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A Dualidade do Ser - poesia, por Jorge Rebelo

A DUALIDADE DO SER 
 
“Ensinar a não calar, a não ter medo, partilhar a emoção de fazer bem, fazer acordar a consciência, impulsionar a Viragem”
 
Maputo (Canalmoz) – Do ex-combatente da Luta de Libertação nacional, ex-ministro da Informação, ex-Secretário do Trabalho Ideológico do Bureau Político do Partido Frelimo, publicamos a seguir o poema ‘A DUALIDADE DO SER’, a “ensinar a não calar, a não ter medo, partilhar a emoção de fazer bem, fazer acordar a consciência, impulsionar a Viragem”:

A DUALIDADE DO SER

COSTUMO assistir, nunca falto a estas cerimónias (quando me convidam).

A de ontem então foi empolgante:
Muito faustosa, muitas figuras,
ouvimos discursos laudatórios,
patrióticos, exalando saber e rectidão.
Adorei.

Mas outra parte de mim estava distante,
indiferente, alheio a tudo. Queixava-se:

“Vamos embora.
Estes ambientes pomposos incomodam-me,
Fico perdido
perco-me no ar morno dos salões
nos apertos frouxos das mãos
nos sorrisos pré-fabricados,
nunca sei qual a linguagem certa
as vénias que de mim se esperam.
- Ai as vénias! - diz ele. Mal-aventurado
quem as inventou.
Porque, escuta bem: as vénias não são só
a curvatura do corpo.
Também a alma - a tua alma - se curva.”

Não liguei.
EU não arredei pé.
Até ao fim, hirto, solene
bati palmas, entoei loas
orgulhoso por ser parte
da ilustre nomenclatura.

Mas o outro em mim não se conforma.
Zanga-se:

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Pátria amada: 25 de Junho, Dia de Moçambique - por Inácio Natividade

—transcrito de ‘Notícias Lusófonas — 

Pátria amada, viva e altiva escultura africana sementada em terras verdes e formosas. Terra da Frelimo, de Mondlane, Samora , Chissano, Guebuza e de todos os heróis que pla pátria sucumbiram, e na bandeira imortalizados como expoentes de uma Nação em movimento; fontes de inspiração de um amanhã que pontifica, na herança do amor sem margem de uma juventude que se desprende ante sorriso aberto de milhões de crianças. Do Rovuma ao Maputo,terra da democracia em sinfonia com um Parlamento em harmonia pintada em cores multiparditadárias. Moçambique amor pátrio, voz corrente e do passado esgrimando candeias que não apagam, testemunhos do passado, presente futuro e o além futuro.

Cheiros que me habitam, vozes encantos que me perseguem, amor ardente e saudade dolorante; dor perene, pontiaguda e finalmente dilacerante, latejando amarguras de saudosismo plas ruas cinzentas da diáspora,… vai espalhando a mensagem de uma pátria que aos 35 anos , luz como diamante raro, deificado plos filhos ,… desejado, procurado idolatrado por milhões, que de lá ao longe, almejam plo murmurio das aguas quentes das nossas praias,pla grandeza do nosso sol, plo pacifismo das nossas gentes.

Apesar das tremuras nas milengas devido a endemias, a luta contra a pobreza , injustiça social economica e contra o anafabetismo continuam a ser a cartilha presente em todos quadrantes e prioridade dos que governam.

Pátria minha, terra de grandes riquezas, de vales rios e enseadas e Cahora Bassa:
Recheio de arrozais, desde o Chokue ao vale do Zambeze e Gaza; algodão, chá e tabaco em Namialo,Malema e Ribaue em Nampula, Niassa e a sua fruta madura, Inhambane terra do gaz natural,,minas de carvão de pedras preciosas e semi-preciosas que se espalham desde Tete a Cabo Delgado, Sofala e Manica a industrial Maputo.

Terra adornada de florestas com madeiras preciosas e fauna animal um Indico que não cansa de em ser um adorno de praias,e manancial de uma fauna maritima que não se esgota.

Moçambique pátria amada,.. serás sempre o herói das minha aventuras
Um rosto aberto sobre o mar, espelho do que ja fui e sou,
Um rio de interrogacões por onde ando e vou,
E sempre , mas sempre , um porto firme para os meus sonhos…

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Lídia Frade lançou dois livros em Almoster em 10 de Abril

Após o almoço comemorativo dos 60 anos da ARCFA (Associação Recreativa e Cultural da Freguesia de Almoster) e de um momento de Danças de Salão, a tarde cultural em Almoster foi marcada pelo lançamento dos dois novos livros publicados pela escritora e poetisa Lídia Frade - “Amor Eterno” (poesia) e “A Fazenda onde veio a luz ao mundo” (prosa).
Presentes à cerimónia de lançamento, além de população desta localidade ribatejana e dos associados e dirigentes da associação cultural, estiveram a presidência da junta de Almoster e o representante de Moita Flores, da Cãmara de Santarém, bem como a reportagem da Rádio Pernes e o editor das obras.

