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Poesia e prosa - “Amor Eterno” e “A Fazenda onde veio a luz ao mundo”. Lídia Frade lança dois livros em Almoster em 10 de Abril

O lançamento dos dois livros está previsto para as 15h00 do próximo dia 10 de Abril, em Almoster, na ARCFA (Associação Recreativa e Cultural da Freguesia de Almoster). 

LÍDIA FRADE nasceu no lugar da Ponte do Celeiro, Freguesia de Almoster, Concelho de Santarém. Muito cedo começou por cultivar a sua criatividade, lendo quase todos os romances clássicos, disponíveis na época através das carrinhas da Biblioteca Itinerante da Gulbenkian. A sua participação a nível sócio-cultural foi de grande relevo, primeiro, fazendo recolhas de canções populares dos usos e costumes para o reportório do grupo de Folclore da localidade de Vila Nova do Coito, Freguesia de Almoster, onde viveu, e de onde levou o nome da Associação Cultural Vilanovense com músicas e canções de recolha à sua participação no festival para crianças «CANTAROLANDO», integrado na FEIRA DA AGRICULTURA.

Começou a escrever pequenas coisas, como poemas para serem cantados, ou textos para teatralizar, trabalhando com um grupo de jovens de todas as idades e promovendo espectáculos na sua colectividade, assim como em deslocações para actuação nas colectividades vizinhas. Colaborou com a CÂMARA MUNICIPAL DE SANTARÉM nas comemorações do 25 de Abril em «CANTARES DE ABRIL», em Festivais das Festas da Cidade de Santarém como o «VAMOSCANTARSANTARÉM» onde ganhou em 1989 o 3° PRÉMIO DE LETRA e MÚSICA, e em 1990 o 1° PRÉMIO DE LETRA, o 1° PRÉMIO DE MÚSICA e ainda o 1° PRÉMIO DE INTREPRETAÇÃO com o «GRUPO CANTARES DA VILA» de música popular regional, com a sua formação.

Participou em Jornais Regionais assim como nas Rádios Regionais em programas de Poesia. As suas primeiras publicações: Participação no livro “Naquele tempo era assim:, sobre a freguesia de Almoster, publicação «CAMARA MUNICIPAL DE SANTARÉM», participação no livro “Antologias para Novos Autores”, Editora Minerva, nas 3a e na 4a Edição, seguindo-se uma publicação de autora, em 1999, do livro de poesia “UMA PEDRA NO CHARCO, REFÚGIO”.

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Filme sobre Gorongosa, Moçambique, ganha ouro e diamante no festival de filmes de turismo de Berlim

Berlim, Alemanha, 12 Mar - O filme sobre a recuperação do Parque Nacional da Gorongoza “Africa’s lost Eden”, produzido pela National Geographic, conquistou dois prémios na Feira de Turismo de Berlim (ITB, ma sigla em inglês). Assim, o filme, que na ITB teve a sua terceira apresentação públicas em feiras de turismo, conquistou ouro na categoria TV-Viagens e o Grande Prémio Diamante em todas as categorias.

A primeira projecção do filme aconteceu em Mocambique, ao que seguiram duas projecções na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) e na Feira de Turismo de Madrid (Fitur), em Portugal e em Espanha, respectivamente. Vasco Galant, funcionário superior do Parque Nacional da Gorongosa, disse à macauhub que os prémios honram todo o trabalho e dedicação feitos na recuperação daquele que é um dos maiores parques naturais do mundo.

O Parque Nacional da Gorongosa está a conhecer um projecto de recuperação inciado há sensivelmente seis ano levado a cabo por uma fundação norte-americana liderada pelo filantropo Greg Carr. (macauhub)    [ 2010-03-12 ] 

África do Sul: Cresce desilusão com a liderança de Zuma

África do Sul: Cresce desilusão com a liderança de Zuma

A liderança de Jacob Zuma é considerada como estando a enfraquecer nos últimos dias, com muitos funcionários do seu Governo, desiludidos devido aos escândalos cometidos pelo chefe de Estado, tendo, semana passada, alguns jornais no país reportado a existência de um grupo de dirigentes, no seio do Congresso Nacional Africano (ANC),  que tencionam avançar uma moção de censura contra o Presidente sul-africano.

O “Sunday Times”, um semanário editado em Joanesburgo, escreve que alguns membros do Comité Executivo Nacional (NEC), órgão de decisão do ANC, partido no poder na África do Sul, e altos funcionários do Governo dizem estar desiludidos com o Presidente.

Citando fontes do NEC, o jornal escreve que muitos estão descontentes com o facto de Zuma ter mantido uma relação extraconjugal com a filha de um amigo seu, Irvin Khoza, presidente do Comité Coordenador do Mundial de Futebol 2010, a ter lugar na África do Sul, nos meados do corrente ano.

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Sérgio Vieira apresenta hoje o seu livro “Testemunho”

Sérgio Vieira apresenta hoje seu “testemunho”

“PARTICIPEI, POR ISSO TESTEMUNHO”, é o título do livro de Sérgio Vieira a ser lançado hoje no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo. Segundo um dos prefaciadores, Luís Bernardo Honwana, nesta obra Sérgio Vieira fala das suas origens e da sua infância e adolescência em Tete.

Fala de como abandonou o catolicismo e da sua subsequente militância no movimento estudantil e na Casa dos Estudantes do Império, (…) dos capítulos dedicados às relações entre os movimentos filiados na antiga CONCP (Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas), as negociações que conduziram à assinatura dos Acordos de Lusaka,  a Independência, o dossier Zimbabwe e a Guerra de Desestabilização, entre outras.

Para outro prefaciador, António Almeida Santos  fazia falta este livro. “Que ele sirva de estímulo, a que outros actores dessa independência ganhem nele inspiração para repetir a proeza, e cumprir esse dever. O conhecimento pelas novas gerações do heroísmo dessa gesta é um capital precioso para o orgulho de ter nascido em Moçambique, e a consciência do significado da correspondente cidadania”.

A obra será apresentada por Luís Bernardo Honwana e Rock Choolly.

Maputo, Segunda-Feira, 8 de Março de 2010:: Notícias 

Portugal pode financiar ponte Maputo/Catembe

Portugal pode financiar ponte Maputo/Catembe

O Governo português, em parceria com o moçambicano, poderá financiar as obras de construção da ponte que liga a cidade de Maputo ao distrito municipal da Catembe, a estrada que liga Maputo a Ponta d`Ouro, bem como a Vila Olímpica que acomodará os atletas que vão participar nos X Jogos Africanos de 2011, em Maputo.

