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Governo moçambicano anuncia descoberta de petróleo na Bacia do Rovuma

O governo prevê que novos furos sejam efectuados ainda este ano para melhor avaliação da jazida.

Maputo - A companhia norte-americana Anadarko Petroleum confirmou a presença de petróleo na Bacia do Rovuma, em Moçambique. De acordo com a ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, a presença de petróleo associado ao gás naquela bacia foi detectada a uma profundidade de 5100 metros, sendo, igualmente, a primeira vez que se descobre petróleo “off shore” na África Oriental.

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A CPLP «não serve para nada» - diz Vasco Graça Moura

O escritor Vasco Graça Moura considera que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é uma espécie de organização fantasma, “que não serve para rigorosamente nada”, a não ser “ocupar gente desocupada”. “O Instituto Internacional da Língua Portuguesa não está em funcionamento porque nenhum dos países membros da CPLP lhe dá meios para o fazer”, diz o escritor e também poeta, a propósito da VIII Cimeira de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na sexta-feira, em Luanda (Angola).

“Isto corresponde a uma coisa chamada CPLP, que é uma espécie de fantasma que não serve para rigorosamente nada, que só serve para empatar e ocupar gente desocupada”, acrescentou.

Para o escritor, o IILP “é uma entidade fantasma criada dentro de outra entidade fantasma.” Na cimeira de Luanda, será analisada a aprovação da reestruturação do IILP e também de um plano de ação para a projecção internacional do português.

“Não se nota que exista qualquer espécie de política da língua da parte do Governo português e nota-se, da parte da mesma entidade, uma enorme estupidez na forma de tratar a língua, no que diz respeito ao Acordo Ortográfico”, disse o escritor.

Vasco Graça Moura, que é uma das vozes contrárias ao Acordo Ortográfico por considerar que este tem deficiências e erros que lesam o Português, considera que o Governo está a cometer um crime contra a língua portuguesa.

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Na Guiné-Bissau a razão chama-se apenas AK-47

in Alto Hama  

Malam Bacai Sanhá pensa que é presidente de uma democracia estabilizada e de um Estado de Direito (Guiné-Bissau). Assim parecem pensar algumas organizações internacionais, caso da CPLP. Mas, infelizmente para todos mas sobretudo para os guineenses, não é assim. O que hoje se passou confirma isso mesmo.

Por Orlando Castro

Recordo-me de, no início de Janeiro, o presidente da Guiné-Bissau ter convocado o Governo, o procurador-geral da República e o chefe das Forças Armadas para explicarem a razão pela qual o ex-chefe da Armada, Bubo Na Tchuto, se refugiou na sede da ONU em Bissau.

O contra-almirante Bubo Na Tchuto esteve até hoje refugiado na sede das Nações Unidas em Bissau após entrar no país de forma oficialmente clandestina, vindo da Gâmbia, onde se encontrava exilado desde Agosto de 2008, após ter sido acusado pelo Estado-Maior das Forças Armadas de ser o líder de uma alegada tentativa de golpe de Estado.

O governo da Guiné-Bissau exigiu então à ONU a entrega imediata e incondicional do oficial, invocando a necessidade de este ser apresentado à justiça para ser julgado pelos crimes de que é suspeito: tentativa de golpe de Estado, tentativa de alteração de Estado de Direito e deserção.

A ONU pediu calma ao Executivo guineense, argumentando com a necessidade de se encontrar uma solução pacífica (coisa com a qual a Guiné-Bissau parece não saber conviver) e legal para o caso, mas sempre salvaguardando as normas do direito internacional (outra das regras quase desconhecida em Bissau).

E a calma, sempre precária, durou até hoje.

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Um enredo à John Le Carré nas negociatas com Angola

Um enredo à Le Carré

Em 1994, o Estado angolano mobiliza 150 milhões de dólares (€ 104 milhões) para comprar 49% do Banif. 0 banco é presidido pelo fundador, Horácio Roque, casado com Fátima Roque, professora universitária que durante vários anos foi uma destacada dirigente da UNITA. Este movimento político combateu durante 30 anos o MPLA através de uma sangrenta guerra civil.

