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Filme sobre Gorongosa, Moçambique, ganha ouro e diamante no festival de filmes de turismo de Berlim

Berlim, Alemanha, 12 Mar - O filme sobre a recuperação do Parque Nacional da Gorongoza “Africa’s lost Eden”, produzido pela National Geographic, conquistou dois prémios na Feira de Turismo de Berlim (ITB, ma sigla em inglês). Assim, o filme, que na ITB teve a sua terceira apresentação públicas em feiras de turismo, conquistou ouro na categoria TV-Viagens e o Grande Prémio Diamante em todas as categorias.

A primeira projecção do filme aconteceu em Mocambique, ao que seguiram duas projecções na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) e na Feira de Turismo de Madrid (Fitur), em Portugal e em Espanha, respectivamente. Vasco Galant, funcionário superior do Parque Nacional da Gorongosa, disse à macauhub que os prémios honram todo o trabalho e dedicação feitos na recuperação daquele que é um dos maiores parques naturais do mundo.

O Parque Nacional da Gorongosa está a conhecer um projecto de recuperação inciado há sensivelmente seis ano levado a cabo por uma fundação norte-americana liderada pelo filantropo Greg Carr. (macauhub)    [ 2010-03-12 ] 

Sérgio Vieira apresenta hoje o seu livro “Testemunho”

Sérgio Vieira apresenta hoje seu “testemunho”

“PARTICIPEI, POR ISSO TESTEMUNHO”, é o título do livro de Sérgio Vieira a ser lançado hoje no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo. Segundo um dos prefaciadores, Luís Bernardo Honwana, nesta obra Sérgio Vieira fala das suas origens e da sua infância e adolescência em Tete.

Fala de como abandonou o catolicismo e da sua subsequente militância no movimento estudantil e na Casa dos Estudantes do Império, (…) dos capítulos dedicados às relações entre os movimentos filiados na antiga CONCP (Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas), as negociações que conduziram à assinatura dos Acordos de Lusaka,  a Independência, o dossier Zimbabwe e a Guerra de Desestabilização, entre outras.

Para outro prefaciador, António Almeida Santos  fazia falta este livro. “Que ele sirva de estímulo, a que outros actores dessa independência ganhem nele inspiração para repetir a proeza, e cumprir esse dever. O conhecimento pelas novas gerações do heroísmo dessa gesta é um capital precioso para o orgulho de ter nascido em Moçambique, e a consciência do significado da correspondente cidadania”.

A obra será apresentada por Luís Bernardo Honwana e Rock Choolly.

Maputo, Segunda-Feira, 8 de Março de 2010:: Notícias 

Portugal pode financiar ponte Maputo/Catembe

Portugal pode financiar ponte Maputo/Catembe

O Governo português, em parceria com o moçambicano, poderá financiar as obras de construção da ponte que liga a cidade de Maputo ao distrito municipal da Catembe, a estrada que liga Maputo a Ponta d`Ouro, bem como a Vila Olímpica que acomodará os atletas que vão participar nos X Jogos Africanos de 2011, em Maputo.

O anúncio foi feito recentemente pelo Primeiro-Ministro português, José Sócrates, no quadro de uma visita oficial que efectuou a Moçambique. José Sócrates revelou também o interesse do seu país em financiar outros projectos como a construção da central norte na Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), localizada na vila de Songo, província de Tete, a expansão da rede nacional de distribuição de energia eléctrica. Portugal propôs-se igualmente a financiar a construção de pequenas centrais eléctricas hídricas e solares, com base nos protocolos e acordos assinados entre os dois governos.

Maputo, Segunda-Feira, 8 de Março de 2010:: Notícias

Moçambique passa a deter 92,5% das acções da HCB

A garganta do Zambeze, junto à barragem de Cahora-Bassa

Desde a última sexta-feira, o Estado moçambicano detém 92,5% do total das acções da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), dando corpo ao acordo rubricado entre o ministro moçambicano da Energia, Salvador Namburete, e o secretário de Estado do Tesouro e Finanças de Portugal, Carlos Pina.
O acordo concede a Moçambique 7,5% das acções da HCB, do total de 15% que eram detidos até agora pelo Estado português, na sequência do acordo de reconversão da HCB para Moçambique, assinado em 2006 pelo chefe do Estado moçambicano, Armando Guebuza, e pelo primeiro-ministro português, José Sócrates.
Os restantes 7,5% do capital social da HCB ficarão a cargo da empresa portuguesa Redes Enegéticas Nacionais (REN) em representação ao Estado português no empreendimento.
O acordo assinado entre os dois países, em 2006 – à luz do qual Portugal vendeu a maioria do capital da HCB –, previa que fosse Moçambique a escolher quem iria comprar 5% do capital da empresa. Os outros 10% podiam ser vendidos livremente.
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Para voos mais altos, LAM quer livrar-se de aviões obsoletos

A operadora de bandeira moçambicana, Linhas Aéreas de Moçambique(LAM) pretende desfazer-se dos ‘boeings-737’, aviões alugados e que tem custos operacionais bastante elevados. Trata-se de dois aviões que a companhia aérea moçambicana tem estado a alugar há mais de cinco anos.
Contudo, a devolução desses boeings está condicionada ao aluguer de outros quatro aviões pequenos, sendo dois ‘Embraer 190e’ e igual número de ‘Bombardier Q 400’.
“Já não são rentáveis agora”, disse o Administrador Financeiro das LAM, Jeremias Tchamo, falando à AIM. Ele acrescentou que “os valores para o seu aluguer são baixos, mas os custos de operação e manutenção são mais caros”.
Tchamo disse que esses aviões deixaram de ser rentáveis por já serem obsoletos e, em consequência disso, terem altos custos de consumo e manutenção.
Segundo a fonte, inicialmente, a LAM chegou a pagar cerca de 75 mil meticais (cerca de 2,5 mil dólares no câmbio actual) para o aluguer de cada um dos aparelhos.
Ao longo do tempo, a LAM foi negociando os preços até se chegar ao valor de 35 mil meticais pagos actualmente por cada um deles.
Tchamo reconhece que, para o aluguer dos Embraer, por exemplo, a empresa vai pagar valores acima dos 35 mil meticais, mas diz haver enormes vantagens competitivas.
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Visita de Sócrates - Hindus portugueses residentes em Moçambique indignados com Embaixada de Portugal

Maputo (Canalmoz) – A “Embaixada de Portugal Insulta a Comunidade Indiana de Mocambique”. É o título de uma nota de protesto enviada à nossa Redacção por email, nota essa também enviada para endereços email de outros jornais.
A nota começa por referir o assunto versado. “Assunto: Membros Revoltados da Comunidade Indiana em Mocambique contra Embaixada de Portugal em Mocambique”. E logo a seguir lê-se o que passamos a transcrever na íntegra:
“Exmo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Dr Luís Filipe Marques Amado; Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação; Dr João Titterington Gomes Cravinho. Ontem dia 2 de Março, Portugueses residentes em Mocambique da comunidade Hindu levantaram o convite para o Almoço de Recepção com o Presidente José Socrates que se realiza no dia 3 de Março, no Hotel Indy Village de Maputo”.
No final do convite mencionam o tipo de traje a usar para a recepção:
“Traje: Fato Escuro
Vestido Curto
Queremos aproveitar esta oportunidade para contestar este tipo de recomendação às senhoras (VESTIDO CURTO), é um insulto a Comunidade Hindu e Muçulmana de Mocambique, dado que como portugueses a lei portuguesa contempla o respeito pela religião, cultura e convicção politica.
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Beira: Polícia investiga tráfico de crianças

Beira: Polícia investiga tráfico de crianças

A Polícia da República de Moçambique está a investigar o caso de uma suposta tentativa de tráfico de crianças a partir da província de Nampula. Trata-se de quinze meninos encontrados numa madrassa, na cidade da Beira, capital da província de Sofala.