O anúncio foi feito recentemente pelo Primeiro-Ministro português, José Sócrates, no quadro de uma visita oficial que efectuou a Moçambique. José Sócrates revelou também o interesse do seu país em financiar outros projectos como a construção da central norte na Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), localizada na vila de Songo, província de Tete, a expansão da rede nacional de distribuição de energia eléctrica. Portugal propôs-se igualmente a financiar a construção de pequenas centrais eléctricas hídricas e solares, com base nos protocolos e acordos assinados entre os dois governos.

Maputo, Segunda-Feira, 8 de Março de 2010:: Notícias

Moçambique passa a deter 92,5% das acções da HCB

A garganta do Zambeze, junto à barragem de Cahora-Bassa

Desde a última sexta-feira, o Estado moçambicano detém 92,5% do total das acções da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), dando corpo ao acordo rubricado entre o ministro moçambicano da Energia, Salvador Namburete, e o secretário de Estado do Tesouro e Finanças de Portugal, Carlos Pina.
O acordo concede a Moçambique 7,5% das acções da HCB, do total de 15% que eram detidos até agora pelo Estado português, na sequência do acordo de reconversão da HCB para Moçambique, assinado em 2006 pelo chefe do Estado moçambicano, Armando Guebuza, e pelo primeiro-ministro português, José Sócrates.
Os restantes 7,5% do capital social da HCB ficarão a cargo da empresa portuguesa Redes Enegéticas Nacionais (REN) em representação ao Estado português no empreendimento.
O acordo assinado entre os dois países, em 2006 – à luz do qual Portugal vendeu a maioria do capital da HCB –, previa que fosse Moçambique a escolher quem iria comprar 5% do capital da empresa. Os outros 10% podiam ser vendidos livremente.
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‘Capitão de Abril’ Costa Martins é um dos mortos de um acidente aéreo em Évora

O capitão de Abril, Costa Martins, é um dos mortos da aeronave que caiu na última noite no concelho de Montemor-o-Novo. A informação foi confirmada à Renascença por fonte da GNR. José Inácio da Costa Martins, reformado da Força Aérea, participou no comando das Forças que tomaram de assalto o aeroporto da Portela e a Base N.º 1 de Lisboa e desempenhou funções de membro do conselho de estado tendo chegado mais tarde a ministro do Trabalho.

O aparelho caiu junto a um arrozal na zona de Ciborro às 20h30 de sábado e a cerca de meio quilómetro da pista particular da Herdade de Cavaleiro e Pinheiro, de onde descolara quatro horas antes para uma presumível viagem de recreio.

“Por volta das 16h30, uma avioneta com dois tripulantes saiu da pista improvisada que existe aqui nesta propriedade. Em princípio era para dar um passeio curto. No entanto, o proprietário da mesma, cerca das 20h20, telefonou para o posto territorial de Montemor-o-Novo porque estranhava a avioneta nunca mais regressar”, relatou à RTP o comandante Martins, da GNR.

A aeronave acidentada

“Após essa comunicação, veio então uma patrulha que acabou, depois, por encontrar a aeronave partida ao meio e com os dois tripulantes presumivelmente já cadáveres”, prosseguiu o responsável.

Para além do antigo capitão de Abril Costa Martins, de 72 anos, a queda do aparelho causou a morte a José Alberto Sousa Monteiro, comandante reformado da TAP. José Inácio da Costa Martins esteve no comando das tropas que, a 25 de Abril de 1974, tomaram o Aeroporto da Portela e o Aeródromo da Base número 1 de Lisboa. O oficial seria convidado, a 31 de Maio desse ano, a integrar o Conselho de Estado. Nos governos que se seguiram à Revolução, chegou assumir a pasta do Trabalho.

Durante a noite, os Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Novo destacaram seis viaturas e 19 operacionais para o local, a par de uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação. Contudo, uma vez constatadas as mortes dos tripulantes, o dispositivo da GNR acabou por vedar o acesso à aeronave. Os corpos foram retirados cerca das 5h30 pelos bombeiros. O local continua a ser controlado com um perímetro de segurança montado pelas autoridades.

A Polícia Judiciária foi chamada ao local da queda da aeronave, na Herdade da Atabueira, para conduzir as primeiras investigações. Em curso está já uma peritagem dos elementos do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves.

Para voos mais altos, LAM quer livrar-se de aviões obsoletos

A operadora de bandeira moçambicana, Linhas Aéreas de Moçambique(LAM) pretende desfazer-se dos ‘boeings-737’, aviões alugados e que tem custos operacionais bastante elevados. Trata-se de dois aviões que a companhia aérea moçambicana tem estado a alugar há mais de cinco anos.
Contudo, a devolução desses boeings está condicionada ao aluguer de outros quatro aviões pequenos, sendo dois ‘Embraer 190e’ e igual número de ‘Bombardier Q 400’.
“Já não são rentáveis agora”, disse o Administrador Financeiro das LAM, Jeremias Tchamo, falando à AIM. Ele acrescentou que “os valores para o seu aluguer são baixos, mas os custos de operação e manutenção são mais caros”.
Tchamo disse que esses aviões deixaram de ser rentáveis por já serem obsoletos e, em consequência disso, terem altos custos de consumo e manutenção.
Segundo a fonte, inicialmente, a LAM chegou a pagar cerca de 75 mil meticais (cerca de 2,5 mil dólares no câmbio actual) para o aluguer de cada um dos aparelhos.
Ao longo do tempo, a LAM foi negociando os preços até se chegar ao valor de 35 mil meticais pagos actualmente por cada um deles.
Tchamo reconhece que, para o aluguer dos Embraer, por exemplo, a empresa vai pagar valores acima dos 35 mil meticais, mas diz haver enormes vantagens competitivas.
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Noite de horror - Lourenço Marques. 1974

