<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<!-- generator="wordpress/2.0.2" -->
<rss version="2.0" 
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>

<channel>
	<title></title>
	<link>http://group.xiconhoca.com</link>
	<description>O novo grupo 'XicoNhoca'</description>
	<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 16:17:51 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.0.2</generator>
	<language>en</language>
			<item>
		<title>Poesia e prosa - &#8220;Amor Eterno&#8221; e &#8220;A Fazenda onde veio a luz ao mundo&#8221;. Lídia Frade lança dois livros em Almoster em 10 de Abril</title>
		<link>http://group.xiconhoca.com/2010/03/18/poesia-e-prosa-amor-eterno-e-a-fazenda-onde-veio-a-luz-ao-mundo-lidia-frade-lanca-dois-livros-em-almoster-em-10-de-abril/</link>
		<comments>http://group.xiconhoca.com/2010/03/18/poesia-e-prosa-amor-eterno-e-a-fazenda-onde-veio-a-luz-ao-mundo-lidia-frade-lanca-dois-livros-em-almoster-em-10-de-abril/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 16:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Oliveira</dc:creator>
		
	<category>Autores e Jornalistas</category>
	<category>Cultura</category>
	<category>Cultura Lusófona</category>
	<category>Destaque</category>
	<category>Geral</category>
	<category>Poesia</category>
		<guid isPermaLink="false">http://group.xiconhoca.com/2010/03/18/poesia-e-prosa-amor-eterno-e-a-fazenda-onde-veio-a-luz-ao-mundo-lidia-frade-lanca-dois-livros-em-almoster-em-10-de-abril/</guid>
		<description><![CDATA[
O lançamento dos dois livros está previsto para as 15h00 do próximo dia 10 de Abril, em Almoster, na ARCFA (Associação Recreativa e Cultural da Freguesia de Almoster). 
LÍDIA FRADE nasceu no lugar da Ponte do Celeiro, Freguesia de Almoster, Concelho de Santarém. Muito cedo começou por cultivar a sua criatividade, lendo quase todos os romances [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pauloliveira.com/CONVITE.jpg"><img style="width: 319px; height: 634px" height="634" src="http://www.pauloliveira.com/CONVITE.jpg" width="319" align="right" /></a></p>
<p>O lançamento dos dois livros está previsto para as 15h00 do próximo dia 10 de Abril, em Almoster, na ARCFA (Associação Recreativa e Cultural da Freguesia de Almoster). </p>
<p>LÍDIA FRADE nasceu no lugar da Ponte do Celeiro, Freguesia de Almoster, Concelho de Santarém. Muito cedo começou por cultivar a sua criatividade, lendo quase todos os romances clássicos, disponíveis na época através das carrinhas da Biblioteca Itinerante da Gulbenkian. A sua participação a nível sócio-cultural foi de grande relevo, primeiro, fazendo recolhas de canções populares dos usos e costumes para o reportório do grupo de Folclore da localidade de Vila Nova do Coito, Freguesia de Almoster, onde viveu, e de onde levou o nome da Associação Cultural Vilanovense com músicas e canções de recolha à sua participação no festival para crianças «CANTAROLANDO», integrado na FEIRA DA AGRICULTURA.</p>
<p>Começou a escrever pequenas coisas, como poemas para serem cantados, ou textos para teatralizar, trabalhando com um grupo de jovens de todas as idades e promovendo espectáculos na sua colectividade, assim como em deslocações para actuação nas colectividades vizinhas. Colaborou com a CÂMARA MUNICIPAL DE SANTARÉM nas comemorações do 25 de Abril em «CANTARES DE ABRIL», em Festivais das Festas da Cidade de Santarém como o «VAMOSCANTARSANTARÉM» onde ganhou em 1989 o 3° PRÉMIO DE LETRA e MÚSICA, e em 1990 o 1° PRÉMIO DE LETRA, o 1° PRÉMIO DE MÚSICA e ainda o 1° PRÉMIO DE INTREPRETAÇÃO com o «GRUPO CANTARES DA VILA» de música popular regional, com a sua formação.</p>
<p>Participou em Jornais Regionais assim como nas Rádios Regionais em programas de Poesia. As suas primeiras publicações: Participação no livro &#8220;Naquele tempo era assim:, sobre a freguesia de Almoster, publicação «CAMARA MUNICIPAL DE SANTARÉM», participação no livro &#8220;Antologias para Novos Autores&#8221;, Editora Minerva, nas 3a e na 4a Edição, seguindo-se uma publicação de autora, em 1999, do livro de poesia &#8220;UMA PEDRA NO CHARCO, REFÚGIO&#8221;.</p>
<p> CLIQUE NAS CAPAS PARA AMPLIAR</p>
<p><a href="http://www.pauloliveira.com/Eterno.jpg"><img style="width: 422px; height: 266px" height="266" src="http://www.pauloliveira.com/Eterno.jpg" width="422" /></a></p>
<p><a href="http://www.pauloliveira.com/Fazenda.jpg"><img style="width: 423px; height: 282px" height="282" src="http://www.pauloliveira.com/Fazenda.jpg" width="423" /></a>
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRSS>http://group.xiconhoca.com/2010/03/18/poesia-e-prosa-amor-eterno-e-a-fazenda-onde-veio-a-luz-ao-mundo-lidia-frade-lanca-dois-livros-em-almoster-em-10-de-abril/feed/</wfw:commentRSS>
		</item>
		<item>
		<title>Filme sobre Gorongosa, Moçambique, ganha ouro e diamante no festival de filmes de turismo de Berlim</title>
		<link>http://group.xiconhoca.com/2010/03/13/filme-sobre-gorongosa-mocambique-ganha-ouro-e-diamante-no-festival-de-filmes-de-turismo-de-berlim/</link>
		<comments>http://group.xiconhoca.com/2010/03/13/filme-sobre-gorongosa-mocambique-ganha-ouro-e-diamante-no-festival-de-filmes-de-turismo-de-berlim/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 13 Mar 2010 16:08:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Oliveira</dc:creator>
		
	<category>Geral</category>
	<category>Moçambique - Actual, Notícias</category>
		<guid isPermaLink="false">http://group.xiconhoca.com/2010/03/13/filme-sobre-gorongosa-mocambique-ganha-ouro-e-diamante-no-festival-de-filmes-de-turismo-de-berlim/</guid>
		<description><![CDATA[
Berlim, Alemanha, 12 Mar - O filme sobre a recuperação do Parque Nacional da Gorongoza &#8220;Africa&#8217;s lost Eden&#8221;, produzido pela National Geographic, conquistou dois prémios na Feira de Turismo de Berlim (ITB, ma sigla em inglês). Assim, o filme, que na ITB teve a sua terceira apresentação públicas em feiras de turismo, conquistou ouro na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img height="157" src="http://my.gorongosa.net/images/header.jpg" width="676" /></p>