Os menores encontrados são provenientes da província de Nampula, com o propósito de irem estudar naquela madrassa.

A Polícia disse que há fortes indícios de se tratar de um caso de tráfico de menores, pois os petizes foram transportados de Nampula para Beira em condições precárias e sem nenhum conhecimento das autoridades.

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Chonguiça em documentários sobre diversidade cultural

Chonguiça em documentários sobre diversidade cultural

O conceituado saxofonista Moreira Chonguiça vai ser um dos protagonistas numa série de documentários a ser produzida pela Cine Internacional que aborda diversidade cultural e riquezas dos países africanos. Esta é a segunda etapa das filmagens desta série de vídeos-documentários sobre vários países do Continente Africano, intitulados “Mama África” e que pretendem ser a mostra real da diversidade etno-cultural de África em que as expressões culturais provam que o nosso Continente é rico em culturas promovidas pelos seus povos.

É nesse âmbito que a produtora Cine Internacional inicia na primeira semana de Março gravações de uma série de documentários cinematográficos cujas temáticas corporizam as danças, religiões, quotidiano dos povos cujos países estão envolvidos neste projecto, hábitos e seus costumes, entre outros aspectos que cruzam na interligação cultural dos africanos.

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Malawianos retiram marcos da fronteira com Moçambique. Alto-comissário no Malawi denuncia invasão do território nacional

Tete (Canalmoz) – O alto-comissário de Moçambique no Malawi, Pedro Davane, denuncia a invasão do território nacional por parte de cidadãos malawianos, que gradualmente estão a penetrar no nosso país, chegando mesmo a “retirar os marcos que limitam a fronteira entre os dois países”. De acordo com o representante diplomático de Moçambique no Malawi, a acção dos malawianos “é propositada e perigosa”, podendo resultar em “incidentes diplomáticos entre os dois países, como foi o caso de Ngauma”.
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DIGITAIS - VIVER É CADA VEZ MAIS DIFÍCIL NO GRANDE HOTEL DA BEIRA

DIGITAIS - VIVER É CADA VEZ MAIS DIFÍCIL NO GRANDE HOTEL DA BEIRA

Revista Pública, 27 de Dezembro de 2009

@XicoNhoca

Há que parar com mentiras sobre a história dos heróis nacionais

As novas gerações têm o direito de saber a verdade
 
Há que parar com mentiras sobre a história dos heróis nacionais 
 
- segundo deputados da Assembleia da República 
 
Maputo (Canalmoz) – Contrariamente às declarações do chefe do Estado Armando Guebuza, segundo as quais as escolas devem continuar a ser o lugar privilegiado para a transmissão do legado histórico dos heróis nacionais para as novas gerações, assim taxativamente como vem escrito nos manuais escolares, há quem diga que o imperioso é reformar o currículo e trazer ao conhecimento dos alunos a face verdadeira da história.
O deputado do Movimento Democrático de Moçambique, Lutero Simango, filho do Reverendo Urias Simango ex-vice-presidente da Frente de Libertação de Moçambique, (FRELIMO), disse que o Governo tem a obrigação de fazer conhecer a verdadeira história dos heróis nacionais às presentes gerações, assim como, o papel de cada um na luta de libertação nacional. Simango disse ainda que há necessidade de se parar com toda uma série de mentiras que estão sendo ensinadas às crianças nas escolas.
Acrescentou também que a escola como principal veículo de transmissão dos ideais dos heróis nacionais, deve antes de mais buscar a autenticidade daquilo que ensina para evitar que a verdade chegue de forma informal.
Questionado sobre em que se funda a verdade por ele referida, o deputado afirmou que “há uma série de histórias ou coisas que não existiram, não aconteceram, mas no entanto estão sendo transmitidas às crianças como se tivessem acontecido”. Referiu por exemplo a história do próprio Eduardo Mondlane, o arquitecto da unidade nacional, que está sendo mal transmitida através do currículo escolar nacional, estando agora as crianças a aprenderem coisas que não existiram”.
“A verdade sobre os heróis nacionais, em particular a de Mondlane está fora dos livros, e cabe ao Governo, trazer a verdade” acrescentou Lutero Simango filho também ele de um herói nacional não reconhecido pelo grupo político que se apoderou da história e a tem vindo a contar à sua maneira e feição.

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Falta a verdade na História de Moçambique

A propósito do dia dos Heróis moçambicanos 
 
Falta a verdade na História de Moçambique 
 
Maputo (Canalmoz) – O advogado e político moçambicano, Máximo Dias, diz que as autoridades moçambicanas devem divulgar a real História nacional, pois, segundo ele, no que actualmente é sabido, muita coisa está omitida passando por isso o povo a não conhecer a Historia real do país.
Máximo Dias adianta que a verdade precisa de ser dita “para que todos fiquemos claros quando, como e onde morreram Eduardo Mondlane e Samora Machel”, figuras que no seu entender reúnem consenso de heróis nacionais.
“Não tenhamos medo da verdade. O povo precisa de saber da real História do nosso país, como Eduardo Mondlane, Samora Machel foram assassinados porque eles são grandes símbolos do heroísmo nacional”.
Num outro desenvolvimento, Máximo Dias diz lamentar a atitudes de outros partidos da oposição que não se fazem presentes, como de costume, nas cerimónias de Estado.
“É de lamentar mas cada um sabe como age e quais são as suas intenções. Mas como povo ninguém pode contestar o heroísmo de Eduardo Mondlane”, disse Máximo Dias, presidente de MONAMO. Acrescentou ainda que Eduardo Mondlane, arquitecto da Unidade Nacional, “não morreu pelo partido Frelimo porque naquela altura não havia partido político mas sim, uma ampla frente política moçambicana. Por isso ninguém devia estar fora pelo menos neste dia”.