Extraído do blog de Francisco Gomes Amorim

A revolução já tinha acontecido em Portugal. A primeira medida tomada, depois de trancafiados na cadeia os responsáveis da PIDE, incluindo os burocratas que ali trabalhavam, foi anunciar a independência das colônias.
Quando? Como? Isso ninguém sabia, mas como os exemplos anteriores de grande parte das independências em África fizeram correr muito sangue, a preocupação geral era grande.
Os africanos há anos, quase há séculos era o que almejavam, ver-se livres do jugo colonial que nunca aceitaram. Hoje são subjugados poder económico. Mas ninguém gosta de jugo. Não só os africanos como todos aqueles que ali viviam e não podiam trabalhar livremente porque as dificuldades criadas pela metrópole a todos pesavam. A uns mais vergonhosamente, mas a todos, economicamente.
Finalmente chegava a independência. Para isso tinham lutado, e era um direito seu inalienável e histórico. Os brancos que tinham ali vivido toda a sua vida, alguns vindos de três, quatro e mais gerações, achavam-se no mesmo direito à independência, à continuação do seu trabalho, das suas vidas, a não perder o que tinham. À paz.
Mas como ia ser essa independência?
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Maputo - Lourenço Marques: relembrando a praça e o dia 7 de Março (de 1877)

No dia 7 de Março de 1877 um corpo expedicionário de engenharia das Obras Públicas portuguesas desembarca em Lourenço Marques, vindo a bordo do navio África (o mesmo que anos mais tarde transportaria Gungunhana). Este famoso corpo voluntário de engenheiros era chefiado pelo engenheiro militar coronel Joaquim José Machado (mais tarde chegaria a general e a governador geral); veio com a missão de planificar e edificar a futura cidade. O nome da vila de Machadodorp, no Transval, foi dado em sua homenagem. Joaquim Machado foi o responsável pela conclusão do Caminho de Ferro de Lourenço Marques que fez a ligação com Pretória, “resultando num autêntico êxito da engenharia portuguesa”. Esta expedição foi enviada de Lisboa por João de Andrade Corvo, grande visionário colonial. Foi ministro da Marinha, do Ultramar e dos Negócios Estrangeiros de 1867 a 1886 “intercaladamente”.
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Ex-Sense Pro: ‘detector de mentiras’ ao alcance de todos. Software

Ora esta é uma peça de software que pode fazer toda a diferença. O XicoNhoca já teve há dois anos a possibilidade de testar uma das versões. O que faz então o programa, integrado no Skype ou ligado a um telefone? Dá para saber se quem está do outro lado do fio / telemóvel / MSN Messenger ou outro equipamento de voz, está a falar verdade. Mas não só. Essencialmente é um analisador de emoções, por análise do stress de voz.

Os gráficos em tempo real no ecran, ou em diferido - correndo as gravações da sessão telefónica - fornecem informações em barras horizontais dos níveis de “LIE” (Mentira), Excitement, Confusion, Stress, na opção Básica. A versão Advanced dá-nos ainda os gráficos de LIE STRESS, Global Stress, Emotion Level, Cognition Level, Thinking Level, e SOS evel.

Vejamos o que diz por aí a crítica:

O eX-Sense Pro é um analisador de emoções que emprega a exclusiva e revolucionária tecnologia “SENSE” de algoritmos para análise de voz da Nemesysco.

Ela é capaz de fornecer informações sobre a pessoa que você não obteria de outra forma. Estas informações podem ser fundamentais para o seu processo de decisão O eX-Sense Pro foi desenvolvido para atender, por exemplo, as necessidades do homem de negócios, que necessita de uma ferramenta rápida, simples e confiável verificação da verdade para ajudar na sua actividade decisória.

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Visita de Sócrates - Hindus portugueses residentes em Moçambique indignados com Embaixada de Portugal

Maputo (Canalmoz) – A “Embaixada de Portugal Insulta a Comunidade Indiana de Mocambique”. É o título de uma nota de protesto enviada à nossa Redacção por email, nota essa também enviada para endereços email de outros jornais.
A nota começa por referir o assunto versado. “Assunto: Membros Revoltados da Comunidade Indiana em Mocambique contra Embaixada de Portugal em Mocambique”. E logo a seguir lê-se o que passamos a transcrever na íntegra:
“Exmo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Dr Luís Filipe Marques Amado; Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação; Dr João Titterington Gomes Cravinho. Ontem dia 2 de Março, Portugueses residentes em Mocambique da comunidade Hindu levantaram o convite para o Almoço de Recepção com o Presidente José Socrates que se realiza no dia 3 de Março, no Hotel Indy Village de Maputo”.
No final do convite mencionam o tipo de traje a usar para a recepção:
“Traje: Fato Escuro
Vestido Curto
Queremos aproveitar esta oportunidade para contestar este tipo de recomendação às senhoras (VESTIDO CURTO), é um insulto a Comunidade Hindu e Muçulmana de Mocambique, dado que como portugueses a lei portuguesa contempla o respeito pela religião, cultura e convicção politica.
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‘Deixei-te o sorriso em casa’, do jornalista António Santos - lançamento a 18 de Março na FNAC do C.C. Vasco da Gama

Lançamento em Lisboa na Quinta-feira, 18 de Março às 19h00 na FNAC do C.C. Vasco da Gama. Apresentação por Alice Vieira. No Porto, em data a anunciar dentro de dias.

Do blog Arroba das Palavras transcrevemos: A partir de dia 10 de Março, estará disponível este “sorriso” magnífico em qualquer livraria do País. Faço votos que, seja um sucesso de vendas, e que a boa crítica literária lhe dê os créditos que tanto merece. António Santos tem apresentado ao longo da sua vida um trabalho sério e profissional.
Desta feita, e uma vez mais, assumiu novo compromisso para com a escrita literária . Seguramente valerá a pena ser lindo, apreciado e sobretudo acarinhado. Tanto se escreve neste país, nem sempre com qualidade; - este não é o caso! Aconselho-vos vivamente este “sorriso”.

António Santos - Prémios e Distinções:

Sete de Ouro/1987:Melhor autor e realizador de Rádio com o programa “As Noites Longas do FM Estéreo”.
Troféu Nova Gente/1984:Melhor apresentador de Rádio com o programa “As Noites Longas do FM Estéreo”.
Troféu Verbo/1985:Melhor divulgador de livros,na Comunicação Social,no programa Jornalinho”.
Troféu de Prata - Rádio Clube de Moçambique/1971:Pelos programas “Cabine Dois”, “Nova Dimensão”,reportagens e noticiários;
Nomeações para o Sete de Ouro:
- 1984, 1985 e 1986 - para melhor autor de televisão, programa “Jornalinho”
- 1989, 1990 e 1991 - para melhor jornalista/apresentador de televisão,
programa“Domingo Desportivo”.
-1982, 1983, 1984, 1985, 1986 e 1987 - para melhor autor,realizador, e apresentador de Rádio, programa “As Noites Longas do FM Estéro”.
Nomeação pelo jornal “A Capital”:
Um dos dez melhores programas de Rádio da década de 80 - “As Noites Longas do FM Estéreo”.