<p>Berlim, Alemanha, 12 Mar - O filme sobre a recuperação do Parque Nacional da Gorongoza &#8220;Africa&#8217;s lost Eden&#8221;, produzido pela National Geographic, conquistou dois prémios na Feira de Turismo de Berlim (ITB, ma sigla em inglês). Assim, o filme, que na ITB teve a sua terceira apresentação públicas em feiras de turismo, conquistou ouro na categoria TV-Viagens e o Grande Prémio Diamante em todas as categorias.</p>
<p>A primeira projecção do filme aconteceu em Mocambique, ao que seguiram duas projecções na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) e na Feira de Turismo de Madrid (Fitur), em Portugal e em Espanha, respectivamente. Vasco Galant, funcionário superior do Parque Nacional da Gorongosa, disse à macauhub que os prémios honram todo o trabalho e dedicação feitos na recuperação daquele que é um dos maiores parques naturais do mundo.</p>
<p>O Parque Nacional da Gorongosa está a conhecer um projecto de recuperação inciado há sensivelmente seis ano levado a cabo por uma fundação norte-americana liderada pelo filantropo Greg Carr. (macauhub)    [ 2010-03-12 ] 
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRSS>http://group.xiconhoca.com/2010/03/13/filme-sobre-gorongosa-mocambique-ganha-ouro-e-diamante-no-festival-de-filmes-de-turismo-de-berlim/feed/</wfw:commentRSS>
		</item>
		<item>
		<title>África do Sul: Cresce desilusão com a liderança de Zuma</title>
		<link>http://group.xiconhoca.com/2010/03/08/africa-do-sul-cresce-desilusao-com-a-lideranca-de-zuma/</link>
		<comments>http://group.xiconhoca.com/2010/03/08/africa-do-sul-cresce-desilusao-com-a-lideranca-de-zuma/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 13:48:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lenamarve</dc:creator>
		
	<category>África Austral - Actualidade</category>
	<category>Destaque</category>
	<category>Geral</category>
	<category>Internacional - Mundo</category>
		<guid isPermaLink="false">http://group.xiconhoca.com/2010/03/08/africa-do-sul-cresce-desilusao-com-a-lideranca-de-zuma/</guid>
		<description><![CDATA[
África do Sul: Cresce desilusão com a liderança de Zuma
A liderança de Jacob Zuma é considerada como estando a enfraquecer nos últimos dias, com muitos funcionários do seu Governo, desiludidos devido aos escândalos cometidos pelo chefe de Estado, tendo, semana passada, alguns jornais no país reportado a existência de um grupo de dirigentes, no seio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.lesafriques.com/en/images/stories/news/23_jacob-zuma2.jpg" /></p>
<p><strong>África do Sul: Cresce desilusão com a liderança de Zuma</strong></p>
<p>A liderança de Jacob Zuma é considerada como estando a enfraquecer nos últimos dias, com muitos funcionários do seu Governo, desiludidos devido aos escândalos cometidos pelo chefe de Estado, tendo, semana passada, alguns jornais no país reportado a existência de um grupo de dirigentes, no seio do Congresso Nacional Africano (ANC),  que tencionam avançar uma moção de censura contra o Presidente sul-africano.</p>
<p>O “Sunday Times”, um semanário editado em Joanesburgo, escreve que alguns membros do Comité Executivo Nacional (NEC), órgão de decisão do ANC, partido no poder na África do Sul, e altos funcionários do Governo dizem estar desiludidos com o Presidente.</p>
<p>Citando fontes do NEC, o jornal escreve que muitos estão descontentes com o facto de Zuma ter mantido uma relação extraconjugal com a filha de um amigo seu, Irvin Khoza, presidente do Comité Coordenador do Mundial de Futebol 2010, a ter lugar na África do Sul, nos meados do corrente ano.</p>
<p><a id="more-4943"></a></p>
<p>Na sua edição de ontem, o semanário reporta como havendo receios no seio do ANC e no Governo sobre a eventualidade de um outro escândalo do Executivo de Zuma.</p>
<p>Um membro do Governo fez questão de frisar que o Executivo de Zuma não emitiu sequer um comunicado de apoio, depois de despoletar a notícia, alegando que o Presidente teria gerado um filho, o vigésimo, resultante de uma relação extraconjugal com Sonono Khoza, filha de Irvin Khoza.</p>
<p>A alegada desilusão surge numa altura em que o ANC e a Confederação dos Sindicatos Sul-Africanos (COSATU) estão de costas voltadas, depois de o último ter atacado o partido no poder e admitido a existência de uma campanha para afastar Zuma do posto que ocupa desde Maio de 2009.</p>
<p>O secretário-geral da COSATU, Zwelinzima Vavi, disse ao “Sunday Times” que dirigentes desta organização sindical a nível das províncias teriam declarado, numa reunião do Comité Central Executivo (CEC), a existência de uma campanha contra Zuma e o secretário-geral do ANC, Gwede Mantashe.<br />
Apesar de não ter avançado nomes de membros que, alegadamente, estariam por detrás desta campanha, Vavi afirmou que estruturas provinciais da COSATU sabem o que está a acontecer no terreno.</p>
<p>Vavi acrescentou que o plano envolvendo a alegada destituição de Zuma e Mantashe, através de uma moção de censura, terá lugar quando o partido se reunir no seu Conselho Nacional Geral, em Setembro do corrente ano.</p>
<p>O secretário-geral da COSATU, um aliado próximo do Presidente, sublinhou que a campanha contra Zuma e Mantashe foi alvo de uma análise numa reunião do CEC, realizada na semana passada.</p>
<p>Esta posição encontra eco no Sindicato dos Trabalhadores Municipais (SAMVU), um dos afiliados da COSATU, tendo reivindicado na sexta-feira que “contra-revolucionários” nas fileiras do ANC estariam a planear um moção de censura contra o Presidente, uma decisão que poderá criar um caos no país.</p>
<p>Maputo, Segunda-Feira, 8 de Março de 2010:: Notícias 
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRSS>http://group.xiconhoca.com/2010/03/08/africa-do-sul-cresce-desilusao-com-a-lideranca-de-zuma/feed/</wfw:commentRSS>
		</item>
		<item>
		<title>Sérgio Vieira apresenta hoje o seu livro “Testemunho&#8221;</title>
		<link>http://group.xiconhoca.com/2010/03/08/sergio-vieira-apresenta-hoje-o-seu-livro-%e2%80%9ctestemunho/</link>
		<comments>http://group.xiconhoca.com/2010/03/08/sergio-vieira-apresenta-hoje-o-seu-livro-%e2%80%9ctestemunho/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 13:40:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lenamarve</dc:creator>
		
	<category>25 Abril - África e Descolonização</category>