(Egídio Plácido)

2010-02-04

Défice no conhecimento da História de Moçambique

Défice no conhecimento da História de Moçambique 
 
Escolas devem divulgar legado histórico dos heróis moçambicanos 
 
Maputo (Canalmoz) – Comemorou-se ontem o dia 3 de Fevereiro, uma data que exalta sem distinção todos os Heróis Moçambicanos, sobretudo aqueles que combateram pela libertação da pátria. Em Maputo as cerimónias centrais decorreram na Praça dos Heróis, onde o estadista moçambicano, Armando Guebuza, depositou uma coroa de flores. Várias figuras, entre elas, ministros do executivo moçambicano, representantes do Movimento Democrático de Moçambique, (MDM) e o corpo diplomático acreditado em Moçambique estiveram no local. A Renamo manteve a sua tradição de não participar ao lado da Frelimo em cerimónias deste tipo por, como tem alegado, os seus heróis não estarem considerados.
A data foi comemorada com euforia pelas autoridades, alegadamente porque coincidiu com a passagem do 41º ano após a morte daquele que é considerado oficialmente como o fundador e primeiro presidente da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), Dr. Eduardo Chivambo Mondlane.
De referir que Eduardo Mondlane foi assassinado a 3 de Fevereiro de 1969, e segundo a história escrita e difundida pela própria Frelimo, no seu escritório em Dar-es-Salaam, capital da Tanzania. Mas outros testemunhos, incluindo o do Boletim da Frelimo da época, editado pelo jornalista Ian Christie, indicam que o verdadeiro local da morte de Eduardo Mondlane foi em casa de uma americana, Betty King, que exercia funções de secretária de Janete Mondlane. O ex-estadista moçambicano, Joaquim Alberto Chissano e o antigo ministro dos Assuntos dos Antigos Combatentes (agora Ministério dos Combatentes e com outra direcção), Feliciano Gundana, Óscar Monteiro, ex-membro do Bureau Político do Comité Central da Frelimo e muitos outros são apenas alguns exemplos de figuras que já confirmaram publicamente esta última versão e assim comprovaram a mentira que oficialmente se tem estado a propalar da história do assassinato de Eduardo Mondlane.

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Morreu o mais antigo ex-piloto da DETA/LAM

Morreu o mais antigo ex-piloto do LAM
 
Pretoria (Canalmoz) - Faleceu ontem no Hospital da Universidade de Coimbra o Comandante Luís dos Santos da Costa Branco, antigo piloto da DETA e Linhas Aéreas de Moçambique. Costa Branco era o mais antigo como piloto da aviação civil portuguesa e moçambicana ainda vivo.
Tinha 92 anos de idade. Na sua caderneta de voo contava com 33.000 horas de voo averbadas. Toda a sua carreira profissional foi feita em Moçambique. Foi condecorado por dois presidentes da República Portuguesa.
O funeral realiza-se amanhã, em Oliveirinha.
O Com.te Luís Santos da Costa Branco, nasceu em Vila Nova de Oliveirinha, Concelho de Tábua em 25 de Outubro de 1917 e era o penúltimo filho dos sete de Aurora Berta Santos Branco e Herculano da Costa Branco.
Iniciou a instrução de voo no Aeroclube de Moçambique em 6 de Maio de 1936, tendo efectuado o seu primeiro voo “solo” em 2 de Junho do mesmo ano.
Como funcionário dos Caminhos de Ferro de Moçambique, foi mandado apresentar na D.E.T.A., Direcção de Exploração dos Transportes Aéreos, hoje, Linhas Aéreas de Moçambique em 10 de Dezembro de 1937, onde acumulou as funções com as de aluno piloto.
Esta empresa, a DETA, agora designada por LAM, tinha sido criada pelo Diploma Legislativo nº 521, em 26 de Agosto de 1936, publicado no Boletim Oficial de Moçambique nº 34, com a mesma data, sendo a mais antiga transportadora de linha aérea de Portugal e colónias.

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Moçambique: A morte de Samora Machel em Mbuzini

A MORTE DE SAMORA MACHEL EM MBUZINI
 
Estudo revela “estratégia de desinformação” montada pela União Soviética
 
AIM desempenhou papel preponderante 
 
“Três semanas após o acidente de Mbuzini surgiram informações segundo as quais reinava a irritação e insatisfação entre certos membros do Serviço Nacional de Segurança Popular (SNASP) pela forma como os soviéticos estavam a manipular a situação”, Yvonne Clayburn, autora do estudo “Logo que tomou posse, Joaquim Chissano recusou-se a voar em aviões russos tripulados por soviéticos. Em vez disso, insistiu na utilização de um Boeing-737 para voos de curta distância, e para voos de longo curso deu preferência a um DC-10 alugado às linhas aéreas francesas, UTA.”, lê-se no estudo 

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Amar uma pátria de ladrões é difícil (Canalmoz)

Editorial 
 
Amar uma pátria de ladrões é difícil 
 
Maputo (Canalmoz) - Rouba-se nos comboios, rouba-se nas estradas, rouba-se nas casas, rouba-se nos escritórios, rouba-se no Aparelho de Estado, nas empresas públicas e privadas, os policias roubam, os enfermeiros roubam, os professores roubam, os trabalhadores domésticos roubam, os funcionários aeronáuticos roubam, os alfandegários roubam, roubam-se as mulheres dos outros, roubam-se os homens das outras, rouba-se nas ONG’s nacionais e internacionais, rouba-se nas organizações da sociedade civil, rouba-se nos preços dos produtos, rouba-se em todo o lado. Uma pouca vergonha! Mas será que somos um país de ladrões? Será que todos nós somos ladrões? Será que ser moçambicano agora é sinónimo de ladrão?

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“MEMÓRIAS DA LUTA CLANDESTINA” O desabafo de um guerrilheiro

“MEMÓRIAS DA LUTA CLANDESTINA” O desabafo de um guerrilheiro

Semana passada foi fértil em revelações dos combatentes moçambicanos pela liberdade, aqueles que, nos anos 1960, hipotecaram a caminhada que as suas vidas iam tendo para lutarem contra uma outra hipoteca: a do direito à autodeterminação. Os portugueses estavam arrogantemente convictos de que “aqui também é Portugal” –  como escreveram onde é hoje o Conselho Municipal da capital do país –, pelo que, conforme foi explicando a FRELIMO, o movimento de guerrilha que congregava esses combatentes, só ganhariam consciência do seu equívoco aos tiros.
 
Essas revelações saíram em dois livros que dão continuidade à tendência de os veteranos da guerra de libertação de Moçambique escreverem as suas memórias, tendência essa que tem estado a ser visível desde que Jacinto Veloso publicou há poucos anos “Memórias em Voo Rasante”, em que relata a sua experiência de pirata de ar quando fugiu com um avião militar colonial para juntar-se à FRELIMO na Tanzania. As mais recentes descrições da experiência de luta de patriotas moçambicanos saíram sob os títulos “A Vida do Casal Pachinuapa” – livro escrito por Raimundo e Marina Pachinuapa, que se destacaram nas matas por onde distribuíram tiros ao inimigo nas frentes do norte de Moçambique – e “Memórias da Luta Clandestina”, de Matias Mboa, um combatente naquela que foi a quarta frente da guerra contra o colonialismo português, a chamada frente clandestina, mais política do que militar, desenvolvida nas três províncias do sul do país.

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“O Julgamento de Samora” de Severino Ngoenha

“O Julgamento de Samora” de Severino Ngoenha

Princípios do séc. XVII, Veneza, no porto da cidade. Os senhores do Conselho Municipal da cidade estão todos presentes. Seguindo em frente, o amigo de Galileo Galilei, Sagredo e, atrás deste, Virgínia Galilei, a filha de 15 anos, carregando uma caixa de veludo, em cima da qual está a “invenção”, um telescópio de ca. 60 cm, embrulhado num estojo de pele. Galeleo no pódio, preparado para o grande momento. Atrás dele está um pequeno estrado onde o telescópio será, segundos depois, exposto. Vigilante, mais atrás ainda, está o sempre atento Federzoni, o Linsenschleifer (do alemão: “afiador de lentes”). Esta é a descrição do cenário que o dramaturgo marxista alemão e escritor de teatro épico Bertold Brecht faz, na sua obra teatral Galileo Galilei, sobre a cerimónia da entrega de mais uma invenzione deste cientista italiano à Repubblica Veneta.