África do Sul: Zuma tranquiliza investidores

África do Sul: Zuma tranquiliza investidores

O Presidente sul-africano, Jacob Zuma, efectua, a partir de amanhã, a sua primeira visita de Estado a Grã-bretanha, durante a qual irá assegurar à comunidade de investidores que as nacionalizações que têm sido propaladas por alguns sectores, não é política do seu Governo, pelo menos a curto prazo.

Na semana passada, o presidente da Liga da Juventude do Congresso Nacional Africano (ANCYL), Julius Malema, voltou a defender a nacionalização das minas, o suporte da economia sul-africana.

Apesar de haver vozes que se opõem ao seu posicionamento, Zuma irá tranquilizar a comunidade de investidores de que não haverá nacionalização das minas como forma de fazer face ao grande fosso entre ricos e pobres no país.

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Suazilândia quer estatuto na CPLP

A Suazilândia solicitou o estatuto de observador na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), anunciou sexta-feira, em Manzini, a capital económica do Reino, o Ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado.

Falando após um encontro com o seu homólogo suázi, Lutfo Dlamini, Luís Amado defendeu, quanto ao défice de democracia no país, que devem ser levadas em conta a História, a tradição e a identidade próprias de países como o Reino da Suazilândia, que agora quer ter estatuto de observador na CPLP.

“Consideramos que há, apesar de tudo, um processo de convergência na aproximação a certos princípios e valores que consideramos universais, mas nem sempre essa convergência se faz ao ritmo e de acordo com as orientações que nós gostaríamos de ver implementadas, mas é um processo longo em muitos casos e que corresponde a circunstâncias histórias”, defendeu Luís Amado.

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Beira: Polícia investiga tráfico de crianças

Beira: Polícia investiga tráfico de crianças

A Polícia da República de Moçambique está a investigar o caso de uma suposta tentativa de tráfico de crianças a partir da província de Nampula. Trata-se de quinze meninos encontrados numa madrassa, na cidade da Beira, capital da província de Sofala.

Os menores encontrados são provenientes da província de Nampula, com o propósito de irem estudar naquela madrassa.

A Polícia disse que há fortes indícios de se tratar de um caso de tráfico de menores, pois os petizes foram transportados de Nampula para Beira em condições precárias e sem nenhum conhecimento das autoridades.

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Chonguiça em documentários sobre diversidade cultural

Chonguiça em documentários sobre diversidade cultural

O conceituado saxofonista Moreira Chonguiça vai ser um dos protagonistas numa série de documentários a ser produzida pela Cine Internacional que aborda diversidade cultural e riquezas dos países africanos. Esta é a segunda etapa das filmagens desta série de vídeos-documentários sobre vários países do Continente Africano, intitulados “Mama África” e que pretendem ser a mostra real da diversidade etno-cultural de África em que as expressões culturais provam que o nosso Continente é rico em culturas promovidas pelos seus povos.

É nesse âmbito que a produtora Cine Internacional inicia na primeira semana de Março gravações de uma série de documentários cinematográficos cujas temáticas corporizam as danças, religiões, quotidiano dos povos cujos países estão envolvidos neste projecto, hábitos e seus costumes, entre outros aspectos que cruzam na interligação cultural dos africanos.

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“Deixei-te o sorriso em casa” - novo livro do jornalista António Santos

Autor: António Santos. Editor: Oficina do Livro. Ano de Edição: 2010. ISBN: 9789895555048. Nas livrarias a partir de 10 de Março, lançamento em Lisboa e Porto a partir de meados do mês.

Sinopse: “Para onde quer que tenhas ido, onde quer que estejas, estarás sempre comigo para além do tempo”. Uma herança levou Nuno à profissão de livreiro, o coração levou-o a Isabel. Naquela vila templária ninguém duvidava de que Nuno e Isabel, os namorados que coleccionavam sorrisos, acabariam um dia por casar. Um encontro acidental põe à prova um amor que parecia imune à tentação. E as coisas complicam-se quando entram em cena um feiticeiro que perdeu o sorriso e não desiste de o encontrar, um tio desaparecido durante as cerimónias religiosas em Fátima, ou os participantes de uma não menos estranha tertúlia na misteriosa sala de um restaurante madrileno. Entre a calmaria da Beira Baixa e a agitação de Madrid, dos mosteiros ortodoxos da Grécia ao enigmático deserto marroquino - com a poesia de Eduardo Guerra Carneiro como fundo - há paixões que nascem e morrem, promessas que não se cumprem. Porque todos podemos ser tentados um dia e deitar tudo a perder. O sorriso e o próprio coração.

António Santos trabalhou na televisão - programa Jornalinho e como jornalista - e na rádio, foi consultor da administração da RTP e assessor de imprensa e coordenador de comunicação do Primeiro-Ministro nos XIII e XIV governos constitucionais. Exerceu «actividade docente pontual» em instituições como a Universidade Nova de Lisboa, o Cenjor-Formação para jornalistas e Instituto Nacional da Administração. Antes publicou «O pescador de girassóis», e dois conjuntos de pequenos contos, «Os sapos vivos estão pela hora da morte» e «As noites longas do FM Estéreo» as crónicas do programa homónimo da Rádio Comercial dos anos ‘80 feito em conjunto com João Viegas.

XicoNhoca - novas funcionalidades: Forum e e-mail

Moçambique e Portugal. Ambiguidades, equívocos, mistérios e ‘estórias’ numa História comum.

Forum XicoNhoca em

http://forum.xiconhoca.org

http://forum.xiconhoca.org/index.php#1

Mail XicoNhoca em

mail@xiconhoca.com

Agora, no XicoNhoca, um local de discussão de temas polémicos e não só.