	<category>Autores e Jornalistas</category>
	<category>Combatentes e Guerra Colonial</category>
	<category>Geral</category>
	<category>Moçambique - Actual, Notícias</category>
	<category>Moçambique - Ontem e Hoje, História</category>
	<category>Moçambique Cultural</category>
	<category>Portugal - História Colonial</category>
		<guid isPermaLink="false">http://group.xiconhoca.com/2010/03/08/sergio-vieira-apresenta-hoje-o-seu-livro-%e2%80%9ctestemunho/</guid>
		<description><![CDATA[Sérgio Vieira apresenta hoje seu “testemunho”
“PARTICIPEI, POR ISSO TESTEMUNHO”, é o título do livro de Sérgio Vieira a ser lançado hoje no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo. Segundo um dos prefaciadores, Luís Bernardo Honwana, nesta obra Sérgio Vieira fala das suas origens e da sua infância e adolescência em Tete.
Fala de como abandonou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sérgio Vieira apresenta hoje seu “testemunho”</strong></p>
<p>“PARTICIPEI, POR ISSO TESTEMUNHO”, é o título do livro de Sérgio Vieira a ser lançado hoje no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo. Segundo um dos prefaciadores, Luís Bernardo Honwana, nesta obra Sérgio Vieira fala das suas origens e da sua infância e adolescência em Tete.</p>
<p>Fala de como abandonou o catolicismo e da sua subsequente militância no movimento estudantil e na Casa dos Estudantes do Império, (&#8230;) dos capítulos dedicados às relações entre os movimentos filiados na antiga CONCP (Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas), as negociações que conduziram à assinatura dos Acordos de Lusaka,  a Independência, o dossier Zimbabwe e a Guerra de Desestabilização, entre outras.</p>
<p>Para outro prefaciador, António Almeida Santos  fazia falta este livro. “Que ele sirva de estímulo, a que outros actores dessa independência ganhem nele inspiração para repetir a proeza, e cumprir esse dever. O conhecimento pelas novas gerações do heroísmo dessa gesta é um capital precioso para o orgulho de ter nascido em Moçambique, e a consciência do significado da correspondente cidadania”.</p>
<p>A obra será apresentada por Luís Bernardo Honwana e Rock Choolly.</p>
<p>Maputo, Segunda-Feira, 8 de Março de 2010:: Notícias 
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRSS>http://group.xiconhoca.com/2010/03/08/sergio-vieira-apresenta-hoje-o-seu-livro-%e2%80%9ctestemunho/feed/</wfw:commentRSS>
		</item>
		<item>
		<title>Portugal pode financiar ponte Maputo/Catembe</title>
		<link>http://group.xiconhoca.com/2010/03/08/portugal-pode-financiar-ponte-maputocatembe/</link>
		<comments>http://group.xiconhoca.com/2010/03/08/portugal-pode-financiar-ponte-maputocatembe/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 13:33:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lenamarve</dc:creator>
		
	<category>25 Abril - África e Descolonização</category>
	<category>Geral</category>
	<category>Moçambique - Actual, Notícias</category>
	<category>Moçambique - Ontem e Hoje, História</category>
	<category>Mundo Lusófono - Estratégia e Defesa</category>
	<category>Portugal - Actualidade</category>
	<category>Portugal - História Colonial</category>
	<category>Portugal - História Geral</category>
		<guid isPermaLink="false">http://group.xiconhoca.com/2010/03/08/portugal-pode-financiar-ponte-maputocatembe/</guid>
		<description><![CDATA[
Portugal pode financiar ponte Maputo/Catembe
O Governo português, em parceria com o moçambicano, poderá financiar as obras de construção da ponte que liga a cidade de Maputo ao distrito municipal da Catembe, a estrada que liga Maputo a Ponta d`Ouro, bem como a Vila Olímpica que acomodará os atletas que vão participar nos X Jogos Africanos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://cache.virtualtourist.com/4403814-Catembe_Maputo-Maputo.jpg" /></p>
<p><strong>Portugal pode financiar ponte Maputo/Catembe</strong></p>
<p>O Governo português, em parceria com o moçambicano, poderá financiar as obras de construção da ponte que liga a cidade de Maputo ao distrito municipal da Catembe, a estrada que liga Maputo a Ponta d`Ouro, bem como a Vila Olímpica que acomodará os atletas que vão participar nos X Jogos Africanos de 2011, em Maputo.</p>
<p>O anúncio foi feito recentemente pelo Primeiro-Ministro português, José Sócrates, no quadro de uma visita oficial que efectuou a Moçambique. José Sócrates revelou também o interesse do seu país em financiar outros projectos como a construção da central norte na Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), localizada na vila de Songo, província de Tete, a expansão da rede nacional de distribuição de energia eléctrica. Portugal propôs-se igualmente a financiar a construção de pequenas centrais eléctricas hídricas e solares, com base nos protocolos e acordos assinados entre os dois governos.</p>
<p>Maputo, Segunda-Feira, 8 de Março de 2010:: Notícias
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRSS>http://group.xiconhoca.com/2010/03/08/portugal-pode-financiar-ponte-maputocatembe/feed/</wfw:commentRSS>
		</item>
		<item>
		<title>Moçambique passa a deter 92,5% das acções da HCB</title>
		<link>http://group.xiconhoca.com/2010/03/08/mocambique-passa-a-deter-925-das-accoes-da-hcb/</link>
		<comments>http://group.xiconhoca.com/2010/03/08/mocambique-passa-a-deter-925-das-accoes-da-hcb/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 13:06:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Oliveira</dc:creator>
		
	<category>25 Abril - África e Descolonização</category>
	<category>Geral</category>
	<category>Moçambique - Actual, Notícias</category>
	<category>Moçambique - Ontem e Hoje, História</category>
	<category>Portugal - História Colonial</category>
		<guid isPermaLink="false">http://group.xiconhoca.com/2010/03/08/mocambique-passa-a-deter-925-das-accoes-da-hcb/</guid>
		<description><![CDATA[
A garganta do Zambeze, junto à barragem de Cahora-Bassa
Desde a última sexta-feira, o Estado moçambicano detém 92,5% do total das acções da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), dando corpo ao acordo rubricado entre o ministro moçambicano da Energia, Salvador Namburete, e o secretário de Estado do Tesouro e Finanças de Portugal, Carlos Pina.