Na sua intervenção, Galilei começa por dizer que ele, como docente da Universidade de Pádua, não via a sua tarefa como sendo somente a de ensinar, mas também pôr à disposição da sua Repubblica invenções “úteis” que tragam prosperidade para todos e que contribuam para o progresso da ciência. O fabrico do telescópio levara-lhe 17 anos (1592-1610) de “profunda pesquisa”, sublinha ele. Depois do discurso de entrega, o próprio Galelei murmurou para Sagredo, o amigo ao lado: “foi uma perca de tempo”.

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“LM Radio” reiniciou transmissões esta manhã

Em Parceria com a Rádio Moçambique 
 
“LM Radio” reiniciou transmissões esta manhã 
 
Maputo (Canalmoz) - Depois de ter sido mandada encerrar pelo Departamento do Trabalho Ideológico do Bureau Político do Comité Central da FRELIMO, em Outubro de 1975, por ser “elitista”, a estação comercial “LM Radio” reiniciou as suas emissões às 06h00 de hoje. “LM Radio”, abreviatura de “Lourenço Marques Radio” transmite agora sob a designação de “Live Music Radio”, mantendo, no entanto, a mesma designação comercial de “LM Radio”.

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Afonso Dhlakama quebra o silêncio em Nampula

Afonso Dhlakama quebra o silêncio em Nampula 
 
“O presidente Guebuza matou a democracia e pretender a acabar com ela, continuamente” 
 
O presidente da Renamo reitera que está a organizar as manifestações contra a CNE e vai ele próprio encabeçar o processo.  
 
Nampula (Canalmoz) – O presidente do partido Renamo, Afonso Dhlakama, está a quebrar os equívocos em volta do seu estado de saúde. Certas correntes da sociedade tentaram fazer acreditar que ele se encontrava gravemente doente mas ele tem vindo desde a semana passada, de forma privada, a proporcionar a parte dos órgãos de comunicação social com sede ou representação na cidade de Nampula, entrevistas na sua própria residência. No último sábado, o convite foi para a reportagem do Canalmoz e Canal de Moçambique aqui em Nampula.

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Era uma vez um punhado de homens (João Vaz de Almeida)

Era uma vez um punhado de homens (João Vaz de Almeida)

Amanhã festeja-se o 44º aniversário do início da Luta de Libertação Nacional que, volvida mais de uma década, daria origem à independência de Moçambique. No Chai, um remoto povoado no interior de Cabo Delgado, naquela noite de 25 de Setembro de 1964, um punhado de homens semeou a gesta da independência para colhê-la onze anos mais tarde numa chuvosa noite de Junho com a subida ao mastro da bandeira do Moçambique Independente. Goste-se ou não de quem conduziu a luta, simpatize-se ou não com o partido que tem exercido o poder nestes anos, aprovese ou não a política e a ideologia seguidas, equacione-se ou não a veracidade dos factos ocorridos no Chai naquele dia, mas não se retire mérito e valor àqueles homens que perseguiram, através da sua luta e pondo em risco as suas vidas, um fim: a libertação do país do jugo colonial. Porque esse direito, o de ser livre e de poder escolher o seu destino, deve estar acima de tudo. Porque, como dizia o presidente Samora, ninguém pergunta a um escravo se quer ser livre.

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O poder do medo (Eliseu Chiandela)

O poder do medo

O MEDO é o rei que domina a todas as pessoas, sem excepção, esta e a realidade ignorada mas que faz parte do ser vivente, tenho meditado tanto sobre este fenómeno tão abstracto que nos mexe, e concluí que o próprio medo tem medo do medo.

Estava eu a andar pela noite dentro, num momento em que as pessoas pouco se fazem sentir nas ruas, pois os que ousam a andar, algo de mais importante lhes obriga, e sem excepção, pois, eu também sou uma componente deste grande reino em que o rei se chama MEDO, fui obrigado a palmilhar a noite naquela hora, arrependi – me mas era a única alternativa para que a minha vida andasse, pois, de sacrifício precisa por cada dia que passa.

À minha volta para a casa, era o grande desafio da vida neste mundo que a gente teme de tudo e de nada, eu temia andar sozinho, não queria encontrar-me com mais ninguém e também tinha medo de estar a andar sozinho na calada da noite neste mundo tão cheio de malfeitores. Um arrependimento enorme envolveu-me, foi quando descobri que a causa da insegurança era este fenómeno pouco falado e muito vivido chamado medo que havia me tomado e fazer de mim o seu escravo.

Depois de longa caminhada cheguei ao meu destino, onde pude relaxar e sentir me aliviado dos tormentos que a vida impõe e torna nos inseguros.

Mas contudo o meu espírito não sossegava, e levou-me a meditar sobre o teatro em que participei sozinho e como o único actor.

Na verdade o homem está preso!

Foi a esta conclusão que a minha linha de imaginação me levou a escalar depois de tanto viajar dentro do meu EU, sobre este grande rei que têm o seu domicílio na mente de cada vivente, e fazendo parte do seu quotidiano.

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Cidade de Maputo : Artes e cultura nos 122 anos

Cidade de Maputo : Artes e cultura nos 122 anos

A capital moçambicana, Maputo, celebra hoje, dia 10 de Novembro, 122 anos de elevação à categoria de cidade. A comemoração da data está a ser colorida de várias realizações sócio-culturais, políticas e desportivas.

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Maputo completa hoje, 122 anos de elevação à categoria de cidade

Desafios de crescimento: Maputo aos 122 anos

Maputo, a capital da República de Moçambique, completa hoje 122 anos da sua elevação à categoria de cidade. Com cerca de 1,9 milhão de habitantes, Maputo assume-se como um cenário típico que se debate entre crescimento e desenvolvimento, onde ressalta uma convivência entre o velho e o novo que legitima o crescimento horizontal e vertical da urbe. Mais do que nunca, a natureza dos problemas que se colocam à “cidade das acácias” configura desafios que exigem cada vez maior engenho nas soluções da modernidade, ainda com aspectos latentes de ruralidade, no pensamento estratégico e dinamismo na execução dos projectos.