Malawianos retiram marcos da fronteira com Moçambique. Alto-comissário no Malawi denuncia invasão do território nacional

Tete (Canalmoz) – O alto-comissário de Moçambique no Malawi, Pedro Davane, denuncia a invasão do território nacional por parte de cidadãos malawianos, que gradualmente estão a penetrar no nosso país, chegando mesmo a “retirar os marcos que limitam a fronteira entre os dois países”. De acordo com o representante diplomático de Moçambique no Malawi, a acção dos malawianos “é propositada e perigosa”, podendo resultar em “incidentes diplomáticos entre os dois países, como foi o caso de Ngauma”.
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Cidadela da Matola no ex-parque de antenas da RM

Principal investidor do projecto de imobiliária é o governo sul-africano

Pretoria (Canalmoz) - A Public Investment Corporation (PIC), que segundo tem vindo a ser noticiado, planeia investir 200 milhões de dólares num projecto de imobiliária de grandes dimensões na Matola, na vasta área das antenas da Rádio Moçambique, é um fundo pertencente na sua totalidade ao governo da África do Sul. O governo de Pretória está representado na PIC por um accionista que é o ministro das finanças.
Entre os clientes da PIC contam-se entidades do sector público, nomeadamente fundos de reforma e fundos de segurança social. A PIC tem como função investir fundos em nome do seus clientes consoante o mandato que lhe é conferido por cada cliente, e a aprovação da Junta de Serviços Financeiros (FSB) da África do Sul. No final de Março de 2009, a PIC administrava um activo avaliado em 739,7 mil milhões de randes.
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Centenário de Machado de Assis : uma percepção moçambicana. Por João Craveirinha

João CRAVEIRINHA (JC / Kraveirinya na pintura). Nasceu na ilha de Moçambique (África oriental) em 1947. É escritor e pintor. Prossegue estudos universitários em Portugal na área das Ciências da Cultura, variante: Sociedade, Cultura e Comunicação. Publicou 4 livros. No prelo mais 4 livros aguardando editor. Foi animador cultural, conferencista e realizador de rádio e televisãoCentenário de Machado de Assis : uma percepção moçambicana. AUTOR:  João CRAVEIRINHA

RECORDAÇÕES DE INFÂNCIA NUMA COLÓNIA PORTUGUESA EM ÁFRICA

O Prof. Adelto Gonçalves, doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), pediu-me algumas linhas sobre o ilustre MACHADO DE ASSIS (1839-1908). É gratificante, porque através de ASSIS faço um rewind às memórias do “antigamente”.

De facto conheço algo de MACHADO DE ASSIS…sim senhor…de ouvir em casa desde infante pela geração de meu pai João (1920-1997) e de meu tio, o poeta José (1922-2003). Tinham alguns livros dele: Quincas Borba; Esaú e Jacó (com a problemática da escravatura). Mas Iaiá Garcia, Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), eram os títulos favoritos de meu pai João sénior, um especialista em língua e literatura portuguesas e admirador da literatura brasileira. Mesmo com as restrições de certa literatura do Brasil lá chegavam à colónia de Moçambique autores brasileiros e traduções. Algumas vezes, certos livros do Brasil, eram retirados das livrarias. Os autores brasileiros não eram vistos com bons olhos pela polícia política de Salazar. Exceptuando a revista “O Cruzeiro” de Assis Chateaubriand, 1892-1968 (amigo do ditador português, Oliveira Salazar, 1889-1970)

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Não admira que num país assim… (Clara Ferreira Alves)

Canal de Opinião: por Clara Ferreira Alves, in “Expresso” 
 
Não admira que num país assim… 
 
Lisboa (Canalmoz) - Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram (Olá! camarada Sócrates…Olá! Armando Vara…), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a “prostituir-se” (Olá! Batista Bastos… ainda és comunista?!) na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.

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Saiba porque é que Mário Soares ‘ofereceu’ Moçambique à Frelimo - CONFIDENCIAL

Vasco Rato e Paulo Pinto Mascarenhas  / In Jornal “O Independente” 24 Outubro 1997

AO LONGO das próximas semanas, O Independente irá publicar vários documentos inéditos dos arquivos secretos dos Estados Unidos, da República Democrática Alemã e da União Soviética, sobre os acontecimentos que marcaram a África Austral durante a década de 70. Todos estes papéis foram agora finalmente desclassificados, encontrando-se ao dispor dos investigadores nos National Security Archives, em Washington. Neles se revelam alguns dos aspectos mais dramáticos da história da descolonização portuguesa e das guerras civis que se seguiram nas antigas colónias. Demonstram sobretudo algumas das atitudes assumidas pelos principais protagonistas políticos que, na altura, conduziam a política externa dos seus países.
 

21 de Agosto de 1974

Documento do departamento de Estado norte-americano sobre a descolonização de Moçambique, classificado como “secreto” . Nele se dá conta da opinião de Mário Soares, favorável à entrega imediata da colónia à Frelimo. Sem dar qualquer relevância à possível falta de representatividade do movimento marxista moçambicano.

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MARINHO PINTO: A JUSTIÇA NACIONAL TINHA MUITO MAIS QUALIDADE ANTES DO 25 DE ABRIL

DIGITAIS - MARINHO PINTO: A JUSTIÇA NACIONAL TINHA MUITO MAIS QUALIDADE ANTES DO 25 DE ABRIL

@XicoNhoca

DIGITAIS - PORTUGAL: CONHEÇA O PATRIMÓNIO DOS MINISTROS SOCIALISTAS

DIGITAIS - PORTUGAL: CONHEÇA O PATRIMÓNIO DOS MINISTROS SOCIALISTAS

@XicoNhoca

Digitais - Cidade do Cabo: O coração da África mais vibrante e sofisticada

DIGITAIS - CIDADE DO CABO: O CORAÇÃO DA ÁFRICA MAIS VIBRANTE E SOFISTICADA

@XicoNhoca

“Os ataques do inimigo eram uma constante” (Luís Antunes Ferreira, Guiné 1964-1966)

A Minha Guerra

“Os ataques do inimigo eram uma constante”

Luís Ferreira foi para a guerra rapaz e por lá se fez homem. Escapou ileso no corpo mas não arrumou as memórias. São muitas. Tristes e felizes.

É a bordo do navio ‘Niassa’, à saída de Lisboa, a 8 de Outubro de 1964, que começa a nossa primeira grande aventura. Fomos transportados nos porões sem quaisquer condições, em beliches sem roupa nas camas e a comida era-nos servida no convés em marmitas de campanha. Os banhos eram em casas de banho improvisadas, com a água bem fria. Passaram-se seis dias de viagem.