Luanda suspeita de que o banco é utilizado para financiar a UNITA. A aquisição de 49% permitir-lhe-ia secar essa fonte de financiamento do inimigo. Contudo, como não queria dar a cara, Angola encarrega três intermediários portugueses de a executar: os advogados Francisco Cruz Martins e Eduardo Capelo de Morais e o tenente-coronel António Figueiredo, presidente do grupo ETE (Empresa de Tráfego e Estiva).

O objectivo é concretizado através de diversas sociedades instaladas em paraísos fiscais e grande parte da compra de acções é feita fora de bolsa, o que permite concluir que foram outros accionistas que venderam. E assim, entre 1994 e 2000 os três intermediários integram os orgãos sociais do Banif, devido ao volume de acções que detêm.

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Contra a Ditadura do Medo (Marcolino Moco)

Canal de Opinião : por Marcolino Moco (*) 
 
Contra a Ditadura do Medo 
 
Carta de Marcolino Moco, ex-secretário-geral do MPLA e ex-primeiro-ministro de Angola, a Mateus Julião Paulo “Dino Matross”, ex-ministro da segurança angolano 
 
Maputo (Canalmoz) - Era para nos tirarem o medo dos estrangeiros e nos trazerem o vosso medo?! Eu recuso-me a tremer perante qualquer tipo de novos medos. É este o meu manifesto contra o medo e contra uma ditadura do silêncio que não aceito.

Caro Camarada Dino Matross

Após consulta à minha família nuclear e alargada, que me deu todo o apoio, e até me surpreendeu, ao declarar que eu nem devia ter ido ter consigo, mando-lhe este pequeno memorando do nosso encontro do dia 24 de Novembro, na Assembleia Nacional.
Na verdade, como deve ter sabido, a minha primeira decisão era não ter ido ter consigo, pela forma como fui abordado, como se eu fosse um desocupado, à chamada de um senhor misericordioso; e também não iria ao seu encontro por desconfiar que me iria dar lições atávicas, sobre as minhas opiniões, como cidadão e académico, em relação ao momento constituinte, que tem suscitado uma grande audiência em Luanda e no exterior, já que vocês, sem nenhum pejo, barraram todo o contraditório em relação ao interior do país, simulando uma grande generosidade em fazer participar o país na elaboração de uma Constituição que vocês já sabem qual será.

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Afonso Dhlakama quebra o silêncio em Nampula

Afonso Dhlakama quebra o silêncio em Nampula 
 
“O presidente Guebuza matou a democracia e pretender a acabar com ela, continuamente” 
 
O presidente da Renamo reitera que está a organizar as manifestações contra a CNE e vai ele próprio encabeçar o processo.  
 
Nampula (Canalmoz) – O presidente do partido Renamo, Afonso Dhlakama, está a quebrar os equívocos em volta do seu estado de saúde. Certas correntes da sociedade tentaram fazer acreditar que ele se encontrava gravemente doente mas ele tem vindo desde a semana passada, de forma privada, a proporcionar a parte dos órgãos de comunicação social com sede ou representação na cidade de Nampula, entrevistas na sua própria residência. No último sábado, o convite foi para a reportagem do Canalmoz e Canal de Moçambique aqui em Nampula.

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«Em Portugal não me sinto seguro» - Carlos Contreiras, do Partido Republicano de Angola

1-Nov-2009 - 12:11

 Carlos Contreiras é líder do Partido Republicano de Angola. Pediu asilo a Espanha porque, segundo afirma, o MPLA, partido do presidente José Eduardo dos Santos, tentou matá-lo. Carlos Contreiras nasceu no Bairro Operário, município de Sambizanga, em Luanda, há 43 anos. É doutorado em Ciências Políticas e Económicas pela Universidade de Boston, nos EUA. Jornalista de profissão, fundou o Partido Republicano de Angola, de raiz cristã, que foi legalizado em 1997 pelo Supremo Tribunal de Angola. É casado e tem oito filhos.