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Acumulação de Reservas Cambiais e Possíveis Custos derivados - Cenário em Moçambique

Canal de Opinião: por Sofia Amarcy , in IDeIAS 23 - (IESE – Instituto de Estudos Sociais e Económicos) 
 
Acumulação de Reservas Cambiais e Possíveis Custos derivados - Cenário em Moçambique 
 
Maputo (Canalmoz) - O presente artigo tem por objectivo partilhar um dos pontos que têm vindo a adquirir mais destaque e relevância no debate sobre política monetária e cambial. Pretende-se aqui fornecer uma breve visão sobre os níveis de acumulação de reservas cambiais (RC)1 tanto a nível mundial como em Moçambique, as causas dessa mesma acumulação, bem como as implicações para os Bancos Centrais (BCs) e para o desempenho da economia real. O principal argumento exposto é que economias em desenvolvimento não devem perpetuar a acumulação de RC por dois motivos: (1) os custos associados a tal acumulação são elevados para os BCs devido à disparidade entre as taxas de juros dos Bilhetes de Tesouro (BTs) e as taxas de juro recebidas pela manutenção de moeda externa; (2) o custo de oportunidade: em países “formalmente” declarados como estáveis, o valor excessivo de RC acumuladas deveria ser canalizada para o aumento do investimento interno e para a expansão da procura agregada. A análise foi essencialmente focada nos seguintes aspectos: as causas que se encontram por detrás da acumulação excessiva, sem precedentes, de RC a nível mundial, os instrumentos de avaliação do que é excessivo no nível de RC, as implicações do processo de esterilização do excesso de RC e a racionalidade dos BCs para a contínua acumulação de tais reservas.

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Afonso Dhlakama reitera que o País vai arder, mas diz que não será ele a incendiá-lo

Ontem na cidade de Nampula 
 
Observatório Eleitoral reuniu com Dhlakama à porta fechada  
 
Brazão Mazula e Alice Mabote estiveram com o líder da Renamo 
 
Afonso Dhlakama reitera que o País vai arder, mas diz que não será ele a incendiá-lo 
 
Nampula (Canalmoz) – Uma missão do Observatório Eleitoral (OE) chefiada pelo respectivo presidente, Brazão Mazula, da qual fazia parte Alice Mabota, presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos (LDH), reuniu na manhã de ontem, quinta-feira, na cidade de Nampula, com o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, na qualidade de candidato à presidência da República às eleições da semana passada de que saiu derrotado pela quarta vez consecutiva pelo candidato da Frelimo.

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No contexto da Revolução - ‘na Frelimo era norma fuzilar pessoas’

Entrevista de Mariano Matsinhe ao SAVANA

Por Francisco Carmona e Emídio Beúla / Savana

Mariano Matsinhe (72anos), um dos símbolos da gesta de 25 de Setembro, confessa que não lhe agrada ouvir falar de órgãos de comunicação independentes.

Para a velha guarda da Frelimo melhor se a designação passasse para órgãos independentes da Frelimo. Porque, acredita, dependentes o são de alguma coisa. Mas nem com isso, o homem que abandonou a engenharia civil (cursava o segundo ano) em Portugal para se juntar à Frelimo em 1962, não se coibiu em conversar com o SAVANA por quase uma hora, revivendo um percurso político sempre em reconstrução. Pelo caminho disse, entre outras revelações, que havia uma certa precipitação (necessária?) na tomada de decisões, que os campos de reeducação não foram um erro e que, volvidos quase 45 anos após o início da luta, não se arrepende de nada. Nem dos fuzilamentos,
apesar de reconhecer alguns excessos do SNASP, um órgão do regime e de triste memória. Acompanhe alguns extractos da conversa mantida última sexta-feira em Maputo.

Sr. General, passam 34 anos após a proclamação da independência nacional. Este Setembro comemoramos 45 anos após a insurreição armada e 35 anos dos acordos de Lusaka. Quando olha para trás, que balanço faz deste Moçambique?

Olha, tenho a impressão de que foi tudo correcto. Havia muita agitação, naturalmente, por causa do carácter do colonialismo que tínhamos. E nós éramos jovens. Eu próprio que sou mais velho que muitos líderes da Frelimo tinha 25 anos quando me juntei à Frelimo. Havia uma certa precipitação na tomada de decisões. Mas era necessária. Porque se a gente começasse a pensar nas consequências, as coisas seriam diferentes. Nós tínhamos a vantagem de sermos jovens. Não éramos casados e não tínhamos filhos. Não tínhamos o peso das consequências. A gente pensava como jovens e só queríamos a independência. Outros eram mais velhos, já tinham casado e tinham filhos e diziam o seguinte: vamos combater até ao fim, se ficarmos independentes os nossos filhos vão continuar com a batalha até à independência.
Estávamos preparados para isso, para o sacrifício máximo pela independência de Moçambique.

Quando se junta à Frelimo vinha da UNAMI…

Eu pertencia, assim ligeiramente, à UNAMI. Mas eu fugi de Portugal. Abandonei os estudos. Estava a fazer engenharia civil. Vim cá de férias. Os portugueses pagaram-me férias. Havia muitos outros estudantes de todas as colónias portuguesas. Quando tentei uma saída de Portugal para cá, não consegui. Então aproveitei a vinda para cá e o meu pai vivia na fronteira com o Malawi. Isso era uma grande vantagem para mim e, portanto, foi fácil escapulir para o Malawi e daquele país avançar para a Tanzânia. Mas no Malawi tive que ser da UNAMI para ganhar credibilidade. Porque podiam desconfiar, tendo em conta que vinha de Lisboa. Este episódio deu-se em 1962.

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Base aérea de Nacala, Moçambique, vai ser transformada em aeroporto civil

Nacala, Moçambique, 3 Nov - As obras de recuperação e transformação da base aérea de Nacala, província de Nampula, em aeroporto civil internacional poderão ter início em 2010, indo custar 120 milhões de dólares, afirmou o ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique.

De acordo com o jornal Notícias, de Maputo, a transformação daquela base aérea em aeroporto civil vem, de alguma forma, corresponder aos desafios de desenvolvimento do distrito de Nacala que nos últimos anos tem vindo a receber projectos de investimento, tendo em conta o seu novo estatuto de zona económica especial.

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RENAMO AMEAÇA DIVIDIR A PROVÍNCIA DE SOFALA

O delegado politico da Renamo em Sofala, Fernando Mbararano, diz que o seu partido ameaça dividir esta província a partir do rio Save por alegada viciação dos resultados eleitorais.

Falando numa conferencia de imprensa, no domingo, na cidade da Beira, capital provincial, Mbararano disse que os militantes do seu partido estavam já preparados para dividir Sofala.

Mbararano afirmou que a divisão seria concretizada assim que o seu partido confirmar as informações da alegada viciação de resultados eleitorais que vem dos distritos daquela província. Para o delegado, a Renamo ganhou o pleito eleitoral de 28 de Outubro passado nesta parcela do pais.

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No rescaldo das eleições: ‘Falsa democracia’ em Moçambique

BBC online / Eleutério Fenita - em Maputo
 
Analistas consideram que os resultados das eleições moçambicanas de semana passada poderão traduzir-se numa ‘democracia cosmética’.
Há indicações de que a Frelimo, o partido no poder, ficará eventualmente com perto de 200 dos 250 assentos da Assembleia da República.

Tal poderá permitir emendas constitucionais, entre outros, sem qualquer oposição.

O jurista e analista político moçambicano, Custódio Duma, diz que a democracia do seu país está fragilizada.

“Uma democracia pressupõe diversidade, mais inclusão. A Frelimo pode ficar satisfeita [com esta vitória] mas até para ela própria não é um bom sinal. É um sinal de que estamos a cimentar o mono-partidarismo e, no século XXI, isso é inaceitável”.