O acordo concede [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://farm1.static.flickr.com/213/463430055_18a27a2129.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"><em>A garganta do Zambeze, junto à barragem de Cahora-Bassa</em></div>
<p>Desde a última sexta-feira, o Estado moçambicano detém 92,5% do total das acções da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), dando corpo ao acordo rubricado entre o ministro moçambicano da Energia, Salvador Namburete, e o secretário de Estado do Tesouro e Finanças de Portugal, Carlos Pina.<br />
O acordo concede a Moçambique 7,5% das acções da HCB, do total de 15% que eram detidos até agora pelo Estado português, na sequência do acordo de reconversão da HCB para Moçambique, assinado em 2006 pelo chefe do Estado moçambicano, Armando Guebuza, e pelo primeiro-ministro português, José Sócrates.<br />
Os restantes 7,5% do capital social da HCB ficarão a cargo da empresa portuguesa Redes Enegéticas Nacionais (REN) em representação ao Estado português no empreendimento.<br />
O acordo assinado entre os dois países, em 2006 – à luz do qual Portugal vendeu a maioria do capital da HCB –, previa que fosse Moçambique a escolher quem iria comprar 5% do capital da empresa. Os outros 10% podiam ser vendidos livremente.<br />
<a id="more-4940"></a>Em Novembro de 2006, depois de intensas conversações, Portugal concordou em vender 67% da HCB por 950 milhões de dólares, em duas fases, mas o encaixe acabou por ser menor por causa da desvalorização do dólar face ao euro. O acordo consagrou também o perdão de dívidas do Estado moçambicano a Portugal, por via da HCB, num valor de cerca de 1,8 mil milhões de euros.<br />
Falando momentos após da assinatura do acordo, o ministro da Energia, Salvador Namburete, disse que a assinatura do acordo resulta das “excelentes relações de cooperação entre Moçambique e Portugal”.<br />
Por seu turno, o secretário de Estado português do Tesouro e Finanças, Carlos Pina, referiu que os entendimentos alcançados põem ponto final a uma série de negociações realizadas entre as duas partes sobre o dossier “Cahora Bassa”.</p>
<p>in CanalMoz
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRSS>http://group.xiconhoca.com/2010/03/08/mocambique-passa-a-deter-925-das-accoes-da-hcb/feed/</wfw:commentRSS>
		</item>
		<item>
		<title>&#8216;Capitão de Abril&#8217; Costa Martins é um dos mortos de um acidente aéreo em Évora</title>
		<link>http://group.xiconhoca.com/2010/03/07/capitao-de-abril-costa-martins-e-um-dos-mortos-de-um-acidente-aereo-em-evora/</link>
		<comments>http://group.xiconhoca.com/2010/03/07/capitao-de-abril-costa-martins-e-um-dos-mortos-de-um-acidente-aereo-em-evora/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 15:16:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Oliveira</dc:creator>
		
	<category>Geral</category>
	<category>Portugal - Actualidade</category>
		<guid isPermaLink="false">http://group.xiconhoca.com/2010/03/07/capitao-de-abril-costa-martins-e-um-dos-mortos-de-um-acidente-aereo-em-evora/</guid>
		<description><![CDATA[O capitão de Abril, Costa Martins, é um dos mortos da aeronave que caiu na última noite no concelho de Montemor-o-Novo. A informação foi confirmada à Renascença por fonte da GNR. José Inácio da Costa Martins, reformado da Força Aérea, participou no comando das Forças que tomaram de assalto o aeroporto da Portela e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img align="left" src="http://www.xiconhoca.com/Ciborro/CMartins.jpg" />O capitão de Abril, Costa Martins, é um dos mortos da aeronave que caiu na última noite no concelho de Montemor-o-Novo. A informação foi confirmada à Renascença por fonte da GNR. José Inácio da Costa Martins, reformado da Força Aérea, participou no comando das Forças que tomaram de assalto o aeroporto da Portela e a Base N.º 1 de Lisboa e desempenhou funções de membro do conselho de estado tendo chegado mais tarde a ministro do Trabalho.</p>
<p>O aparelho caiu junto a um arrozal na zona de Ciborro às 20h30 de sábado e a cerca de meio quilómetro da pista particular da Herdade de Cavaleiro e Pinheiro, de onde descolara quatro horas antes para uma presumível viagem de recreio.</p>
<p>&#8220;Por volta das 16h30, uma avioneta com dois tripulantes saiu da pista improvisada que existe aqui nesta propriedade. Em princípio era para dar um passeio curto. No entanto, o proprietário da mesma, cerca das 20h20, telefonou para o posto territorial de Montemor-o-Novo porque estranhava a avioneta nunca mais regressar&#8221;, relatou à RTP o comandante Martins, da GNR.</p>
<p align="center"><img style="width: 544px; height: 363px" src="http://www.xiconhoca.com/Ciborro/0608973.JPG" /></p>
<p align="center"><em>A aeronave acidentada</em></p>
<p align="left">&#8220;Após essa comunicação, veio então uma patrulha que acabou, depois, por encontrar a aeronave partida ao meio e com os dois tripulantes presumivelmente já cadáveres&#8221;, prosseguiu o responsável.</p>
<p><img align="right" src="http://www.xiconhoca.com/Ciborro/avioneta.jpg" />Para além do antigo capitão de Abril Costa Martins, de 72 anos, a queda do aparelho causou a morte a José Alberto Sousa Monteiro, comandante reformado da TAP.  José Inácio da Costa Martins esteve no comando das tropas que, a 25 de Abril de 1974, tomaram o Aeroporto da Portela e o Aeródromo da Base número 1 de Lisboa. O oficial seria convidado, a 31 de Maio desse ano, a integrar o Conselho de Estado. Nos governos que se seguiram à Revolução, chegou assumir a pasta do Trabalho.</p>
<p>Durante a noite, os Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Novo destacaram seis viaturas e 19 operacionais para o local, a par de uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação. Contudo, uma vez constatadas as mortes dos tripulantes, o dispositivo da GNR acabou por vedar o acesso à aeronave. Os corpos foram retirados cerca das 5h30 pelos bombeiros. O local continua a ser controlado com um perímetro de segurança montado pelas autoridades.</p>
<p>A Polícia Judiciária foi chamada ao local da queda da aeronave, na Herdade da Atabueira, para conduzir as primeiras investigações. Em curso está já uma peritagem dos elementos do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves.