Éramos rapazes preparados para a desgraça a caminho da Guiné. À chegada a Bissau as péssimas condições mantiveram-se: As nossas cadeiras para a refeição eram o chão e algumas vezes até saltavam pequenos sapos para as marmitas. Daqui fomos para a ilha do Como, bastante conhecida pela célebre ‘Operação Tridente’. Com a nossa chegada rendemos uma companhia que tinha ficado na ilha após ter terminado a operação. Sem quaisquer condições tivemos de viver em abrigos e casernas feitas com troncos de palmeiras e cobertas com chapas. Na ilha não havia água doce. Existia um poço de água salobra com a qual tínhamos de tomar banho com a ajuda de um balde. Lavávamos a roupa numa celha feita de um barril de cem litros, que vinha de Catió nas lanchas. Tínhamos que aproveitar a maré.

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“Tive 98 acções de fogo, quase desarmado” (José Rafael de Almeida, Angola 1965-1967)

A Minha Guerra: Ataques em Angola

“Tive 98 acções de fogo, quase desarmado”

A figura magra não o impediu de ser dado como apto para o serviço militar. Regressou com uma Cruz de Guerra e o título de herói nacional.

Sou apurado para todo o serviço militar com 43,5 quilos de peso, que é o que ainda hoje tenho. Naquele tempo apuravam tudo. Mandam-me para o Hospital da Estrela, fazem-me exames, dão-me uma injecção que me dava vómitos, ligam-me a eléctricos e o médico, que era um major, disse-me: “Sim, senhor, tens aqui qualquer coisa no parietal direito mas nós precisamos é de malucos lá em África”. E assim sou mobilizado, em Agosto de 1963.

Vou para o curso de sargentos milicianos em Tavira, tinha uma nota que não me dava mobilização e venho dar instrução a soldados para Elvas. Estavam lá mais rapazes, milicianos tal como eu, e naquele tempo o Alentejo era de facto muito pobre e os milicianos, como tinham estudos, eram assediados pelas meninas de Elvas. Os da terra não levavam aquilo à paciência. Eu era o único que não tinha lá namorada. Estava para casar. Um dia, já em 1965, estou de ronda à cidade, faltavam–me seis meses para acabar o serviço militar, quando um indivíduo passa por mim e diz “olha mais um filha da p…” Eu, como autoridade que ronda a cidade, dei-lhe voz de prisão. O tipo reage e dá-me um soco na cara. Eu levanto a bota da tropa, que é um bocadinho pesada, e dei-lhe um pontapé nas ‘jóias de família’. Onde eu me fui meter. Era filho da amante do meu comandante. Divisas abaixo, fui mobilizado para Angola, com três meses de casado.

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“Jipes eram blindados com chapa de bidões” (Joaquim Gaspar, Guiné 1962-1964)

A Minha Guerra: Missão no Sul da Guiné

“Jipes eram blindados com chapa de bidões”

Tragédia. Para prevenir os ataques do inimigo colocávamos minas no exterior do aquartelamento. Uma delas explodiu e matou um furriel.

O meu contacto com o serviço militar começou a 19 de Agosto de 1961, data em que dei entrada no Centro de Instrução e Condução Auto, na Figueira da Foz, para tirar a especialidade de condutor. Depois da recruta, passei pela artilharia pesada, onde fiz a escola de cabos e vi morrer o primeiro camarada de armas. Estávamos no alto da Serra da Boa Viagem, num exercício de fogo real, com lançamento de obuses, quando uma munição rebentou à saída do cano. O soldado que estava a municiar o canhão morreu logo. Os outros ficaram feridos.

No final da especialização, em Dezembro de 1961, enviaram-me para o Batalhão de Telegrafistas, em Lisboa. Fui mobilizado para Angola mas, a conselho de um capitão amigo, decidi gozar os 10 dias de férias a que tinha direito antes de ir para o Ultramar e quando me apresentei no quartel já os camaradas tinham partido. Ainda me distribuíram a farda para ir de avião para Luanda mas acabei desmobilizado no mesmo dia. Foi sol de pouca dura. Duas semanas depois, acabei mobilizado para o Batalhão de Caçadores Especiais 356, que já estava na Guiné e tinha falta de pessoal. A partida para Bissau aconteceu a 25 de Fevereiro de 1962, no barco comercial ‘Manuel Alfredo’. Comigo iam mais 12 militares, todos condutores. Chegámos no dia 6 de Março.

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O Diário de Anne Frank: outra fraude

O Diário de Anne Frank: outra fraude. Fonte de dados: Institute for Historical Review

Há mais de vinte anos Robert Faurisson* denunciou a impostura do Diário de Anne Frank e demonstrou através de exaustivas investigações e perícias, não só a ladina fabricação dos diários, mas também desmascarou o escandaloso negócio em que se transformou mais essa falsificação histórica.

Há muitas histórias sobre como teria surgido o famigerado Diário de Anne Frank — cada uma contraditando e desqualificando a anterior — e, apesar do grande empenho dessas entidades judias especializadas em falsificações, nunca lograram fabricar nada de realmente convincente; ao contrário, a fraude é evidente, e só a boa-fé ou a credulidade das pessoas ainda lhe dá algum alento.

Numa dessas histórias — logo filmada em preto-e-branco — os “originais” teriam sido encontrados num desvão por trás da parede falsa do apartamento onde a família Frank se escondera. Segundo o obscuro enredo da lenda, os descuidados agentes da Gestapo que reviraram e esquadrinharam o apartamento, não viram o diário, um grosso volume de capa dura… Mais sorte teve a vizinha que o encontrou logo em seguida… Mas sorte mesmo, teve o pai de Annelise, o banqueiro Otto Frank: Quando voltou de Auschwitz após a guerra, foi visitar o apartamento e sem saber que a vizinha já tinha encontrado o diário, encontrou-o novamente, desta vez no meio de outros papéis no chão do aposento… de outra feita também já o tinham achado escondido no forro do telhado… E foi esse o teor do confuso testemunho que Otto Frank apresentou ao tribunal onde foi julgado o processo que lhe moveu o roteirista judeu Meyer Levin.