Os representantes da autarquia escalabitana e locais enalteceram o sentido das obras,  a de prosa especialmente no retrato fiel que faz de um certo espaço e tempo, um fresco autêntico, que tem o mérito de preservar essa memória de há décadas. Também o livro de poemas - alguns dos quais ditos na cerimónia, pela autora - teve igualmente boa aceitação, com todo um sentir pessoal e etnográfico posto em corpo de verso. 

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Descolonizámos o Land-Rover - poema por Albino Magaia

Por Albino Magaia

Já não é carro cobrador de impostos
Nós descolonizámo-lo.
Já não é terror quando entra na povoação
Já não é Land-Rover do induna e do sipaio.
É velho e conhece todas as picadas que pisa.
É experiente este carro britânico
Seguro aliado do chicote explorador.
Mas nós descolonizámo-lo.
No matope e no areal
Sua tracção às quatro rodas
Garante chegada às machambas mais distantes
Às cooperativas dos camponeses.
Entra na aldeia e no centro piloto
Ruge militante nas mãos seguras do condutor
Obedece fiel a todas as manobras
Mesmo incompleto por falta de peças.
- Descolonizámos o Land-Rover
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Poesia e prosa - “Amor Eterno” e “A Fazenda onde veio a luz ao mundo”. Lídia Frade lança dois livros em Almoster em 10 de Abril

O lançamento dos dois livros está previsto para as 15h00 do próximo dia 10 de Abril, em Almoster, na ARCFA (Associação Recreativa e Cultural da Freguesia de Almoster).

LÍDIA FRADE nasceu no lugar da Ponte do Celeiro, Freguesia de Almoster, Concelho de Santarém. Muito cedo começou por cultivar a sua criatividade, lendo quase todos os romances clássicos, disponíveis na época através das carrinhas da Biblioteca Itinerante da Gulbenkian. A sua participação a nível sócio-cultural foi de grande relevo, primeiro, fazendo recolhas de canções populares dos usos e costumes para o reportório do grupo de Folclore da localidade de Vila Nova do Coito, Freguesia de Almoster, onde viveu, e de onde levou o nome da Associação Cultural Vilanovense com músicas e canções de recolha à sua participação no festival para crianças «CANTAROLANDO», integrado na FEIRA DA AGRICULTURA.

Começou a escrever pequenas coisas, como poemas para serem cantados, ou textos para teatralizar, trabalhando com um grupo de jovens de todas as idades e promovendo espectáculos na sua colectividade, assim como em deslocações para actuação nas colectividades vizinhas. Colaborou com a CÂMARA MUNICIPAL DE SANTARÉM nas comemorações do 25 de Abril em «CANTARES DE ABRIL», em Festivais das Festas da Cidade de Santarém como o «VAMOSCANTARSANTARÉM» onde ganhou em 1989 o 3° PRÉMIO DE LETRA e MÚSICA, e em 1990 o 1° PRÉMIO DE LETRA, o 1° PRÉMIO DE MÚSICA e ainda o 1° PRÉMIO DE INTREPRETAÇÃO com o «GRUPO CANTARES DA VILA» de música popular regional, com a sua formação.

Participou em Jornais Regionais assim como nas Rádios Regionais em programas de Poesia. As suas primeiras publicações: Participação no livro “Naquele tempo era assim:, sobre a freguesia de Almoster, publicação «CAMARA MUNICIPAL DE SANTARÉM», participação no livro “Antologias para Novos Autores”, Editora Minerva, nas 3a e na 4a Edição, seguindo-se uma publicação de autora, em 1999, do livro de poesia “UMA PEDRA NO CHARCO, REFÚGIO”.

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Craveirinha é homenageado por jovens e pelo Instituto Camões em Maputo

O Instituto Camões de Maputo acolhe desde ontem, quarta-feira, uma exposição colectiva de artes plásticas, intitulada Karingana Ua Karingana, em homenagem ao falecido poeta moçambicano José Craveirinha., vencedor do Prémio Camões em 1991.
A exibição, que termina a 13 de Junho próximo, é uma co-produção do Instituto Camões na capital moçambicana e do Núcleo de Amigos de José Craveirinha (NAJOC), indica um comunicado conjunto divulgado em Maputo.
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Árvore (Mia Couto)

Árvore
 
cego
de ser raiz

imóvel
de me ascender caule

múltiplo
de ser folha

aprendo
a ser árvore
enquanto
iludo a morte
na folha tombada do tempo

Mia Couto

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POEMA A SALAZAR (GUSTAVO MOREIRA)

POEMA A SALAZAR

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BATUQUE D’ÁFRICA (JONAS SAVIMBI)

 

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MOC-CULT - QUANDO A PÁTRIA É NOSSA (ARMANDO ARTUR)

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