caverna”. Não o faz para exercitar a pena, nem abandona o “truque” de partir de uma importante premissa a dominar a narrativa, como lhe foi sempre habitual. A deste livro que, contrariamente à genial quebra de laços com a Europa que abria e - disse-o o escritor - esvaziava um pouco “A Jangada de Pedra”, o remate literário rivaliza com a tese da reinterpretação da personagem irmão de Abel que percorre o texto.

Não se vai aqui desvendar o final surpreendente mas pode dizer-se que advém de Noé e da sua Arca, uma passagem da Bíblia que permite a José Saramago fechar a sua viagem por aqueles tempos com o apego que tem à ficção científica, facto patenteado em muitas das suas crónicas das décadas dos anos 1960 e 70. Quando se refere este conceito de viagem no tempo não é uma metáfora para falar de Caim, mas a forma que Saramago encontrou para reunir nesta pilha de páginas alguns dos mitos que pretende explicar ao seu modo. Já se o esperava após as primeiras palavras que anunciavam este “dilúvio” que hoje começa a “chover” em vários países - América Latina e Espanha - e que em Portugal contabiliza 50 mil exemplares à primeira edição depois de ter sido apresentado ao mundo na Feira do Livro de Frankfurt, na semana passada.

(Ler artigo completo)

África do Sul: Presidente Jacob Zuma disposto a ajudar o Zimbabwe

Jacob Zuma disposto a ajudar o Zimbabwe

O Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, manifestou quarta-feira “disponibilidade para ajudar o Zimbabwe”, depois de um encontro na Cidade do Cabo com o Primeiro-Ministro zimbabweano, Morgan Tsvangirai, noticiou ontem a LUSA.
 
Zuma, que recebeu Morgan Tsvangirai, a pedido deste, na sua residência oficial da Cidade do Cabo, longe dos olhares da comunicação social, reiterou em comunicado “o seu desejo de que o Zimbabwe não volte a resvalar para a instabilidade”.

Este foi o único comentário do Presidente sul-africano que consta no comunicado que dá conta do encontro com o líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC).

(Ler artigo completo)

José Saramago: “O Deus da Bíblia é vingativo, rigoroso e má pessoa”

José Saramago: “O Deus da Bíblia é vingativo, rigoroso e má pessoa”

José Saramago convocou uma conferência de imprensa para falar sobre as polémicas relacionadas com o lançamento do seu novo livro “Caim” e não volta atrás com o que defende: “não disse nada que qualquer pessoa não saiba”.

O Nobel da Literatura esclareceu os jornalistas sobre a afirmação que proferiu sobre a Bíblia, dizendo que tinha “noção que o livro ia agitar as águas”, mas “não esperava isto, sinceramente”.

Saramago voltou a falar sobre a Bíblia e da história de Caim, tema central do novo livro, e questionou: Porque é que Deus aceitou o sacrifício de Abel e não o de Caim? Não há arqueólogo que possa responder a isto.”, afirmou. “O Deus da Bíblia não é de fiar. É vingativo, rigoroso e má pessoa”, acrescentou.

O escritor equiparou esta polémica com o lançamento do livro “Evangelho sobre Jesus Cristo”. “Ainda há ódios e anticorpos antigos”, afirmou em relação á Igreja. “Ainda nem tinha (livro “Caim”) saído do forno e a Igreja já estava a pronunciar-se”, acrescentou.

Saramago não volta atrás com as palavras e diz que não alimenta polémicas sobre os comentários a “Caim”. “Podem dizer o que quiserem, eu tenho a pele dura.”

O escritor disse também que para o ano será lançado um novo livro e prometeu que será menos polémico do que “Caim”, lançado no domingo passado em Penafiel.

Sapo PT, 21 de Outubro de 2009

Navio-cruzeiro da National Geographic escala Cabo Verde

 

 

 

Navio-cruzeiro da National Geographic escala Cabo Verde

Um navio-cruzeiro da National Geographic - “Lindblad Expedition”, chega hoje, 21, às 7h00 em Cabo Verde e passa pelas ilhas de Santo Antão e Fogo. De acordo com uma nota do Ministério da Economia, os ocupantes do Navio são essencialmente naturalistas que procuram experiências únicas ao longo do Oceano Atlântico, olhando vidas oceânicas do atlântico, falando de geologia e histórias da região.

Com ponto de partida nos EUA, passou por Lisboa, Madeira, Ilhas Canárias, Cabo Verde, e seguirá com destino ao Brasil - Salvador da Baía. Em Cabo Verde, a expedição passa por Santo Antão e Fogo nesta terça e quarta-feira, respectivamente. “Foram criadas alternativas para os programas em cada uma das ilhas, de acordo com a preferência dos turistas” avança o MECC.