 

– Pediu asilo a Espanha. Porque não a Portugal?

Carlos Contreiras – Não temos nada contra o Governo e povo português. Trata-se de uma questão de segurança. O MPLA está muito bem estruturado aqui.

– Está a dizer-me que pediu asilo a Espanha porque não se sente seguro em Portugal?

– Sim. O MPLA actua aqui. As mesmas pessoas que perpetraram o atentado contra mim em Luanda podem estar aqui preparadas para levar a cabo outras acções.

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Da votação pacifica às batotas que mancham o processo eleitoral

Da votação pacifica às batotas que mancham o processo eleitoral 
 
Maputo (Canalmoz) – De acordo com o boletim do Centro de Integridade Pública (CIP) e dos Parlamentares Europeus para África (AWEPA), ontem duas vezes tornado público (e uma vez esta madrugada), até ao meio da tarde, mantinham-se grandes filas em muitos lugares deixando prever que muitas assembleias de voto não se iria votar.
O boletim da AWEPA que há dias foi atacado pelo trabalho das organizações supramencionadas, pelo director da Agencia de Informação de Moçambique (AIM), Gustavo Mavie, no diário de papel de maior circulação, o Noticias, adiantava que “em outros, incluindo nos centros de Maputo e Beira; Ribaué e Ilha de Moçambique, em Nampula; Macanga, em Tete; e Tambara, em Manica, havia longas filas quando as assembleias de voto abriram, mas a maior parte das pessoas votou de manhã e a meio da tarde não havia mais filas. Este quadro misto é-nos dado pelos nossos 100 jornalistas espalhados pelo país, que reportaram às 15h00”.
Adiantava o CIP e a AWEPA que em Nacala, até por volta das 12 horas de ontem, algumas mesas já não tinham eleitores, sobretudo as da periferia da cidade, enquanto outras mantinham-se apinhadas de gente.
Em geral, quase todas as assembleias de voto tinham aberto normalmente, excepto algumas que ainda têm problemas de cadernos eleitorais.

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Eleições: Moçambique entre Frelimo e a mudança (Abel Coelho de Morais)

Eleições

Moçambique entre Frelimo e a mudança

Quase duas décadas após os acordos de paz de 1992, Moçambique vota hoje para escolher novo Presidente, novo Parlamento e novos representantes do poder a nível provincial. Entre as habituais acusações de fraude e um crescente desencanto entre o eleitorado, estas eleições, que poderão assinalar o fim da bipolarização no país, representam importante desafio, quer para o partido tradicional de oposição quer para a mais recente formação política, com menos de um ano de existência.

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O domínio da língua portuguesa e a literacia e desenvolvimento (Lourenço do Rosário)

O domínio da língua portuguesa e a literacia e desenvolvimento*

Em 2007, no Brasil, os meios de comunicação social daquele País divulgavam com grande alarido os resultados de uma pesquisa  promovida pela OCDE sobre literacia nos países que integram esta organização, incluindo igualmente alguns países  que não faziam parte desse organismo internacional. Estes resultados arrasavam de forma devastadora os únicos Países de Língua Portuguesa avaliados, nomeadamente Portugal e Brasil. A pesquisa em apreço abrangia inquérito sobre leitura, escrita, matemática e ciências. Países como Coréia do Sul, Singapura, Taiwan, Nova Zelândia pugnavam pelos primeiros lugares lado  a lado com Países  considerados do Primeiro Mundo, nomeadamente Canadá, Finlândia, Japão, atirando para o meio da tabela  colossos  económicos como a França, Itália, Alemanha e até os Estados Unidos da América. Estes resultados não diferiam  em muito daqueles  outros  publicados em Dezembro de 2001.

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