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRSS>http://group.xiconhoca.com/2010/03/07/capitao-de-abril-costa-martins-e-um-dos-mortos-de-um-acidente-aereo-em-evora/feed/</wfw:commentRSS>
		</item>
		<item>
		<title>Para voos mais altos, LAM quer livrar-se de aviões obsoletos</title>
		<link>http://group.xiconhoca.com/2010/03/07/para-voos-mais-altos-lam-quer-livrar-se-de-avioes-obsoletos/</link>
		<comments>http://group.xiconhoca.com/2010/03/07/para-voos-mais-altos-lam-quer-livrar-se-de-avioes-obsoletos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 11:57:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Oliveira</dc:creator>
		
	<category>Geral</category>
	<category>Moçambique - Actual, Notícias</category>
		<guid isPermaLink="false">http://group.xiconhoca.com/2010/03/07/para-voos-mais-altos-lam-quer-livrar-se-de-avioes-obsoletos/</guid>
		<description><![CDATA[A operadora de bandeira moçambicana, Linhas Aéreas de Moçambique(LAM) pretende desfazer-se dos ‘boeings-737’, aviões alugados e que tem custos operacionais bastante elevados. Trata-se de dois aviões que a companhia aérea moçambicana tem estado a alugar há mais de cinco anos.
Contudo, a devolução desses boeings está condicionada ao aluguer de outros quatro aviões pequenos, sendo dois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img align="left" src="http://ofunil.blogs.sapo.pt/arquivo/LAM_01.jpg" />A operadora de bandeira moçambicana, Linhas Aéreas de Moçambique(LAM) pretende desfazer-se dos ‘boeings-737’, aviões alugados e que tem custos operacionais bastante elevados. Trata-se de dois aviões que a companhia aérea moçambicana tem estado a alugar há mais de cinco anos.<br />
Contudo, a devolução desses boeings está condicionada ao aluguer de outros quatro aviões pequenos, sendo dois ‘Embraer 190e’ e igual número de ‘Bombardier Q 400’.<br />
“Já não são rentáveis agora”, disse o Administrador Financeiro das LAM, Jeremias Tchamo, falando à AIM. Ele acrescentou que “os valores para o seu aluguer são baixos, mas os custos de operação e manutenção são mais caros”.<br />
Tchamo disse que esses aviões deixaram de ser rentáveis por já serem obsoletos e, em consequência disso, terem altos custos de consumo e manutenção.<br />
Segundo a fonte, inicialmente, a LAM chegou a pagar cerca de 75 mil meticais (cerca de 2,5 mil dólares no câmbio actual) para o aluguer de cada um dos aparelhos.<br />
Ao longo do tempo, a LAM foi negociando os preços até se chegar ao valor de 35 mil meticais pagos actualmente por cada um deles.<br />
Tchamo reconhece que, para o aluguer dos Embraer, por exemplo, a empresa vai pagar valores acima dos 35 mil meticais, mas diz haver enormes vantagens competitivas.<br />
<a id="more-4937"></a>“Por várias razões. Agora, por questões ambientais, há uma nova geração de aviões que têm várias vantagens”, disse ele, a título de exemplo. Com a aquisição dos novos aviões, a LAM pretende dar seguimento do seu projecto de expansão e renovação da frota.<br />
Este ano, a empresa pediu autorização ao Instituto Nacional de Aviação Civil (IACM) para operar nas rotas (umas novas outras não) Joanesburgo-Tete (directo), Cidade do Cabo-Maputo, onde até agora só opera a companhia sul-africana &#8216;SAA&#8217;.<br />
Os pedidos ainda aguardam resposta, mas ainda este ano, a empresa pretende operar nas rotas Nampula-Nairobi e Maputo-Malawi.<br />
Por outro lado, a empresa pretende aumentar a frequência de voos domésticos e na rota Maputo-Luanda. Igualmente, a companhia moçambicana ambiciona entrar nas rotas intercontinentais, reatando o seu voo Maputo-Lisboa. Contudo, para satisfazer a esse sonho, a LAM terá de alugar um outro avião ‘boeing’ ou um ‘airbus’.</p>
<p>fonte: Rádio de Moçambique
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRSS>http://group.xiconhoca.com/2010/03/07/para-voos-mais-altos-lam-quer-livrar-se-de-avioes-obsoletos/feed/</wfw:commentRSS>
		</item>
		<item>
		<title>Noite de horror - Lourenço Marques. 1974</title>
		<link>http://group.xiconhoca.com/2010/03/07/noite-de-horror-lourenco-marques-1974/</link>
		<comments>http://group.xiconhoca.com/2010/03/07/noite-de-horror-lourenco-marques-1974/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 11:03:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Oliveira</dc:creator>
		
	<category>25 Abril - África e Descolonização</category>
	<category>Combatentes e Guerra Colonial</category>
	<category>Geral</category>
	<category>Moçambique - Ontem e Hoje, História</category>
	<category>Mundo Lusófono - Estratégia e Defesa</category>
	<category>Portugal - História Colonial</category>
		<guid isPermaLink="false">http://group.xiconhoca.com/2010/03/07/noite-de-horror-lourenco-marques-1974/</guid>
		<description><![CDATA[Extraído do blog de Francisco Gomes Amorim
A revolução já tinha acontecido em Portugal. A primeira medida tomada, depois de trancafiados na cadeia os responsáveis da PIDE, incluindo os burocratas que ali trabalhavam, foi anunciar a independência das colônias.