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‘Protocolo dos Sábios do Sião’, judeus, sionismo e banqueiros

Depois de décadas e décadas esgueirando-se por todos os lados para abafarem as denúncias que pesam sobre as suas organizações judeo-sionistas, agora ressurgem — e não por acaso durante o caos administrativo na derrocada da antiga União Soviética — com uma “conspiração diabólica da polícia secreta do Czar Nicolau II, a Okhrana, que inventou os Protocolos para difamar os judeus”…

Enquanto isso, em Jerusalém, uns honestos arqueólogos e historiadores judeus, vão “descobrindo” túmulos e evangelhos… em Amsterdã, em plena ocupação das tropas alemãs, em 1943, o diário de uma menina judia já era escrito com caneta bic…

Agora resta-nos assistir ao que esses honestos especialistas judeus “acharam” em uns fantásticos arquivos do III Reich… que durante longos sessenta anos estiveram, esquisitamente “secretos”, sob a sua guarda…

Por ironia, a Alemanha é o único país do Eixo (Japão, Itália, Alemanha) ainda sem a assinatura de um armistício, ou de um Tratado de Paz depois da II Guerra Mundial, mesmo depois do Tribunal de Nuremberg e, portanto, nenhum governo ou órgão alemão poderia manter “arquivos de guerra secretos”, como afirmam falsamente esses “honestos” pesquisadores judeus.

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Os protocolos dos sábios de Sião - simples “teoria de conspiração”?

por Alfredo Braga

É fato conhecido que pessoas hipócritas, para se esquivarem de acusações e denúncias de crimes, vão sistematicamente lançar calúnias, ou dúvidas sobre a autoria ou a procedência dessas denúncias, mas nunca respondem sobre o mérito da acusação, nem sobre os crimes que seguem cometendo.

Gandhi, em seu claro Manifesto sobre os judeus na Palestina, denuncia a imoralidade e a feroz brutalidade dos judeus contra o povo palestino e crimes contra a humanidade, mas as respostas de judeus a essas acusações, limitam-se a questionar se Gandhi realmente teria escrito o Manifesto… ou a insinuar que o Manifesto seria falso, ou que teria caducado pelo tempo decorrido desde que foi publicado… Enfim, agarram-se a tudo, mas não respondem, preferem confundir e desconversar.

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Já é matematicamente impossível liquidar a dívida nacional dos EUA

por The Economic Collapse

Muitas pessoas estão inquietas quanto ao rápido crescimento actual da dívida nacional dos EUA e estão a pedir uma solução. O que elas não percebem é que simplesmente não há solução sob o actual sistema financeiros estado-unidense. Agora já é matematicamente impossível para o governo dos EUA liquidar a sua dívida nacional. A verdade é que o governo dos EUA agora deve mais dólares do que os realmente existentes. Se o governo actuasse hoje e tomasse todos os centavos de todos os bancos, negócios e contribuintes americanos, ainda assim não seria capaz de liquidar a dívida nacional. E se assim fizesse, obviamente a sociedade americana cessaria de funcionar porque ninguém teria mais dinheiro para comprar ou vendar fosse o que fosse.

E o governo dos EUA ainda estaria com uma dívida maciça. Então porque o governo estado-unidense simplesmente não acciona as impressoras e imprime um bocado de dinheiro para liquidar a dívida?

Bem, por uma razão muito simples. Porque não é assim que o nosso sistema funciona. Como se verifica, quanto mais dólares entrarem no sistema, mais aumenta a dívida do governo dos EUA. O governo dos EUA não emite a divisa dos EUA – quem o faz é o Federal Reserve.

O Federal Reserve é um banco privado possuído e operado com o objectivo do lucro por um grupo muito poderoso da elite dos banqueiros internacionais. Se tirar uma nota de dólar da carteira e der uma olhadela notará que no topo ela diz “Federal Reserve Note”.

Ela pertence ao Federal Reserve. O governo dos EUA não pode simplesmente criar novo dinheiro sempre que quiser sob o nosso sistema actual. Ao invés disso, ele deve obtê-lo do Federal Reserve.

O mecanismo do endividamento. Assim, quando o governo dos EUA precisa tomar mais dinheiro emprestado (o que acontece um bocado nestes dias) ele vai ao Federal Reserve e pede-lhe mais alguns pedaços de papel verde chamados Federal Reserve Notes.

O Federal Reserve permuta estes pedaços de papel verde por pedaços de papel rosa chamados Títulos do Tesouro dos EUA. O Federal Reserve então vende estes Títulos do Tesouro ou mantém os títulos consigo (o que acontece muito actualmente).

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As ligações ETA em Portugal desde 1975 envolviam quartéis - Entrevista-choque ao ‘Granadas’

Em Lisboa foi-me permitido, numa ala hospitalar, há uns seis anos atrás, efectuar esta entrevista ‘choque’ e que, nos meus arquivos, consta apenas como ‘Entrevista ao Granadas’ /  Enfª. / EPM - entrevista realizada entre Domingo, 01 Fevereiro 2004 e 5ª feira, 05 Fevereiro 2004  -  Projecto ‘Pelos Olhos de uma Rata Cega’ / ‘A Jarda não Apita’. O Granadas fala da ETA, de algumas conexões portuguesas, de droga, de morte, e de prisões e de corrupção nas cadeias, não fosse ele um dos detidos portugueses com mais tempo averbado atrás das grades, mais que os 25 anos de cúmulo consentidos por lei e constitucionalmente.   

Paulo Oliveira
- Como é que aconteceu isto pá? Diz-me o teu nome.
 
- ‘Granadas’. Sou o ‘Granadas’, para toda a gente. Nasci no sul de Angola no mês de Maio de ‘59. Saquei o 11º ano. O meu pai era médico aí no sul, no Quando Cubango. Vivi em Silva Porto, também. Em 1975 viemos. E comigo vinha um carregamento de erva e diamantes (…)
 
Quem está à minha frente tem um aspecto bera, estragado e envelhecido demais para a idade, as mãos e o rosto deixam transparecer sinais de doença, velhice precoce, e de abusos sem fim consentidos em 44 anos de vida. Um cabelo já bem cinzento e embranquecido, em constante desalinho, culmina uma face chupada onde se adivinha facilmente a caveira. Os olhos são mortiços, encovados, perdidos, ocasionalmente ganham um brilho ténue nalgum sobressalto do diálogo. Este é o Granadas, ansioso, a enrolar mais um cigarrito de Drum, sem filtro, já deitado e coberto por três cobertores enquanto vai falando e encetamos esta longa entrevista. De tempos a tempos solta mais uma rajada longa de tosse seca.
 
- Ficaste logo na zona de Lisboa?
 