De acordo com os últimos dados referentes ao apuramento parcial de resultados, a Frelimo terá conseguido, se não houver surpresas pouco prováveis, mais de 30 deputados acima daqueles que seriam no mínimo necessários para ter a tão almejada - mas receada por alguns - maioria de dois terços.

A Renamo por seu lado deverá ficar com menos de meia centena dos assentos, e o Movimento Democráctico de Moçambique, MDM, com um número abaixo dos 10%.

Para Custódio Duma, os ‘magros’ resultados conseguidos pela oposição devem-se à falta de condições para concorrer em pé de igualdade com a Frelimo.

“Eles [os partidos da oposição] participam num processo em que não têm condições. A oposição não tem condições materiais, não tem capacidade de poder atingir todo o eleitorado”.

Mas a vitória da Frelimo não se resume às legislativas.

Nas presidenciais o seu candidato também ’soma e segue’, com mais de 75% dos votos, contra cerca de 14% de Afonso Dlhkama, da Renamo, e 9% de Daviz Simango do MDM.

“Eventualmente, se a Frelimo não conseguir encontrar um candidato à altura de competir com a oposição em 2014, pode crer que Guebuza continue. E aí nada vai impedir que a Constituição seja ractificada,” vaticina Custódio Duma. 

Da votação pacifica às batotas que mancham o processo eleitoral

Da votação pacifica às batotas que mancham o processo eleitoral 
 
Maputo (Canalmoz) – De acordo com o boletim do Centro de Integridade Pública (CIP) e dos Parlamentares Europeus para África (AWEPA), ontem duas vezes tornado público (e uma vez esta madrugada), até ao meio da tarde, mantinham-se grandes filas em muitos lugares deixando prever que muitas assembleias de voto não se iria votar.
O boletim da AWEPA que há dias foi atacado pelo trabalho das organizações supramencionadas, pelo director da Agencia de Informação de Moçambique (AIM), Gustavo Mavie, no diário de papel de maior circulação, o Noticias, adiantava que “em outros, incluindo nos centros de Maputo e Beira; Ribaué e Ilha de Moçambique, em Nampula; Macanga, em Tete; e Tambara, em Manica, havia longas filas quando as assembleias de voto abriram, mas a maior parte das pessoas votou de manhã e a meio da tarde não havia mais filas. Este quadro misto é-nos dado pelos nossos 100 jornalistas espalhados pelo país, que reportaram às 15h00”.
Adiantava o CIP e a AWEPA que em Nacala, até por volta das 12 horas de ontem, algumas mesas já não tinham eleitores, sobretudo as da periferia da cidade, enquanto outras mantinham-se apinhadas de gente.
Em geral, quase todas as assembleias de voto tinham aberto normalmente, excepto algumas que ainda têm problemas de cadernos eleitorais.

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Eleições: Moçambique entre Frelimo e a mudança (Abel Coelho de Morais)

Eleições

Moçambique entre Frelimo e a mudança

Quase duas décadas após os acordos de paz de 1992, Moçambique vota hoje para escolher novo Presidente, novo Parlamento e novos representantes do poder a nível provincial. Entre as habituais acusações de fraude e um crescente desencanto entre o eleitorado, estas eleições, que poderão assinalar o fim da bipolarização no país, representam importante desafio, quer para o partido tradicional de oposição quer para a mais recente formação política, com menos de um ano de existência.

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Moçambique: Vamos todos votar! - exorta Comissão Nacional de Eleições

Vamos todos votar! - exorta Comissão Nacional de Eleições

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) exortou ontem aos cerca de nove milhões e seiscentos mil eleitores residentes em território nacional e no estrangeiro no sentido de afluírem em massa aos postos de votação para a escolha do Presidente da República e dos partidos políticos que terão assento na Assembleia da República e nas assembleias provinciais. Numa exortação aos eleitores, o Presidente da Comissão Nacional de Eleições, João Leopoldo da Costa, instou os cidadãos no sentido de exercerem  o seu direito de voto de forma consciente, pacífica e ordeira.

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Janet Mondlane deve falar com a filha (Canal de Opinião: por Luís Nhachote)

Canal de Opinião: por Luís Nhachote 
 
Janet Mondlane deve falar com a filha 
 
Maputo (Canalmoz) – As declarações de Nyelete Mondlane, em Gurué, na Zambézia, após a passagem de Daviz Simango por aquele distrito, segundo as quais “Quem matou o meu pai foi Uria Simango” merecem um puxão de orelhas pela parte dos seus educadores. E não só: por todas as pessoas de bom senso.
Perene será sempre a infância de todos aqueles que têm, biológica ou em afecto, vínculos com quem (n) os criou.
Por isso é que Janet Mondlane deve falar com a sua filha – é verdade que ela já é adulta, e goza da prerrogativa de responder pelos seus actos, sejam lúcidos ou imbecis – sob pena, da educação que ela recebeu e transmitiu aos filhos, cair sobre no esgoto da hipocrisia.
Assim sendo, Janet articulando com a filha, salvaria os mais incautos de duvidarem do sistema de educação do ensino americano, onde ela (Janet) cresceu e estudou e lá conheceu o Drº. Eduardo Mondlane, com quem constituiu família.

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Cardeal Dom Alexandre afirmou ontem, em Maputo, que Joaquim Chissano, nasceu com a missão de servir e libertar o povo e a Pátria moçambicanos

Chissano nasceu para servir o povo – segundo o Cardeal Dom Alexandre durante a realização de uma missa para celebrar os 70 anos do antigo estadista moçambicano

O Cardeal Dom Alexandre afirmou ontem, em Maputo, que o antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, nasceu com a missão de servir e libertar o povo e a Pátria moçambicanos. O Cardeal, que falava durante uma missa na Sé Catedral de Maputo, para celebrar o 70º aniversário natalício de Joaquim Chissano, que ainda ontem se assinalou, caracterizou o antigo estadista como um líder que contribuiu igualmente para que o país granjeasse simpatia internacional  e um indivíduo que “soube dar o exemplo de como construir uma família cristã”.

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Declarações perigosas da filha do “arquitecto da unidade nacional” (Canal de Opinião: por Luís Nhachote)

Canal de Opinião: por Luís Nhachote 
 
Declarações perigosas da filha do “arquitecto da unidade nacional”
 
 
Maputo (Canalmoz) – Nyelete Mondlane, que concorre para deputada da Assembleia da República, pelo círculo eleitoral da Zambézia, é citada, na edição de ontem, do «Diário da Zambézia», como tendo dito, no distrito de Gurué, em plena caça ao voto que “Uria Simango é quem matou o meu pai”.
O diário, baseado em Quelimane, diz que Nyelete, terá dito estas palavras, após a passagem de Daviz Simango, por aquele distrito. E não se terá ficado por ai. O veneno a destilar tinha proporções desconhecidas: “Quem matou o meu pai foi Uria Simango e por isso tenham cuidado com as mensagens que recebem”.