Quando? Como? Isso ninguém sabia, mas como os exemplos anteriores de grande parte das independências em África fizeram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img align="right" src="http://2.bp.blogspot.com/_J985ePibq94/SMP1Vf3z5qI/AAAAAAAADws/xi92yWhyQNI/s400/Bandeira+portuguesa+RCM+de+LM.jpg" />Extraído do <strong><a href="http://fgamorim.blogspot.com/2010/01/faz-que-nao-recordo-mocambique.html">blog </a></strong>de Francisco Gomes Amorim</p>
<p>A revolução já tinha acontecido em Portugal. A primeira medida tomada, depois de trancafiados na cadeia os responsáveis da PIDE, incluindo os burocratas que ali trabalhavam, foi anunciar a independência das colônias.<br />
Quando? Como? Isso ninguém sabia, mas como os exemplos anteriores de grande parte das independências em África fizeram correr muito sangue, a preocupação geral era grande.<br />
Os africanos há anos, quase há séculos era o que almejavam, ver-se livres do jugo colonial que nunca aceitaram. Hoje são subjugados poder económico. Mas ninguém gosta de jugo. Não só os africanos como todos aqueles que ali viviam e não podiam trabalhar livremente porque as dificuldades criadas pela metrópole a todos pesavam. A uns mais vergonhosamente, mas a todos, economicamente.<br />
Finalmente chegava a independência. Para isso tinham lutado, e era um direito seu inalienável e histórico. Os brancos que tinham ali vivido toda a sua vida, alguns vindos de três, quatro e mais gerações, achavam-se no mesmo direito à independência, à continuação do seu trabalho, das suas vidas, a não perder o que tinham. À paz.<br />
Mas como ia ser essa independência?<br />
<a id="more-4936"></a>Geraram-se à última hora pseudo movimentos políticos de feição moderada, que pretendiam opor-se a uma independência unicamente negra, o que era total ilusão, que pressupunha a continuação de muitos dos brancos e mestiços tanto na política como em lugares públicos de responsabilidade, sobretudo técnicos, outra ilusão, mas sobretudo o que se gerou foi muita confusão e muito pânico em todos os lados.<br />
Substituíram-se os governos coloniais por governos de transição com elementos da Frelimo, até hoje no poder, cabendo a responsabilidade pela segurança dessa transmissão de poderes a um Alto Comissário português, nomeado pelo chamado conselho da revolução. Com letra minúscula!<br />
Os africanos que compunham esse governo por parte da Frelimo, nada racistas, consideravam os brancos, todos, sem excepção, inimigos dos pretos. Era difícil, quase impossível o diálogo com esta mentalidade!<br />
Alguns dos platónicos que quiseram ainda iludir-se que um governo misto poderia acontecer, preservando os bens humanos e materiais adquiridos, acabaram provocando uma reação perigosa, e em setembro desse ano apoderaram-se do Radio Clube de Moçambique, e numa emissão desastrosa incitavam a população, sobretudo branca, a se defender com armas contra a imposição, pelo governo português, de um governo negro, que entretanto já ia dando provas de arrogância e hostilidade a peles claras.<br />
Como resultado, a estação de rádio foi ocupada por soldados portugueses, com alguma troca de tiros, e toda a população de um modo geral ficou ainda mais receosa que no meio de tamanha exaltação pudessem acontecer outros confrontos, armados, perigosos.<br />
A tensão era grande, ia crescendo, e os europeus, mesmo nascidos em Moçambique acabaram por se convencer que tinham que sair de qualquer modo.<br />
Entre as tropas que desde o inicio da guerra colonial, em 1961, foram mandadas para as colônias, podiam-se destacar os comandos. Homens super treinados e ensinados para lutar nas condições mais adversas, para matar nem que fosse mordendo no pescoço do inimigo como fazem as onças e leões. Sobreviver a qualquer custo, vencendo.<br />
O inimigo que lhes foi incutido no espirito em doses maciças, durante o treinamento quase do tipo lavagem cerebral, não era a população africana, que deviam proteger, até porque, apesar de raros, havia homens de cor nessa tropa de elite. Inimigos eram os soldados contra quem se lutava, em Moçambique, sobretudo da Frelimo. Se nos abstivermos de que guerra é sempre um ato criminoso, seja porque motivo for, a partir do momento que ela começa e os homens não se entendem, os comandos são peça fundamental.<br />
Assim que se anunciou o fim da guerra, esses comandos dispersos pelas zonas mais recônditas do país foram mandados regressar às cidades, aquartelados, sem missão outra que não fosse aguardar o seu embarque de regresso a Portugal. Os meios de transporte eram diminutos, e eram largas dezenas de milhares de homens só nas forças armadas a retirar de todas as colônias. Só em Angola mais de cinquenta mil! Fora os civis que também queriam ou tinham que ser retirados. De avião levaria anos, e navios já Portugal tinha poucos!<br />
Alguns aguardavam, numa espécie de férias forçadas e incomodas, em Lourenço Marques, cidade tranquila apesar da tensão que todos carregavam dentro de si. Férias aliás merecidas, como para todos os que deram o seu melhor de si, em qualquer dos lados.<br />
Do mesmo modo foram levadas para a capital algumas companhias de soldados da Frelimo, a quem o país estava a ser entregue.<br />
Aquartelados, não no mesmo edifício, mas em áreas contíguas. Aqui começa um grande erro. Não foi muito fácil para os comandos aceitar aqueles vizinhos com quem uns dias antes estavam em luta de morte, mas não criaram problemas. Procuraram ignorar-se.<br />
Logo a seguir à revolução a estupidez subiu à cabeça de muitos. Era conveniente ser de esquerda, quanto mais à esquerda melhor, já que o comando da revolução estava dominado por lacaios de Moscovo. E uma das maneiras de exibir esse esquerdismo era menosprezar tudo quanto simbolizasse a direita, na qual, resta saber porquê, se incluíam os comandos, de quem o MFA - Movimento das Forças Armadas - em Portugal, que era senhor e dono da situação, temia alguma atitude contra-revolucionária. Por isso ia-se adiando quanto possivel o seu regresso à metrópole.<br />