Ainda segundo o mesmo documento o Ministério da Economia, Crescimento e Competitividade, a Cabo Verde investimentos e a ENAPOR, então engajados, trabalhando em devida articulação para garantir boas condições aos visitantes durante a estada do navio, para que se consiga manter o país no roteiro anual da expedição, o que é indubitavelmente muito bom para o “marketing” do país.

Expresso das Ilhas, 21 de Outubro de 2009

Luís de Brito, do IESE, em palestra defende: A Democracia não é obra da Frelimo nem da Renamo

Luís de Brito, do IESE, em palestra defende 
 
A Democracia não é obra da Frelimo nem da Renamo 
 
“Sei que irão me apontar como mais um que “desvaloriza” o combate da FRELIMO. Mas A luta de libertação nacional não foi fundamental para libertação de Moçambique, muitos países na altura estavam a alcançar as suas independências, claramente que, Moçambique também podia conquistar a independência naquela onda. Portanto a luta de libertação travada pelas tropas da FRELIMO, apenas acelerou o processo da libertação nacional” – Professor Doutor Carlos Mussa 
 
Maputo (Canalmoz) – O docente universitário e investigador do Instituto de Estudos Sociais e Económicos, IESE, Luís de Brito considera de falso, desprovido de sentido e até mesmo patético, o debate que o ultimamente se tema levantado entre os membros da Renamo e da Frelimo, em relação a paternidade da Democracia, ou seja o legítimo obreiro da democracia. Para aquele académico a democracia não é um produto coisa ou propriedade, mas sim um processo que a sociedade permanentemente a constrói. O facto de considerar a democracia como uma coisa é que faz com que os dois partidos se digladiam em relação a título de propriedade da democracia.

(Ler artigo completo)

Confissão de Yaqub Sibindy depois de subornado pela Frelimo, a exclusão complicou a minha situação financeira

Confissão de Yaqub Sibindy depois de subornado pela Frelimo 
 
A exclusão complicou a minha situação financeira 
 
“O presidente Guebuza pode ficar descansado em relação aos votos dos muçulmanos. Todos eles vão votar na Frelimo e em Guebuza. Agora, se a Frelimo perder, não será por causa dos votos dos muçulmanos, mas, sim, devido a outros factores que são exteriores à influência de Sibindy e dos muçulmanos”
 
Maputo (Canalmoz) – O presidente do Partido Independente de Moçambique (PIMO), Yaqub Sibindy, disse ao Canalmoz que a sua exclusão e a do seu partido da corrida eleitoral, complicou as suas contas financeiras pessoais. Isso porque, segundo nos explicou, todas as actividades desenvolvidas pelo seu partido foram suportadas pelo seu bolso, e com apoios dos seus familiares.
Sibindy fez essas declarações em reacção às informações que vêm sendo veiculadas, dando conta de que este se rendeu ao partido Frelimo para se ver livre de algumas dívidas que lhe tiravam sono. Assim, segundo essas informações, aparentemente sem saída para honrar com os seus compromissos financeiros, Sibindy pediu socorro ao grupo empresarial MBS, liderado pelo empresário Momad Bachir, apoiante confesso do partido Frelimo, o que este aceitou, na condição de o líder do PIMO que anteriormente criticava a Frelimo, anunciar publicamente a sua rendição perante o batuque e a maçaroca e Armando Guebuza.

(Ler artigo completo)

Moçambique: Marcelino dos Santos declara sua aversão pela imprensa privada

Marcelino dos Santos declara sua aversão pela imprensa privada
 
“Camaradas, vocês são de instituições que eu não respeito. Portanto, não respondo às vossas questões. Não respeito as vossas instituições. Porquê é que querem fazer perguntas a mim?”, - Marcelino dos Santos dirigindo-se a jornalistas do Canal de Moçambique e TV-Miramar, ontem, na Praça dos Heróis, em Maputo.
 
Maputo (Canalmoz) - O veterano da luta de libertação nacional, Marcelino dos Santos, declarou ontem a sua total aversão e desrespeito pelos meios de comunicação social independentes. Convidado a prestar declarações ao Canal de Moçambique e à televisão privada Miramar, Marcelino dos Santos foi categórico ao recusar-se. “Não respeito as vossas instituições”. Disse-o momentos depois de ter respondido às questões que lhe foram colocadas por jornalistas da Televisão de Moçambique, a televisão pública, tida como a grande instituição de propaganda do partido Frelimo, embora sobreviva à custa dos impostos de todos pagos ao Estado independentemente das simpatias políticas.