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Seguindo tradição do Partido Frelimo, filha de Mondlane falsifica história

Seguindo tradição do Partido Frelimo 
 
Filha de Mondlane falsifica história

 
Maputo (Canalmoz) - Nyelete Mondlane, filha do primeiro presidente da Frelimo, mantém-se fiel à linha do actual partido no poder em Moçambique, falsificando a história recente do nosso país. Nyelete, que concorre pelo Partido Frelimo no círculo eleitoral da Zambézia, é referida como tendo declarado no Gurué que o pai dela foi morto por Uria Simango. “Quem matou o meu pai foi Uria Simango”.
De acordo com o nosso colega, Diário da Zambézia, a candidata do Partido Frelimo fez tal declaração quando falava no Gurué, local anteriormente visitado pelo líder do MDM, Daviz Simango, candidato a estas presidenciais do próximo dia 28 do corrente mês, e filho do reverendo Uria Simango.

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Luís de Brito, do IESE, em palestra defende: A Democracia não é obra da Frelimo nem da Renamo

Luís de Brito, do IESE, em palestra defende 
 
A Democracia não é obra da Frelimo nem da Renamo 
 
“Sei que irão me apontar como mais um que “desvaloriza” o combate da FRELIMO. Mas A luta de libertação nacional não foi fundamental para libertação de Moçambique, muitos países na altura estavam a alcançar as suas independências, claramente que, Moçambique também podia conquistar a independência naquela onda. Portanto a luta de libertação travada pelas tropas da FRELIMO, apenas acelerou o processo da libertação nacional” – Professor Doutor Carlos Mussa 
 
Maputo (Canalmoz) – O docente universitário e investigador do Instituto de Estudos Sociais e Económicos, IESE, Luís de Brito considera de falso, desprovido de sentido e até mesmo patético, o debate que o ultimamente se tema levantado entre os membros da Renamo e da Frelimo, em relação a paternidade da Democracia, ou seja o legítimo obreiro da democracia. Para aquele académico a democracia não é um produto coisa ou propriedade, mas sim um processo que a sociedade permanentemente a constrói. O facto de considerar a democracia como uma coisa é que faz com que os dois partidos se digladiam em relação a título de propriedade da democracia.

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Confissão de Yaqub Sibindy depois de subornado pela Frelimo, a exclusão complicou a minha situação financeira

Confissão de Yaqub Sibindy depois de subornado pela Frelimo 
 
A exclusão complicou a minha situação financeira 
 
“O presidente Guebuza pode ficar descansado em relação aos votos dos muçulmanos. Todos eles vão votar na Frelimo e em Guebuza. Agora, se a Frelimo perder, não será por causa dos votos dos muçulmanos, mas, sim, devido a outros factores que são exteriores à influência de Sibindy e dos muçulmanos”
 
Maputo (Canalmoz) – O presidente do Partido Independente de Moçambique (PIMO), Yaqub Sibindy, disse ao Canalmoz que a sua exclusão e a do seu partido da corrida eleitoral, complicou as suas contas financeiras pessoais. Isso porque, segundo nos explicou, todas as actividades desenvolvidas pelo seu partido foram suportadas pelo seu bolso, e com apoios dos seus familiares.
Sibindy fez essas declarações em reacção às informações que vêm sendo veiculadas, dando conta de que este se rendeu ao partido Frelimo para se ver livre de algumas dívidas que lhe tiravam sono. Assim, segundo essas informações, aparentemente sem saída para honrar com os seus compromissos financeiros, Sibindy pediu socorro ao grupo empresarial MBS, liderado pelo empresário Momad Bachir, apoiante confesso do partido Frelimo, o que este aceitou, na condição de o líder do PIMO que anteriormente criticava a Frelimo, anunciar publicamente a sua rendição perante o batuque e a maçaroca e Armando Guebuza.

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Moçambique: Marcelino dos Santos declara sua aversão pela imprensa privada

Marcelino dos Santos declara sua aversão pela imprensa privada
 
“Camaradas, vocês são de instituições que eu não respeito. Portanto, não respondo às vossas questões. Não respeito as vossas instituições. Porquê é que querem fazer perguntas a mim?”, - Marcelino dos Santos dirigindo-se a jornalistas do Canal de Moçambique e TV-Miramar, ontem, na Praça dos Heróis, em Maputo.
 
Maputo (Canalmoz) - O veterano da luta de libertação nacional, Marcelino dos Santos, declarou ontem a sua total aversão e desrespeito pelos meios de comunicação social independentes. Convidado a prestar declarações ao Canal de Moçambique e à televisão privada Miramar, Marcelino dos Santos foi categórico ao recusar-se. “Não respeito as vossas instituições”. Disse-o momentos depois de ter respondido às questões que lhe foram colocadas por jornalistas da Televisão de Moçambique, a televisão pública, tida como a grande instituição de propaganda do partido Frelimo, embora sobreviva à custa dos impostos de todos pagos ao Estado independentemente das simpatias políticas.

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Renamo relaciona Guebuza com a morte de Samora Machel (Fernando Mazanga)

Renamo relaciona Guebuza com a morte de Samora Machel 
 
E diz que se Dhlakama vencer as eleições vai mandar publicar o relatório sobre a morte do primeiro presidente de Moçambique, a 19 de Outubro de 1986, em Mbuzini, na África do Sul “Não nos embalemos com aqueles que matam e rezam, empunham a pistola numa mão e na outra distribuem camisetas e capulanas. O sangue de Samora deve ser vingado afastando do poder aqueles que não querem divulgar o relatório do inquérito sobre a sua morte” – Fernando Mazanga

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Moçambique: Malema na província de Nampula, um verdadeiro celeiro

NAMPULA: MALEMA UM VERDADEIRO CELEIRO

Pouco mais de 244 mil toneladas é a quantidade de produtos alimentares diversos contabilizados até ao momento pelas autoridades governamentais do distrito de Malema, interior da província de Nampula, que espelham os resultados das colheitas da presente safra, como tendo sido um sucesso para o qual contou a forte sensibilização para o incremento das áreas de cultivo e garantia de incentivos aos produtores com fundos de financiamento de iniciativas locais, vulgarmente conhecido por “sete milhões”.

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DIGITAIS / INFANTIL E JUVENIL - O PEQUENO CROCODILO

DIGITAIS / INFANTIL E JUVENIL - O PEQUENO CROCODILO

INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO E DO DISCO (1980)

MAPUTO

@XicoNhoca

DIGITAIS / INFANTIL E JUVENIL - MARIAM E A PAPAIA

DIGITAIS / INFANTIL E JUVENIL - MARIAM E A PAPAIA

INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO E DO DISCO (1980)

MAPUTO

@XicoNhoca

Moçambique: Mandada encerrar pela Frelimo depois da independência, “LM Radio” reinicia transmissões