Dias depois, como os dois aquartelamentos não tinham talheres suficientes para que todos comessem, tiraram os garfos e facas dos comandos para os entregar aos soldados da Frelimo! A maioria destes nem hábito tinha de comer assim! E aqueles, em condições normais, não comiam de outro jeito! Aí a tensão estoirou.<br />
Não que os soldados da Frelimo tivessem alguma culpa nisso. A burrice foi do oficial português responsável, aliás, irresponsável, que numa atitude subserviente e completamente estúpida dera essas ordens.<br />
Esta elite militar tinha, para esse oficial, virado uma espécie de lixo, e talvez por isso mesmo na sua opinião devessem passar a comer com as mãos, para saberem quem mandava agora!<br />
A seguir ao almoço, saem do aquartelamento quatro jeeps carregados de comandos armados, bravos, furiosos, em manifestação de protesto contra a estupidez de tal ordem que parecia ter sido dada para os desafiar. Nada contra a Frelimo. Enquanto circulavam pelas ruas da cidade foram dando rajadas de metralhadora para o ar! Atitude impensada, infantil.<br />
Um dos tiros, por incrível que pareça, em vez de ser dado para cima foi para o lado, atravessou toda uma galeria comercial, comprida, que ia de uma rua a outra, àquela hora com bastante gente, indo atingir uma senhora que passava no outro lado. Morreu na hora. Se a população andava assustada isto deixou-a aterrada.<br />
Os pretos abandonaram o trabalho e correram a procurar refúgio em suas casas, a maioria nos bairros periféricos, gritando:<br />
- Os brancos querem matar os pretos. Os brancos querem matar os pretos! Fujam. Fujam.<br />
Gerou-se o pânico total. Nas ruas de acesso aos bairros suburbanos fizeram-se barricadas, não deixando branco nenhum cruzá-las, mesmo os que tivessem que por ali passar para chegar a suas casas. A cidade ficou fechada. Branco que chegou perto dessas barricadas, onde os ânimos estavam exaltados pelo terror e pela tradicional violência que é característica das massas populares enfurecidas, foi impiedosamente morto. Muitos. Muita gente.<br />
Uma das funções do Alto Comissário era exatamente a manutenção da ordem, não a segurança ou defesa da população, mas a ordem na transferência para a Frelimo da governança do país. Para isso era o comandante chefe das forças armadas portuguesas e simultâneamente das forças unificadas, portuguesa e Frelimo.<br />
Mas a sorte das colónias estava traçada. A missão portuguesa junto aos Governos de Transição era assegurar que esta se processasse sem perturbações, fundamentalmente da parte dos brancos¸ uma vez que tinha sido decidido entregar os novos territórios diretamente, e sem mais delongas, em negociata rápida e suja, aos partidos comunistas.<br />
Elemento do tal conselho da revolução portuguesa, oficial da marinha, logo graduado ou promovido a almirante - nem sei quantos degraus terá subido de um só pulo - foi nesse dia jantar a casa de um amigo de longa data.<br />
Ao jantar, a dona da casa e o marido, administrador do banco onde eu trabalhava, o almirante e sua mulher, uma espécie de chefe de gabinete deste, e eu.<br />
Desde a tarde, quando se assistiu ao tumulto provocado pelos comandos, sabia-se que algo de grave e muito anormal estava acontecendo. As informações chegavam imprecisas, confusas, porque essas barricadas foram improvisadas já perto do fim do dia.<br />
O telefone não parava. De dentro para fora e de fora para dentro. Pedidos de informações da situação geral na cidade, confirmação ou desmentido de rumores. Logo era o gerente de uma das agências bancárias da periferia informando que havia grande tumulto em frente da agência. O que fazer? Nada. Apagasse as luzes, e não saísse sem que tudo voltasse ao normal.<br />
Pouco depois chamam o almirante ao telefone. A informá-lo sobre as barricadas e o que lá estava acontecendo. Tumultos graves, muita confusão e várias mortes confirmadas.<br />
Este, politicamente procura o colega da Frelimo. Não o encontra nos primeiros telefonemas, nem toma atitude. Não pode. O governo era já da Frelimo e a sua autonomia restringia-se quase exclusivamente ao controle dos que afinal eram portugueses. Fala com diversos militares, mas resolver o problema, nada.<br />
Chegam mais notícias de outras agências do banco, com a mesma tónica da primeira, e muitissimo preocupantes. Em quatro agências estava pessoal retido, apavorado. O mesmo conselho. Aguentassem quietos, se possível escondidos, telefone à mão, e não saíssem sem ter a certeza que a situação normalizara.<br />
De novo o almirante ao telefone,<br />
- Não posso resolver sozinho. Tenho que consultar a Frelimo.<br />
- Mas está morrendo gente. Mande sair o exército para tomar conta da situação.<br />
Fala finalmente com o chefe do governo provisório, da Frelimo, que se opõe à saída do exército português. Os soldados de Portugal só estavam ali aguardando embarque para abandonarem o país e sem qualquer outra função. Além disso não era político para a população negra ver, naquela altura, sair o exército português! Mesmo em missão de paz.<br />
- E os soldados da Frelimo?<br />
Alem de outras escusas evasivas, poderiam causar o mesmo pânico nas populações brancas. A situação vai acalmar.<br />
Não acalmou. Pelo contrário, até altas horas da madrugada a violência foi incrível. Sangue chama sangue.<br />
O almirante continuou manietado e preocupado. Não mandou nada. Manteve fechado nos quartéis o exército que ainda ali estava para quê, se não podia sequer policiar? Para manter a segurança das populações? De quais?<br />