(Ler artigo completo)

Joaquín José Martínez, ex-condenado à morte, vem a Portugal para três conferências

Ex-condenado à morte vem a Portugal para três conferências

O equatoriano Joaquín José Martínez esteve, durante quatro anos, no corredor da morte nos EUA, onde aguardou execução na cadeira eléctrica. Mas esse dia nunca chegou, já que conseguiu provar a sua inocência. Agora o ex-condenado visita Portugal para três conferências centradas na pena de morte em Lisboa, Porto e Coimbra nos dias 13, 14 e 15 de Outubro, respectivamente.O equatoriano Joaquín José Martínez esteve, durante quatro anos, no corredor da morte nos EUA, onde aguardou execução na cadeira eléctrica. Mas esse dia nunca chegou, já que conseguiu provar a sua inocência. Agora o ex-condenado visita Portugal para três conferências centradas na pena de morte em Lisboa, Porto e Coimbra nos dias 13, 14 e 15 de Outubro, respectivamente. (Ler artigo completo)

África do Sul: Oposição critica ordem de “atirar a matar”

África do Sul: Oposição critica ordem de “atirar a matar”

A oposição parlamentar sul-africana criticou duramente o Governo por incentivar a Polícia a “atirar a matar” de forma a reduzir a criminalidade violenta depois de agentes policiais terem disparado sobre uma viatura civil, matando e ferindo os seus ocupantes.

O incidente ocorreu no domingo em Mabopane, a norte de Pretória, quando uma patrulha policial da unidade especial “Flying Squad” perseguiu uma viatura civil com características semelhantes a uma outra que havia sido furtada à mão armada.

(Ler artigo completo)

Portugal: Eleições Autárquicas em Ermelo adiadas para o próximo domingo após homicídio

 

Eleições Autárquicas

Eleições em Ermelo adiadas para o próximo domingo após homicídio

As eleições para a freguesia de Ermelo, Mondim de Basto, serão repetidas no próximo domingo, após o assassinato do marido da candidata do PSD à Junta de Freguesia, disse à Lusa o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE)

«As eleições serão repetidas de hoje a oito dias. Esta situação em que o candidato de um partido mata o marido de uma candidata provocou um levantamento e uma tentativa de retaliação física sobre os delegados do partido do homicida [PS], o que obrigou à intervenção de forças de segurança», disse Nuno Godinho de Matos.

(Ler artigo completo)

Prémio Nobel da Paz de 2009 para Barack Obama

Nobel da Paz: mais de um século de histórias

Foi pelos seus esforços para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos que Barack Obama recebeu o Nobel da Paz de 2009, num ano que houve um recorde de nomeações, 205 ao todo. O presidente norte-americano fica assim na lista de outros chefes de estado que já foram galardoados com o prémio Nobel que visa distinguir pessoas ou instituições que estejam empenhadas em resolver problemas e conflitos.

(Ler artigo completo)

Moçambique: Comunicação para pesquisa e investigação, universidades do mundo buscam consenso em Maputo

Comunicação para pesquisa e investigação: Universidades do mundo buscam consenso em Maputo

Representantes de mais de uma dezena de universidades de vários quadrantes do mundo, na sua maioria africanas e europeias, procuram desde ontem, em Maputo, formas de harmonizar o sistema de comunicação entre si, no domínio da pesquisa, investigação, inspecção e ensino de qualidade. Designada Conferência Final do Projecto AUDIS do Programa Edulink e com financiamento da União Europeia, a primeira conferência teve lugar no Senegal, em 2007, e a segunda no Zimbabwe, em 2008, tendo agora sido eleita a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) como anfitriã do encontro, que tem por objectivos o fortalecimento das relações de cooperação, troca de experiência e discussão de vários assuntos para consolidar a união das instituições de Ensino superior africanas e europeias.

(Ler artigo completo)

Moçambique: Plataforma dos extra-parlamentares acusa Daviz Simango de traidor

Plataforma dos extra-parlamentares acusa Daviz Simango de traidor 
 
Maputo (Canalmoz) – A Organização dos 30 partidos extra-parlamentares constituída recentemente no país, que engloba alguns partidos excluídos do escrutínio de 28 de Outubro próximo e outros que nem sequer concorreram, reuniu-se ontem num dos hotéis da Baixa da Cidade de Maputo, com representantes da comunidade Internacional acreditados no país.
O Objectivo do encontro era de apresentar aos parceiros de cooperação, o posicionamento deste grupo de partidos, face ao actual cenário político nacional. No encontro, José Viana, presidente da Plataforma, acusou a Frelimo, Renamo e MDM, de serem um clube de amigos que pretendem prejudicar as demais forças políticas nacionais.
José Viana acusou ainda Yaqub Sibindy, presidente do PIMO, e João Massango, do partido ecologista, de serem subordinados da Frelimo e de proferirem discursos que recebem do comité central da Frelimo.
A acusação para os presidentes do PIMO e dos Ecologistas, surge pelo facto de estes terem se revelados conformados com a decisão do Conselho Constitucional, no diz respeito à exclusão dos partidos políticos pela CNE.