Mandada encerrar pela Frelimo depois da independência 
 
“LM Radio” reinicia transmissões
 
 
Pretoria (Canalmoz) - Prevê-se que esteja iminente o anúncio oficial do reinício das transmissões da rádio comercial, “LM Radio”, que durante cerca de quatro décadas transmitiu a partir da antiga cidade de Lourenço Marques. Os primeiros sinais de que a “LM Radio” iria regressar foram divulgados pelo Canal de Moçambique na sua edição de 2 de Julho último.
Tal como havíamos então noticiado, a nova “LM Radio” consta da grelha de estações radiofónicas que transmitem por via satélite através do sistema DSTV da Multichoice.
Também designada por “Programa B” do antigo Rádio Clube de Moçambique (que depois da independência passou a designar-se de Rádio Moçambique), a “LM Radio” transmitia 24 horas ao dia, sete dias por semana, em línguas inglesa e africânder, sendo a sua programação constituída fundamentalmente por música moderna. Tratava-se de um serviço radiofónico comercial altamente lucrativo, cujas receitas eram uma importante fonte de receita do Rádio Clube de Moçambique. Destinada ao auditório sul-africano, a “LM Radio” era, no entanto, bastante popular entre a camada jovem de Moçambique e de outros países vizinhos dadas as suas características ímpares como estação emissora em cima dos acontecimentos do mundo da música moderna.
Embora com a mesma designação – “LM Radio” – o serviço radiofónico extinto a 12 de Outubro de 1975 reiniciará as transmissões com o nome comercial de “Lifetime Music Radio”. A programação disponível na página da “LM Radio” na Internet (www.lmradio.co.za) indica que esta estação radiofónica irá manter as características da antiga emissora que transmitia dos estúdios situados na Rua da Rádio em Maputo.
A antiga “LM Radio” foi criada em 1936. Tal como o “Programa D” do então Rádio Clube de Moçambique, que era vocacionado para a transmissão de música clássica, o “Programa B” foi extinto na sequência de uma orientação do «Departamento do Trabalho Ideológico» da Frelimo, ao tempo dirigido por Jorge Rebelo, que considerava os dois canais de “elitistas”.
A “LM Radio” tirou partido da política em vigor na África do Sul nos anos 30 em que não era autorizada a existência de estações de rádio privadas. A SABC (South African Broadcasting Corporation) detinha o monopólio da radiodifusão naquele país. A “LM Radio” veio preencher a lacuna existente na África do Sul em termos de rádios comerciais, passando esse serviço radiofónico a atrair um número cada vez maior de anunciantes sul-africanos dada a popularidade da sua programação nos grandes centros populacionais.

(Redacção)
 
2009-10-12

Entrevista fictícia a Daviz Simango (Escrito por Alexandre Chaúque)

Bitonga Blues - Entrevista fictícia a Daviz Simango
 
- A Vox Populi diz que o senhor não vai ganhar estas eleições, mesmo que na contagem dos votos seja o eleito…

- Eu prefiro esperar para ver. As pessoas que assim afirmam, provavelmente não terão a certeza do que dizem.

- E o senhor tem a certeza de alguma coisa?

- Nunca tenho a certeza de nada, a não ser que a dignidade de um homem se constrói com trabalho e honestidade.

- Acha-se um homem digno de ser eleito presidente da República?

- Como lhe disse, a dignidade de um homem constrói-se com trabalho e honestidade e eu estou a trabalhar de forma honesta.

- O senhor é da tribo ndau, mas, por aquilo que se pode sentir na pulsação dos debates televisivos e também nos cafés, as pessoas nem se lembram disso. Porquê?

- Essa pergunta não é a mim que você deve fazer. Questione a eles. Quem não se lembra de que eu sou da tribo ndau são eles. Eu nunca me esqueci disso, porque, para além de tudo o mais, tenho muito respeito pela memória do meu pai, que era ndau.

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MOÇAMBIQUE - É UM DOS MAIS EMBLEMÁTICOS MERCADOS DE MAPUTO

MOÇAMBIQUE - É UM DOS MAIS EMBLEMÁTICOS MERCADOS DE MAPUTO

SITUA-SE NA PRAÇA 25 DE JUNHO,

JUNTO À FORTALEZA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO E DA CASA DA MOEDA

@XicoNhoca

Moçambique: Comunicação para pesquisa e investigação, universidades do mundo buscam consenso em Maputo

Comunicação para pesquisa e investigação: Universidades do mundo buscam consenso em Maputo

Representantes de mais de uma dezena de universidades de vários quadrantes do mundo, na sua maioria africanas e europeias, procuram desde ontem, em Maputo, formas de harmonizar o sistema de comunicação entre si, no domínio da pesquisa, investigação, inspecção e ensino de qualidade. Designada Conferência Final do Projecto AUDIS do Programa Edulink e com financiamento da União Europeia, a primeira conferência teve lugar no Senegal, em 2007, e a segunda no Zimbabwe, em 2008, tendo agora sido eleita a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) como anfitriã do encontro, que tem por objectivos o fortalecimento das relações de cooperação, troca de experiência e discussão de vários assuntos para consolidar a união das instituições de Ensino superior africanas e europeias.

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Moçambique: Plataforma dos extra-parlamentares acusa Daviz Simango de traidor

Plataforma dos extra-parlamentares acusa Daviz Simango de traidor 
 
Maputo (Canalmoz) – A Organização dos 30 partidos extra-parlamentares constituída recentemente no país, que engloba alguns partidos excluídos do escrutínio de 28 de Outubro próximo e outros que nem sequer concorreram, reuniu-se ontem num dos hotéis da Baixa da Cidade de Maputo, com representantes da comunidade Internacional acreditados no país.
O Objectivo do encontro era de apresentar aos parceiros de cooperação, o posicionamento deste grupo de partidos, face ao actual cenário político nacional. No encontro, José Viana, presidente da Plataforma, acusou a Frelimo, Renamo e MDM, de serem um clube de amigos que pretendem prejudicar as demais forças políticas nacionais.
José Viana acusou ainda Yaqub Sibindy, presidente do PIMO, e João Massango, do partido ecologista, de serem subordinados da Frelimo e de proferirem discursos que recebem do comité central da Frelimo.
A acusação para os presidentes do PIMO e dos Ecologistas, surge pelo facto de estes terem se revelados conformados com a decisão do Conselho Constitucional, no diz respeito à exclusão dos partidos políticos pela CNE.

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A vez da nossa Justiça (Canal de Opinião: por Manuel de Araújo)

Canal de Opinião: por Manuel de Araújo 
 
A vez da nossa Justiça
 
 
Londres (Canalmoz) - A imprensa moçambicana veiculou semana passada notícias segundo as quais um tribunal do Reino Unido condenou a firma Inglesa Mabey & Jonhson por ter sido provado que a mesma esteve envolvida em actos de corrupção que consistiram no pagamento de somas avultadas a diversas figuras ligadas a governos africanos, dentre os quais é citado um antigo dirigente sénior da Administração Nacional das Estradas que se alega ter recebido 286.000,00 Libras. A imprensa refere ainda que a firma britânica reconheceu ter praticado actos ilícitos e colaborou com a justiça inglesa, justificando que tais práticas haviam sido adoptadas pela antiga administração. Diz-se ainda haver provas dos pagamentos feitos a essas pessoas.
Não dispomos de detalhes da sentença que condena a Mabey & Johnson e nem conhecemos os elementos de prova que terão sido acarreados ao longo da investigação que culminou com a referida condenação, contudo, julgamos que o facto de o tribunal ter condenado aquela firma leva-nos a acreditar que os tais actos de suborno terão sido suficientemente provados, alias, diz-se que a Mabey & Johnson colaborou com a justiça e facultou os dados que permitiram que tal veredicto fosse feito. O reconhecimento da culpa por parte da Mabey & Johnson, ainda que assacada à anterior administração é, em nosso entender, indicação de que estamos perante factos e não meros rumores. E aqui é onde a nossa justiça é chamada à colação!

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