- Sim. Lisboa. Sintra. Mas havia um desenraizamento… Erva, cota-cota, suruma - isso era a malta de Moçambique - liamba… (está outra a vez a falar do espólio que trouxe)… vendia-se despreocupadamente.
 
- És preso logo em ‘76. Como é que sucedeu isso?
 
- Rebentei com o dinheiro todo. Milhares de contos então, que era muito dinheiro. Talvez igual a cem mil contos actuais. Derreti em drogas duras, ácidos, heroa, coca. Tinha que entrar em mais negócios. Comprava, consumia, vendia.   Conheci malta da antiga LUAR e do MRPP. Sete ou oito oficiais, várias patentes, além do meu primo, também oficial. Uma parte do que sucede, um contacto, é proposto por um furriel que é esse meu primo. Tinha o que precisava, do paiol de Santa Margarida. Os outros estavam em várias unidades. O meu primo seria a ligação. Nunca chibei nenhum deles. É então que surge a coisa da ETA…
 
- Como é que foi essa parte da ETA, falaste-me já nisso. Foram o único cliente do vosso grupo?
 
- Foram. Por coincidência numa compra de haxixe, que a ETA lidava com isso. Conheci um deles. Oferece haxe em troca de explosivos. Eu como tinha conhecimentos, aceitei e fui aprofundando essa ligação ao gajo da ETA.
 
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DIGITAIS - VIVER É CADA VEZ MAIS DIFÍCIL NO GRANDE HOTEL DA BEIRA

DIGITAIS - VIVER É CADA VEZ MAIS DIFÍCIL NO GRANDE HOTEL DA BEIRA

Revista Pública, 27 de Dezembro de 2009

@XicoNhoca

DIGITAIS - INFANTIL / JUVENIL - MICKEY AINDA É O RATO MAIS FAMOSO DO PLANETA

DIGITAIS - INFANTIL / JUVENIL - MICKEY AINDA É O RATO MAIS FAMOSO DO PLANETA

Revista VIP, 2 de Fevereiro de 2010

@XicoNhoca

DIGITAIS - BELMIRO DE AZEVEDO: A VIDA, A POLÍTICA E OS NEGÓCIOS

DIGITAIS - BELMIRO DE AZEVEDO: A VIDA, A POLÍTICA E OS NEGÓCIOS

Revista Visão, Nº 882, 28 de Janeiro a 3 de Fevereiro de 2010

@XicoNhoca

DIGITAIS - ÁFRICA DO SUL: CIDADE DA BOA ESPERANÇA

DIGITAIS - ÁFRICA DO SUL: CIDADE DA BOA ESPERANÇA

Revista VIP, 2 de Fevereiro de 2010

@XicoNhoca

DIGITAIS - FUTEBOL: O INCRÍVEL CAMPEONATO QUE FINTOU O APARTHEID

DIGITAIS - FUTEBOL: O INCRÍVEL CAMPEONATO QUE FINTOU O APARTHEID

Revista Pública, 29 de Novembro de 2009

@XicoNhoca

DIGITAIS - POLÍTICA: SEGREDOS DE UMA SECRETÁRIA DE MINISTROS

DIGITAIS - POLÍTICA: SEGREDOS DE UMA SECRETÁRIA DE MINISTROS

Revista Pública, 29 de Novembro de 2009

@XicoNhoca

DIGITAIS - ALBERTO KORDA: O HOMEM QUE AMAVA AS MULHERES

DIGITAIS - ALBERTO KORDA: O HOMEM QUE AMAVA AS MULHERES

@XicoNhoca

DIGITAIS - PÁGINAS DA HISTÓRIA DE ANGOLA (GASTÃO SOUSA DIAS)

DIGITAIS - PÁGINAS DA HISTÓRIA DE ANGOLA (GASTÃO SOUSA DIAS)

CADERNO COLONIAL Nº 60

@XicoNhoca

DIGITAIS - VIRIATO DE LACERDA (MANUEL FERREIRA)

DIGITAIS - VIRIATO DE LACERDA (MANUEL FERREIRA)

CADERNO COLONIAL Nº 59

@XicoNhoca

DIGITAIS - S. JOÃO BAPTISTA DE AJUDÁ (EDMUNDO CORREIA LOPES)

DIGITAIS - S. JOÃO BAPTISTA DE AJUDÁ (EDMUNDO CORREIA LOPES)

CADERNO COLONIAL Nº 58

@XicoNhoca

DIGITAIS - INFANTARIA 17 EM ÁFRICA (JOÃO FRANCISCO DE SOUSA)

DIGITAIS - INFANTARIA 17 EM ÁFRICA (JOÃO FRANCISCO DE SOUSA)

CADERNO COLONIAL 57

@XicoNhoca

DIGITAIS - ORIGENS DA COLÓNIA DE CABO VERDE (SIMÃO BARROS)

DIGITAIS - ORIGENS DA COLÓNIA DE CABO VERDE (SIMÃO BARROS)

CADERNO COLONIAL Nº 56

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Obrigações - Risco da dívida portuguesa sobe mais que o da Grécia

Obrigações - Risco da dívida portuguesa sobe mais que o da Grécia. Eudora Ribeiro - 08/02/10 15:20

O presidente da Fitch recuperou hoje a comparação que Almunia fez na semana passada e que provocou o caos nos mercados.

A subida dos indicadores de risco da dívida portuguesa intensificou-se depois do presidente da Fitch ter colocado a crise portuguesa a par da situação grega.

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Manutenção de aeronaves russas poderá ser efectuada na África do Sul

Pretoria (Canalmoz) - Na última sessão da Comissão Intergovernamental de Comércio e Cooperação Económica da África do Sul e Rússia, a delegação de Moscovo apresentou uma proposta visando a criação de um centro de manutenção de aeronaves comerciais russas que operam ou que poderão no futuro vir a operar na África subsariana.

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Face Oculta - Escutas revelam o ‘esquema’ e os negócios

Face Oculta - Escutas revelam o ‘esquema’ e os negócios. Por Ana Paula Azevedo e Felícia Cabrita

Pode parecer ficção, mas o que ressalta das conversas telefónicas interceptadas no inquérito ‘Face Oculta’ é que um plano dominava a cabeça do primeiro-ministro e de um conjunto de homens da sua confiança ao longo de 2009: controlar a principal comunicação social do país
 
O plano envolveu directamente alguns dos principais gestores da PT e de outros grandes grupos económicos, mas também de bancos – todos qualificados como «os nossos».

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