(Ler artigo completo)

A vez da nossa Justiça (Canal de Opinião: por Manuel de Araújo)

Canal de Opinião: por Manuel de Araújo 
 
A vez da nossa Justiça
 
 
Londres (Canalmoz) - A imprensa moçambicana veiculou semana passada notícias segundo as quais um tribunal do Reino Unido condenou a firma Inglesa Mabey & Jonhson por ter sido provado que a mesma esteve envolvida em actos de corrupção que consistiram no pagamento de somas avultadas a diversas figuras ligadas a governos africanos, dentre os quais é citado um antigo dirigente sénior da Administração Nacional das Estradas que se alega ter recebido 286.000,00 Libras. A imprensa refere ainda que a firma britânica reconheceu ter praticado actos ilícitos e colaborou com a justiça inglesa, justificando que tais práticas haviam sido adoptadas pela antiga administração. Diz-se ainda haver provas dos pagamentos feitos a essas pessoas.
Não dispomos de detalhes da sentença que condena a Mabey & Johnson e nem conhecemos os elementos de prova que terão sido acarreados ao longo da investigação que culminou com a referida condenação, contudo, julgamos que o facto de o tribunal ter condenado aquela firma leva-nos a acreditar que os tais actos de suborno terão sido suficientemente provados, alias, diz-se que a Mabey & Johnson colaborou com a justiça e facultou os dados que permitiram que tal veredicto fosse feito. O reconhecimento da culpa por parte da Mabey & Johnson, ainda que assacada à anterior administração é, em nosso entender, indicação de que estamos perante factos e não meros rumores. E aqui é onde a nossa justiça é chamada à colação!

(Ler artigo completo)

Alamut (a ‘lição da águia’) e a Seita dos Assassinos do ‘Velho da Montanha’

No Séc. XI da era cristã, na longínqua Samarkanda muçulmana Nizam-El-Molk, Grão-Vizir e Khan dos Turcos Seljúcidas, cujo Império se estendia do Afeganistão ao Mediterrâneo, influenciado pelos apelos do poeta e sábio persa Omar Khayyam, poupou a vida ao traidor Hassan Sabbah, comutando-lhe a pena de morte por decapitação, na pena de banimento do Império. Erro. Asneira crassa. O Khan Nizam-El-Molk acabava de assinar a sua sentença de morte, bem como do próprio Império Seljúcida.

Humilhado, Hassan Sabbah (gravura ao lado) não agradeceu a clemência e jurou vingança. Banido, errou pelo Império cavalgando o descontentamento e arrebanhando para as suas hostes um exército disseminado, discreto e clandestino. Nasciam os “Batinis, a gente do segredo”. Escolhendo os mais fanáticos de entre eles, Hassan Sabbah - apelidado de ‘o Velho da Montanha’ - funda então a “Seita dos Assassinos” e refugiou-se com um núcleo duro na fortaleza de Alamut (o ‘ninho da águia’ mas, literalmente, ‘a lição da águia’), que tomou com astúcia no ano de 1090. Nesse reduto montanhoso, quase inacessível e inatacável, da região de Teerão, hoje capital do Irão, Hassan Sabbah fez espalhar pelos seus e pelos outros, a sua mensagem de morte:

“ - Não basta matar os nossos inimigos, não somos homicidas mas executores, devemos agir em público, para servir de exemplo. Matamos um homem, aterrorizamos outros cem mil. Todavia não basta executar e aterrorizar, é igualmente indispensável saber morrer, pois se ao matar desencorajamos os nossos inimigos de empreender o que quer que seja contra nós, ao morrer do modo mais corajoso ganhamos a admiração da turba. E desta turba sairão homens para se juntarem a nós. Morrer é mais importante que matar. Matamos para nos defendermos, morremos para converter, para conquistar. Conquistar é o nosso objectivo; defendermo-nos é apenas um meio”.”

 

Pugnando pela pureza da Fé muçulmana e pregando a Guerra Santa contra o Inimigo, Hassan Sabbah enviou mensageiros de morte, fanáticos e suicidas, para os quatro cantos do Império. Chamou-lhes “Fedai”, ou seja: “Comando Suicida”. A partir de Alamut e em estreita obediência a Hassan, os Assassinos enviados, matavam sempre em praça pública e sempre em acto público. Quanto maior a multidão a assistir melhor. Uma vez morto o Dignitário ou o Governante em questão, sempre à punhalada, o Assassino nem sequer tentava fugir. Mais do que matar, as suas ordens e o seu destino era morrer. Obviamente morria logo a seguir, mas morria com um sorriso nos lábios e a certeza de se ir deleitar com as 72 virgens que lhe estavam prometidas. “Hassan Sabbah tinha construído a mais temível máquina de matar da História.”

(Ler artigo completo)

Página seguinte »

Based on Fluidity Theme Redesigned by Kaushal Sheth