Saldo final, muitos mortos.<br />
O tumulto acabou por morrer sem intervenção de quaisquer forças da ordem. Que ordem?<br />
Essa noite que tinha a intenção de ser de conversa amena, ao jantar, transformou-se num suplício. O alto comissário não tomava atitudes, sentia a sua idiota impotência, e nós não tínhamos a menor hipótese de ajudar alguém.<br />
Perto da meia noite voltou-se a falar com as agências do banco, o pessoal estava todo bem, já não se ouvia tanto tumulto, mas não era aconselhável sair de noite. Quem estivesse dentro do banco que aí passasse a noite. Era mais seguro.<br />
Na manhã seguinte a preocupação estava estampada na cara de todos.<br />
O pessoal das agências estava bem, mas havia que ir pessoalmente incutir-lhes alguma confiança. Lá foi o administrador visitá-las. As ruas onde tinham montado as barricadas apresentavam um espetáculo de desolação: carros ainda a arder, montes de ferros retorcidos, paus, pedras, tudo o que se pode usar para esse fim, cheiro a borracha queimada. Alguns corpos cobertos por panos ou papeis. Um horror.<br />
Xipamanine, em cujo largo ficava uma das agências, sempre em grande animação com o seu mercado de peixe, frutas, hortaliças, panos, etc. naquela manhã estava quase deserto. As lojas de comércio dos indianos, dos monhés, continuavam com as portas fechadas. Apesar de ter acabado o tumulto, o medo entre todos aumentara.<br />
A chegada do patrão, o administrador, às agências, nesse dia, foi um sucesso. A cara dos funcionários, entre os quais algumas mulheres, cansados, atemorizados, mas a trabalhar, quando viram o numero um do banco ir cumprimentá-los, mudou como a água para o vinho. Alguns choraram de emoção. O patrão também teve dificuldade em esconder a sua lágrima.<br />
O que se tinha passado nessa noite foi uma amostra do que poderia vir a acontecer após a independência.<br />
Se alguns portugueses tinham mantido ilusões de ficar em África, nessa noite perderam-nas.<br />
África! Adeus.</p>
<p>Do livro “Contos Peregrinos a Preto e Branco” de Francisco G. de Amorim, 1988
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRSS>http://group.xiconhoca.com/2010/03/07/noite-de-horror-lourenco-marques-1974/feed/</wfw:commentRSS>
		</item>
		<item>
		<title>Maputo - Lourenço Marques: relembrando a praça e o dia 7 de Março (de 1877)</title>
		<link>http://group.xiconhoca.com/2010/03/07/maputo-lourenco-marques-relembrando-a-praca-e-o-dia-7-de-marco-de-1877/</link>
		<comments>http://group.xiconhoca.com/2010/03/07/maputo-lourenco-marques-relembrando-a-praca-e-o-dia-7-de-marco-de-1877/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 10:36:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Oliveira</dc:creator>
		
	<category>Geral</category>
	<category>Moçambique - Ontem e Hoje, História</category>
		<guid isPermaLink="false">http://group.xiconhoca.com/2010/03/07/maputo-lourenco-marques-relembrando-a-praca-e-o-dia-7-de-marco-de-1877/</guid>
		<description><![CDATA[
No dia 7 de Março de 1877 um corpo expedicionário de engenharia das Obras Públicas portuguesas desembarca em Lourenço Marques, vindo a bordo do navio África (o mesmo que anos mais tarde transportaria Gungunhana). Este famoso corpo voluntário de engenheiros era chefiado pelo engenheiro militar coronel Joaquim José Machado (mais tarde chegaria a general e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://lh5.ggpht.com/_r2yx8nFdqjg/SKmdpl-BnUI/AAAAAAAAAaU/8q-xhIzv7yI/s640/DSCF7800.JPG" /></p>
<p>No dia 7 de Março de 1877 um corpo expedicionário de engenharia das Obras Públicas portuguesas desembarca em Lourenço Marques, vindo a bordo do navio África (o mesmo que anos mais tarde transportaria Gungunhana). Este famoso corpo voluntário de engenheiros era chefiado pelo engenheiro militar coronel Joaquim José Machado (mais tarde chegaria a general e a governador geral); veio com a missão de planificar e edificar a futura cidade. O nome da vila de Machadodorp, no Transval, foi dado em sua homenagem. Joaquim Machado foi o responsável pela conclusão do Caminho de Ferro de Lourenço Marques que fez a ligação com Pretória, &#8220;resultando num autêntico êxito da engenharia portuguesa&#8221;. Esta expedição foi enviada de Lisboa por João de Andrade Corvo, grande visionário colonial. Foi ministro da Marinha, do Ultramar e dos Negócios Estrangeiros de 1867 a 1886 &#8220;intercaladamente&#8221;.<br />
<a id="more-4935"></a>Em 6 de Setembro de 1877 toma posse o primeiro presidente da Câmara Municipal de Lourenço Marques, almirante Augusto Vidal de Castilho Barreto e Noronha, também governador. Foi activo na resolução do diferendo luso-inglês sobre a Baía de Lourenço Marques, que culminou com a sentença favorável a Portugal, proferida em Versalhes a 24 de Julho de 1875 pelo presidente francês marechal Mac-Mahon, duque de Magenta. Augusto de Castilho, no conflito dos caminhos-de-ferro (CFLM), teve um grande tacto político-diplomático.<br />
A vida municipal foi iniciada no mesmo dia da tomada de posse dos corpos directivos, por portaria n.° 205, na sede do governo do distrito onde o governador Augusto de Castilho seria nomeado presidente da Câmara Municipal, tendo como vogal Joaquim Tomás da Fonseca, de alcunha em língua local xi-ronga de nuá-Shinengana - &#8220;aleijado da perna&#8221; -, o secretário Pedro António de Oliveira e o tesoureiro Francisco Caetano Viegas, nuá&#8211;Litiuana - &#8220;o dedinhos ou larápio&#8221;.<br />
In <em>MOÇAMBIQUE - Feitiços, Cobras e Lagartos</em>, de João Craveirinha
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRSS>http://group.xiconhoca.com/2010/03/07/maputo-lourenco-marques-relembrando-a-praca-e-o-dia-7-de-marco-de-1877/feed/</wfw:commentRSS>
		</item>
	</channel>
</rss>
